ABRH
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Trabalho: confira nove dicas para poder garantir o primeiro emprego |
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CORREIO DA BAHIA - WEB - 12/04/10 |
Na escola ou na faculdade, o compromisso é passar de ano. Não importa se o aluno é antissocial ou relapso. Se atingir a média, a aprovação é garantida. Mas essa fase passa. A vida de estudante fica para trás e começaa corrida pelo primeiro emprego. O problema é que, para garanti-lo, não vai depender apenas do bê-á-bá aprendido em sala de aula. Especialistas em recursos humanos alertam que, além de um bom currículo, a forma como o candidato se expressa, se apresenta, se relaciona e a rede social dele pesam muito. Enquanto na vida escolar ou acadêmica o desempenho do estudante independe dos colegas, no mundo do trabalho, além de o candidato mostrar que é bom, ele deve convencer que é melhor do que o concorrente que disputa a vaga com ele. Isso tem que ser demonstrado do currículo à entrevista, passando ainda pelas dinâmicas de grupos e outras pegadinhas da área de recursos humanos. CURRÍCULO Segundo a assistente de recursos humanos do Serviço Municipal de Intermediação de Mão de Obra (Simm), Márcia Brandão, não basta ser qualificado. Um bom currículo exige clareza e objetividade. “O currículo é uma espécie de vitrine do candidato. É quem vai representá-lo no primeiro momento”, diz. Se o currículo for bom o suficiente para convencer o recrutador a convocar o candidato para uma entrevista, novos cuidados devem ser tomados. É o momento do tudo ou nada. Excessos na roupa ou uma pronúncia errada são detalhes pequenos, mas suficientes para colocar um emprego a perder. A gerente de interação universidade- empresa, do Instituto Euvaldo Lodi (IEL), Edneide Lima, adverte que quem pleiteia uma vaga tem que saber demonstrar o seu potencial de forma clara, objetiva e com segurança. MARKETING “Às vezes o candidato é muito bom, tem conhecimento, mas não sabe se colocar, fazer o marketing pessoal. Ou então ele é arrogante e acaba passando a imagem de que fala mais do que realmente é”, explica Edneide, alertando ainda para o risco de o aspirante não demonstrar o real potencial, omitindo informações importantes. Antes de partir para a etapa da entrevista, é fundamental pesquisar mais sobre a seleção, o ramo da empresa, o produto dela, a área de atuação. Além de facilitar o desempenho, a atitude demonstra interesse, e isso conta. A forma como o candidato se comporta durante o processo seletivo é importante, mas o caminho que ele fez na vida escolar ou acadêmica também costuma ser fundamental na conquista de um espaço no mercado. Isso vai desde a rede social queele construiu, à participação em cursos, seminários e estágio.“O estágio não é o primeiro emprego, mas dá o norte para o estudante buscar experiência na área em que ele quer atuar. Se está agregando novos conhecimentos, quanto mais fica na empresa, mais sairá ganhando, pois há possibilidade dele ser contratado pela mesma”, explica a gerente do IEL. Edineide Lima chama a atenção ainda para o fato de que, se houver dois candidatos com o mesmo desempenho na seleção, há 100% de chances de ser contemplado aquele que estagiou. No caso do administrador Luiz Sampaio, 27 anos, o primeiro emprego foi conquistado através de um programa de trainee. “Vários fatores pesaram para eu ser escolhido. Meu currículo foi importante, os conhecimentos em inglês, a entrevista e a prova escrita. Me preparei para todas as etapas”, conta Sampaio, que é auditor da empresa de consultoria Ernst & Young. RELACIONAMENTO No mercado competitivo, além de competência, uma fator que faz a diferença é o relacionamento interpessoal do candidato. Segundo a assistente de RH do Simm, MárciaBrandão, esse é um aspecto que as empresas levam muito em conta. “Todas as áreas de trabalho exigem bom relacionamento. Competência técnica pode ser treinada, mas a questão de comportamento é da pessoa e se ela não quer desenvolver, dificilmente o fará”, avalia. Professor e colegas podem ajudar O comportamento e os interesses que os alunos manifestam em sala de aula têm um peso na vida profissional maior do que eles imaginam. Enquanto muitos encaram o momento como uma fase da vida que restará apenas o aprendizado e as amizades, especialistas em RH informam que a rede social construída nos espaços de aprendizagem costuma trazer resultados bem proveitosos para a vida profissional. “Se a pessoa foi um líder nato na escola, no futuro, o colega que estiver bem colocado em uma empresa, diante de uma oportunidade, vai lembrar de indicá- lo. Toda a rede de relacionamentos que a pessoa constrói contará na hora de buscar um emprego”, avalia a gerente do IEL, Edneide Lima. Já a presidente da seção baiana da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-BA), Ana Cláudia Athayde, destaca que, desde a faculdade, o estudante deve ter uma postura de profissional. Isso porque a lembrança do que ele foi em sala de aula é que ficará marcada para professores e colegas. “Alguns jovens consideram que o fato de serem estudantes os libera de algumas responsabilidades. Só que não é isso que acontece. Nessa fase, eles já são observados por professores, coordenadores e pelos próprios colegas”, ressalta a presidente da ABRH-BA. Ela acrescenta ainda que é preciso os estudantes estaremantenados com os cursos que podem fazer e os seminários de que podem participar. Segundo ela, esse tipo de atividade ajuda na criação de uma rede de relacionamentos, ou melhor, do famoso networking, e também para ser visto pelas pessoas como profissional. Lei prevê contrato de aprendizes Uma lei federal estabelece que todas as empresas de médio e grande portes estão obrigadas a contratar adolescentes e jovens entre 14 e 24 anos. Trata- se de um contrato especial de trabalho por tempo determinado de, no máximo, dois anos. Os jovens beneficiários são contratados por empresas como aprendizes, ao mesmo tempo em que são matriculados em cursos de aprendizagem, em instituições qualificadoras reconhecidas, responsáveis pela certificação. A carga horária estabelecida no contrato deverá somar o tempo necessário à vivência das práticas do trabalho na empresa e ao aprendizado de conteúdos teóricos ministrados na instituição de aprendizagem. Segundo a legislação vigente, a cota de aprendizes está fixa da entre 5%, no mínimo, e 15%, no máximo, por estabelecimento, calculada sobre o total de empregados.
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Fucapi oferece curso de Pós-Graduação em Gestão de Talentos |
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PORTAL AMAZÔNIA - WEB - 09/04/10 |
MANAUS - A competitividade entre as empresas no cenário do mercado atual fomenta cada vez mais o desempenho de uma liderança de qualidade e gestão estratégica das equipes de trabalho, visando à eficácia total do desempenho dos colaboradores. Nesse panorama, a Fundação Centro de Análise, Pesquisa e Inovação Tecnológica (FUCAPI), em parceria com a Associação Brasileira de Recursos Humanos – seccional Amazonas (ABRH-AM) inicia em junho o curso de Pós-Graduação Lato Sensu MBA em Gestão Avançada de Talentos. O curso tem o objetivo de desenvolver gestores de pessoas e líderes, no conhecimento de uma gestão estratégica de pessoas bem como no seu autoconhecimento, para prover e gerir equipes de alto desempenho, capazes de alavancar resultados significativos para as organizações. “Este MBA tem uma característica diferenciada pois o seu público-alvo não é apenas os profissionais da área de recursos humanos e sim, para jovens executivos que tem como missão desenvolver talentos e portanto, alavancar a sua carreira”, explica o coordenador de pós-graduação da FUCAPI, Márcio Gonçalves. Aos profissionais de outras áreas do conhecimento, o curso supre a carência específica sobre a gestão de pessoas, indicando caminhos para orientação do processo. A presidente da ABRH-AM, Elaine Jinkings, explica que a ideia do curso surgiu após a aplicação de duas pesquisas relacionadas ao perfil dos gestores – uma junto aos gestores de RH e a outra com os presidentes das empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM). “Identificamos, com as pesquisas, que os gestores de RH trabalham de forma mais operacional. Poucos interferem estrategicamente na empresa, enquanto os presidentes buscam profissionais com o perfil mais estratégico, que possam ajudá-los a construir e desenvolver Lideranças”, apontou Elaine. Para atender ao perfil solicitado pelos presidentes das empresas, a Associação fechou parceria com a FUCAPI para a realização da Especialização em Gestão Avançada de Talentos. “Baseado nas pesquisas, construímos também a grade de disciplinas, com conteúdo focado nas exigências do mercado, além das escolhas dos professores, que são profissionais atuantes e que irão ministrar a especialização, contribuindo com a sua experiência profissional do mundo do trabalho, portanto, trazendo casos reais para estudo”, observa Elaine. Márcio Gonçalves explica que o curso é totalmente customizado para atender as necessidades atuais. “Serão ministrados exemplos reais e conselhos práticos, além de todas as ferramentas necessárias para criar um legado duradouro de excelência na liderança”, aponta. Ao longo dos estudos serão apresentadas as ferramentas modernas de gestão de pessoas e sua aplicação prática, independente do porte ou ramo de atividade da organização. “O curso destina-se a todos os profissionais graduados e líderes de equipes de organizações dos mais diversos portes, que buscam, com postura empreendedora, a ampliação dos conhecimentos necessários à gestão de pessoas na era do conhecimento”, ressalta Márcio. Educação continuada A especialização terá lançamento no dia 14 de abril, às 19h, no auditório da Suframa, com a apresentação de um painel sobre a importância da educação continuada. Para falar sobre o assunto, estarão presentes o presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), Maurício Loureiro, a presidente da ABRH-AM, Elaine Jinkins, o coordenador de Pós-Graduação e Extensão da Fucapi, Marcio Gonçalves, o secretário Executivo da Secretaria do Estado da Fazenda (Sefaz), Tomaz Nogueira e o presidente da Ação Investimento, Ulysses Tapajós Neto. O evento, gratuito, é destinado ao público em geral.
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Senar-RS treina alfabetizadores para adultos |
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PAUTA SOCIAL - WEB - 09/04/10 |
Professores atenderão aos 1,3 alunos integrantes do programa Alfa Entre os dias 10 e 13 de abril, 90 alfabetizadores que irão atuar no programa Alfa, Alfabetizando para profissionalizar, participarão de 40 horas de preparação para executar atividades de educação artística, matemática, leitura e procedimentos facilitadores da aprendizagem de estudos dirigida para adultos. A ação promovida pelo Senar-RS, acontecerá na casa de retiro Vila Betânia, em Porto Alegre. A partir de quinta-feira, dia 15 os professores atuarão na alfabetização de cerca de 1,3 mil trabalhadores rurais, maiores de 18 anos, em 70 municípios gaúchos. O alunos terão 210 horas de prática em alfabetização para posteriormente, participar de cursos profissionalizantes na área de saneamento básico e nutrição. “É um programa completo, que oferece desde a educação básica até o primeiro curso de capacitação profissional para o trabalhador ou produtor do campo.” – explica o Superintendente do Senar, Carlos Schütz. Este é a 11ª edição do programa Alfa no Rio Grande do Sul, que já beneficiou mais de 14 mil pessoas com a oportunidade de inclusão através da alfabetização seguido de treinamentos de capacitação profissional, também oferecidos pelo Senar. Pelos resultados de sua atuação, o programa foi um dos vencedores do prêmio Top Cidadania ABRH na categoria entidade sem fins lucrativos. Na última etapa do programa, os alunos participarão do curso de Saneamento Rural Básico, através do qual aprendem sobre controle de doenças, armazenamento, preservação da água e compostagem, e do curso de Aproveitamento Integral de Alimentos, que ensina a utilizar os nutrientes de cascas, folhas e sementes para uma alimentação mais saudável. As ações do Alfa acontecem nas próprias comunidades rurais com a orientação de pedagogas do Senar, e ministradas por professores previamente treinados para o programa. As regiões contempladas com o Alfa são: Produção, Planalto, Missões, Centro, Fronteira, Vales, Sul e Litoral que compreendem 43 sindicatos rurais do Estado. Para freqüentar as aulas do programa o interessado deve procurar o sindicato rural de sua região.
CONARH
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Empresas vão ter que lutar para manter talentos |
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MAIS RH - WEB - 09/04/10 |
A retomada do crescimento econômico trouxe de volta a disputa por talentos nas empresas, um problema ainda mais sério no Brasil em função do fato de que apenas 16% da população economicamente ativa têm alguma qualificação profissional, segundo estimativas do Ministério do Trabalho e Emprego. Segundo Leyla Nascimento, presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-Nacional), a retenção de talentos será um dos maiores desafios das áreas de Recursos Humanos das empresas. “A guerra por talentos é uma realidade e tem sido marcada por competição por profissionais, ‘dança das cadeiras’ dos executivos e debates relacionados à ética nesse processo”, assinala Leyla Nascimento, para quem as receitas para manter os melhores funcionários são muitas e estão relacionadas essencialmente a uma boa relação de trabalho entre os colaboradores e as lideranças. Na opinião de Leyla, as razões para se escolher uma empresa são muitas e variadas e vão desde a um salário atrativo quanto à reputação da empresa, passando, inclusive, por aspectos do próprio trabalho, como atividades com potencial para desenvolver um bom plano de carreira. No entanto, as razões pelas quais um bom profissional se desliga de uma empresa estão quase sempre ligadas ao relacionamento com as chefias como confiança, flexibilidade e orientação. A preocupação com a manutenção de talentos, assinala Leyla, transcende o Brasil e preocupa as principais economias do planeta. “A prova disso é que o Congresso Mundial de RH e o nosso CONARH irão debater o tema em 2010, levando aos gestores de pessoas informações importantes sobre como construir um relacionamento positivo, de confiança e sustentável com essas novas gerações que chegam ao mercado de trabalho”, assinala Leyla.
RH/Gestão de pessoas
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O "Recursos Humanos" atuando como fator estratégico |
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ADMINISTRADORES - WEB - 12/04/10 |
Uma abordagem acerca da importância do caráter estratégico para os Recursos Humanos de qualquer Organização O surgimento da administração como ciência na década onde Taylor difundiu suas idéias gerando a criação da sociedade para a promoção da administração científica. No contexto de Revolução Industrial os empresários possuíam focos na execução das tarefas, houve especialização dos trabalhadores, surgimento das fábricas, aumento de polis (cidades), entre outros. Sabe-se que a Revolução Industrial provocou uma efetiva modificação na estrutura econômica, empresarial e mercadológica, a nível mundial. Contudo, não gerou grande influência nos métodos e princípios da administração da época relacionados à gestão de pessoas, tal fator tinha pouca ou nenhuma significância perante a concepção e consciência baseada em baixos custos e alta lucratividade, ou seja, possuía um foco restrito a execução e produção, (CHIAVENATO, 2003). Atualmente, já não se usa em excesso tais linhas de raciocínio, faz-se uso de um maior investimento nos colaboradores da organização. A idéia de Recursos Humanos apresenta seu início na fundamentação da administração científica, de forma sucinta e focada em uma melhor execução nos processos organizacionais, evitar ociosidade desnecessária (estudo da fadiga humana; Taylor), selecionar e treinar adequadamente os mais capacitados para a função. Segundo Fleury (2002, p. 42) "a participação mais ampla de colaboradores de diferentes níveis da organização na formulação estratégica é adotada também como forma de tornar esse processo mais interativo e contínuo". Deste modo, percebe-se a existência de hierarquia na organização definindo as responsabilidades operacionais, táticas e estratégicas, principalmente envolvendo a atividade principal da organização e seu posicionamento no mercado. Para relacionar a variável pessoas com planejamento estratégico da organização se faz necessário a criação de pontos específicos que venham guiar e nortear as idéias e competências de cada colaborador, tais pontos (ferramentas) denominam-se: missão, visão, objetivos, metas, diretrizes, entre outros, e são importantes pois deixam claro que caminhos a empresa pretende seguir juntamente aos seus colaboradores. Mintzberg (2003) faz referência de que cada organização possui seis elementos (forças) que se encontra em intensa e constante comunicação, sendo elas fundamentais para a análise e formulação da estratégia na organização. As forças são: Vértice Estratégico, Tecnoestrutura, Linha Hierárquica, Pessoal de Apoio e Centro operacional. Sendo que, o Vértice Estratégico é constituído pelas pessoas do alto nível hierárquico, responsáveis por alinhar os reais objetivos e interesses da organização. O setor de Recursos Humanos de acordo com a estratégia da organização basicamente recruta, seleciona e dá manutenção às pessoas, logo se pode afirmar que Recursos Humanos é um setor completamente ligado a estratégia da organização e em constante contato com a alta hierarquia da organização. Chiavenato (2000) afirma que o setor de Recursos Humanos tem caráter de consultoria ao nível estratégico, fornecendo informações e dados sobre os colaboradores da organização, tendo por finalidade seu parceiro nas atividades principais da empresa e fornecendo provisão de mão-de-obra, aplicação das tarefas e processos, manutenção do corpo funcional, desenvolvimento de competências e monitoração das atividades executadas. Tem-se como propósito inserir o caráter estratégico no conceito de Recursos Humanos, entende-se que por lidar diretamente com o corpo funcional da organização e mais que isso, possuir liberdade de influenciar nas decisões a nível estratégico e alta hierarquia organizacional, pode-se adotar o foco estratégico nos processos de Recursos Humanos. Visando com isso facilitar as decisões e a formulação do planejamento estratégico por apresentar papel decisivo na vivência organizacional, pois basicamente sua função é escolher e/ou capacitar os envolvidos com as atividades da empresa. Para tanto, necessita-se de entendimento a respeito das atuais competências e capacidades presentes na organização e quais se desejam buscar.
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Renomados profissionais da área de RH se reúnem em Campinas |
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COMUNIQUE-SE - WEB - 09/04/10 |
No próximo dia 15 de abril, a 31ª edição do Congresso InovaRH reunirá os principais nomes da área de Recursos Humanos e Gestão de Pessoas para a apresentação de palestras e a exibição de uma feira de negócios. São esperados mais de 800 profissionais, representando 600 empresas. O encontro, que terá como foco central a Inovação gerando competitividade, contará com a presença de ilustres palestrantes, entre eles, o executivo e consultor de empresas Scher Soares, presidente do Grupo Empresarial Triunfo, que abordará o tema A identidade e a missão do RH a favor da competitividade. Segundo Eduardo Lippmann, presidente da Academia Brasileira de Profissionais de RH e coordenador do congresso, as palestras agregam soluções de competitividade nas empresas, além de disseminar conhecimento de ponta. Serviço 31ª edição do Congresso InovaRH Data: 15 de abril de 2010 Horário: 12h30 às 19h Local: Hotel The Royal Palm Plaza – Casa de Campo Av. Royal Palm Plaza, nº 277 - Jd Nova Califórnia Campinas – São Paulo
Mundo do trabalho
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Quanto custa um xingamento |
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VEJA - PANORAMA - SÃO PAULO - 14/04/10 - Nº 2160 - Pg. 56 |
O Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo decidiu conceder uma indenização trabalhista sem precedentes. José de Lorenzo Messina, ex-diretor executivo da Telecom Italia no Brasil, ganhou o direito de receber quase 50 milhões de reais da companhia por ter sido vítima de assédio moral. Entre 1995 e 2002, ele foi sistematicamente humilhado por Carmelo Furci, ex-presidente da empresa. Messina sofria xingamentos constantes de seu chefe e era constrangido em público com piadas de cunho sexual. Além disso, ganhava menos do que outras pessoas que exerciam a mesma função que ele. O acórdão judicial que vai ressarci-lo por tudo isso será publicado nos próximos dias. A empresa poderá recorrer ao Tribunal Superior do Trabalho para tentar reduzir o valor da indenização. Carmelo Furci deixou o comando da Telecom Italia em fevereiro para assumir a operação brasileira de outro grupo estrangeiro: o português Ongoing, dono do jornal Brasil Econômico.
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Faltam experts em energia renovável |
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VALOR ECONÔMICO - EU & CARREIRA - SÃO PAULO - 12/04/10 - Pg. D10 |
Engenheiros e outros especialistas em energias renováveis estão sendo cada vez mais procurados pelos headhunters. A disputa pelos profissionais que unem conhecimento teórico e experiência no setor, perfil ainda raro no mercado brasileiro, acirrou-se com a expectativa sobre a nova edição do Plano Decenal de Expansão de Energia, que estabelecerá as diretrizes a serem seguidas na próxima década. Acredita-se que o governo dará grande impulso à participação das modalidades alternativas de geração de energia, a exemplo das pequenas usinas hidrelétricas, de biomassa e parques eólicos. A energia gerada pelo vento é a estrela do momento, depois do bem-sucedido primeiro leilão exclusivo da modalidade, realizado em dezembro. Para suprir os 1.805 megawatts contratados no leilão (o que representa acréscimo de 150% em relação ao que é produzido hoje no país), está prevista a construção de 71 novos parques eólicos até 2012, investimentos privados de R$ 9,4 bilhões que elevarão a participação da energia gerada pelos ventos dos atuais 0,6% para 3% da matriz elétrica brasileira. O mercado aguarda a realização de outro leilão do mesmo porte ainda no primeiro semestre deste ano - estima-se que o potencial do Brasil, privilegiado por mais de 8 mil km de costa, seja de pelo menos 150 mil megawatts. A RSA Talentos Executivos, de Porto Alegre, está na reta final do processo de recrutamento de um profissional especializado em energia eólica. Além de experiência comprovada no planejamento e operação, os requisitos incluem domínio pleno de inglês e disponibilidade para viajar constantemente, pois a contratante - a subsidiária no Brasil da francesa Theolia, uma das principais empresas do setor na Europa -, pretende operar no Sul e no Nordeste do país. "Por enquanto estamos desenvolvendo os projetos, que são o fator decisivo para o sucesso de um parque eólico. A implementação é uma consequência natural", diz o diretor da Theolia no Brasil, o engenheiro elétrico Ricardo Gaspary. A empresa já tem 175 megawatts prontos para entrar em leilão e está prospectando mais 1mil megawatts. Para isso pretende dobrar a curto prazo a equipe de seis profissionais. Durante dois meses, a consultora Laís Guterres mergulhou no setor para identificar candidatos em potencial para o cargo. Chegou a 15 nomes, dos quais 8 se consideram tão bem empregados que nem sequer aceitaram iniciar conversa. "Fiquei impressionada com o contraste entre as amplas perspectivas desse mercado e a quantidade limitada de profissionais preparados para atuar nele", afirma Laís. A escassez de mão de obra contribui para que muitas empresas tentem afastar seus especialistas dos holofotes e mantenham sob sigilo os planos para a área de energias renováveis. Parece ser o caso de grandes corporações como Siemens, Alstom e Queiroz Galvão - todas envolvidas em projetos de energia eólica e que preferiram não se manifestar ao serem procuradas pela reportagem do Valor. Além da iniciativa privada, há a perspectiva de carreira em estatais. A Cemig, companhia energética de Minas Gerais, adquiriu há dois anos 49% da participação societária em três parques de energia eólica no Ceará. "Certamente continuaremos investindo nesse segmento, que tem um mercado muito promissor não só no Brasil, mas em todo o mundo. A geração eólica cresceu em média 23% ao ano nas últimas duas décadas e ainda assim pode-se dizer que esse potencial mal começou a ser explorado", diz o gerente de estruturação de empreendimentos de fontes alternativas de energia da Cemig, José Cléber Teixeira. Um dos empecilhos para a popularização no Brasil eram os custos, mas a modalidade passou a ser considerada economicamente viável. A maior parte dos especialistas em energias renováveis encontrados atualmente em empresas privadas foi "roubada" do universo acadêmico, onde se concentram as pesquisas sobre o setor. Um desses casos é o da engenheira mecânica Maria Regina Pereira de Araújo, 54 anos, consultora técnico-comercial da Wobben, primeira fabricante de aerogeradores de grande porte no Brasil - a empresa tem duas fábricas e 800 funcionários no país. Formada pela Universidade de Brasília (UnB), ela começou a se envolver com energias renováveis ao fazer mestrado e doutorado no Coppe da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), de onde nasceu o convite para trabalhar no Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepel) da Eletrobrás. Em 2001, o braço de renováveis da Iberdrola, empresa espanhola que atua na geração e distribuição de energia elétrica, abriu escritório no Brasil e Maria Regina foi contratada para trabalhar inicialmente como engenheira, depois como gerente e, por fim, diretora técnica. Após sete anos de casa, aceitou o convite da Wobben para se tornar superintendente de desenvolvimento de negócios. "Mudar de uma geradora de energia para uma fabricante de equipamentos representou um novo desafio para a minha carreira", diz. Já o engenheiro de telecomunicações Eugênio Gorgulho, 42 anos, hoje especialista em energia solar, só começou a lidar com a área de energias renováveis depois de mais de uma década de carreira. A reviravolta se deu há sete anos, por meio de um convite da Siemens. As empresas de telecom, aliás, estão entre as principais compradoras de energia solar no Brasil, pois, para cumprir as exigências de universalização dos serviços telefônicos, precisam muitas vezes chegar onde não há disponibilidade de outras formas de energia. Gorgulho se tornou gerente de implantação de serviços e, depois que a Siemens vendeu suas operações de energia solar para a Shell, ele foi para a Unicoba, grupo que atua em diversos segmentos, de pisos e revestimentos a baterias recarregáveis. Como gerente da área de fabricação de equipamentos de energia solar, tem a meta arrojada de dobrar o faturamento em relação ao ano passado. "O grande problema da energia solar é a oscilação do mercado. Há momentos de grande expansão seguidos pelo vácuo absoluto, gangorra que afasta os investidores e ainda não permite a produção em escala suficiente para fazer os custos caírem", afirma. Essa regularidade começa a ser percebida no segmento de energia eólica e a atrair empresas especializadas de todo o mundo, sobretudo as europeias, onde a modalidade está mais desenvolvida. "Antes do leilão, tínhamos apenas duas fábricas de geradores no país. Agora, várias outras estão sendo construídas ou planejadas", exemplifica Ricardo Gaspary, da Theolia. O gargalo pode se dar justamente na mão de obra. "Sobra trabalho para quem entende de energia renovável. Não haverá desemprego nessa área por muitos anos", assegura Rubem Souza, da RSA Talentos Executivos. O professor Roberto Zilles, do Instituto de Eletrotécnica e Energia da Universidade de São Paulo (USP), confirma que o assédio da iniciativa privada sobre os pesquisadores aumentou recentemente. "Não consigo segurar ninguém por aqui. Sempre tem alguma empresa pedindo indicações", relata. Para jovens em início de carreira, há diversas opções de especialização nas novas modalidades de geração de energia. A Universidade Federal do Ceará (UFC) lançou no ano passado um curso de graduação em Engenharia de Energias Renováveis e instituições de ensino superior de todo o Brasil começam a incluir disciplinas relacionadas às energias renováveis no currículo dos cursos de engenharia. Outras universidades de ponta além da USP, como as federais do Rio Grande do Sul (UFRGS), de Santa Catarina (UFSC) e a Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Minas Gerais, já têm centros de pesquisa bem estruturados sobre esse assunto. Há também alternativas para quem tem algum tempo de carreira, como os MBAs, cursos de extensão e especializações na área de energia e sustentabilidade oferecidos, por exemplo, pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e pela Fundação Dom Cabral (FDC). "Com a forte demanda, qualquer profissional com expertise em geração de energia tem condições de migrar para a área das renováveis", afirma Rubem Souza, da RSA. Os estados do Nordeste e do Sul são os que mais se destacam pelo potencial eólico. Das 71 novas usinas projetadas em decorrência do leilão do final do ano passado, 23 ficarão no Rio Grande do Norte, 21 no Ceará, 18 na Bahia, 8 no Rio Grande do Sul e uma no Sergipe. Como resultado direto da perspectiva de expansão das oportunidades nesses estados, começam a surgir empresas especializadas em etapas específicas do desenvolvimento de parques eólicos que vão desde a análise da qualidade do vento, na fase de pré-projeto, até a operação de usinas já instaladas. Um exemplo dessa especialização é a Dois A, sediada em Natal, que participa dos projetos exclusivamente na fase de execução das fundações e das bases dos aerogeradores, além de construir as vias de acesso. "Os operários são basicamente os mesmos da construção civil, mas o grande diferencial de uma obra de parque eólico é a parte administrativa. Os gerentes precisam entender da dinâmica, da logística e das peculiaridades desse tipo de projeto", afirma o engenheiro civil Antônio Medeiros, um dos sócios da empresa. Um dos principais cuidados técnicos está na escolha do sistema de fundação, que deve suportar a carga não apenas do equipamento, mas também da força gerada pela ação do vento.
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Produtividade sobe com aumento simultâneo de produção e horas pagas |
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VALOR ECONÔMICO - BRASIL - SÃO PAULO - 12/04/10 - Pg. A3 |
A produtividade na indústria avança com força no começo do ano, acenando com uma expansão firme em 2010, depois da queda de 1,9% registrada em 2009. No primeiro bimestre, ela cresceu 16,5% em relação ao mesmo período do ano passado, resultado da comparação da alta de 17,3% da produção industrial e do aumento de 0,7% do número de horas pagas aos trabalhadores. Na série livre de influências sazonais, a expansão acumulada pela produtividade em janeiro e fevereiro ficou em 1,5%. Esse desempenho indica que a produtividade voltará a subir de modo saudável em 2010, com elevação simultânea da produção e das horas pagas, destaca o consultor do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), Júlio Gomes de Almeida, ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda. Foi o padrão seguido entre 2004 e 2008. Almeida atribui a recente expansão da produtividade, impulsionada pelo forte aumento da produção, a dois principais fatores: a retomada dos investimentos, a partir do segundo semestre do ano passado, e a racionalização de processo produtivos em função da crise . "Não existe investimento sem aumento de produtividade", afirma ele. Segundo Almeida, no caso de compras de máquinas e equipamentos, o tempo entre a decisão do empresário de investir e os ganhos de eficiência é de seis meses a um ano. Com isso, uma parcela das inversões feitas a partir da segunda metade de 2009 na aquisição de máquinas já maturou, ajudando a explicar a alta da produtividade. Esses ganhos de eficiência são importantes por deixar as empresas mais preparadas para absorver aumentos de custos sem repassá-los para os preços, afirma ele. "E isso vale não apenas para os custos com a folha de salários." É um fenômeno que alivia pressões inflacionárias no setor industrial. Em 2009, a produtividade no setor despencou no primeiro semestre, porque a produção caiu muito mais que as horas trabalhadas. A crise global pegou boa parte das empresas com estoques elevados. No primeiro trimestre de 2009, a produção recuou 14,3% na comparação com o mesmo período do ano anterior, num movimento de ajuste intenso de estoques. As horas pagas, por sua vez, recuaram 5,1%. Isso deixa claro que o ajuste no emprego foi bem mais moderado, como lembra o analista Rafael Bacciotti, da Tendências Consultoria Integrada. Para Bacciotti, o custo elevado de demitir levou as empresas a conter os cortes de funcionários, num quadro de incerteza quanto à duração da crise - havia a perspectiva de que o impacto fosse transitório e que a atividade se recuperasse depois de não muito tempo, o que de fato ocorreu. "O empresário apela primeiro para férias coletivas e redução de jornada, para não ter que arcar com os custos de demissão, especialmente num cenário em que havia a possibilidade de que os efeitos da crise fossem passageiros", avalia a economista-chefe da Rosenberg & Associados, Thaís Marzola Zara. Como caiu menos, o emprego se recupera numa velocidade menos intensa do que a da produção, que mergulhou num primeiro momento e agora sobe a um ritmo na casa de 16% a 18% em relação aos mesmos meses do ano passado. O resultado de fevereiro indicou uma alta mais expressiva do emprego e especialmente do número de horas trabalhadas, como mostrou a Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário (Pimes) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O pessoal ocupado na indústria cresceu 0,6% sobre janeiro, feito o ajuste sazonal, enquanto as horas pagas tiveram expansão de 1,5%. Almeida observa que uma expansão firme do número de horas trabalhadas costuma anteceder novas contratações de empregados. Primeiro, há um aumento nas horas extras. Depois, com a confirmação de que a demanda é de fato firme, os empresários contratam novos empregados. O ritmo de alta da produtividade no primeiro bimestre, de 16,5% sobre o mesmo período de 2009, não deve se sustentar no acumulado do ano, dizem os analistas. A baixíssima base de comparação da produção industrial explica o resultado tão forte, diz Almeida. Para ele, o mais razoável é esperar um crescimento de 4% a 5% da produtividade em 2010, o que é um número bastante positivo. Se ficar em 5%, será a taxa mais alta desde os 6,2% registrados em 2004. Thaís também acha possível um número na casa de 5% neste ano. Ela destaca, como Bacciotti, que o nível da produtividade na indústria já superou o nível pré-crise, na série livre de influências sazonais. Já nos 12 meses até fevereiro deste ano, a produtividade na indústria registra alta de 2,5%, fruto da combinação de uma queda de 2,6% da produção e de um recuo 4,8% das horas trabalhadas. Nessa base de comparação, fica evidenciada a recuperação mais rápida da atividade fabril que do emprego. Nos 12 meses até dezembro do ano passado, o tombo da produção ainda era superior ao das horas trabalhadas.
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Construção industrial tem trabalho "até 2020" |
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VALOR ECONÔMICO - BRASIL - SÃO PAULO - 12/04/10 - Pg. A4 |
Reeleito no fim de março para um segundo mandato à frente da Associação Brasileira de Engenharia Industrial (Abemi), o executivo Carlos Maurício de Paula Barros, presidente da EBSE (grupo MPE), disse ao Valor que a combinação das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) com o aumento do conteúdo nacional nas obras e equipamentos da Petrobras -que compõem a maioria do PAC-, as empresas de construção industrial brasileiras nunca tiveram tamanho volume de obras. Barros afirmou que chega a "ficar tonto" quando tenta fazer um levantamento detalhado do que há para fazer nos próximos cinco anos e disse que há trabalho para fazer "pelo menos até 2020". Segundo ele, "todas as empresas (do setor) hoje têm uma perspectiva que nunca tiveram, nem na década de 1970". Somente em obras para a Petrobras, o faturamento foi multiplicado por oito em cinco anos, passando do equivalente a US$ 3 bilhões em 2003 para US$ 24 bilhões em 2008. De acordo com o executivo, em 2003 a indústria naval estava praticamente parada e muitas outras fábricas operavam com, no máximo, 30% de uso da capacidade instalada. Hoje, em contrapartida, são mais de 40 estaleiros operando, de vários portes, e as demais empresas estão chegando ao limite de uso da capacidade. A freada provocada pela crise de 2008/2009 já está ficando para trás e Barros vê para os próximos meses o reaquecimento para além do setor petróleo, com a retomada de projetos congelados em setores como o de mineração e siderurgia. Para dar uma dimensão da arrancada dada pelo setor de engenharia industrial, o presidente da Abemi conta que no período de quatro anos, encerrado em março de 2010, o Programa Nacional de Qualificação Profissional (PNQP), destinado ao setor petróleo, que foi gerenciado pela entidade, formou 80 mil pessoas, espalhadas por 12 Estados, em 156 categorias profissionais, das quais 86% foram empregados. Mesmo assim, a segunda fase do PNQP, que deve começar nos próximos meses, parte de uma carência de 210 mil novos profissionais, o mesmo número do início da primeira fase. "A nossa bandeira maior chama-se conteúdo nacional", define Barros. Segundo ele, foi a elevação do conteúdo nacional mínimo de 46% para 65% nas obras da Petrobras, a partir de 2003, que desencadeou o atual ciclo de bonança. "Agora fala-se em 72%.", torce, afirmando que, se confirmado o novo piso, haverá uma nova elevação expressiva nos volumes de obras e de empregos. Barros ressalta que em 1997, quando a empresa que dirige participou das construções das plataformas P-19, P-31 e P-34, quase todos os componentes foram comprados no exterior. "Até estruturas metálicas vieram de barcaças dos Emirados Árabes, porque não havia competitividade no Brasil", ressaltou. Apesar de dizer que houve muito avanço, o presidente da Abemi admite que ainda há problema de competitividade Mas reclama que o câmbio sobrevalorizado é o responsável por grande parte dessa persistência. Segundo ele, com o câmbio na casa de R$ 1,70 não dá para competir com países como China e Índia, países onde, afirma, os custos de mão de obra são muito mais baixos do que os brasileiros. Como resolver o problema do câmbio? Barros diz que não daria certo fazer um câmbio especial para o setor petróleo, por exemplo. O caminho, segundo ele, é sobretaxar com imposto de importação os produtos considerados artificialmente competitivos como, ressalta, "os Estados Unidos fazem com o Brasil". Mas Barros admite que ainda há muito ganho de produtividade a ser conquistado. "Não atingimos a competitividade dos países desenvolvidos. Não dá para comparar o operário recém-formado nosso com o europeu ou o americano. Eles são muito mais produtivos", disse. Para o presidente da Abemi, até agora a engenharia industrial brasileira cresceu, basicamente, com o que ela já tinha, embora tenha havido elevações do nível tecnológico importantes, como seria o caso do Estaleiro Atlântico Sul (Pernambuco). "Não foi ainda (no geral) um salto radical de tecnologia. Acho que, a partir de agora, esse salto será indispensável. Quem ficar fora, não vai competir", prevê. Para analista, burocracia trava empreendimentos Anunciadas como medidas de estímulo ao investimento, a autorização para os fundos de pensão e as estatais oferecerem garantias para contrair financiamentos de projetos de infraestrutura terão pouco efeito prático. A afirmação é do economista da Fundação Getulio Vargas (FGV) Istvan Kasznar, que considera esse tipo de política pública paliativa. "Embora o crédito para obras públicas tenha sido barateado, as medidas representam um paliativo em relação à necessidade que o país tem de investimentos em infraestrutura", avalia o professor. Segundo ele, obras de grande porte não deslancharão enquanto o país não resolver problemas estruturais que desestimulam o investimento. O economista defende a desburocratização ampla e a redução significativa dos tributos sobre os investimentos para destravar os empreendimentos em infraestrutura. "A garantia é apenas um termo adicional. Ninguém planeja um investimento em infraestrutura em função da garantia, mas sim da segurança de que obterá retorno financeiro no longo prazo." De acordo com Kasznar, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) só executou 11% das ações previstas em pouco mais de três anos por causa da burocracia, dos entraves legais e ambientais e das lutas políticas que atrasam os empreendimentos. "A legislação ambiental é dura, as negociações são lentas e a burocracia não quer cooperar. Com um ambiente não muito favorável, os empresários hesitam em aplicar em infraestrutura, que é um investimento que só amadurece no longo prazo, sem saber se receberão retorno." No lançamento da segunda fase do PAC, no fim de março, o governo anunciou que 40% do orçamento do PAC havia sido gasto. Dos R$ 638 bilhões previstos, R$ 256 bilhões foram gastos em obras finalizadas, mas a quantia inclui R$ 137 bilhões usados para financiar a compra de imóveis por meio do programa Minha Casa, Minha Vida.
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Desempenho do mercado de trabalho se reflete em captação recorde do FGTS |
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BRASIL ECONÔMICO - BRASIL - SÃO PAULO - 12/04/10 - Pg. 19 |
O FGTS registrou uma captação líquida recorde de R$ 3,75 bilhões no primeiro trimestre de 2010. No mesmo período de 2009 a arrecadação líquida foi de R$ 1,482 bilhão. Segundo o vice-presidente de Fundos de Governo e Loterias da Caixa, Wellington Moreira Franco, o resultado “excepcional” do primeiro trimestre reflete uma queda nos saques de 8,11% em relação a 2009 e o bom desempenho do mercado de trabalho.
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Perspectiva para o emprego é a 2ª melhor da década |
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O ESTADO DE S. PAULO - ECONOMIA - SÃO PAULO - 12/04/10 - Pg. B1 |
Sondagem da FGV indica que 30,6% da indústria quer contratar em 3 meses e sinaliza que a alta anual de 0,7% do emprego em fevereiro vai continuar A perspectiva para o emprego industrial, que avalia a intenção de contratação e de demissão das empresas para três meses, atingiu em março o segundo melhor resultado desta década e já supera o período favorável ao emprego que antecedeu a crise, revela um estudo feito a pedido do "Estado" pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), com base na Sondagem Conjuntural da Indústria de Transformação. Isso indica que o bom resultado do emprego na indústria alcançado em fevereiro e divulgado na sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) deve continuar. A tendência é de que o quadro de trabalhadores nas fábricas volte para o nível pré-crise no segundo semestre deste ano, prevê o economista chefe da LCA Consultores, Bráulio Borges. Em fevereiro, pela primeira vez em 15 meses, o emprego industrial cresceu na comparação anual. A alta foi de 0,7% em relação ao mesmo mês de 2009, informou o IBGE. Mesmo assim, o nível de emprego em fevereiro, descontadas as influências típicas desta época do ano, ficou 4,5% abaixo do de setembro de 2008, o mês de referência antes do início da crise, segundo os cálculos da economista do Banco Santander Luiza Rodrigues. Ela observa que, desde maio de 2009, o emprego vem se recuperando na indústria e frisa que houve uma aceleração nos últimos meses. "Como a demanda interna está aquecida, é natural que as indústrias queiram contratar", observa Borges. Em março, 30,6% das 1.165 indústrias consultadas pela FGV pretendiam contratar mão de obra entre março e maio deste ano e 5,4% planejavam cortes. Nesta década, o resultado só foi superado pelo do mês anterior. Em fevereiro, 31,3% das indústrias planejavam contratações e 3%, demissões em três meses. Longo prazo. Quando se olha para um horizonte maior, a pesquisa mostra que a perspectiva do emprego para três meses na média deste ano já supera a média do período pré-crise. No primeiro trimestre deste ano, 65,8% das indústrias pretendiam manter o emprego nos próximos três meses e 29,5% planejavam aumentar o quadro de pessoal. Entre julho de 2007 e junho de 2008, período que antecedeu a crise, 56,8% das companhias pretendiam manter os funcionários e 32%, contratar. Entre manutenção dos postos de trabalho e contratações, 95,3% das cerca de mil empresas consultadas estavam nessa condição no primeiro trimestre deste ano, ante 88,8% no pré-crise. A fatia de empresas dispostas a demitir caiu mais da metade no período: somava 11,1% no pré-crise e ficou em 4,7% na média do primeiro trimestre deste ano. "Puxada pelo mercado interno, a recuperação do emprego está se disseminando pelos setores. Mesmo que o juro suba, a perspectiva é favorável", diz o superintendente de Ciclos Econômicos da FGV, Aloisio Campelo, responsável pelo estudo.
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Metalurgia e construção puxam contratações |
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O ESTADO DE S. PAULO - ECONOMIA - SÃO PAULO - 12/04/10 - Pg. B3 |
De catorze setores da indústria pesquisados pela FGV, em dez deles a perspectiva de emprego é igual ou maior que antes da crise Setores da indústria que produzem insumos e equipamentos ligados à construção civil e a investimentos são os que estão hoje com melhores perspectivas para o emprego que no período pré-crise, aponta estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que comparou o emprego previsto para três meses no primeiro trimestre deste ano em relação à média das expectativas dos empresários de julho de 2007 a junho de 2008. De 14 segmentos da indústria pesquisados pela FGV, neste ano quatro estão com perspectivas para o emprego equivalentes à fase pré-crise e seis setores já superam os resultados atingidos nesse período. São eles: minerais não metálicos, que englobam insumos usados pela construção civil; mecânica; celulose, papel e papelão; produtos de matérias plásticas ; vestuário e calçados e metalurgia. Nesse último setor, 35,2% das empresas pretendem contratar e praticamente nenhuma demitir. Antes da crise, 22,8% delas queriam admitir e 3% dispensar funcionários. A Camargo Corrêa Cimentos, por exemplo, faz parte do rol de empresas que pretendem contratar. A pesquisa aponta que 38,7% das cimenteiras querem neste ano ampliar o número de trabalhadores no trimestre março/maio. Na fase pré-crise, essa era a intenção de apenas 10,3% das empresas no cenário do emprego para o trimestre. Segundo Humberto Farias, presidente da empresa, uma conjugação favorável de fatores contribui positivamente para o aumento do emprego no setor. Entre esses fatores, ele aponta o Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) destinado à execução de grandes obras públicas, o programa habitacional do governo Minha Casa, Minha Vida, os investimentos no setor imobiliário e, na economia em geral, além do consumo formiga de cimento, aquele usado na autoconstrução e que responde pela metade das vendas do setor. Farias diz que a sua empresa não foi afetada pela crise. No ano passado, contratou 200 trabalhadores diretos e planeja admitir mais 200 este ano. Destas, vinte vagas já foram preenchidas no primeiro trimestre. Rotatividade. "Está mais difícil contratar e reter o funcionário neste ano porque o mercado ficou mais competitivo", conta Farias. Além de aumentar a remuneração, a empresa está oferecendo plano de carreira e treinamento para os funcionários. O segmento de caminhões e ônibus, que é termômetro do ritmo de investimento, é outro apontado pela pesquisa com cenário favorável para a produção e o emprego. Quase 90% das indústrias do setor planejam contratar no trimestre março-maio deste ano. No período pré-crise, o indicador estava em 53,3%. A MAN Latin America/Volkswagen acaba de abrir o terceiro turno na fábrica de caminhões e ônibus em Resende (RJ). Para isso, contratou 700 pessoas. "Antes da crise tínhamos 5.200 trabalhadores. Com o terceiro turno, voltamos para esse nível", afirma o presidente da empresa, Roberto Cortes. Ele diz que estuda mais contratações neste ano para uma nova linha de caminhões pesados voltados à mineração, que a empresa logo vai lançar no mercado. Por enquanto, o cenário se mostra favorável à produção e ao emprego nas fábricas de autopeças. O estudo revela que quase 60% das indústrias do setor vão ampliar as contratações para três meses na média deste ano. A Honeywell, que fabrica turbos para motores de diesel de tratores e picapes, ampliou em 10% o emprego em 2009 e avalia novas contratações para este ano. Puxadas pelo mercado doméstico, o diretor geral da empresa, José Rubens Vicari, conta que a vendas cresceram 72% no primeiro trimestre deste ano na comparação a 2009. Pelos pedidos colocados, a indicação é de que o segundo trimestre será favorável, em razão da renda da safra. "A incógnita é o comportamento do mercado no segundo semestre, com a volta do IPI integral e a provável alta dos juros." RESULTADOS Ocupação O nível de ocupação nas fábricas em fevereiro teve a primeira variação positiva na comparação anual em 15 meses: cresceu 0,7%. Em relação a janeiro, descontadas as influências sazonais, a alta foi de 0,6%, segundo o IBGE. Contratações No primeiro bimestre deste ano, a indústria abriu 139 mil postos de trabalho, atrás apenas das 151 mil contratações feitas pelo setor de serviços. Previsões O indicador do emprego industrial previsto para três meses atingiu em março o segundo maior nível desta década, com 30,6% das fábricas planejando contratações e só 5,4% delas com a intenção de demitir, segundo a Sondagem Industrial da FGV. Melhor do que antes da crise De volta ao País, administradora demorou só um mês e meio para conseguir um emprego Faz uma semana que a administradora de empresas Amanda Micali, de 27 anos, começou a trabalhar na Camargo Corrêa Cimentos na área de inovação. Depois de passar um ano na Austrália fazendo uma pós-graduação na área de gestão empresarial, ela diz que não esperava se recolocar no mercado tão rapidamente. "Comecei a mandar meu currículo para as empresas depois do carnaval", conta.. Nesse período, além da proposta da Camargo Corrêa, ela recebeu outras ofertas de emprego, a maioria de indústrias. Amanda chegou a conversar com a Sadia, com a Unilever, com uma nova empresa de cosméticos que está chegando ao País e uma consultoria. "Logo percebi que o mercado de trabalho está bem aquecido", diz Amanda, que saiu do Brasil quando a crise começou. Ela explica que escolheu trabalhar na cimenteira porque se trata de um projeto novo, que pode envolver relacionamento com clientes, por exemplo, para vender um produto que, na prática, é uma commodity. "Não imaginava que um dia iria trabalhar numa fabricante de cimento." Antes de ir para a Austrália, a administradora de empresas foi funcionária de uma indústria de bebidas. Na empresa anterior, onde trabalhou na fase pré-crise, o seu salário era de 10% a 15% menor em relação ao que vai receber agora. Além do salário maior, Amanda diz que terá mais benefícios, como plano de carreira e a perspectiva de se desenvolver numa área internacional. Neste ano, a Camargo Corrêa Cimentos comprou um terço da participação da cimenteira portuguesa Cimpor. Produção se recupera mais rapidamente do que o emprego A produção industrial está mais adiantada do que o emprego para voltar ao nível pré-crise de setembro de 2008. Uma análise feita pela LCA Consultores mostra que, em fevereiro deste ano, a produção industrial medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), descontados os efeitos sazonais, estava 3,2% abaixo da de setembro de 2008. Já o emprego estava 4,5% aquém de setembro de 2008. Há duas interpretações para esse resultado. Braulio Borges, economista chefe da LCA Consultores, diz que, com a crise, as empresas aproveitaram para demitir os trabalhadores com melhores salários. Com isso, obtiveram ganhos de produtividade. Isso explicaria o avanço da produção industrial a um ritmo superior ao do emprego, que está crescendo em ritmo mais lento. Borges destaca que as novas contratações estão sendo feitas por salários menores. Já na análise de Luiza Rodrigues, economista do banco Santander, o emprego está crescendo em ritmo menor do que o da produção industrial porque muitos empresários, diante do alto custo das demissões, optaram por segurar parte dos funcionários na época em que a crise ocorreu. Ela lembra que os empresários deram férias coletivas aos funcionários, licença remunerada e, em muitos setores, houve até suspensão temporária dos contratos de trabalho negociada com os sindicatos. "Por isso que o emprego hoje está crescendo num ritmo inferior ao da produção." Para este ano, Luiza prevê que a produção industrial aumente 9,5% na comparação com 2009, depois de ter caído 7,5% em relação ao ano anterior. Para o emprego industrial, ela projeta crescimento de 2% este ano em relação a 2009. No ano passado, o emprego na indústria recuou 5,6% na comparação com 2008. Nas contas de Luiza, o total de trabalhadores ocupados na indústria em fevereiro deve ter chegado a 13,1 milhões de pessoas. Em setembro de 2008, a indústria tinha 14,06 milhões de trabalhadores. Para voltar ao patamar pré-crise, a indústria brasileira terá de contratar cerca de 900 mil trabalhadores nos próximos meses. Disparidade. Apesar de faltar relativamente pouco para voltar o nível de ocupação de setembro de 2008, Borges observa que o comportamento da retomada do emprego entre os diferentes segmentos é muito heterogêneo. "Setores menos dependentes do crédito e da confiança do consumidor preservaram mais os empregos na crise e estão melhores hoje", afirma o economista. Como exemplo, ele cita a indústria de alimentos, cujo nível de emprego em fevereiro deste ano estava só 0,7% abaixo do de setembro de 2008. Também os setores menos ligados às exportações, vinculados ao mercado interno e que contaram com redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) conseguiram passar mais ilesos à crise. Já os dependentes das exportações, observa Borges, estão entre os mais afetados. O economista destaca como exemplo negativo segmentos que enfrentam a concorrência dos importados. Vestuário e calçados, por exemplo, estavam em fevereiro com nível de emprego abaixo do patamar de setembro de 2008, com recuo de 8,4% e 5,5%, respectivamente.
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Emprego na indústria ganha fôlego |
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O ESTADO DE S. PAULO - ECONOMIA - SÃO PAULO - 10/04/10 - Pg. B4 |
Taxa sobe 0,7% ante fevereiro de 2009, na primeira expansão em relação a igual mês do ano anterior desde novembro de 2008 O mercado de trabalho industrial registrou resultados positivos em fevereiro, mas ainda está longe da plena recuperação dos estragos feitos pela crise. Segundo o IBGE, o emprego no setor aumentou 0,6% na comparação com janeiro e 0,7% na comparação com fevereiro do ano passado, na primeira expansão em relação a igual mês do ano anterior desde novembro de 2008. Mas, mesmo com o crescimento da ocupação, o nível do emprego no setor ainda remonta a janeiro de 2007. Além disso, no acumulado do primeiro bimestre o balanço ainda é negativo, com queda de 0,2%. O patamar de produção industrial de fevereiro era similar ao de maio de 2008 e já se aproximava do recorde pré-crise de setembro daquele ano. O economista da coordenação de indústria do IBGE, André Macedo, explica que os efeitos dos movimentos na atividade industrial sempre chegam com defasagem às contratações. Ele avalia que, apesar da deterioração causada pela crise, o mercado de trabalho industrial começa a acelerar seu processo de recuperação. Mas, ressalta que isso representa custo adicional, o que exige maior confiança dos empresários. Horas pagas. "Há de fato um cenário favorável para o emprego no setor", disse. O bom resultado no número de horas pagas mostra que o setor busca adequar a mão de obra à elevação do uso da capacidade instalada. As horas pagas tiveram aumento de 1,5% em fevereiro ante janeiro, no melhor resultado mês a mês desde o início dos efeitos da crise na indústria. Ante fevereiro de 2009, as horas pagas aumentaram 1,6%, também o primeiro dado positivo ante igual mês de ano anterior registrado desde outubro de 2008. Segundo Macedo, os crescimentos apurados nas horas pagas e na ocupação nesse confronto refletem uma base de comparação muito deprimida no ano passado, "mas também os efeitos positivos de um maior ritmo da atividade produtiva". Positivo. O analista da Tendências Consultoria, Bernardo Wjuniski avalia que os dados de fevereiro revelam que "o emprego na indústria mostra um desempenho bastante positivo" e a perspectiva para os próximos meses é de continuidade do crescimento: "Nosso cenário de recuperação consistente da produção industrial ao longo do ano deve permitir que o emprego continue mostrando resultados favoráveis. O economista do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), Rogério Souza também considera os dados do emprego na indústria em fevereiro como favoráveis e avalia que eles apontam para prosseguimento da trajetória de expansão nos próximos meses. Assim como Macedo, ele destacou o aumento no número de horas pagas, "que antecedem, em geral, novas contratações". Um aspecto positivo do mercado de trabalho, segundo o Iedi, é que o aumento do emprego ocorreu na maior parte das regiões do País, especialmente "no Estado onde se encontra sua indústria mais estruturada e dinâmica, que é São Paulo", onde a ocupação aumentou 1,4% em fevereiro ante igual mês de 2009. Além de São Paulo, as maiores contribuições à média geral do emprego foram dadas pela região Nordeste (2,9%) e Ceará (8,5%). Remuneração. A folha de pagamento real da indústria também aumentou em fevereiro, com variação de 2,7% ante o mês anterior e de 3,8% na comparação com igual mês do ano passado. No primeiro bimestre do ano, a folha já acumula alta de 2,3%. Para lembrar Situação hoje é oposta à do fim de 2008 O emprego vive hoje uma situação oposta à do fim de 2008. Nessa época, sob pressão da crise financeira global, a indústria batia recordes de demissões. Em apenas um mês, dezembro de 2008, um levantamento da Fiesp apontou o corte de 130 mil postos de trabalho somente na indústria paulista, equivalente a uma queda de 5,64% no nível de emprego. Foi o pior resultado mensal da série histórica iniciada em 1994. Foi também a primeira vez em que todos os 21 setores pesquisados pela entidade demitiram mais do que contrataram em um único mês. O pior corte ocorreu no setor de açúcar e álcool, de 79,2 mil empregos. Considerando todos os setores, além da indústria - mas apenas o emprego com carteira assinada -, o corte atingiu 654.946 postos de trabalho em todo o País em dezembro, segundo no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Dois meses depois, em fevereiro de 2009, uma única empresa, a fabricante de aviões Embraer, demitia 4.270 funcionários de uma só vez.
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Cresce 15% desemprego de quem tem 3º grau em SP |
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FOLHA DE S.PAULO - EMPREGOS - SÃO PAULO - 11/04/10 - Pg. 1 a 3 |
Aumento é o maior das seis regiões metropolitanas pesquisadas O desemprego para profissionais da região metropolitana de São Paulo que têm ensino superior completo aumentou 15% entre 2008 e 2009. É o maior crescimento entre todos os níveis de escolaridade de todas regiões metropolitanas analisadas na PED (Pesquisa de Emprego e Desemprego), feita pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). Também são avaliadas Salvador, Recife, Porto Alegre, Belo Horizonte e Distrito Federal. Dessas, tiveram queda do desemprego no superior: Salvador, Distrito Federal e Recife. Entre 2008 e 2009, em Porto Alegre, o aumento de desemprego para quem tem nível superior foi de 5%; em Belo Horizonte, de 9%. Entretanto, esta foi a região que mais escolarizou sua mão de obra nos últimos 11 anos. O aumento do desemprego em São Paulo, Porto Alegre e Belo Horizonte é explicado pela forte internacionalização do setor industrial, com alta escolarização, segundo os economistas Marcelo Neri, professor da Fundação Getulio Vargas do Rio de Janeiro, e Márcio Pochmann, presidente do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). Para eles, São Paulo representa o centro da economia brasileira, e a crise econômica mundial atingiu com maior intensidade os polos mais prósperos do capitalismo, principalmente pela indústria. Ambos concordam que os profissionais com maiores ganhos, quase sempre os com ensino superior, foram os mais afetados pelas demissões. Cortes "As empresas preferem cortar postos administrativos [de ensino superior completo] com salários maiores", pontua Juan Carlos Dans Sanchez, coordenador de políticas de emprego e renda da Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho do Estado de São Paulo. Além disso, expõe Sanchez, a área de serviços é a que mais cresce em São Paulo, oferecendo salários menores para empregos de remuneração mais baixa e menor escolaridade. Em 11 anos, há mais profissionais com nível superior e sem vaga no mercado O índice de desemprego entre profissionais com ensino superior foi maior em 2009 do que em 1998, ano em que a PED começou a ser elaborada. No Distrito Federal, foi de 3,7%, em 1998, e de 6,4%, no ano passado. Em Porto Alegre, cresceu de 3,9% para 4,3%. De lá para cá, houve uma explosão de cursos de graduação estimulada pelo aumento de faculdades privadas focadas na população de baixa renda e por bolsas de estudo oferecidas pelo governo federal. Apesar do desemprego maior, houve um crescimento da participação dos diplomados no mercado, em todas as regiões (veja no quadro acima). "Os ganhos em inovação tecnológica não foram suficientes [para absorver a mão de obra mais qualificada]", conclui Márcio Pochmann, do Ipea. "Talvez a demanda maior seja de natureza técnica e tecnológica, especialmente se o país continuar com o nível de crescimento [anterior ao da crise]", afirma Sérgio Mendonça, supervisor nacional da PED. Ele aponta que, até meados dos anos 2000, a escolaridade da população aumentava mais do que a absorção do mercado de trabalho. Após esse período, o quadro começou a se inverter, exceto em Recife, onde há queda desde 2005, e no Distrito Federal -que tinha tendência de alta e registrou queda em 2009. Empresas ampliam exigências para recrutar profissional Maior oferta de mão de obra qualificada demanda diferenciais como idade, intercâmbio e experiência A melhor opção para conseguir renda e emprego ainda é ter o ensino superior completo. O desemprego no nível é menor do que o de outras escolaridades, e a participação dos ocupados cresce em todas as regiões metropolitanas. Na área de Recife, 11% dos ocupados contam com essa formação. Na região de Brasília, a participação é o dobro, 22%. "O salário é, em média, três vezes maior [em comparação ao do ensino médio]", aponta Naercio Menezes, coordenador do Centro de Políticas Públicas do Insper. Mas não é o canudo embaixo do braço que dá acesso ao mercado, explicam especialistas. "O diploma é uma qualificação de papel, virtual. O mercado de trabalho é altamente seletivo", considera Ana Heloísa da Costa Lemos, especialista em relações entre trabalho e escolaridade no Instituto de Administração e Gestão da PUC-Rio. "Existem outras características que definem a contratação -diferenciais como idade, intercâmbio e experiências em outras empresas. Cada companhia pode considerar uma dessas características [como mais desejável] em relação às outras", afirma Juan Carlos Dans Sanchez, da Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho do Estado de São Paulo. Busca Ivan Pinto Dias Junior, 45, perdeu o emprego em uma multinacional em outubro de 2009 após cerca de um ano na empresa. Engenheiro eletrônico com especialização em administração de empresas, ele usa "todas as formas possíveis" para encontrar um novo posto: fala com conhecidos e inscreve-se em sites de currículos. Insatisfeita com as vagas disponíveis no mercado, Nicole Lagonegro, 29, quer obter uma certificação internacional. Ela, que é professora de inglês com especialização em psicopedagogia, questiona a qualidade do modelo de contratação das escolas de idioma. "Querem nos registrar como instrutores [e não como professores]." Atualmente em um trabalho temporário, Flaviane Sousa Nascimento, 23, busca um emprego fixo na área em que atua, comunicação e eventos. "Tenho feito muito mais entrevistas que no ano passado." (AL) Aumento de escolaridade da população baixa participação de ensino fundamental Houve uma queda na ocupação de profissionais com ensino fundamental incompleto. Os com médio completo registraram o movimento oposto -houve uma alta entre 1998 e 2009, mostram dados da PED. "É uma mudança radical na oferta de escolaridade. Todos os dados mostram quase uma barreira [para o emprego], que é a ausência do ensino médio completo", aponta Sérgio Mendonça, do Dieese. "[Com o aumento da escolaridade da população,] esperavam-se empregos compatíveis com essa formação [fundamental completo], que seriam empregos estáveis, da manufatura, por exemplo [o que não ocorreu]", analisa Naercio Menezes, do Insper. Essa mudança começa agora a migrar para o segmento de pessoas com ensino médio completo, dizem especialistas. Um dos indícios é a mesma taxa de desemprego entre os grupos de profissionais com ensino fundamental incompleto e ensino médio completo. Essa diferença, que já variou de seis a dez pontos percentuais nas diferentes regiões, agora é de cerca de dois, com vantagem para a menor formação em Recife e São Paulo. Variação De acordo com o presidente do Ipea, Márcio Pochmann, essa movimentação pode indicar que os profissionais com ensino médio completo começam a ser substituídos por quem já concluiu o superior. Segundo ele, as empresas elevam a escolaridade exigida para os cargos, independentemente da função, para reduzir os custos de seleção.
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Energia eólica demanda profissional |
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FOLHA DE S.PAULO - EMPREGOS - SÃO PAULO - 11/04/10 - Pg. 6 |
Carência de mão de obra impulsiona repatriação de especialistas e criação de pós-graduação A capacidade de geração de energia eólica no país deve quadruplicar até 2012, segundo a Empresa de Pesquisa Energética. É que, até lá, está previsto o início da operação das 71 usinas que venceram o leilão governamental de dezembro. Para viabilizar esses projetos, empresas do segmento correm contra o tempo para formar mão de obra especializada na área. Por ser nova no Brasil, ela não conta com técnicos e engenheiros em número suficiente para suprir a demanda. "Tenho 30 vagas abertas para engenheiros e técnicos", destaca Marcos Fukumura, diretor de recursos humanos da Impsa, que fabrica equipamentos e constrói parques eólicos. A empresa tem produção garantida até 2011. Com outros leilões previstos para este ano, a demanda pode aumentar -e, com ela, a necessidade de profissionais. Uma das saídas para esse impasse é recorrer a trabalhadores de países onde o segmento é mais desenvolvido, como Dinamarca, Alemanha e Espanha. A Impsa, por exemplo, trouxe pelo menos dez brasileiros que atuavam nesses locais. Já a solução adotada pela Braselco, prestadora de serviço no setor de energias renováveis, foi promover o intercâmbio de seus colaboradores com empresas portuguesas, espanholas e inglesas. A espanhola Enerfin também buscou conhecimento no exterior para a construção do Parque Eólico de Osório, no Rio Grande do Sul, entre 2005 e 2006. Para desenvolver a obra, a companhia treinou 60 técnicos na Alemanha. Outra alternativa das empresas é recrutar profissionais de áreas similares e promover a especialização dentro de casa. É o caso da Braselco, que contrata recém-formados ou alunos do último ano de engenharia e oferece qualificação. "Enquanto o mercado não amadurece, o melhor caminho é esse", opina Armando Abreu, CEO da empresa. Pós-graduação As regiões Nordeste e Sul são os principais destinos de engenheiros e técnicos. Esses locais concentram hoje os maiores parques eólicos do Brasil. No leilão do ano passado, dos 71 projetos vencedores, 63 ficam no Nordeste - dos quais 23 no Rio Grande do Norte. O Estado foi o campeão em relação ao volume licitado, com 657 MWh contratados. Para evitar um apagão de mão de obra, a Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte e a Universidade Federal do Rio Grande do Norte assinaram um acordo para a criação do curso de especialização em energia eólica, com duração de 390 horas. Atualização precisa ser contínua Um dos principais desafios de profissionais que trabalham com energia eólica é manter-se atualizado. Responsável pela seleção e avaliação de locais com potencial para a construção de parques eólicos, o engenheiro de projetos Ivo Carvalho de Albuquerque, 33, explica que acompanha alterações na legislação ambiental. "Medimos os ventos, fazemos a estimativa da produção de energia e verificamos se, no terreno, há restrições ambientais que inviabilizem o projeto", diz Albuquerque. Ricardo Castelo, 47, gerente de operação e manutenção da Servtec, dona de quatro parques eólicos no Ceará, também busca estar informado sobre as novidades, já que é um dos responsáveis pela formação de mão de obra na empresa. "Desenvolvemos boa parte do pessoal com treinamentos internos", relata o especialista, que saiu do setor de termelétricas para o de energia eólica há cinco anos. O salário de um engenheiro júnior que trabalha em energia eólica está na faixa de R$ 3.000, segundo Marcos Fukumura, da Impsa. Um engenheiro de campo sênior, com experiência, pode ganhar até R$ 10 mil. (JV)
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Sala de aula 1 |
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FOLHA DE S.PAULO - MERCADO ABERTO - SÃO PAULO - 11/04/10 - Pg. B2 |
Preocupada com a escassez de mão de obra na engenharia, a Federação Nacional dos Engenheiros assina amanhã acordo de cooperação tecnológica com a Associação de Engenheiros Brasil-Alemanha para a criação de uma instituição de ensino superior. Os cursos serão de graduação nas áreas de engenharia e terão professores do Brasil e da Alemanha. SALA DE AULA 2 O objetivo da parceria é o intercâmbio de inovação tecnológica entre os países para contribuir na formação de profissionais de engenharia. O acordo, que conta com apoio dos governos, será assinado na presença do Ministro de Ciência e Tecnologia do Brasil, Sergio Rezende, e da Ministra de Educação e Pesquisa da Alemanha, Annette Schavan.
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Emprego e horas extras crescem nas indústrias |
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FOLHA DE S.PAULO - DINHEIRO - SÃO PAULO - 10/04/10 - Pg. B9 |
Empresas lançam mão de jornada extra, indicador que antecede a criação de vagas Recuperação do mercado de trabalho industrial ganhou força, impulsionada pelo ritmo mais acelerado nas indústrias, segundo o IBGE Passada a crise, o emprego na indústria começou a reagir com mais força em 2010 e, mais otimistas, empresários lançam mão de horas extras, indicador antecedente da criação de postos de trabalho. Segundo o IBGE, o número de postos de trabalho na indústria cresceu 0,6% em fevereiro na comparação livre de efeitos sazonais com janeiro. É o segundo resultado positivo seguido. Já na comparação com janeiro de 2009, a expansão foi de 0,7% -a primeira taxa positiva desde novembro de 2008. Para André Macedo, economista da Coordenação de Indústria do IBGE, a retomada do emprego industrial teve início no segundo semestre de 2009, mas só agora ganhou corpo e tende a se intensificar. Isso porque, diz, o número de horas pagas na produção (indicador que mede as horas extras) cresce a um ritmo mais intenso do que o emprego. Pelos dados do IBGE, o total de horas pagas cresceu 1,5% na passagem de janeiro para fevereiro, num sinal de novas contratações à frente. Já na comparação com igual mês de 2009, o indicador subiu 1,6% -primeiro resultado positivo desde outubro de 2008. "Está claro que a recuperação do mercado de trabalho industrial ganhou força, impulsionada pelo ritmo mais acelerado da produção do setor nos dois primeiros meses deste ano. A indústria não zerou ainda as perdas da crise, mas já reage", diz Macedo. O atual nível de emprego iguala o do janeiro de 2007. Ou seja, ainda restam quase dois anos para o setor recompor as perdas provocadas pela crise. Para o Iedi, os resultados de fevereiro, porém, são positivos e indicam uma recuperação mais firme do emprego nos próximos meses, sinalizada pelo avanço das horas pagas. Tanto o Iedi como Macedo ressalvam, porém, que parte da expansão do emprego está relacionada à fraca base de comparação de janeiro de 2009, quando o setor fabril sucumbia diante da crise. Setorialmente, o emprego voltou a se expandir em ramos intensivos em mão de obra. Em fevereiro, os destaques ficaram com papel e gráfica, têxtil, alimentos e bebidas e calçados e couro. Exceto alimentos, os demais figuraram entre os mais afetados pela crise. Sob ótica regional, as indústria de São Paulo, região Nordeste e Ceará impulsionaram o emprego em fevereiro. Os setores líderes do crescimento têm forte presença nesses locais. Descontados os efeitos sazonais, a folha de pagamento real da indústria cresceu 2,7% de janeiro para fevereiro. Em relação a fevereiro de 2009, a expansão foi de 2,8%.
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Emprego na indústria sobe 0,7% |
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DCI - INDUSTRIA - SÃO PAULO - 12/04/10 - Pg. A6 |
São Paulo - O nível de emprego na indústria brasileira subiu 0,7% em fevereiro comparado com igual mês de 2009, a primeira taxa positiva desde novembro de 2008. Em relação a janeiro de 2010, o emprego cresceu 0,6%, de acordo com dados divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número de horas pagas cresceu 1,6% em relação ao ano passado, o primeiro resultado positivo desde outubro de 2008. Comparado com janeiro de 2010, avançou 1,5% e reverteu o resultado negativo do mês anterior.
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Trabalhando com o inimigo |
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JORNAL DA TARDE - EMPREGOS - SÃO PAULO - 12/04/10 - Pg. 1E a 3E |
Ministério do Trabalho registrou 222 denúncias em 2009 e números só aumentam Perseguições de chefes, discriminação, punições em excesso e até exposição na frente de colegas no intuito de ridicularizar a pessoa são alguns dos tipos de assédio moral que têm levado cada vez mais trabalhadores a fazer denúncias no Ministério Público do Trabalho 2ª Região (MPT-SP). De acordo com órgão público, as denúncias aumentam a cada ano: em 2009 foram 222, passando por 159 em 2008 e 112 em 2007. Em 2006 e 2005 foram 78 e 49, respectivamente. Este ano foram 34 casos até o dia 25 de fevereiro. As principais reclamações são perseguições por parte da chefia, discriminação, punições injustas, ter a atenção chamada perante várias pessoas aos gritos de “seu incompetente”, por exemplo, mudança de assento no escritório para local diferente dos demais e falta de informações para executar tarefas. Segundo o MPT-SP, as denúncias têm aumentado pela ação de sindicatos e pela divulgação do problema na mídia. As denúncias são apuradas e levam a Termos de Ajustamento de Conduta para as empresas que, se não forem cumpridos ou aceitos, resultam em multas para as organizações. O valor da penalidade varia conforme o tamanho da empresa. Não se trata de uma bronca esporádica que o chefe aplicou ao empregado num dia ou aquela brincadeira que os colegas fizeram. O assédio moral é uma repetição prolongada de situações que humilham e constrangem o trabalhador. “O mais comum é pessoa ser humilhada, criticada e colocada de lado, deixar de receber tarefas ou receber atribuições em excesso e tudo isso leva o funcionário ao estresse, depressão, insônia e outros problemas psíquicos”, explica a advogada trabalhista Daniela Mesquita, do escritório Crivelli Advogados Associados. Marcelo Rodrigues Prata, juiz de Direito e autor do livro Anatomia do Assédio Moral no Trabalho (Editora LTR), explica que os empregados sujeitos a assédio moral são as pessoas com trabalhos mais complexos. “São aqueles que têm controle sobre as próprias tarefas, mas, em compensação, têm menor controle sobre o tempo de execução de suas atividades”, explica. O problema é mais comum na administração pública, serviço de saúde e escolas e em escritórios em geral. “Administrar conflitos absorve tempo, por isso a tendência de que esses casos se tornem assédio moral é mais comum nos serviços no quais se trabalhe com prazos muito reduzidos, ao passo que operários estão menos propensos à perseguição, pois seu trabalho exige menos complexidade e controle.” O problema pode ser fruto da ação de chefes, mas também de empregados no mesmo nível que a vítima. “É uma conduta que fere a integridade moral e a intimidade da pessoa, anulando o empregado”, afirma Eduardo Pragmácio Filho, advogado especializado em Direito do Trabalho. “Em regra geral, o assediador é um superior hierárquico que pode colocar metas impossíveis para o trabalhador atingir e muitos deles têm o intuito de que o empregado se sinta infeliz e peça para sair do emprego.” Sair dessa situação costuma ser complicado. As denúncias se tornam inviáveis porque dificilmente a vítima consegue reunir provas ou convencer colegas a servirem de testemunha. “Pessoas que testemunham os abusos têm receio de ficar desempregadas num mercado cada vez mais difícil e o resultado é que o agredido vai se submetendo àquela condição”, destaca Adriana Rodrigues, psicóloga e consultora de carreira. Segundo ela, se a empresa não tiver uma área de Recursos Humanos preparada para socorrer o empregado nessa situação, o caminho é recorrer à ajuda externa. “Consultar um psicólogo pode ajudar a pessoa a enfrentar o problema. Já recebi casos de executivos que passaram por isso e ficaram sem rumo buscando orientação para a carreira. Muitos acham que têm problemas, quando na verdade estão com a autoestima prejudicada. Como Agir Se a empresa não tem um setor de ouvidoria com um porta-voz para receber as queixas dos empregados em caso de assédio moral, o caminho é a Justiça O trabalhador fica livre para ingressar com um processo por danos morais e materiais e pode pedir rescisão indireta do contrato. Prevista no Artigo 483 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), é uma forma de rescisão em que o empregado pede a ruptura do contrato e recebe as verbas rescisórias como se fosse demitido sem justa causa Neste caso, tem de provar o problema com testemunhas ou evidências como e-mails do chefe Outra possibilidade é fazer uma denúncia no Ministério Público do Trabalho, que instaura um procedimento para apurar a veracidade dos fatos e propor um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) em que a empresa se compromete a adotar providências. Em caso de reincidência ou descumprimento do TAC, a empresa é multada. Se ela não aceitar o TAC, é instaurada Ação Civil Pública
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Oportunidades de trabalho para deficientes |
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JORNAL DA TARDE - SEU BOLSO - SÃO PAULO - 12/04/10 - Pg. 1B |
O Centro de Solidariedade ao Trabalhador (CST) vai cadastrar portadores de deficiência para 1.152 oportunidades de emprego. Há vagas para todos os níveis de escolaridade e tipo de deficiência. Os salários vão de R$ 510 e R$ 1,9 mil. O interessado pode ir ao stand do CST na Rea Tech (IX Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade) no Centro de Exposições Imigrantes entre 15 e 18 de abril ou às unidades do CST (Rua Galvão Bueno, 782 e Av. Barão do Rio Branco, 864).
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