ABRH
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Capacitação à distância |
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CALL CENTER - WEB - 07/04/10 |
Inscrições no Prêmio e-Learning Brasil vão até 10 de abril A MicroPower, com o apoio promocional da ABRH-SP, ADVB, FENADVB e ABED, e o apoio institucional do Sistema Fiesp, ABRH Nacional, Bilheteria.com e T&D - Inteligência Corporativa, promove a nona edição do Prêmio e-Learning Brasil. O objetivo é estimular as organizações empresariais e de ensino de nosso país a utilizarem os recursos tecnológicos para promover o aprendizado contínuo dos colaboradores e alunos, elevando, desta forma, o nível de qualificação, capacitação, desempenho, contribuição para os resultados e níveis de competitividade global das instituições brasileiras. As inscrições vão até 10 de abril e podem ser feitas pelo e-mail premio@elearningbrasil.com.br ou no telefone (11) 3041-8600.
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Universidade Positivo realiza palestra sobre cultura organizacional |
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PARANASHOP - WEB - 06/04/10 |
Na próxima quarta-feira, 7 de abril, a Universidade Positivo promove uma palestra com o professor Tor Eneroth, especialista em cultura organizacional. O evento, realizado em parceria com a Volvo e a Associação Brasileira de Recursos Humanos, abordará a cultura organizacional da Volvo. Durante a palestra, serão tratados temas como gestão e transformação da cultura organizacional em projetos de Tecnologia da Informação e de grandes empresas. O evento é direcionado a profissionais das áreas de Recursos Humanos, Gestão e TI. A palestra será proferida em inglês e não haverá tradução simultânea. Ao final, serão sorteados livros do palestrante. O evento acontece no auditório 2 do Bloco Amarelo da UP, às 19h. A entrada é gratuita. Mais informações pelo telefone (41) 3317-3404. SERVIÇO Palestra Tor Eneroth Data: quarta-feira, 7 de abril Horário: 19h Local: Auditório 2 do Bloco Amarelo da UP Rua Prof. Pedro Viriato Parigot de Souza, 5.300 – Campo Comprido Inscrições pelo site www.up.edu.br. Mais informações: (41) 3317-3404 SOBRE A UNIVERSIDADE POSITIVO – A Universidade Positivo materializa, na Educação Superior, a excelência que o Grupo Positivo alcançou na oferta de educação. Para assegurar uma sólida formação profissional, com base nos valores do saber, da ética, do trabalho e do progresso, e adequada às exigências do mercado de trabalho, mantém parcerias com entidades e instituições públicas e privadas. O câmpus Ecoville foi especialmente projetado com o objetivo de integrar as modernas instalações físicas à preservação do meio ambiente. É nesse câmpus modelo, comparável às melhores instituições internacionais, que a Universidade Positivo oferece cursos de Graduação, de Pós-Graduação e Pesquisa e de Extensão. O Centro Tecnológico da Universidade Positivo, com sede no câmpus Ângelo Sampaio, tem uma proposta diferenciada e oferece Cursos Superiores de Tecnologia de curta duração, para quem busca formação sintonizada com as necessidades do mercado de trabalho. Na Graduação, a Universidade Positivo ainda conta com a Escola de Negócios, que tem como objetivo ser referência no desenvolvimento do ensino de Negócios. Por meio de clínicas, a instituição presta um importante serviço à comunidade com atendimento gratuito em várias áreas. O mesmo acontece com o Hospital da Cruz Vermelha, que triplicou sua estrutura física e duplicou sua capacidade de atendimento, graças à parceria, firmada em 2004, com o curso de Medicina. O Grupo Positivo, do qual a Universidade Positivo faz parte, é a maior corporação de Educação do Brasil, conta com mais de 7,5 mil colaboradores e mantém negócios em países da América, da Ásia, da África e da Europa. (Na Internet: www.up.edu.br).
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Prevenir acidentes é o foco |
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CORREIO DO POVO - GERAL - PORTO ALEGRE - 01/04/10 - Pg. 10 |
Com o objetivo de esclarecer as dúvidas e orientar os empresários sobre o novo Fator de Acidente Previdenciário (FAP), que passou a vigorar em 1 de janeiro de 2010, a Associação Brasileira de Recursos Humanos/RS (ABRH/RS) realizou, no Centro da Capital, o VI Fórum de Relações Trabalhistas, com o tema "Gestão em Segurança e Saúde do trabalho, uma necessidade estratégica frente ao FAP". Especialistas ressaltaram que a nova legislação obriga os empresários a investir em prevenção de acidentes para não ter um drástico aumento nas despesas previdenciárias calculadas em cima da folha de pessoal. Mas, na prática, segundo cálculos da Confederação Nacional das Indústrias, o decreto 6957/2009, que mudou o enquadramento das empresas às alíquotas do Seguro de Acidente do Trabalho (SAT), aumentou os custos para 866 das 1,3 mil atividades econômicas existentes no país. Em 236 atividades, o aumento foi de 200%, pois a alíquota do seguro passou de 1% para 3% sobre o valor da folha de pagamento. O médico em Medicina do Trabalho e palestrante do evento, Sérgio Xavier da Costa, explicou que, desde janeiro, as empresas passaram a aplicar o FAP ao valor do seguro, o que elevou os custos sobre a folha de pagamento. O fator, criado pela lei 1066/2003, varia de 0,5 a 2, e é calculado pela Previdência Social com base nos afastamentos por doenças e acidentes ocupacionais registrados em cada empresa.
Mundo do trabalho
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Menos subjetividade e mais ciência na hora de contratar |
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VALOR ECONÔMICO - EU & CARREIRA - SÃO PAULO - 07/04/10 - Pg. D8 |
Conseguir mensurar com precisão estatística e matemática as competências, os comportamentos, as deficiências e o desempenho profissional que uma pessoa pode alcançar é o sonho de todo recrutador. Deixando de lado a subjetividade e se conectando à ciência, os testes psicológicos evoluíram ao longo do tempo dando origem a uma vertente conhecida como psicometria. De origem controversa, sabe-se que a especialização ganhou força no fim do século XIX com experimentos do inglês Francis Galton, desenvolvidos e aprimorados posteriormente por Charles Spearman, James Catell, Wilhelm Wundt, Alfred Binet entre outros. Atualmente, com um alto índice de confiabilidade, os testes psicométricos são aplicados nos processos de recrutamento e de sucessão de grandes empresas como Grendene, Volvo, Itaú e Contax. De acordo com headhunters, até mesmo CEOs estão se submetendo a esses testes, que tem como uma das maiores vantagens um feedback detalhado. "Muitos líderes se apoiam unicamente em suas experiências do passado e isso não é o suficiente. Além de saber o que esse CEO já fez, temos que avaliar sua capacidade de lidar com mudanças e descobrir o que ele ainda poderá fazer", confirma Paul Englert, um dos principais especialistas em psicometria da atualidade e diretor da Occupational Psychology & Research Associates (Opra), que cria softwares de avaliação usados por diversas multinacionais, inclusive no Brasil. De passagem pelo país a convite da DA Consulting, o pesquisador neozelandês, que é mestre em estatística aplicada e PhD em psicologia organizacional, conversou com o Valor a respeito do uso dessa ferramenta na identificação e no desenvolvimento de talentos. Veja a seguir os principais trechos: Valor: O que são os testes psicométricos? Qual a importância deles no desenvolvimento profissional das pessoas? Paul Englert: Os testes psicométricos servem para avaliar e medir a capacidade de as pessoas resolverem problemas e também a rapidez com que fazem isso. É possível descobrir tendências de comportamento para, por exemplo, saber como cada indivíduo lida com determinadas situações. Assim, podemos entender as diferenças e os potenciais de cada um, dando a eles as funções mais adequadas para o seu perfil. Valor: Como esses testes são aplicados? O enfoque está nas características de aptidão, nas habilidades ou na personalidade do indivíduo? Englert: Todos esses fatores são contemplados nos testes e são igualmente importantes para a realização de um recrutamento acertado. Existem questões de múltipla escolha e também criamos situações para que o indivíduo se posicione optando pelo o que lhe é mais confortável em uma escala que vai desde "discordo fortemente" até "concordo fortemente". Além disso, existem problemas verbais e numéricos para serem resolvidos, que servem basicamente para testar as habilidades cognitivas. Valor: As empresas tem aplicado esses testes com mais frequência atualmente? Englert: Sem dúvida. Esse tipo de ferramenta está sendo cada vez mais usada, uma vez que as organizações estão dando maior importância para o tema "pessoas". As empresas precisam não apenas descobrir os talentos, mas desenvolvê-los e motivá-los da maneira correta. A grande questão é que não há um método padrão para se fazer isso. Cada pessoa possui valores próprios e reage aos estímulos de maneira diferente. Os testes psicométricos, nesse contexto, ajudam a saber como tirar o melhor de cada um. Há alguns anos ainda havia uma certa desconfiança por parte das corporações em relação aos resultados obtidos, mas que já foi superada. Os testes hoje medem, por exemplo, motivações e valores com muita precisão, pois são aplicados em conjunto com outras ferramentas e métodos, como estudo de casos e exercícios de simulações profissionais. Valor: Os CEOs e diretores do alto escalão também passam por esse tipo de avaliação? Englert: Sim. Os testes podem ser aplicados em todos os níveis de uma empresa e, de fato, a participação dos CEOs e dos diretores tem aumentado. Isso ocorre porque muitos CEOs, para resolverem problemas atuais, se apoiam unicamente em suas experiências do passado e isso não é o suficiente. O mundo está mudando muito rapidamente e temos que valorizar não apenas o que esse CEO já aprendeu, mas também a sua capacidade de lidar com mudanças. Além de saber o que esse líder fez no passado, temos que descobrir o que ele é capaz de fazer no futuro. Valor: O conceito de inteligência emocional também está relacionado a isso? Englert: Sim. As companhias já perceberam que as emoções fazem parte das pessoas mesmo quando elas estão no ambiente de trabalho e não se pode desligar isso apertando um botão. Então, é preciso entender e controlar melhor as nossas emoções e as emoções dos outros. Além disso, o bom líder tem uma equipe engajada que é emocionalmente comprometida e inspirada por ele. Além de medir a inteligência emocional, porém, é importante também saber quais são os valores que estão relacionados a ela. Valor: Essas ferramentas precisam ser adaptadas conforme a cultura onde são aplicadas? Englert: Certamente. Existe um alicerce em comum, mas as perguntas e o entendimento das respostas devem estar inseridas no contexto cultural tanto do funcionário quanto da empresa. São padrões internacionais, mas que devem ser medidos localmente. É preciso combinar os resultados da pessoa avaliada com o perfil do cargo que ela vai ocupar e com a cultura da companhia. Valor: Como o senhor vê a falta de talentos no futuro e como o Brasil está nesse contexto? Englert: Já estive no Brasil anteriormente e fico cada vez mais impressionado com a força de trabalho do país. O Brasil tem muitas vantagens hoje, inclusive intelectualmente. Quando ministro cursos aqui, por exemplo, vejo que as pessoas se sentem confortáveis em questionar e não aceitam tudo o que eu digo como uma verdade absoluta. Ouço perguntas pertinentes e profundas, que são diferentes das de todos os outros países por onde passo. E isso é ótimo. A inteligência emocional também é um fator positivo. Os brasileiros são mais expressivos, têm mais contato com esse lado da vida e não é tão difícil para vocês falarem sobre suas emoções. Em alguns países as pessoas são muito fechadas e esse tema é praticamente um tabu no ambiente de trabalho, o que dificulta um pouco as coisas. O Brasil já entendeu que os bons resultados vêm das pessoas e, como está se desenvolvendo mais rapidamente agora, pode aplicar o que já foi testado e comprovado por outros países, encurtando e barateando todo o processo de busca dos melhores talentos. Valor: Qual o erro mais comum que as companhias cometem no desenvolvimento de talentos? Englert: Um dos maiores erros é concentrar a maioria dos recursos e esforços na tentativa de melhorar os pontos fracos ao invés de potencializar ainda mais os pontos fortes do indivíduo. É como se você dissesse ao Kaká, por exemplo, que ele é um excelente jogador de futebol, mas que tem um baixo desempenho como goleiro e, portanto, precisa trabalhar mais nisso. Não faria sentido. Atuamos em equipes e as pessoas podem e devem ter papéis diferentes. Desse modo, os treinamentos mais acertados ocorrem de acordo com as necessidades da organização.
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Emprego na construção civil registra recorde histórico em fevereiro |
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BRASIL ECONÔMICO - BRASIL - SÃO PAULO - 07/04/10 - Pg. 17 |
O nível de emprego na construção civil atingiu novo recorde em fevereiro, com crescimento de 1,55%em relação a janeiro, somando 2,558 milhões de trabalhadores registrados, de acordo com a pesquisa mensal do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de S. Paulo e da Fundação Getúlio Vargas. O mais alto patamar da série histórica equivale à contratação de mais de 39 mil trabalhadores com carteira assinada.
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Governo propõe elevar reajuste dos aposentados para 7% este ano |
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O ESTADO DE S. PAULO - ECONOMIA - SÃO PAULO - 07/04/10 - Pg. B1 |
Proposta beneficia aposentados que recebem mais de um salário mínimo e seria retroativa a janeiro, substituindo o índice de 6,14% Denise Madueño e Adriana Fernandes, BRASÍLIA O governo e os partidos da base poderão chegar a um acordo para elevar para 7% o índice de reajuste das aposentadorias acima de um salário mínimo pagos pela Previdência Social - em substituição aos 6,14% em vigor desde janeiro deste ano, concedidos por meio da Medida Provisória n.º 475. A proposta é retroativa à 1.º de janeiro. O índice foi acertado entre os líderes dos partidos da base em reunião com o líder do governo, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), e está pendente ainda de algumas garantias exigidas pelo governo para a votação na sessão de hoje da Câmara. Efeito pré-sal. O Ministério da Fazenda teme o efeito "pré-sal". A base terá de assegurar que votará unida a favor do índice, mesmo que o Senado altere a proposta, e que não deixará a votação da MP que aumentou o salário mínimo para R$ 510 ser contaminada com a questão dos aposentados. As duas MPs, editadas em dezembro do ano passado, estão trancando a pauta da Câmara. O governo não quer repetir o que ocorreu na votação de um dos projetos do marco regulatório do pré-sal, quando a base, contrariando acordo e orientação do governo e ajudando a oposição, aprovou uma emenda destinando recursos do novo petróleo para recompor o valor das aposentadorias. Além disso, foi atropelado pela Emenda Ibsen, que redistribui os royalties de forma diferente do que havia sido acertado entre o governo federal e os Estados produtores. "Estamos muito cabreiros com propostas de acordo que depois não são cumpridas na hora da votação. Queremos ouvir o que os líderes da base estão realmente propondo para poder ter uma proposta concreta", afirmou o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha. Ele participou de reunião ontem com os ministros da Fazenda, Guido Mantega, do Planejamento, Paulo Bernardo, da Previdência, Carlos Eduardo Gabas, e com o líder Vaccarezza para tratar da MP dos aposentados. Negociador e relator da proposta, Vaccarezza se reunirá na manhã de hoje para ouvir novamente os líderes, que concordaram com a alternativa, mas ficaram de consultar as bancadas. "Estamos negociando e o acordo está próximo, mas até o momento tenho o compromisso apenas com o valor proposto na MP", afirmou Vaccarezza. "Caminhamos para um acordo. O ambiente é favorável. Os aposentados sabem que 7% significam um ganho", afirmou o líder do PSB, deputado Rodrigo Rollemberg (DF). O governo enfrenta dificuldades em convencer a própria base a aprovar o índice definido na MP, resultante da correção da inflação do último ano mais um ganho real de 50% da variação do Produto Interno Bruto (PIB) de 2008. Emendas. Deputados da base apresentaram emendas propondo um índice composto pela correção da inflação mais 100% da variação do PIB. Foram apresentadas também emendas à MP dos aposentados e à MP que reajustou o salário mínimo para R$ 510, estendendo o mesmo índice de correção do mínimo, 8,9%, para as aposentadorias. Na proposta intermediária, o índice é composto pela correção da inflação mais 67,25% do PIB, ou seja, dois terços da variação do PIB de 2008. O acordo prevê ainda que a definição do reajuste das aposentadorias de 2011 será feita durante a discussão e votação do Orçamento da União do próximo ano, após as eleições. O deputado Paulinho da Força (PDT-SP) considera um bom acordo, principalmente porque haverá retroatividade. "Os aposentados vão receber cinco meses de uma só vez. Isso significa quase os 80% do PIB, como defendemos. É melhor aceitar isso logo e acabar com essa coisa", disse Paulinho. Segundo o deputado, dados do Dieese mostram que o impacto dessa diferença entre os índices de 6,14%, da MP original, e de 7%, da nova proposta, será de R$ 1,1 bilhão ao ano. Em ano eleitoral, qualquer proposta de reajuste para aposentados, de apelo popular, se torna ainda mais sensível e potencialmente explosivo para o governo. Os parlamentares não querem se desgastar com o eleitorado nem aparecer votando índices menores de correção. O Estado de S.Paulo CNI quer evitar a votação de questões trabalhistas este ano A Confederação Nacional da Indústria (CNI) vai trabalhar para evitar que propostas relacionados a questões trabalhistas sejam votadas pelo Congresso este ano. Entre essas propostas, estão a emenda constitucional que prevê a redução da jornada de trabalho, o projeto de lei que trata de restrições para a demissão do empregado e o que regula a terceirização e altera a lei sobre o trabalho temporário. "Temos feito uma ação para convencer o Congresso, pelo impacto político-eleitoral, que essas medidas não deveriam ser aprovadas neste contexto", afirmou ontem o presidente da CNI, Armando Monteiro Neto, ao divulgar a Agenda Legislativa da Indústria para 2010. O documento relaciona 117 propostas. Entre elas, 20 são consideradas prioritárias, tanto para aprovação quanto para reprovação. Segundo Monteiro Neto, as medidas trabalhistas podem até ser votadas neste ano, mas somente após as eleições. / RENATA VERÍSSIMO Aumento é temerário para as contas na reta final do governo Lula A equipe econômica e os líderes do governo na Câmara dos Deputados e no Senado passaram a limpo ontem a agenda de projetos em tramitação no Congresso que podem trazer riscos para o equilíbrio das contas públicas em ano de eleições. A temperatura de pressão em cima dos parlamentares vai crescer a partir de agora com a campanha eleitoral nas ruas. E a votação de propostas que tratam do reajuste para aposentados e o valor salário mínimo é simbólica, pela mistura explosiva entre forte apelo popular e impacto nas finanças públicas. O governo procura mostrar firmeza nas negociações, mas nos bastidores busca uma solução intermediária que também não leve a descontentamentos que prejudiquem sua candidata à Presidência, a ex-ministra Dilma Rousseff. Se os parlamentares não querem ficar mal com os eleitores, a área econômica não pode sinalizar descontrole com as despesas do governo. Um sinal fiscal ruim agora é ingrediente a mais no combate ao processo de aceleração da inflação, provocado pelo descompasso entre a oferta e demanda na economia que deverá levar o Banco Central a aumentar os juros na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). Os analistas econômicos têm mostrado cada vez mais desconforto com o que classificam de pouco esforço do governo em controlar as despesas. Por isso, uma "vista grossa" agora na reta final do mandato do presidente Lula com os projetos que podem contaminar as contas públicas é considerado temerário. Além disso, ceder na votação dos projetos de reajuste das aposentadorias pode abrir a porteira para outros projetos no Congresso, como o que prevê aumentos salariais dos servidores, principalmente do Judiciário. Com a faca no pescoço para garantir a credibilidade da política fiscal depois do afrouxamento adotado no ano passado para enfrentar a crise, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, tenta se antecipar e participar mais ativamente das negociações para evitar surpresas desagradáveis à frente. Nas contas da equipe econômica, um reajuste de 7,9% para benefícios acima do salário mínimo, como vinha sendo reivindicado pelos aposentados - muito além dos 6,14% previstos na MP que tramita na Casa -, pode trazer um custo de cerca de R$ 2 bilhões a mais por ano nas contas da Previdência. O deputado Paulinho da Força (PDT-SP) relativiza e diz que o custo adicional seria de R$ 1 bilhão por ano, caso o índice fique em 7%, como vem sendo discutido pelos líderes da base aliada. Em qualquer caso, a conta é alta. Mas pode ser necessário entregar os anéis para não perder os dedos.
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Emprego temporário para a Páscoa cresceu 5,5% este ano |
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DCI - COMÉRCIO - SÃO PAULO - 07/04/10 - Pg. A8 |
são paulo - Segundo pesquisa encomendada pela Associação Brasileira das Empresas de Serviços Terceirizáveis e de Trabalho Temporário (Asserttem), a indústria do chocolate e o comércio contrataram 63,3 mil trabalhadores temporários em todo o País durante o período que antecedeu a Páscoa deste ano. O resultado é 5,5% maior que o registrado em 2009. O levantamento confirma ainda que 15% destes contratos temporários têm chance de efetivação, o que corresponde a quase 9,5 mil brasileiros, praticamente o dobro do registrado no mesmo período do ano passado. A data também trouxe oportunidade de primeiro emprego para 25% dos trabalhadores.
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Criação de vagas de trabalho em SP cresce 57% em fevereiro |
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DCI - SÃO PAULO - SÃO PAULO - 07/04/10 - Pg. C1 |
SÃO PAULO - Com a economia aquecida, o número de vagas de empregos formais criadas no Estado de São Paulo apresentou um crescimento de 57% entre os meses de janeiro e fevereiro deste ano. Ao todo foram geradas 80.662 novas vagas apenas no mês de fevereiro, ante 51.159 do mês anterior, segundo dados do Observatório do Emprego e do Trabalho. O número corresponde a 39% de todos os postos gerados no País, que totalizam 209.425. Em janeiro, a participação de São Paulo foi de 28%. O secretário estadual do Emprego e Relações do Trabalho em exercício, Pedro Rubez Jehá, explica o resultado positivo do estado: "Prosseguem a recuperação do emprego na indústria e o aumento de vagas na construção civil. Na área da educação, houve um crescimento sazonal de contratações, em função do início do ano letivo". O setor que mais se destacou foi a indústria de transformação, com a criação de 27.299 vagas. Em seguida estão os setores de educação, com 12.716 novos postos, construção, com 10.362 e administração pública, defesa e seguridade social, que teve 7.442 novas vagas. Juntas, as quatro atividades foram responsáveis por 72% dos novos postos. A agricultura foi a única atividade que teve resultado negativo no período, com a extinção de 1.979 vagas. "Isso se deve a um efeito sazonal: nessa época do ano, não há demanda por trabalhadores para plantio ou colheita de produtos agrícolas", analisa o pesquisador Hélio Zylberstajn, da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da USP (Fipe-USP). Em fevereiro de 2009 a indústria, que teve melhor desempenho na recente pesquisa, foi a atividade que mais contribuiu para o saldo negativo de 95 vagas no estado. Naquele mês o setor extinguiu 27.354 postos. Por região A Região Metropolitana de São Paulo registrou o melhor desempenho, com 36.823 novas vagas, seguida pelas regiões de Campinas (+13.792), São José do Rio Preto (+9.760) e Ribeirão Preto (+7.136). As únicas regiões que apresentaram saldo negativo foram Barretos (-2.573), Central/Araraquara/São Carlos (-1.216) e Santos (-307). Perfil dos empregados Do total de vagas criadas em fevereiro, 53,8% foram ocupadas por jovens de até 24 anos, ante 58,9% em janeiro. As mulheres preencheram 40,8% dos novos postos, superando o resultado do mês anterior, de 26%. Quase metade das novas vagas, ou 48,5%, foram ocupadas por trabalhadores com ensino médio completo, contra 64,7% em janeiro. Por outro lado, aumentou a participação de pessoas com ensino superior completo. Em janeiro, os trabalhadores com esse perfil responderam por 18,9%, e em fevereiro a taxa saltou para 28,5%.
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Correção do FGTS em análise |
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JORNAL DA TARDE - SEU BOLSO - SÃO PAULO - 07/04/10 - Pg. 8B |
Comissão do Senado examina na próxima terça-feira projeto de lei que altera ganho do fundo Um projeto de lei que tramita na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado melhora a rentabilidade das contas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), mas pode elevar os custos dos financiamentos imobiliários feitos com recursos do fundo. Atualmente, a remuneração das contas do FGTS, garantida por lei, corresponde à Taxa Referencial (TR) mais 3% ao ano – o que tem sido insuficiente até para compensar a inflação. Pela proposta, as contas passariam a ser corrigidas pelo INPC mais uma parte da variação da taxa básica de juros, a Selic. Se as novas regras já estivessem valendo, a rentabilidade de uma conta com saldo de R$ 1.000 poderia ter variado de R$ 54,74 a R$ 77,54 em 2009, dependendo do tempo de existência da conta. Com as regras em vigor, a rentabilidade dessa conta hipotética foi de apenas R$ 37,31 no ano passado. Ou seja, nesse caso, a mudança proporcionaria um aumento de 46,7% a 107,82% na remuneração do FGTS. A mudança na fórmula de cálculo da rentabilidade do FGTS foi colocada na pauta da CAE ontem, mas por falta de quórum acabou não sendo analisada. A expectativa é de que a medida seja apreciada na próxima terça-feira. Se ela for aprovada, o debate segue para a Câmara de Deputados. Nos últimos anos, com a queda de juros, tem se fortalecido a tese de que é necessário alterar a fórmula para que o dinheiro do trabalhador tenha uma rentabilidade maior. Em 2008, o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) apresentou um projeto de lei, vinculando a valorização das contas do FGTS à taxa de inflação. Ou seja, ela não estaria mais atrelada à TR e nem teria a rentabilidade garantida de 3% ao ano. A proposta, que já foi aprovada pela Comissão de Assuntos Sociais, foi alterada na CAE pelo senador Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN). Garibaldi propôs que a correção do FGTS seja feita com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), em vez de Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) como sugerido por Jereissati. E o trabalhador teria direito ainda a uma parte da taxa Selic, hoje de 8,75% ao ano. A proposta preocupa o governo porque poderá reduzir a lucratividade do FGTS, principal fonte de recursos para financiamento da habitação para a baixa renda e para o saneamento básico. O vice-presidente da Caixa Econômica Federal para Loterias e Fundos de Governo, Wellington Moreira Franco, explicou que a remuneração do FGTS precisa ser debatida. Porém, para mexer nela é preciso pensar em todo o Sistema Financeiro de Habitação (SFH). “Estamos preocupados. Achamos que o bom desempenho que o FGTS vem tendo precisa se fazer presente na remuneração. Isso precisa ser encarado. Mas é preciso entender também que o FGTS faz parte do SFH. Não dá para pensar em mudanças por partes”, diz. O presidente do Instituto FGTS Fácil, Mario Avelino, afirmou que a proposta de Garibaldi diminui as perdas do trabalhador, porém não resolve definitivamente o problema. Isso porque, dependendo do comportamento da Selic, os trabalhadores podem continuar sem ganho real. Ele frisou ainda que os trabalhadores estão perdendo dinheiro porque a TR está zerada. Avelino recomenda que os trabalhadores entrem com ações na Justiça para receber ressarcimento dos prejuízos. Por outro lado, afirmou que o projeto de lei contribui para redução da rotatividade no emprego. Tentativa de acordo para correção da aposentadoria O governo e os partidos da base poderão chegar a um acordo para subir para 7% o índice de reajuste das aposentadorias acima de um salário mínimo pagos pela Previdência Social - em substituição aos 6,14% em vigor desde janeiro deste ano, concedidos por meio da medida provisória 475. A proposta é retroativa a 1º de janeiro. O índice foi acertado entre os líderes dos partidos da base em reunião com o líder do governo, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), e está pendente ainda de algumas garantias exigidas pelo governo para a votação na sessão de hoje da Câmara. O Ministério da Fazenda teme o efeito “pré-sal”. A base terá de assegurar que votará unida a favor do índice acordado, mesmo que o Senado faça alterações na proposta, e que não deixará a votação da medida provisória que aumentou o salário mínimo para R$ 510 ser contaminada com a questão dos aposentados. As duas MPs, de dezembro do ano passado, estão trancando a pauta da Câmara. O governo não aceita a repetição do que ocorreu durante a votação de um dos projetos do marco regulatório do pré-sal, quando a base, contrariando acordo e orientação do governo e ajudando a oposição, aprovou uma emenda destinando recursos do novo petróleo para recomposição do valor das aposentadorias. Além disso, foi atropelado pela chamada emenda Ibsen, que redistribui os royalties de forma diferente ao que havia sido acertado entre o governo e os estados produtores. Deputados da base apresentaram emendas à MP propondo um índice composto pela correção da inflação mais 100% da variação do PIB. CNI é contra mudar legislação trabalhista Confederação Nacional da Indústria quer impedir a votação de propostas desfavoráveis ao setor Renata Veríssimo A Confederação Nacional da Indústria (CNI) vai trabalhar neste ano para evitar a votação no Congresso Nacional de propostas relacionadas às questões trabalhistas. Entre esses projetos de lei, estão a emenda constitucional que prevê a redução da jornada de trabalho, a proposta acerca das restrições para a demissão do empregado e outra cujo objetivo é regulamentar a terceirização e alterar a lei sobre o trabalho temporário. “Temos feito uma ação para convencer o Congresso, pelo impacto político-eleitoral, que essas medidas não devem ser aprovadas neste contexto”, disse ontem o presidente da CNI, Armando Monteiro Neto, ao divulgar a Agenda Legislativa da Indústria para 2010. O documento relaciona 117 propostas já tramitando no Senado ou na Câmara. Entre elas, 20 são consideradas prioritárias, tanto para aprovação quanto para reprovação. Entre as prioridades positivas constam os projetos do Cadastro Positivo e da reformulação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), além da reforma tributária. Monteiro Neto reconheceu haver dificuldade para aprovar projetos em ano eleitoral, mas disse que o Congresso não pode ficar paralisado. De acordo com o presidente da CNI, as medidas trabalhistas podem até ser votadas neste ano, mas somente após as eleições. O próprio Congresso, explicou Monteiro Neto, tem selecionado emendas constitucionais passíveis de algum tipo de pressão política em ano eleitoral e, dessa forma, tentarão evitar que sejam votadas antes do pleito de outubro. “As matérias mais sensíveis do ponto de vista político devem ficar para depois”, diz.
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São Paulo gerou 39% dos postos de trabalho do País |
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DIÁRIO DO COMÉRCIO - ECONOMIA - SÃO PAULO - 07/04/10 - Pg. 03 |
O estado de São Paulo gerou 39% das 209.425 vagas de trabalho formal oferecidas no Brasil em fevereiro último. É o equivalente a 80.662 novos postos, um desempenho superior à performance registrada em janeiro de 2010, com 51.159 oportunidades. As maiores contribuições vieram da indústria da transformação, com 27.299 vagas, seguida pelos setores de educação (12.716); construção (10.362); e administração pública, defesa e seguridade social (7.442). Os dados compõem a última análise mensal do Observatório do Emprego e do Trabalho, ferramenta gerenciada pela Secretaria Estadual do Emprego e Relações do Trabalho (Sert) em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). "Os números de fevereiro consolidam a recuperação da oferta de vagas formais e podem ser considerados como indicadores de expansão futura do emprego", analisa o pesquisador da Fipe responsável pela coordenação do Observatório, o economista Hélio Zylberstajn. O secretário em exercício, Pedro Rubens Jehá, ratifica que o emprego prossegue em recuperação nos setores industrial e da construção civil. "Na área de educação houve um crescimento sazonal de contratações em função do início do ano letivo", pondera. Já para a agricultura, a sazonalidade trouxe efeitos negativos, com perda de 1.979 postos de trabalho, explica o pesquisador Zylberstajn. "Nessa época do ano, não há demanda por trabalhadores para plantio ou colheita de produtos agrícolas". Ele ressalva, no entanto, que esse cenário será revertido nos próximos meses, com início das colheitas. De acordo com o relatório, essa atividade econômica (englobando agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura) foi a única a registrar saldo negativo de vagas. O Observatório do Emprego e do Trabalho analisa mensalmente o mercado paulista com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do governo federal. A partir dessa base de dados, a secretaria do Trabalho detalha as situações nas 15 regiões administrativas do estado. Em fevereiro, a maior oferta de postos formais de trabalho aconteceu na Região Metropolitana de São Paulo, com 36.823 vagas, seguida por Campinas (13.792); São José do Rio Preto (9.760); e Ribeirão Preto (7.136). Houve retração da oferta nas regiões de Barretos (menos 2.573); Central (menos 1.216); e a de Santos (menos 307). Remuneração – Em fevereiro último, o salário médio dos admitidos no estado de São Paulo foi R$ 922, com retração de 5,4% na comparação com o mês anterior. O maior valor, na Região Metropolitana de São Paulo, foi R$ 1.016; o menor, em Barretos, R$ 580. O relatório também aponta que ao longo do ano encerrado em fevereiro de 2010, São Paulo apresentou crescimento líquido de 448.165 vagas formais de trabalho, sendo 242.910 geradas na Região Metropolitana. Já o trimestre terminado no mesmo fevereiro contabilizou perda de 59.365 postos de trabalho formais. A análise completa pode ser conferida em www.observatorio.sp.gov.br. Novo recorde de trabalhadores formais no setor de construção civil O nível de emprego na construção civil brasileira atingiu novo recorde em fevereiro, com crescimento de 1,55% em relação a janeiro, somando 2,558 milhões de trabalhadores com carteira assinada, de acordo com a pesquisa mensal do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) e da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Além de atingir o mais alto patamar da série histórica, o avanço equivale à contratação de mais 39.058 trabalhadores com carteira assinada. No acumulado dos dois primeiros meses de 2010, o nível de emprego no setor cresceu 4,14%, com a contratação de mais 101.813 trabalhadores formais. Em 12 meses, o nível de emprego no setor aumentou 13,1%, o que corresponde a mais 296.276 trabalhadores empregados. Em nota, o presidente do SindusCon-SP, Sergio Watanabe, ressalta que o resultado reforça a estimativa da entidade de que o setor de construção deverá crescer no patamar chinês de cerca de 9% neste ano. Tanto na construção brasileira como na paulista, o emprego aumentou em todos os segmentos: obras (preparação de terreno, edificações, infraestrutura, obras de instalação e acabamento) e serviços (incorporação de imóveis, serviços de engenharia e outros). No Estado de São Paulo, o nível de emprego na construção aumentou 1,54% em fevereiro, com acréscimo de 10.755 trabalhadores, totalizando 709.475 – outro recorde na série histórica. No ano, a alta foi de 3,88%. Em 12 meses, a elevação foi de 11,9%.
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Região gera mais de mil vagas na construção civil |
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DIÁRIO DO GRANDE ABC - ECONOMIA - SANTO ANDRÉ - 07/04/10 - Pg. 3 |
O nível de emprego na construção civil do Grande ABC cresceu 3,19% em fevereiro na comparação com o mês anterior, segundo pesquisa realizada pelo Sinduscon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de São Paulo) em parceria com a FGV Projetos, divulgada nesta terça-feira. No período, a região gerou 1.228 vagas de emprego com carteira assinada, elevando o número de funcionários na construção para 39.737. Em janeiro, o saldo no Grande ABC havia ficado positivo em 870 postos, com um estoque de 38.509 trabalhadores. No primeiro bimestre, as sete cidades da região geraram 2.098 novos empregos, alta de 5,57% sobre o mesmo período do ano anterior. Em 12 meses, a variação ficou positiva em 7,55% (ou mais 2.791 funcionários). Em todo o Estado de São Paulo, a construção civil admitiu 10.755 mil trabalhadores em fevereiro (acréscimo de 1,54% sobre janeiro). Com isso, o número total de empregados das construtoras passou a 709.475, recorde da série histórica do Sinduscon-SP. No ano, a alta foi de 3,88% (mais 26.525 empregados) e, em 12 meses, de 11,9% (mais 75.447 trabalhadores). No País, o setor teve acréscimo de 1,55% no nível de emprego em fevereiro, com saldo positivo de 39.058 trabalhadores. Com isso, a construção bateu novo recorde ao somar 2,558 milhões de empregados, o mais alto patamar da série histórica. No primeiro bimestre, o nível de emprego no setor cresceu 4,14%, com a contratação de mais 101.813 funcionários com carteira assinada. Em 12 meses, a elevação foi de 13,10%, ou mais 296.276 trabalhadores formais.
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Desemprego fica estável na RMF |
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DIÁRIO DO NORDESTE - NEGÓCIOS - FORTALEZA - 01/04/10 - Pg. 11 |
Leve aumento de 0,2% representa o ingresso de três mil trabalhadores ao contingente de desempregados O arrefecimento da atividade econômica, típico do primeiro trimestre do ano, aliado a outros fatores como a baixa estação turística e a própria dinâmica cultural do período carnavalesco, empurrou os indicadores do mercado de trabalho para um comportamento já esperado no mês de fevereiro. A taxa de desemprego na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) manteve-se relativamente estável, atingindo 9,9% da População Economicamente Ativa (PEA), ante 9,7% no mês imediatamente anterior. O leve aumento de 0,2% representa o ingresso de três mil trabalhadores ao contingente de desempregados, que totalizou 171 mil pessoas. Em contrapartida, a ocupação encolheu 0,6% em fevereiro, representando a perda de nove mil postos de trabalho na Grande Fortaleza. A população ocupada somou 1,557 milhão de pessoas, conforme os dados da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), realizada mensalmente pelo Instituto de Desenvolvimento do Trabalho (IDT), mediante convênio com o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Fundação Sistema Estadual de Análise de dados (Seade), Governo do Estado, Sistema Nacional de Emprego e Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Para Ari Célio Mendes, coordenador do Sine-CE, "o desemprego segue relativamente estável, com tendência de crescimento". Um processo considerado típico para o período, já que há uma diminuição sazonal do ritmo da atividade econômica e, consequentemente, da contratação de mão-de-obra. "De janeiro a março, a indústria ainda não começou a se preparar para o pico de produção - embora o venha fazendo sempre mais cedo, já a partir do segundo trimestre; o comércio dispensa parte dos temporários contratados no fim do ano e os serviços, que deveriam puxar as contratações, acabaram por não fazê-lo", explica ele. Não obstante este cenário, Ari Célio acrescenta que, em relação a fevereiro de 2009, os indicadores de igual mês deste ano foram positivos. Basta lembrar que, naquele período, o desemprego atingia 12,2% da PEA, totalizando 206 mil trabalhadores em busca de uma ocupação na RMF. Já a ocupação absorvia 1.486 pessoas. O coordenador da PED no Dieese, Ediran Teixeira, faz coro aos demais especialistas e aponta que a "evolução dos indicadores mostra uma normalidade do mercado de trabalho em relação ao ano passado". Analisando os setores de atividade econômica, a PED mostra que os maiores responsáveis pela retração da ocupação foram os serviços (-21 mil vagas) e a indústria (-7 mil). Por outro lado, a construção civil e o comércio geraram nove mil e 14 mil ocupações, respectivamente. "O setor de serviços é o que tem maior estoque de empregos e uma redução de 3% em seu efetivo é significativa", diz. Menos tempo para achar uma vaga no mercado Apesar de ter aumentado a taxa de desemprego, o tempo médio de procura por trabalho na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) mantém-se em queda, saindo de 47 semanas, em fevereiro de 2009, para 37 semanas, em igual mês deste ano. "Além disso, a metade dos desempregados têm tempo médio de procura de 26 semanas, que é um período coberto pelo seguro desemprego, para aqueles que trabalhavam com carteira assinada", completa Erle Mesquita, coordenador de Estudos e Análise de Mercado do IDT. Ainda conforme a PED, o comportamento do desemprego em fevereiro foi puxado pela taxa das mulheres, que passou de 10,9% para 11,5% - ao passo em que, para os homens, caiu de 8,7% para 8,5%. Segundo a faixa etária, cresceu entre os jovens de 18 a 24 anos (de 20,3% para 20,8%), pelo segundo mês consecutivo, mantendo-se relativamente estável entre as pessoas de 25 a 39 anos, ao passar de 8,0% para os atuais 7,8%. "A inserção foi mais facilitada para os postos com perfil masculinizado, haja vista o crescimento da geração de empregos na construção civil e no comércio", argumenta Ediran Teixeira, do Dieese. No tocante à posição no domicílio, a taxa de desemprego entre os chefes de família passou de 4,5% para 4,3%, atingindo novamente o menor patamar desde dezembro de 2008. Entre os demais membros da família, passou de 13,5%, em janeiro, para 13,8%, no mês de fevereiro. Os rendimentos médios reais dos ocupados e dos assalariados apresentaram declínio de 0,9% e relativa estabilidade (-0,3%), respectivamente, entre dezembro de 2009 e janeiro último. Assim, o trabalhador ocupado na Grande Fortaleza ganhou, em média, R$ 777,00, ao passo em que o assalariado aferiu R$ 880,00. Entre os autônomos, a PED registrou redução de 4,3% no ganho médio, que passou a valer R$ 523,00. (SC)
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