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26/4/2010
CLIPPING - ABRH NACIONAL 23/04/2010
 

ABRH

Ontem e hoje  

ZERO HORA - INDICADORES - PORTO ALEGRE - 23/04/10 - Pg. 25

CAPACITAÇÃO – A Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-RS) promove na sexta-feira e no sábado, em Porto Alegre, o curso Atendimento à Norma ISO e seus Impactos em RH, que terá duração de oito horas e orientado pela administradora de empresas Clarice Paim. As inscrições devem ser feitas pelo site www.abrhrs.com.br.
FINANÇAS – A XP Investimentos realiza amanhã, às 19h15min, em Porto Alegre, a palestra Desmistificando a Bolsa de Valores. Com entrada gratuita, é preciso confirmação de presença pelo telefone (51) 3014-3741.
BOLSA – Desmistificando a Bolsa de Valores é também a denominação do curso que será promovido amanhã, às 19h, em nova edição do Setcergs Debates, em Porto Alegre, na sede do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística no Estado (Setcergs). Mais informações pelo e-mail marketing@setcergs.com.br.
HABILITAÇÃO – A Escola da Bolsa de Valores vai realizar de segunda a quinta-feira da próxima semana, das 19h às 22h, em Porto Alegre, o curso Habilitação em Bolsa de Valores. Na sexta-feira, no dia 30, das 10h às 17h, haverá aula prática conectada ao pregão da Bovespa. Informações pelo site www.escoladabolsa.com.br ou pelo telefone (51) 3367-1604.
TRABALHO – Por meio do Serviço Social da Indústria (Sesi-RS) e do Conselho de Relações do Trabalho e Previdência Social (Contrab), o Sistema Fiergs promove na quarta-feira da próxima semana o seminário Ambientes de Trabalho Saudáveis: Meu Trabalho, Minha Saúde, na sede da Fiergs, em Porto Alegre. Inscrições gratuitas pelo telefone 0800-518-555.

Há 5 mil vagas em Joinville  

A NOTÍCIA - LIVRE.MERCADO - JOINVILLE - 18/04/10 - Pg. 25

Há 5 mil vagas de trabalho em abertas em Joinville em diferentes áreas e funções. O apagão profissional é consequência da baixa qualificação dos candidatos. Os salários no chão de fábrica estão subindo até 8%. E está 30% mais caro recrutar executivo. Ainda há empresas provincianas na cidade de 500 mil habitantes. A gestão precisa partir para a descentralização de poder e abandonar o autoritarismo. As análises são do presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-Joinville), Pedro Luiz Pereira – um crítico com olhos voltados para o futuro.
PERFIL
Pedro Luiz Pereira, 50 anos, é presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-Joinville). Bacharel em economia pela Univille, com pós em gestão da qualidade e produtividade pela Univille/UFSC e em RH pelo Instituto Superior de Pós-graduação de Curitiba, é diretor de desenvolvimento humano e organizacional da Brascola. Trabalhou na MCI Informática, Datasul, Pollux Machine Vision e foi consultor da QSH Gestão Inteligente. Foi diretor executivo da Associação Empresarial de Joinville. Gosta de ler livros (“fujo de best-sellers”), ir ao cinema e jogar futebol.
ESTILO DE GESTÃO
Sou conhecido como um líder educador, crítico, considerado “rebelde” no meio. Tenho um perfil inovador e pragmático. Objetividade é fundamental num ambiente dinâmico e competitivo como o que vivemos hoje. As decisões precisam ser rápidas. Geralmente, quando se forma um comitê para discutir determinado tema, a coisa vai longe. Praticidade é a palavra de ordem.
RH ESTRATÉGICO
Quantas empresas de Joinville têm o cargo de diretor de recursos humanos na sua estrutura de hierarquia? A área ainda não é encarada como estratégica. Deveria ser. As empresas de Joinville têm características positivas, como a preocupação com a qualidade e a seriedade no comando, mas existem lacunas. Entre elas, a de revisão do modelo de gestão paternalista e autoritário para um modelo de multiplicação do conhecimento e descentralização de poder.
MOBILIDADE
Em alguns casos, Joinville continua provinciana, apesar de ser o município mais rico e com a maior população de SC. E as universidades não debatem, nem refletem a cidade. Há, de parte das empresas de Joinville, maior procura por profissionais de outras cidades. A mobilidade de trabalho é grande. E as empresas de Joinville também vêm perdendo profissionais para companhias de cidades próximas, como Gaspar, Timbó e Itajaí. Há muita gente do Rio Grande do Sul aqui. É um fenômeno que começou nos anos 90 do século passado. Lá havia (há) boas universidades e, aqui, empresas precisando de gente.
PODER PÚBLICO
O poder público não tem concorrente. Se atender bem, ótimo. Se não, tanto faz porque o cidadão tem de ir até ele para resolver problemas. O poder público (em todas as suas esferas) vai demorar mais para se ajustar à qualidade em gestão. A Prefeitura de Joinville já tem gestor de recursos humanos. É um início. Na maioria das prefeituras não tem.
DESENVOLVIMENTO
O desenvolvimento econômico é comprometido por causa do baixo nível de desenvolvimento humano. Significa dizer: a baixa qualificação das pessoas dificulta a competitividade das empresas brasileiras no cenário global.
SISTEMA EDUCACIONAL
As instituições e o sistema educacional não acompanharam a evolução dos negócios. O professor não consegue acompanhar, na mesma velocidade, as transformações que acontecem no mercado de trabalho. Por exemplo, hoje se fala em gestão por valores (das empresas e das pessoas). Até há algum tempo, se falava em gestão por competências. As universidades não sabem selecionar o que devem transmitir entre o conjunto vasto de conhecimentos. Falta orientação, falta senso crítico. Enquanto as empresas pagarem salários bem maiores do que as universidades, continuará este gap (distância).
MÃO DE OBRA
O apagão da mão de obra já estava previsto em 2009. Atualmente, há 1,6 milhão de vagas de trabalho em aberto em todo o País. E que não foram preenchidas por falta de qualificação dos candidatos. O brasileiro não prioriza a educação porque luta pela sobrevivência no dia a dia, e se utiliza do “jeitinho”.
5 MIL VAGAS
Há dezenas de empresas buscando talentos. O que mudou é que a cúpula pensante nas organizações é maior do que era anteriormente. As decisões são mais colegiadas. É muito difícil encontrar gente preparada para funções técnicas especializadas, e profissionais de gestão, de marketing, de vendas e de produção, em geral. Numa conta rápida, há 5 mil vagas abertas em Joinville e que estão disponíveis para serem preenchidas.
SALÁRIOS
Os executivos estão conquistando salários mais elevados. A alta é de 30%, em média, principalmente nos grandes centros. Executivos de outras regiões tendem a dominar o mercado de Joinville. O problema é que eles têm de escolher entre melhor qualidade de vida (em Joinville) e adequada atualização profissional (em São Paulo). Selecionar e manter profissionais é o maior desafio. Anteriormente, a maior preocupação das companhias era com aspectos sindicais e legais; depois, veio a fase de busca por mais produtividade. Agora, estes são fatores importantes, mas complementares.
GERAÇÃO
As gerações mudaram, mas as empresas de Joinville não mudaram a forma de fazer seleção e o treinamento. A chamada geração canguru entra no mercado de trabalho mais tarde. Isso muda a relação entre a empresa e o candidato. As companhias têm de evoluir para uma gestão mais socializadora; têm de ter competências de comunicação. É uma ferramenta importante, hoje.
INDISCIPLINA
Há indisciplina de profissionais do chão de fábrica. Eles mudam de emprego para ganhar um pouco mais no concorrente. A tabela salarial no nível da produção está subindo de 7% a 8%, em alguns casos. Por exemplo: manter ajudantes de produção é muito difícil.
CRACK NAS EMPRESAS
As empresas precisam participar e se engajar mais na luta para combater a droga e o crack, em particular. O estresse e os problemas emocionais preocupam cada vez mais as empresas. Se até há algum tempo a maior preocupação era com os acidentes de trabalho, agora o estresse é a primeira preocupação. Uma consulta rápida mostra que a preocupaçção com drogas existe, mas nada específico em relação ao crack. A Buschle & Lepper faz campanha interna permanentemente sobre drogas em geral. É certificada Sassmaq – Sistema de Avaliação de Segurança, Saúde, Meio Ambiente e Qualidade – que tem como requisito essa questão. Na Cia. Águas de Joinville há um ciclo de palestra sobre drogas e o crack é um dos temas principais.

ABRH-PR lança programas para desenvolvimento de RHs 

INDÚSTRIA & COMÉRCIO - WEB - 22/04/10

A ABRH-PR está lançando neste mês de abril duas atividades que envolvem palestras, cursos e debates para o desenvolvimento de profissionais de RH. Trata-se do Projeto Diálogos 2010 e do Programa DesenvolveRH, focados em temas de interesse ou ligados às rotinas do dia-a-dia na área.
O Projeto Diálogos é uma realização conjunta da entidade com a Soft Cine e a Zanetti & Associados, cuja estreia acontece nesta quarta-feira, dia 28 de abril, entre 8h e 11h30 no auditório da Soft Cine, em Curitiba. As apresentações e debates vão girar em torno da utilização da mídia eletrônica como ferramenta para informação e desenvolvimento de competências bem como para o relacionamento com os stakeholders.
Dia-a-dia
O Programa DesenvolveRH consiste em mini-cursos e palestras versando sobre rotinas e demandas do dia-a-dia dos RHs. Na noite do mesmo dia 28 será ministrada a palestra “A Ergonomia a favor da qualidade de vida”, a ser ministrada pelo mestre em Ergonomia Giles Balbinoti, diretor de Relações Acadêmicas da ABRH-PR e coordenador Sociotécnico da Renault do Brasil. 
Para o primeiro semestre de 2010, estão previstos perto de 20 eventos dentro desse programa, cobrindo temas como Gestão de clima organizacional, Seleção por competência, Ergonomia, Análise de problemas e tomada de decisão, Gestão de mudança, Equilíbrio Financeiro, Gestão estratégica competitiva e sustentável, Identificação de talentos e Uso do cinema em treinamento. 
O calendário completo do projeto DesenvolveRH pode ser conferido no site www.abrh-pr.org.br. Informações adicionais e inscrições pelo fone: (41) 3262-4317

ABRH-RJ discute Gestão no Ambiente de Trabalho no Centro Sul Fluminense  

JORNOW - WEB - 22/04/10

A Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-RJ) realiza na próxima terça-feira, 27 de abril, o Encontro Regional ABRH-RJ Centro Sul Fluminense com o tema "Gestão do ambiente de trabalho: métricas, resultados e ações". O evento, que tem inscrições gratuitas, realizado no SESI Três Rios, terá a participação de Ruy Shiozawa, CEO do Great Place to Work Institute, abordando a questão do impacto do ambiente de trabalho no resultado das empresas. O encontro contará ainda com a presença de Jaqueline Tibau, gerente de RH da GE Celma, e Renata Filardi, gerente de RH e Comunicação dos Laboratórios Servier do Brasil, na atividade "RH debate a aplicação". 
A última atividade, que começa às 16h30, reunirá todos os convidados que atuarão facilitando um debate entre grupos de participantes para compartilhar experiências. O encerramento será feito pela diretora do Núcleo Centro Sul Fluminense da ABRH-RJ, Dannielle Fonseca Correa Pereira. As inscrições podem ser feitas através do site www.abrhrj.org.br. O SESI Três Rios fica na Rua Enéas Torno, S/N - Centro - Três Rios.

RH/Gestão de pessoas

Executivas brasileiras têm estilo de liderança afetivo e democrático  

BRASIL ECONÔMICO - EMPRESAS - SÃO PAULO - 23/04/10 - Pg. 31

A pesquisa “Os Estilos de Liderança e o Clima das Equipes das Executivas Brasileiras”, da Hay Group, consultoria de gestão estratégica, revela que as profissionais valorizam o relacionamento interpessoal e buscam criar harmonia em sua equipe, além de serem mais flexíveis. Mesmo não sendo suficientes, tais características são fundamentais para a participação mais efetiva das mulheres no mercado de trabalho, segundo o estudo.

Jeito carioca de gestão não tem nada a ver com ‘jeitinho’ 

PORTAL FATOR BRASIL - WEB - 23/04/10

Jeito é modo, maneira, aptidão.Jeitinho é pisar fora da faixa, é contramão,” Mazuta 
O trecho acima, parte de um poema, reflete bem o espírito do livro Jeito Carioca na Gestão de Pessoas, o primeiro do consultor Luiz Moura. A publicação é uma coletânea de 28 entrevistas em que o foco central é a maneira, o estilo carioca de liderar pessoas. Os entrevistados são das mais diversas áreas de atuação e, é claro, naturais do Rio de Janeiro - somente quatro vieram de outros estados e adotaram a cidade. O lançamento em São Paulo será no dia 23 de abril (sexta-afeira), a partir das 19 horas, na Livraria da Vila (Shopping Cidade Jardim). 
Com mais de 40 anos de experiência na área de recursos humanos e celebrando 20 de sua consultoria LH Moura e Associado, o próprio autor mapeou executivos, empresários e profissionais cariocas a fim de expor seus casos de sucesso na difícil arte de conduzir pessoas. Foram 35 horas de gravação em três dos seis meses do projeto. Entre os entrevistados estão Maria Silvia Bastos Marques (Icatu Hartford), Bernardinho (Seleção Brasileira de Vôlei), Eduardo Ourivio (Grupo Umbria/Spoleto, Domino’s Pizza e Koni Store), Marcos Bernstein (cineasta e roteirista do recém-lançado filme Chico Xavier), Ronaldo Veirano (Veirano Advogados), Ana Couto (Ana Couto Branding & Design), Gerson Mallet (Comlurb) e Laíla (escola de samba Beija-Flor). 
Todos relatam como é o traço carioca de administrar, gerir e se relacionar com seus funcionários, colaboradores, fornecedores etc. E Moura ao interligar e tecer as fases da adolescência, juventude até a fase profissional de cada entrevistado, identifica um ponto comum: a vida ao ar livre e no espaço público que os cariocas vivenciam diariamente. Segundo o autor, seja aquele criado na zona sul ou no subúrbio, onde o convívio com as diferenças multiculturais e multirraciais facilitam a liderança de pessoas, todos concordam que o carioca é mais democrático e isso se reflete com sucesso em suas gestões. 
- O livro não é uma exaltação ao estilo carioca e sim, uma forma de constatar um perfil de gestor. Qual é a diferença do jeito carioca para o paulista ou baiano? Todos são unânimes em afirmar que o carioca é mais flexível, simpático e passa mais calor humano em suas relações. Esta maneira vem de berço, da criação e da relação que ele tem com a cidade. E mesmo os que não são naturais da cidade absorveram isso e aplicam em suas gestões – conclui Moura. 
O autor - Luiz Moura é consultor de Recursos Humanos e Gestão Empresarial, carioca autêntico de Vila Isabel. Trabalha há 43 anos na área de RH e há 20 fundou sua própria consultoria, a LH Moura e Associado. Durante 23 anos exerceu a função de gestor no segmento em empresas nacionais e multinacionais como Crefisul e Citibank no Rio de Janeiro; Camargo Corrêa e Seagram em São Paulo, e Gillette do Brasil em Manaus. Como consultor atuou em 40 avaliações de recursos humanos de empresas que foram privatizadas como Embraer, GE Celma, Banespa, Fosfértil e Petroquímica União, entre outras. Tem um modelo próprio de levantamento e diagnóstico de clima organizacional e possui clientes de vários segmentos na sua carteira da consultoria [www.lhmoura.com.br].

Executivos passam metade do tempo administrando problemas  

CANAL RH - WEB - 22/04/10

Metade do tempo (50% exatos) dos executivos no mundo todo é gasta para administrar problemas ou imprevistos profissionais, revelou uma pesquisa feita pela empresa de consultoria ProGeps durante cinco anos. Ela também apurou que entre 5% e 10% da produção perdida se tornam irrecuperáveis. Os dados foram compilados a partir da experiência dos chefes da consultoria na coordenação de projetos e rotinas de produção de cerca de 250 companhias do mundo, 30% das quais brasileiras.
De acordo com eles, vários fatores contribuem para esse quadro – falta de planejamento e de controle, baixo mentoring (treinamento aplicado pelos profissionais mais antigos na corporação), acompanhamento insatisfatório pelos líderes das rotinas do dia a dia dos seus colaboradores. Problemas relacionados à infraestrutura do país, como o transporte precário, por exemplo, também impactam sobre esse resultado. 
O consultor da ProGeps Elzo Guarnieri avalia esse quadro de improdutividade como fator complicador para se manter nas metas traçadas os índices de crescimento econômico do Brasil (projeção de 5,45% para 2010). “Infelizmente, não há um alinhamento entre as metas de crescimento do governo, a capacidade e a produtividade das empresas e a estrutura do País”, comenta. 
Como aspecto positivo para uma melhora no quadro de produtividade dos trabalhos executados, Guarnieri enxerga no Brasil uma grande flexibilidade e espaço para as mudanças que forem necessárias para uma melhor gestão. “De forma geral, todos estão ansiosos para aprender e corrigir velhos problemas”. 
No relatório da ProGeps também se informa como está divido, em média, o tempo ativo dos executivos: 30% são usados para responder e-mails, atender telefonemas e participar de reuniões e 29% são gastos com a busca da solução de problemas. Os estudos mostram ainda que apenas 16% do tempo são dedicados à gestão, quando o ideal seria 35%. 
Para o presidente da consultoria Instituto Avançado de Desenvolvimento Intelectual (Insadi), Dieter Kelber, um dos grandes problemas para um melhor aproveitamento do tempo dos executivos é a falta de procedimentos padrões.”É preciso muita organização nas corporações, para que o tempo seja otimizado”, diz ele.

Mundo do trabalho

Cai proporção de analfabetos entre trabalhadores da construção civil  

BRASIL ECONÔMICO - BRASIL - SÃO PAULO - 23/04/10 - Pg. 15

Cai proporção de analfabetos entre trabalhadores da construção civil
Levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indica uma queda na participação de analfabetos entre os trabalhadores da construção civil. Em 2002, 7,6%dos trabalhadores nos canteiros de obra tinham, no máximo, um ano de estudo. Essa proporção caiu para 5%em 2010. O estudo foi feito a pedido da Câmara Brasileira da Indústria da Construção, para marcar o Dia Internacional do Livro, celebrado hoje.

Em 2009, aumentou a busca por profissionais do setor financeiro  

BRASIL ECONÔMICO - EMPRESAS - SÃO PAULO - 23/04/10 - Pg. 31

Segundo levantamento da DBM Consultoria, instituições financeiras e bancos em atuação no Brasil buscaram, em 2009, volume 105%maior de profissionais para atuação em posições de média e alta chefia e conselho de administração, que em 2008. Ainda de acordo com a DBM, enquanto países como EUA e Inglaterra ainda sofrem os desdobramentos da crise financeira global, no Brasil o setor está em busca de mais profissionais.

Pensão por estresse  

VALOR ECONÔMICO - LEGISLAÇÃO - SÃO PAULO - 23/04/10 - Pg. E1

A 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de Santa Catarina concedeu a um trabalhador pensão mensal a título de indenização moral. A decisão, confirmou entendimento da primeira instância, ao interpretar como assédio as ameaças de perda do emprego, feitas por funcionário da empresa ao autor da ação, reconhecendo o dano moral decorrente de estresse e síndrome do pânico. A mesma decisão anulou o pedido de demissão, concluindo que o empregado não detinha, no momento que o formulou, o pleno controle dos seus atos. Para a relatora, juíza Viviane Colucci, a pensão tem natureza indenizatória, porque procura ressarcir o dano sofrido pelo autor. O dano ficou comprovado pela prova técnica, que demonstrou o comprometimento da capacidade de trabalho do autor. Conforme descrito no laudo, a perturbação - transtorno de estresse pós-traumático - causa sofrimento clinicamente significativo e prejuízo no funcionamento social e ocupacional. O pagamento da pensão mensal, no valor de 70% da última remuneração, deverá ser feito até a convalescença do autor.

Lula faz reunião sobre reajuste de aposentados  

O GLOBO - O PAÍS - RIO DE JANEIRO - 23/04/10 - Pg. 14

Ministros foram convocados para decidir aumento; presidente pede maturidade do Congresso sobre decisão
BRASÍLIA. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou para hoje reunião com vários ministros para tratar do reajuste dos aposentados que ganham acima do salário mínimo. Lula deixou claro ontem que não aceitará índice aprovado pelo Congresso que comprometa as contas da Previdência. Assessores do presidente lembram que ele já havia “criado uma abertura” para se chegar a um reajuste de 7%, mas que avisou que não “fará loucuras”, sinalizando que não aceitaria algo acima disso.
Para o governo, os 7,7% de reajuste, defendidos pela maioria da base governista, terão consequências a longo prazo. Ontem, Lula disse que é preciso agir com maturidade na discussão.
Repetindo que ninguém defende os aposentados mais do que ele, Lula disse que espera esse comportamento de todos, inclusive dos parlamentares, e que só vai decidir se vetará ou não um índice maior do que os 6,14% já concedidos pelo governo, por meio da medida provisória 475, quando a proposta final for aprovada no Congresso.
A reunião com os ministros será para “afinar o discurso”, segundo o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, que se reuniu ontem com Lula.
— É uma questão de custo-benefício. É preciso saber se o que for aprovado é possível para a Previdência custear. A Previdência é um patrimônio do trabalhador. O que quero é o bem do aposentado, olhando o seguinte: ao colocar no prato das pessoas, tenho que saber a quantidade de comida que tem na panela — disse Lula, em entrevista no Itamaraty.
Há ainda proposta de reajustes escalonados: de 7,7% para quem ganha até três mínimos, mantendo os 6,14% para quem ganha acima disso. Lula evita polêmica, por enquanto: 
— Ao presidente não cabe ficar dando palpite, dizendo o que eles devem votar. A proposta do governo estava acordada com as centrais sindicais. Se o Congresso fizer alguma coisa diferente, vou receber o projeto aprovado e, no silêncio da minha mesa, vou tomar a decisão que eu tiver que tomar. Até porque não acredito que, no Congresso Nacional, tenha qualquer deputado ou senador que defenda mais aposentado do que eu.
Antes, Lula se irritara ao ser perguntado sobre a declaração do líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), de que concordaria com os 7%: 
— Sinceramente, não faço política por diz-que-diz. Quando a proposta for aprovada, chega à minha mesa e tomarei a decisão. Espero que todo mundo — presidente, presidentes da Câmara e do Senado e líderes — aja com a maior maturidade possível.
Já Paulo Bernardo disse que Lula avisou que vetará qualquer índice que não seja “suportável” para as contas do governo: 
— O presidente acabou de me dizer: vou vetar se (o reajuste) não for sustentável. Não concordamos com essa história de fazer um campeonato para ver quem é mais bonzinho (com os aposentados).

Crescimento deve perder fôlego  

JORNAL DA TARDE - SEU BOLSO - SÃO PAULO - 23/04/10 - Pg. 8B

Expectativa é que o ritmo da economia diminua até o final do ano, mas sem afetar o emprego 
A atividade econômica brasileira no primeiro bimestre de 2010 foi 7,3% maior do que a registrada no mesmo período do ano passado. Além do crescimento no bimestre, o Indicador Serasa Experian de Atividade Econômica (PIB Mensal) mostra crescimento de 7,4% comparando os meses de fevereiro de 2009 e 2010, e um acúmulo de 1,4% nos últimos 12 meses. O bom ritmo de crescimento, no entanto, deve, na avaliação da Serasa, cair daqui até o final do ano, mas sem o comprometimento do cenário positivo para emprego e renda.
Destacou-se a intensidade dos investimentos em produção, que foram de 19,5% superiores do que no mesmo bimestre do ano passado, quase o dobro da taxa de crescimento do consumo das famílias, cuja alta alcançou 10,3%.
Em fevereiro, no setor produtivo, a indústria chamou a atenção com crescimento de 13,4% comparado ao mesmo mês de 2009, enquanto serviços teve alta de 4,7%. Já o setor agropecuário cresceu 2,6%, primeira alta após 13 meses sucessivos de queda. 
A análise dos números tanto de fevereiro quanto do bimestre, segundo o gerente de indicadores de mercado da Serasa Experian, Luiz Rabi, ainda pode enganar, sugerindo crescimentos maiores do que realmente são, já que a base de comparação, os primeiros meses do ano passado, é baixa. “Mesmo assim os números são positivos. No trimestre que se encerra em fevereiro, o crescimento em relação ao anterior foi de 2%” diz.
Para Rabi, no entanto, devem começar a refletir nos números o fim de políticas anticrise - como o corte do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de veículos - e medidas de aperto fiscal, como o aumento do compulsório feito pelo Banco Central em março e o aumento gradual da Taxa Selic previsto para os próximos meses.
“Com os incentivos, a velocidade de recuperação da economia brasileira foi alta. No entanto, apareceram alguns problemas, como o descontrole da inflação”, diz ele, que prevê, agora uma fase de ajustes que deve fazer o crescimento frear. “O fim dos incentivos e a alta dos juros freiam um pouco o consumo, mas não o suficiente para mudar as condições de emprego”, afirma o especialista, apostando que os fundamentos da economia continuarão sólidos, e que o crescimento da economia em 2010 pode chegar a 6,2%.
Para o professor de finanças da Faculdade Trevisan, Alcides Leite, a redução nos números de crescimento se dará apenas por questão estatística, já que a economia brasileira melhorou mês a mês a partir do segundo semestre de 2009. “Não será uma mudança de fundamentos, por isso as perspectivas para emprego e renda continuam positivas”,diz o professor. “No ano, deve ser registrada criação recorde de empregos.” Nos três primeiros meses do ano, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), foram 657 mil novos postos.

Empregos e salários podem dobrar vendas dos supermercados  

FOLHA DE LONDRINA - ECONOMIA - LONDRINA - 20/04/10 - Pg. 01

Setor estima crescimento de 10% a 11% contra os 5,51% atingidos no ano passado; expectativa supera média nacional 
Curitiba - O setor de supermercados do Paraná espera praticamente dobrar as vendas neste ano. A expectativa é de um crescimento de 10% a 11% para 2010 contra os 5,51% atingidos no ano passado. A previsão é inclusive superior a média nacional para a qual está estimado um crescimento de 8% a 9%. Segundo o presidente da Associação Paranaense de Supermercados (Apras), Joanir Zonta, entre os motivos que podem levar a este resultado estão o aumento da geração de empregos e a elevação do salário mínimo regional do Estado. 
A entidade divulgou ontem a criação do Índice de Vendas do Varejo em parceira com a Nielsen Brasil. A pesquisa apontou que, no primeiro bimestre deste ano, o setor teve um crescimento nominal de vendas 11,8% e real de 6,64% em Curitiba e Região Metropolitana. No Brasil, as vendas nominais cresceram 10,1% e as vendas reais 5,52%. Zonta explica que o desempenho superior de Curitiba em relação ao resultado do País pode ser explicado pelo aumento da renda, pelo aquecimento da economia brasileira e pela elevação dos índices de emprego. 
O diretor da Nielsen do Brasil, João Carlos Lazzarini, destacou a importância do estudo por incluir não só os produtos tradicionais, mas por englobar outras áreas como têxtil e eletroeletrônicos. Com isso, o varejista pode comparar os seus resultados com o mercado, disse. 
A transformação provocada no mercado nos últimos dois anos pela nova classe C também foi ressaltada pelo diretor da empresa de pesquisa. Só no Paraná, esta camada da população representa 300 mil domicílios. Segundo ele, este consumidor quer qualidade, preço, praticidade, produtos saudáveis e, além disso, sofisticação (produtos mais elaborados) e ainda dá valor para a indulgência, ou seja, o famoso eu mereço um produto melhor como, por exemplo, uma cerveja premium ou um chocolate especial. 
Lazzarini destacou que é fundamental o supermercadista saber para quem está vendendo: é preciso conhecer o seu cliente. Tanto o dono do supermercado quanto o fabricante devem se colocar de um mesmo lado para poder valorizar o que o público deseja. 
Mercosuper 
A 29 Feira e Convenção Paranaense de Supermercados - Mercosuper 2010 - que encerra hoje no Expotrade, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba deve atingir um faturamento de R$ 500 milhões, portanto acima dos R$ 400 milhões que foram obtidos no ano passado. 
O número de visitantes deve ultrapassar os 48 mil. O espaço da área de vendas foi 10% maior que o disponibilizado pela feria do ano anterior. O número de expositores passou de 260 para 270. 
Os números mostram que o setor está otimista, mesmo com as dificuldades da economia do ano passado provocadas pela crise financeira. Ao comparar a feira nos últimos cinco anos, a evolução fica mais evidente. O número de visitantes cresceu 50% de 2005 para 2010 e os expositores passaram de 160, há cinco anos, para 270 em 2010.

Bahia gera mais de 10 mil vagas com carteira assinada em março  

A TARDE - ECONOMIA - SALVADOR - 16/04/10 - Pg. B8

Construção civil e a indústria de transformação lideraram a criação de empregos formais
O mercado de trabalho formal na Bahia ganhou 10.226 novos empregos no mês passado, sendo 42% na construção civil. Isso significa uma elevação de 0,70% em relação a fevereiro. Só na região metropolitana de Salvador, foram gerados 5.774 postos formais.
Os números representam o melhor saldo de todo o Nordeste, tendo o Ceará em segundo lugar (6.540). Em todo o País, foram criados 266.415 empregos.
Os dados relativos ao Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) foram divulgados ontem pelo ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi. Para este mês de abril, o ministro prevê a geração de 340 mil novos postos de trabalho, o que superaria o recorde atual absoluto de 309 mil, de junho de 2007. Este já é o melhor primeiro trimestre da série histórica, com abertura de 657.259 novos empregos, superando em 19% o recorde anterior de 2008 (554.440).
Na Bahia, os três primeiros meses deste ano somaram 30.738 postos com carteira assinada, uma alta de 2,14%, o melhor desempenho do período registrado pelo Caged, em termos absolutos e relativos.
Nos últimos 12 meses, o acréscimo foi de 7,16%, tendo sido gerados 97.906 empregos.
Tamanha expansão na Bahia reflete diretamente no ramo da construção civil. Das 10.226 carteiras assinadas em março, 4.348 concentraramse neste setor. A indústria da transformação veio logo atrás, com 3.146.
Bom momento
“A economia baiana está vivendo um bom momento em todos os aspectos, com a recuperação da agropecuária, a indústria crescendo pelo 5º mês seguido, principalmente a petroquímica, e com as exportações fortes“, avalia o coordenador de acompanhamento conjuntural da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), Luiz Mário Vieira.
Ele reconhece que o maior impacto no resultado final tem sido provocado, entretanto, pela construção civil, justamente o setor que faz a Bahia disparar na frente dos demais estados nordestinos.
“Temos obras de peso em curso hoje no Estado, tanto na construção leve, quanto pesada.
Como exemplo, temos a Via Expressa, a recuperação das BRs 324 e 116, e o PAC de saneamento“, afirma Vieira.
De acordo com o presidente do Sindicato da Indústria da Construção do Estado da Bahia (Sinduscom), Carlos Alberto Vieira Lima, os números da geração de empregos confirmam a tendência de mercado. Ele diz que só este primeiro trimestre já acumulou metade dos 22 mil postos de trabalho criados em 2009.
“Se isso se manter, vamos para mais de 44 mil empregos gerados até o final do ano“.
Lima revela que só na MVL Incorporadora foram criados 450 empregos este ano, num único projeto de construção de um condomínio residencial.
“Isso está sendo comum para todas as empresas. O mercado imobiliário continua aquecido e as obras públicas estão acelerando“, ele informa. Na Bahia, há hoje 143 mil trabalhadores com carteira assinada no ramo, número que sobe para cerca de 420 mil quando incluídos os informais.
O vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), Reinaldo Sampaio, considera que o bom desempenho do setor industrial nos dados do Caged, tanto ligado à construção, quanto à indústria de transformação, está relacionado a uma recuperação verificada após o período de crise. “A retomada de investimentos foi o que levou às indústrias a corresponderem a 60% do total de empregos gerados no primeiro trimestre deste ano”, afirma Sampaio.

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