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31/3/2010
CLIPPING - ABRH NACIONAL 30/03/2010
 

ABRH

Segurança  

ZERO HORA - WEB - 30/03/10

A Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-RS) promove hoje, das 14h às 18h, na Associação dos Agentes Fiscais da Receita Municipal, em Porto Alegre, o 6º Fórum de Relações Trabalhistas, com o tema Gestão em Segurança e Saúde do Trabalho. Inscrições pelo site www.abrhrs.com.br.

Networking para sua vida pessoal e profissional  

PORTAL FATOR BRASIL - WEB - 30/03/10

Networking é uma das bases do desenvolvimento de um bom trabalho. É recomendado que todos os profissionais que querem manter-se altamente desejados pelas empresas devem além de estar constantemente atualizados, possuírem uma boa experiência profissional também devem procurar ter e administrar uma boa rede de contatos profissionais. 
A diferença entre uma rede de relacionamentos e uma agenda com diversos números telefônicos está na maneira em que estes contatos são mantidos durante os anos que se passam. Saber manter um bom contato profissional com estas pessoas pode render muitos frutos profissionais para ambas as partes. 
Nas palavras de José Augusto Minarelli networking não é trocar cartões, ser membro de comunidades e muito menos explorar seus relacionamentos para benefício pessoal e unilateral. Networking é uma atitude, um jeito de viver, que valoriza a convivência em benefício de todos. É uma via de mão dupla que permite formar e cultivar uma rede de pessoas com as quais você estabeleceu vínculo. O Networking produz um capital super valioso, o capital social, que muitas vezes vale muito mais do que dinheiro. 
Com uma linguagem acessível e bem objetiva, o livro Superdicas de networking para a sua vida pessoal e profissional mostra que o networking não é um instrumento útil apenas na hora de conseguir um novo trabalho, mas uma prática constante que deve ser trabalhada também para a obtenção de relacionamentos sinceros com as pessoas. 
Nesta obra, o autor José Augusto Minarelli apresenta sessenta dicas certeiras que respondem essas e outras perguntas e indicam o que é necessário não só para formar uma sólida rede de relacionamentos como também para mantê-la, pois de nada adianta agregar contatos e não cultivá-los. 
O autor - José Augusto Minarelli é fundador e presidente da Lens & Menarelli Associados. Graduado pela Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (Feusp), membro da Career Partners International, conselheiro vitalício da ABRH-SP e membro do Conselho de Administração do Centro de Integração Empresa Escola (Ciee). Como professor universitário, foi pioneiro ao implantar em São Paulo, o curso de graduação em Treinamento. 
.[ Superdicas de Networking para sua vida pessoal e profissional, josé Augusto Minarelli | Gênero: Interesse Geral | Editora Saraiva - 2010 - 1.ª edição - 136 páginas - R$ 11,90 | ISBN: 978-85-02-09210-5].

Sucesso na carreira: Como lidar com um chefe difícil no trabalho?  

O DIA - RJ - WEB - 30/03/10

Como lidar com um chefe de temperamento mais difícil no trabalho? A questão, muitas vezes, acomete vários trabalhadores. A situação é delicada, sem dúvida, e, por isso mesmo, exige controle e bom senso.
PERGUNTA E RESPOSTA
Não concordo com algumas questões colocadas pelo meu chefe no trabalho. Mas toda vez que mostro meu ponto de vista ele se mostra muito grosseiro ao ouvir. Não queria deixar de autêntico em minhas observações e opiniões, mas temo que isso possa prejudicar minha carreira. É possível? >>Alexandre Carlos, por e-mail 
A grosseria do seu chefe certamente é uma reação a tudo que é novo e foge do controle daquilo que ele julga conhecer muito bem e com confiança. Isso é demonstração de insegurança por parte dele. Também é muito ruim estar em um trabalho em que não se pode dar sugestões ou contribuir com novas ideias para a empresa. 
Mas as empresas não são os prédios e edifícios e sim as pessoas que fazem parte dela. É possível encontrar pessoas no perfil do seu chefe nos diferentes ambientes organizacionais. 
Quando isto ocorre, o melhor é saber o momento certo de falar e dar a sua opinião. Não deixe de ser autêntico, mas saiba o momento certo de dar a sua contribuição na empresa. 
Fale com o seu chefe sobre alguma questão no momento que o tema estiver sendo discutido e dê a sua contribuição com dados e informações para que ele se sinta seguro em acatar a sua sugestão. 
Leyla Nascimento é presidente da ABRH e do Instituto Capacitare

Nova edição do Benchmarking Paranaense de Recursos Humanos  

PARANASHOP - WEB - 30/03/10

A Bachmann & Associados está lançando a 2ª edição do “Benchmarking Paranaense de Recursos Humanos”. O levantamento irá colher os resultados de 11 indicadores, como: absenteísmo, rotatividade e grau de terceirização, entre outros. Todas as informações serão apresentadas de forma agrupada ou codificada, para preservar o sigilo das organizações.
A participação no estudo é gratuita e os resultados, que serão fornecidos por meio de um relatório enviado a cada uma das organizações participantes, serão uma referência importante para a atividade de gestão de RH.
O envio dos formulários de coleta de dados já foi iniciado e os resultados do trabalho serão publicados em julho.
Para a realização deste trabalho, a Bachmann & Associados, empresa especializada em indicadores de desempenho e benchmarking, estabeleceu parceria com a Associação Brasileira de Recursos Humanos ABRH-PR e com o Instituto Superior de Administração e Economia do Mercosul, da Fundação Getúlio Vargas ISAE/FGV.
Para que sua empresa seja incluída no estudo, basta enviar um e-mail para indicadoresrh@bachmann.com.br. [dorian@bachmann.com.br]

ABRH-RS promove, amanhã, VI Fórum de Relações Trabalhistas  

COMUNIQUE-SE - WEB - 29/03/10

O evento, que propõe a discussão sobre a Gestão em Segurança e Saúde do Trabalho, acontece amanhã, dia 30 de março, a partir das 14h, no Auditório da AIAMU, em Porto Alegre. As inscrições estão abertas e podem ser realizadas no site da ABRH-RS (www.abrhrs.com.br).
A Associação Brasileira de Recursos Humanos, seccional Rio Grande do Sul (ABRH-RS), promove amanhã, dia 30, o VI Fórum de Relações Trabalhistas, com o tema Gestão em Segurança e Saúde do Trabalho. O encontro acontece das 14h às 18h no Auditório da AIAMU - Associação dos Agentes Fiscais da Receita Municipal (Rua dos Andradas, nº. 1234, 8º andar). As inscrições estão abertas e os interessados podem garantir a sua vaga no site da entidade – www.abrhrs.com.br. 
A primeira edição de 2010 do Fórum vai debater sobre a segurança e saúde do trabalho frente a necessidade do Fator Acidentário de Prevenção (FAP). A implantação desta metodologia serve para ampliar a prevenção de acidentes e evitar as doenças do trabalho. Para palestrar sobre o tema a ABRH-RS convidou os advogados Vitor Hugo Tricerri e Marco Antônio Aparecido de Lima; o engenheiro Sérgio Ussan e o médico do trabalho Dr. Sérgio Xavier da Costa. Após as apresentações, o assunto será colocado em debate junto ao público participante.
Mais informações sobre o VI Fórum de Relações Trabalhistas no site da ABRH-RS (www.abrhrs.com.br) ou pelo telefone (51) 3254.8258
Confira a programação completa:
14h – Abertura
14h20min - SAT/RAT, FAP – Medidas judiciais e orientações técnicas, com o advogado Vitor Hugo Tricerri 
15h – Ações regressivas do INSS contra o empregador, com o advogado Marco Antonio Aparecido de Lima 
15h40min – Intervalo
16h - Medidas administrativas em segurança do trabalho frente ao FAP, com o engenheiro Sérgio Ussan 
16h40min – Medidas administrativas em saúde do trabalho frente ao FAP, com o Dr. Sérgio Xavier da Costa 
17h20min - Perguntas e Debate
18h – Previsão de encerramento
SERVIÇO
VI Fórum de Relações Trabalhistas 
Quando: 30 de março
Horário: das 14h às 18h
Onde: Auditório da AIAMU ( Rua das Andradas, nº. 1234, 8º andar).
Informações: www.abrhrs.com.br ou (51) 3254.8258

RH/Gestão de pessoas

Coaching com foco analítico  

CALL CENTER - WEB - 24/03/10

A Deep - Desenvolvimento e Envolvimento Estratégico de Pessoas e Clientes lança este mês o Coaching com Foco em Liderança Analítica, voltado a líderes de alta e média gestão, com programas diferenciados para cada um deles. "Analisando o mercado, percebemos que os profissionais que apresentam características analíticas em sua rotina destacam-se pela capacidade de tangibilização de resultados e pela percepção de que muitas vezes processos e fatores não financeiros impulsionam diretamente o desempenho financeiro", explica a diretora executiva da Deep, Juliana Dutra, que criou o treinamento em parceria com o Rogério Carpi, especialista em estratégia, marketing e estatística.
O serviço de coaching será oferecido em projetos que trabalharão o desenvolvimento em três frentes: gestão de pessoas; gestão de negócios e autogestão. Em gestão de pessoas e na autogestão, a transformação de gestores não analíticos em analíticos capacitará esses profissionais a lidar com equipes e projetos equilibrando resultados e relacionamentos. "Vamos instrumentalizar os gestores para processos de tomada de decisão e de solução analítica de problemas, buscando soluções ou respostas para problemas do dia-a-dia e questionamentos", explica Carpi.
Em gestão de negócios, o foco do trabalho será a criação de acervos analíticos, identificando o nível estratégico da informação, definição, mapeamento de mercado e análise de resultados em novos produtos para estar sempre um passo à frente. Nesse âmbito serão realizados identificação do nível do uso da informação da empresa e dos concorrentes e suporte a planos de marketing e estratégias globais. Também neste item, o treinamento desenvolverá o gestor na construção de previsões e análise de comportamento futuro para desenvolvimento de diferencial de mercado. Informações sobre o treinamento pelo telefone (11) 3254.7512 ou no site www.deepessoas.com.br.

Seu sucesso em 10 passos  

CARREIRA & NEGÓCIOS - CAPA - SÃO PAULO - MAR/2010 - Nº 19 - Pg. 44 a 54

Aproveite o início do ano para colocar em prática dicas de especialistas e profissionais de sucesso e dar uma guinada na carreira ou nos negócios
Sílvia Dalpicolo
A virada do ano é mais do que o anúncio de que mais doze meses se iniciam. Para muitos, é o símbolo do começo de uma nova vida. Um exemplo clássico são as listas de desejos e metas para o tempo que se começa, em que figuram muitos itens relacionados à vida profissional. Mas o que todos desejam o ano inteiro é que a carreira ou os negócios sejam bemsucedidos e andem para frente.
Neste quesito, 2010 chega já com vantagem. Após o período difícil na economia mundial, que fez muitas empresas dispensarem funcionários ou encerrarem suas atividades, a fase parece bastante promissora, especialmente no cenário nacional. "Toda crise desperta os empresários e executivos para a necessidade de pessoas criativas e diferenciadas. Portanto, além do crescimento econômico previsível, as pessoas com potencial criativo terão grandes oportunidades", avalia o consultor de empresas, Osório Roberto dos Santos.
"A perspectiva para o ano é boa. Já percebemos grande movimentação das empresas em contratar executivos, tanto para novas posições quanto para substituições. A postura de esperar e ver no que vai dar está, pouco a pouco, sendo deixada de lado e substituída por uma orientação ao crescimento dos negócios. Isso gera a expansão no número de contratações continuamente", destaca o sócio da Search Consultoria em Recursos Humanos, Ricardo Du Pain.
Cenário pós-crise
Apesar da onda de otimismo que ronda o mercado e aquece as contratações e promoções, é preciso que o profissional tenha paciência para ver as coisas caminharem. É comum que neste momento as empresas ainda estejam abaladas com a gangorra financeira vivenciada no último ano. O resultado é a busca por colaboradores bem preparados.
"Cada profissional deve acompanhar setorialmente as notícias. Saber como está o mercado de atuação dele é mais importante do que saber como está a economia brasileira. Em síntese, acho que todos podem esperar boas notícias e grandes oportunidades, principalmente nos negócios que podem se beneficiar com a Copa e Olimpíada", indica o presidente da Thomas Brasil, Victor Martinez.
Em realidade de crise financeira é comum que as companhias brequem ou até mesmo cancelem alguns projetos. "Elas se tornam mais conservadoras, gerenciando seu fluxo de caixa com mais cuidado e evitando as contratações. Após este período, vários projetos são retomados ou criados e essa ação gera novas oportunidades de emprego, com desafio mais interessante, maior remuneração. Essa é a briga por talentos que estávamos vivendo até o terceiro trimestre de 2008 e, aparentemente, está voltando", conta Du Pain.
Mercado aquecido
As boas oportunidades parecem estar pipocando para todos os lados. De modo geral, a onda promissora da economia brasileira está afetando positivamente todas as áreas e tipos de trabalho.
Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no final do ano passado foi registrada a menor taxa de desemprego dos últimos seis anos: 6,8%. Essa melhora refletiu também na satisfação dos brasileiros com o país. No final de janeiro último, o índice de positividade era de 48%, contra 18% do ano de 1998.
Alguns especialistas arriscam apostar em alguns segmentos específicos que estarão especialmente aquecidos neste ano. "As áreas de infraestrutura e energia são as mais promissoras, pois são as que vão contar com maior volume de investimentos em 2010 e 2011. As descobertas no pré-sal e as oportunidades ligadas ao esporte, oriundas da escolha do Rio de Janeiro como sede, deverão demandar investimentos de bilhões de reais", aponta Du Pain.
Para Osório Roberto dos Santos, a área de importação e exportação será muito requisitada, mas o melhor foco é para o setor de serviços. "Qualquer economia que cresce amplia mais que proporcionalmente a área de serviços. Lembrando que independente da área, o que mais será valorizado é o profissional que tiver forte equilíbrio emocional. O paternalismo funcional, em que o chefe coordena tudo, está acabando. O profissional precisa de autonomia e sabedoria para usá-la", pondera.
Estilo de profissional
Portanto, é importante frisar também que independente das áreas com mais ou menos vantagens com a economia reaquecida, o tipo de profissional que você é fará muita diferença para ver sua carreira ou até mesmo seu negócio deslanchar neste ano.
Para o consultor em Gestão de Pessoas e Orientação Profissional, coacher gerencial e vice-presidente da Thomas Brasil, Edson Rodriguez, os profissionais capazes de realizar coisas e de entregar resultados mensuráveis serão mais valorizados. E como todos os profissionais buscam o sucesso, é normal que muitos sejam capazes de entregar resultados, então, é necessário que haja diferenciais. "Avalie quais são os seus e busque esta diferença, capacite-se mais e, principalmente, tenha em mente que desenvolvimento, aprendizado e capacitação técnica são coisas que devem lhe acompanhar para o resto da vida, porque chegar ao topo é uma coisa, permanecer lá é outra", completa.
Já o diretor de Operações da Robert Half, Fernando Mantovani, acredita que o lado pessoal influencia mais na escolha do colaborador do que sua experiência sobre o assunto. "Sob o ponto de vista comportamental, cada vez mais as empresas buscam profissionais pró-ativos, com alto nível de energia, habilidade de liderança, capacidade de lidar com pessoas de diferentes áreas e que sejam focados em resultados. Acredito que as contratações giram mais em torno das características comportamentais do que das habilidades técnicas", opina.
Para quem se encaixa no perfil, então, é só seguir as dicas dos especialistas e se espelhar nas histórias de sucesso de alguns empresários do país.
1 Saiba ouvir
Este requisito é essencial para quem quer ver a carreira deslanchar. Seja com os colegas de trabalho, seu líder ou outro profissional da área, é importante compartilhar experiências e conhecimentos e absorver o máximo que puder ser utilizado na vida diária. Quanto mais complexa for uma situação, mais faz diferença ouvir para tomar boas decisões. Invista muito nesse recurso.
O primordial foi conseguir me diferenciar e me destacar no mercado através de coisas que parecem simples, mas que são essenciais para um profissional completo, como planejamento e execução - fundamentais para fazer qualquer projeto acontecer.
Saber expor as minhas ideias também foi essencial. Um exemplo foi o desenvolvimento do portfólio de produtos na F2C, que hoje é um diferencial para a empresa. É preciso ter coragem de empreender, sair da zona de conforto e buscar excelência em qualquer atividade realizada"
Ramon Muradas, diretor financeiro e da Linha de Produtos da F2C 
2 Convivência em grupo
A alta velocidade em que todos vivem no mundo de hoje está diminuindo o tempo para análise e correção de erros em determinadas situações. A melhor maneira de liderar com eficiência é criar um espírito de grupo que dê conta dessas correções em tempo real. Pensar "eu faço minha parte, isso deve ser o suficiente", já não é mais aceito pelo cliente e muito menos pelo gestor. Só mesmo saber conviver em grupo e se unir em prol da empresa pode solucionar os problemas.
"O principal fato que me faz um executivo atuante é o de me obrigar sempre a ser uma pessoa melhor. Tenho grande dificuldade para dormir, porque ao me deitar sempre me lembro de algumas coisas que poderiam ser feitas, e não tenho uma boa noite de sono. Sou um dos acionistas de um grande grupo familiar, que atua com distribuição de Aços, Empreendimentos Imobiliários e Transportes Rodoviários, e atuo diretamente em todos os negócios como diretor-executivo. Tenho que ser o melhor para meus pais, que foram os fundadores, e para os colaboradores, porque nunca admiti ser o "filhinho do dono". Não existe segredo, tem que trabalhar muito, estudar bastante, ler de tudo e aproveitar para pensar em negócios enquanto toma banho, corre ou assiste ao futebol. Não é apenas produzir muito, tem que ser muito e com qualidade"
André Dias, diretor-executivo da GGD Metals
3 Atualize-se
Todo investimento em se reciclar em sua área de trabalho é pouco. É fundamental estar sempre em dia com o que acontece no mercado. Tudo muda tão rápido que o que servia antes já pode estar obsoleto. Para isso, faça cursos, leia sobre o assunto e informe-se bem.
"Profissionalismo e espírito empreendedor. Na multinacional Siemens assumi a direção de diversas áreas da empresa - como a de equipamentos, finanças, telecomunicações e vendas. Após essa longa trajetória, o profissionalismo e espírito empreendedor me levaram a trilhar a liderança em outros segmentos, por exemplo, no varejo, no segundo maior shopping center português. Em muitos casos, fui acionado para restabelecer a saúde financeira dentro das empresas, como um bombeiro em um prédio em chamas. Companhias em processo de falência ou em processo de formação foram alguns dos meus desafios"
Antônio Mesquita, CEO da Gigaset
4 Networking
Todo mundo já teve ou conhece um caso de pessoas que foram contratadas pelo famoso QI, o "quem indica". Por isso, relacione- se bem, tanto com os colegas de empresa quanto com os da área em geral. Hoje, acabou, definitivamente, o mundo isolado, e todos são parceiros, mesmo os mais distantes. Empresa é corpo vivo e precisa de química cooperativa.
"Liderança, iniciativa e pró-atividade são características essenciais para um executivo ter sucesso. Acredito que um executivo moderno no mundo globalizado deve estar em constante atualização, ao mesmo tempo em que aplica o aprendizado no cotidiano. É preciso saber identificar o problema com agilidade, achar a solução e implementá-la. Também é fator essencial a capacidade de montar uma equipe, treiná-la e conseguir manter uma relação interdepartamental agregadora na empresa. Um bom executivo tem sempre um time que trabalha alinhado a ele"
Marco Antonio Carneiro, diretor de Marketing e Vendas da Bridgestone do Brasil
5 Menos imediatismo
Seja ágil, mas diminua o máximo que puder o imediatismo. Apesar da correria que o mundo profissional impõe, diariamente, para o bom planejamento das carreiras, ele não funciona. Carreira é uma questão de tempo e experiência, em que é preciso aproveitar boas oportunidades, mas não muito depressa. O crescimento não precisa ser tão a longo prazo como era no passado, mas também nada vai acontecer amanhã.
"Acredito que minha carreira vitoriosa tenha sido resultado de dois fatores: espírito competitivo e aperfeiçoamento constante. Como no futebol, sempre entrei no campo para ganhar. Nas empresas pelas quais passei, sempre trabalhei com atitudes vencedoras: liderança, trabalho em equipe e pró-atividade são atitudes que sempre fiz questão de ter. Além disso, o aperfeiçoamento constante é fundamental e nunca é tarde para começar - fui estudar inglês aos 30 anos de idade, fiz todos os cursos interessantes relacionados à minha profissão, independentemente da empresa ter oferecido ou não"
6 Mais otimismo
Mesmo que o ambiente não seja o mais propício para o crescimento, aprenda a olhar as coisas boas. Ninguém gosta de trabalhar com pessoas negativas ou que reclamem de tudo o tempo todo. É preciso enxergar os problemas e defeitos momentâneos como oportunidades de aprendizado e não empecilhos. Essa é uma qualidade que faz muita diferença no mundo em constante movimento. Costuma-se dizer que muitas vezes dormimos com um problema e os fatores externos os resolvem. Tenha em mente que sempre há uma coisa boa a ser tirada de uma situação atípica.
"A organização do meu trabalho é um dos fatores que ajudaram a minha carreira. Tento sempre planejar o meu dia a dia para evitar a perda de tempo. Procuro organizar minhas tarefas de maneira que possa resolvê-las rapidamente, não deixando nada para depois"
Carlos Fusco, gerente geral da Orthofix
7 Aceite a diversidade
Em primeiro lugar, este não é apenas um conceito. É necessário procurar entender e sentir o que a diversidade representa para a evolução humana. Ninguém é igual e não faz as coisas da mesma forma que você, e os bons profissionais e líderes devem aprender isso o quanto antes. Estar em posição de destaque sem conviver com a diversidade já não é mais possível no mundo corporativo, portanto, deve-se aceitá-la.
"Ao longo da minha carreira, observei que precisava ser hábil em lidar com pessoas e que isso fazia toda a diferença. Então, li muito a respeito, fiz cursos de liderança, oratória e outros assuntos relacionados. Atualmente, me considero um empresário que tem uma habilidade razoável para comandar pessoas em uma mesma direção. Tenho hoje 500 funcionários de níveis muito heterogêneos. Fazer todos andarem na mesma direção, na mesma velocidade, de mãos dadas, não é uma tarefa fácil"
Ladmir Carvalho, diretor-executivo da Alterdata 
8 Qualidade de vida
Estar com foco no crescimento profissional não quer dizer que para isso o profissional deve abdicar da vida pessoal. Todo mundo deve retirar um tempo para cuidar de si mesmo, da saúde e fazer o que gosta. A qualidade de vida esta diretamente ligada à motivação. É muito difícil estar engajado na carreira se o bem-estar não está em dia. A angústia gera atrito e gasto de energia, e ainda tira a concentração. Vale lembrar que investir em qualidade de vida não é apenas no aspecto físico, mas psíquico também. As emoções são as fontes iniciais da vida com boa qualidade. Emoção boa é sinônimo de vida produtiva.
"Montar equipes com os melhores talentos. Sempre procurei estar no meio de profissionais que tivessem habilidades em que eu tinha alguma deficiência. O trabalho em equipe envolve e motiva as pessoas e contribui efetivamente para os resultados. É necessário também sempre manter um ambiente propício à criatividade e inovação, fundamentais para a sobrevivência nesse mundo globalizado, em que os desafios são constantes"
9 Trabalhe com prazer
Quando alguém não gosta do que faz, isso reflete diretamente na qualidade de seu trabalho. E aqui, a questão não é apenas o trabalho por si só, mas o desprazer em desempenhá-lo. Não é possível um profissional ser bem-sucedido se não gosta do que faz. Geralmente, quem não sente prazer na rotina, não se importa se sua atuação é boa, ou tenta crescer junto com a empresa. Descobrir prazer no trabalho é considerado "estado da arte" em profissionalismo. Por isso, a dica é ir além de procurar uma profissão que seja ideal, afinal, não existe uma área ou carreira que sejam perfeitas. A chave é ter prazer em produzir, estar presente e participar de um conjunto.
"Persistência. Comecei na Wurth como vendedor em 1987, mas precisei de muita insistência para entrar na empresa, uma vez que fui reprovado na entrevista por duas vezes por não ter experiência anterior em vendas. Com isso, tive que provar várias vezes o meu valor para chegar até onde cheguei e aprendi algumas lições importantes que gostaria de passar: jamais desistir até o terceiro "não". Acredite em você, acredite em seu potencial. O "não" é apenas a primeira barreira em qualquer negociação. Aqueles que se deixam levar pelo primeiro "não" jamais chegarão a um lugar de destaque em uma organização"
César Alberto Ferreira, presidente da Wurth
10 Esteja preparado
As empresas precisam de líderes que vistam a camisa da companhia e trabalhem em prol de sua boa colocação no mercado, e que também motivem os funcionários a seguir a mesma linha de raciocínio. Por isso, é preciso desenvolver bem essa habilidade, a da capacidade de liderança. Isso não quer dizer que quem não a tenha não possa se tornar um líder, mas quem está almejando um posto de gestão deve trabalhar este item.
"Acredito que três fatores me ajudaram a conquistar meu sucesso profissional: o apoio dos meus pais e da minha esposa, pois o ritmo de trabalho é muito forte e a disponibilidade precisa ser total; a postura profissional sustentada pelos meus valores pessoais (muito trabalho, persistência e lealdade aos meus sócios, equipes e clientes); e o resultado alcançado nos projetos que atuei - o legado. A Administração é uma ciência tão perecível quanto a Medicina e, portanto, a atualização constante é outro fator preponderante. Além disso, é preciso ter paixão no trabalho: assim como o jogador de futebol e o músico, tenho o privilégio de ganhar dinheiro fazendo o que eu gosto" 
Humberto Mesquita, consultor empresarial em Gestão do Grupo Pragmática 
Novos ares
1 Primeiro, pense: por que você quer mudar? Avalie bem a resposta, pode ser que você esteja simplesmente aborrecido com alguma situação temporária ou com alguém, e na maioria das vezes isso não é um bom motivo para sair de um emprego. É claro que há situações insustentáveis, mas se a resposta é porque você não tem efetivamente mais horizonte, já chegou no máximo, então a mudança é uma boa saída. É exatamente isso que você deve ressaltar em suas entrevistas para novas oportunidades. A discrição é também muito importante, portanto, não comente com seus colegas que está buscando um novo emprego. Também não descuide de seu trabalho atual, você não sabe por quanto tempo ainda irá precisar dele, e boas referências são valiosas também.
2 Antes de ir à luta, questione-se: você vai mudar de ramo de atividade ou vai se manter na mesma linha de carreira? Como está seu preparo profissional? Você tem experiência, cursos? O que você pode oferecer? Como está a concorrência? Sim, porque você vai concorrer com outros profissionais.
3 Tenha seu currículo preparado (use os formatos de currículo padrão disponíveis) e procure consultar seu círculo de contatos sociais e profissionais, para saber das possíveis oportunidades. A maioria das boas colocações no mercado ocorrem por meio de networking.
4 Certifique-se de que em seu novo emprego você terá realmente espaço para crescer e se desenvolver. Caso observe que a possível nova empresa tem o mesmo nível de oportunidade que a atual, avalie bem o quanto você estará apenas trocando seis por meia dúzia.

Vão-se os empregos...e os contatos  

CARREIRA & NEGÓCIOS - SUA CARREIRA - SÃO PAULO - MAR/2010 - Nº 19 - Pg. 28 a 30

Todo mundo quando entra em uma empresa costuma fazer contatos. Seja com os próprios colegas ou com clientes e prestadores de serviços. E assim, o famoso networking costuma aumentar conforme a pessoa passa por diferentes companhias. Mas o que acontece quando o funcionário desliga-se, seja por vontade própria ou do empregador? Como ficam objetos, aparelhos e contatos adquiridos ou fornecidos durante o tempo de serviço? Eles pertencem ao ex-colaborador ou à empresa?
Muitas vezes, o antigo funcionário não tem a oportunidade de voltar ao local de trabalho para pegar determinados objetos e materiais. "Na saída do empregado das dependências da empresa, a escolta é necessária dependendo das razões da demissão e mesmo do comportamento do empregado que, pode ficar revoltado com a decisão. Desde que seja procedida com cautela e respeito este é um direito legítimo do empregador, mas claro, deve ser feita dependendo dos motivos da demissão e do modo de agir do próprio empregador logo após a notificação", esclarece o advogado especialista em Direito do Trabalho, Alexandre Moraes e Souza.
O fator networking
Esta é uma questão complicada e depende de avaliação individual de cada caso. É preciso considerar fatores como a função do empregado, o que foi acertado no momento da admissão, o segmento explorado pelo empregador e a política da própria companhia. "De uma maneira geral, os clientes são, a princípio, do empregador, ainda que o contato e o atendimento sejam responsabilidades do colaborador, mas é preciso lembrar que eles acontecem porque o funcionário age em nome da empresa", comenta o advogado.
Levar os contatos na saída não é problema desde que não haja nenhum tipo de acordo ou contrato firmado, entre o empregado e o empregador, que expresse proibição de o contratado não poder utilizá-los. Da mesma maneira que devem ser préestabelecidas as informações que são sigilosas ou não, ou que podem comprometer a subsistência do empregador. "Isto faz com que em alguns contratos ajustados por grandes corporações haja a inserção de cláusulas específicas que proíbem que o empregado, após seu desligamento, seja até mesmo contratado pelo concorrente durante certo período de tempo entre outras condições, sob pena de responder por indenizações e multas", aponta o advogado.
Na ausência de cláusula que determine a relação entre o antigo empregado e os clientes, segundo a ética profissional, o ex-funcionário não deve ter contato com a carteira de clientes da antiga empregadora após seu desligamento. No caso de sair para ingressar em alguma empresa concorrente, não é adequado também fazer propostas mais vantajosas para "roubar" o cliente para o seu novo empregador. "Isso pode ter uma péssima repercussão na sua vida profissional", esclarece Souza.
Além da mancha no currículo, outro problema que o profissional pode enfrentar é um processo por parte do antigo empregador. Se for constatada prática de concorrência desleal, existem determinações previstas em lei que condenam este procedimento. O profissional que desrespeitar a regra pode responder judicialmente por danos morais e materiais, de acordo com o caso.
Objetos pessoais
Seja lápis, caneta, agenda ou qualquer outro pertence. Quando se trata de objetos pessoais, é direito do empregador levar consigo todos os materiais que eventualmente levou para o trabalho. Da mesma forma que o que foi oferecido pela empresa para que o colaborador pudesse exercer sua função, é de propriedade da companhia, exceto quando autorizado. No momento do desligamento, a maneira correta de garantir seus pertences pessoais e evitar problemas é listando-os na presença de outra pessoa que sirva de testemunha. "Essa atitude evita contratempos como desconfiança do empregador, por exemplo, de a pessoa ter levado o que não era seu, e assim não há constrangimentos", explica Souza.
De acordo com Alexandre Moraes e Souza, quando é autorizado que o empregado leve seus pertences, ele deve fazê-lo no momento de deixar a empresa, logo após seu desligamento. A empresa não tem obrigação que o excolaborador entre no local posteriormente para buscar seus materiais. "É opcional ao empregador concordar ou não com sua entrada no local", esclarece. Em caso contrário, se o ex-funcionário fica impedido de pegar seus pertences pessoais de dentro do local, será necessário notificar extrajudicialmente o empregador para que haja a devolução dos materiais. Se ainda assim o pedido não for atendido, ele pode entrar no antigo local de trabalho com ação judicial.
Objetos da empresa
Dependendo da função exercida, é comum que algumas companhias disponibilizem aparelhos celulares, notebooks e outros aparelhos para o trabalho. Todo o material, equipamento ou ferramenta de trabalho é de propriedade do empregador, pois este é quem tem a obrigação de fornecer os meios necessários para a execução do serviço. "Isso quer dizer que, quando houver equipamentos cedidos em caráter pessoal, a partir do momento em que cessa o contrato de trabalho, o empregado tem o dever de devolvê-los".
Se a relação entre funcionário e chefia é problemática e de desconfiança, vale a dica de usar uma testemunha para verificar que os objetos que pertencem à empresa estão sendo devolvidos e os que estão sendo levados, ao colaborador.
Evite problemas
Para que o desligamento da empresa seja pacífico e não comprometa as futuras relações de trabalho, ou até mesmo não acabe em briga judicial, é fundamental seguir à risca as ações adotadas pela empresa. No caso dos objetos pessoais, o empregado pode responder a eventual ação, caso o empregador constate que ele se apropriou de determinado objeto que foi entregue para utilização no serviço. Se o material não for devolvido no ato da demissão e nem posteriormente, a companhia pode acioná-lo judicialmente para restituir o que lhe pertence, inclusive pleiteando perdas e danos, de acordo com o caso.
Porém, estes casos não dão à empresa poder de impedir a admissão daquele ex-empregado em outro local. Há até mesmo uma legislação específica proibindo a prática de qualquer tipo de discriminação que impeça a contratação, manutenção ou demissão de empregado. A empresa que agir desta forma corre o risco de sofrer sérias sanções, seja pessoa jurídica (representantes legais) ou pessoa física. Apesar de proibido, há a famosa rádio-peão, que acontece também dentro de algumas áreas de atuação. "Dependendo do segmento e, portanto, da atividade empresarial, há entre alguns empregadores uma chamada "lista negra". Quando cai nos ouvidos dos empresários que determinado empregado está com ação na justiça, independentemente de ser parte autora ou ré, não obtém mais recolocação junto àquele mercado ou região", observa Souza.

Mundo do trabalho

Cidadania  

FOLHA DE S.PAULO - DINHEIRO - SÃO PAULO - 30/03/10 - Pg. B2

Na plataforma Cidade São Vicente, da Petrobras, em Tupi, primeiro campo do pré-sal, o índice de trabalhadores brasileiros subiu de 40%, em maio de 2009, para 75% hoje. A meta é atingir 80% em abril. Mais de 70 pessoas trabalham na plataforma. A empresa estipulou o percentual de 80% como patamar mínimo de brasileiros nas plataformas que afretará para produzir petróleo na nova fronteira.

Caminho de volta  

CORREIO BRAZILIENSE - ECONOMIA - BRASÍLIA - 28/03/10 - Pg. 16

A crise que atingiu em cheio os países desenvolvidos está induzindo a volta para casa de brasileiros que partiram anos atrás para fazer a vida no exterior. A dura realidade das altas taxas de desemprego e da estagnação econômica, combinação presente no Japão, Estados Unidos e União Europeia, pesa na decisão desses conterrâneos, que já sofrem com a saudade e o preconceito. Como o Brasil saiu rapidamente da crise, passou a ser visto com outros olhos. “Esse movimento está ocorrendo com gradações diferentes de país para país”, observou o subsecretário-geral das Comunidades Brasileiras no Exterior do Itamaraty, embaixador Oto Agripino Maia. “A razão econômica não é a única, mas ela tem o seu peso.” 
No Japão, o retorno dos brasileiros é visível. Segundo o Ministério da Justiça japonês, pela primeira vez em muitos anos, o saldo migratório foi negativo para o Brasil. De janeiro de 2008 a junho de 2009 (último dado disponível), 142.238 brasileiros deixaram o Japão. Outros 87.574 lá chegaram. O resultado do período foi negativo em 54.709 pessoas. O pico de saída se deu em janeiro de 2009, no auge da crise econômica, quando 12.473 brasileiros voltaram para casa. “Quando perde o emprego na fábrica onde foi contratado, o trabalhador brasileiro tem grande dificuldade de recolocação. Ele não conhece a língua e tem pouca flexibilidade para a reciclagem”, explicou. 
Talvez por isso, 13.909 brasileiros solicitaram o auxílio-retorno oferecido pelo governo japonês, apesar de ficarem impedidos de regressar ao Japão pelos três anos seguintes. Desses, 11.150 já receberam o benefício. Apesar de todas as dificuldades, ainda há brasileiros rumando para lá. Em junho do ano passado, apenas 2.568 pessoas embarcaram para a terra do sol nascente. Hoje, pelos cálculos do Itamaraty, 280 mil brasileiros ainda estariam no Japão, número inferior aos 350 mil de 2008. 
Em outros países, a volta dos brasileiros não é tão acentuada. O movimento de saída é consideravelmente menor nos Estados Unidos e na Europa. Maia atribui o comportamento à maior flexibilidade dos imigrantes em relação ao mercado de trabalho, mudando de profissão quando há uma queda expressiva na atividade em que esteja atuando. O entregador de pizza, por exemplo, pode virar pedreiro. Nos Estados Unidos, existe a migração regional. O refluxo na migração também pode ser medido pela entrada de recursos no país. Em outubro de 2008, o Brasil recebeu de cidadãos seus vivendo no exterior US$ 345,1 milhões. Em julho de 2009, o ingresso somou apenas US$ 154,8 milhões.
Situação preocupa
A Organização Internacional do Trabalho (OIT) está muito preocupada com a situação dos imigrantes no mundo. A afirmação é do diretor do Programa de Migração Internacional da OIT, Ibrahim Awad, para quem, em tempos de crise, a baixa oferta de emprego estimula o trabalho precário e irregular. “Uma das razões para os migrantes não retornarem em massa para seus países é que ainda existe oferta de serviço no mercado informal, embora tenha havido grande retração do emprego formal”, disse ele. Além disso, os migrantes legais têm acesso à seguridade social dos países onde trabalham. 
Awad lembrou ainda que muitos não voltam para casa por acreditar que não encontrarão trabalho para se sustentar. “Por fim, vários não vão embora por medo de não conseguir retornar aos países desenvolvidos mais tarde, quando a situação estiver melhor”, disse. Quem mais sofre com a crise, segundo o diretor, são os migrantes que trabalhavam na construção civil, especialmente na Espanha, Irlanda, Estados Unidos e Dubai. “Esse setor foi duramente atingido e os migrantes foram dispensados. Mas há outros em que houve até crescimento da demanda por trabalhadores, como a saúde.” 
Hoje, os migrantes somam 214 milhões de pessoas em todo o mundo, dos quais metade é de trabalhadores — o restante são seus familiares, refugiados e estudantes. Essa população movimenta um volume de recursos considerável. Em 2008, as remessas de dinheiro para os países em desenvolvimento totalizaram US$ 305 bilhões, 8,8% acima do registrado em 2007. “Para 2009, nossas estimativas são de redução de 7,3% a 10,1%”, disse Awad. 
A região que mais deve sofrer com a queda das remessas será a Ásia Central, onde o volume pode encolher até 17,2%. Para este ano, a OIT espera que o volume enviado aos países em desenvolvimento, na melhor das hipóteses, aumente 2,9% e, na pior, caia apenas 0,3%.

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