ABRH
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Guerra por talentos volta ao mercado de trabalho e exige mais da área de RH |
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UOL - WEB - 25/03/10 |
A retomada do crescimento econômico, após a crise mundial, trouxe à tona a “guerra por talentos” no mercado de trabalho brasileiro, marcado pela presença de apenas 16% da população economicamente ativa com alguma qualificação, segundo o MTE (Ministério do Trabalho e Emprego). “A guera por talentos é uma realidade e tem sido marcada por competição por profissionais, dança das cadeiras dos executivos e debates relacionados à ética nesse processo”, afirmou a presidente da ABRH-Nacional (Associação Brasileira de Recursos Humanos), Leyla Nascimento. De acordo com Leyla, por este motivo, a retenção de talentos será um dos maiores desafios das áreas de Recursos Humanos nas empresas, que devem ter em mente que a escolha dos profissionais por uma empresa pode ser feita por salário e reputação, mas que grande parte dos desligamentos é motivada por questões de relacionamento. Culturas De acordo com o diretor da Laerte e Cordeiro Consultores em Recursos Humanos, Laerte Cordeiro, a contratação de profissionais deve levar em conta também a cultura da organização e a do candidato, inclusive quando se fala de executivos. “Há em cada empresa uma cultura organizacional, que traduz um conteúdo de verdades, valores, éticas e experiências e define os padrões de conduta estabelecidos e cobrados pela organização aos seus membros”, destacou. Porém, de acordo com ele, os executivos também têm sua “cultura pessoal”, a sua personalidade, o seu estilo gerencial, os seus anseios e as suas expectativas. O melhor arranjo, então, seria aliar ambas as culturas. “Não seria uma demasia afirmar que onde essa compatibilidade potencial não existe não adianta muito avaliar o candidato pelos padrões tradicionais de seleção”, ponderou Laerte, para quem conhecimentos, experiência, tempo de serviço e demais requisitos podem ser relevantes, mas nunca resolverão a questão da cultura.
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Papo Top |
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ZERO HORA - PORTO ALEGRE - 25/03/10 |
Numa promoção da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-RS), o Instituto Brasileiro de Gestão de Negócios (Ibgen) recebe hoje, às 19h30min, na Capital, uma edição do Papo Top, no qual será apresentado o case da Goldsztein Cyrela, vencedora do Top Ser Humano 2009.
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Nas comemorações de seus 15 anos, Tempo Propaganda lança novo site e a campanha “Idéias para Sempre”. |
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PORTAL DA PROPAGANDA - WEB - 25/03/10 |
A Tempo Propaganda comemorou 15 anos de atividades. Para marcar a data lançou ontem campanha institucional com o posicionamento “idéias para sempre”. Estreou também um novo site com conteúdos que incluem notícias e muita interatividade, através das redes sociais de relacionamento. Os diretores da agência Alfredo Tavares e Calucho Carvalho receberam na sede da empresa em torno de 200 convidados que foram conferir as novidades. A agência, hoje uma das maiores do mercado baiano, possui uma carteira de clientes no serviço público e iniciativa privada: Catho Consultoria, Secretaria de Cultura do Governo do Estado, Grupo Leme, Secretaria da Saúde, Prefeitura de Camaçari, Associação Brasileira de Recursos Humanos-ABRH/BA, Prefeitura de Barreiras, Tradição Norte e Nordeste de RH, Secretaria de Justiça, Secretaria da Educação e Secretaria de Promoção da Igualdade. “Idéias para sempre” A campanha “Idéias Para Sempre”, que começa a ser veiculada a partir deste sábado, prevê no seu plano de mídia televisão, rádio, jornal, revistas, cinema, elemídia, outdoor, busdoor, flayer de cinema, mídia indoor e, na internet, banners e virais para exibição no YouTube. A idéia da campanha é marcar o posicionamento da agência a partir de imagens da cultura pop eternizadas no inconsciente coletivo: ícones como Carmem Miranda, Che Guevara, Os Beatles e Marilyn Monroe. A campanha utiliza como elemento visual preponderante uma lâmpada que simboliza a idéia, associada à figura dos ícones universais referidos, símbolos de eterno, para sempre. Novo site Também no contexto de seus 15 anos de caminhada, a Tempo estréia um novo site (www.tempopropaganda.com.br) mais interativo, com histórico e perfil de seus dirigentes e colaboradores, notícias da agência e do interesse do mercado publicitário, portfólio histórico e recente, alguns de seus principais “cases”, relação de links de entidades de classe e principais sites de notícias especializados em propaganda do país. O novo site com identidade visual associada à campanha “Idéias para sempre” inclui ainda as redes sociais de interatividade, dentre as quais o Blog da agência, Twitter, comunidade no Orkut e um canal no YouTube.
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Tempo Propaganda comemora 15 anos e lança "Idéias para Sempre" |
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BAHIA JÁ - WEB - 24/03/10 |
A Tempo Propaganda comemora 15 anos de atividades e, para marcar a data, lança hoje, 24/03, em coquetel a ser realizado na sua sede, campanha institucional com o posicionamento "idéias para sempre". Estréia também um novo site com conteúdos que incluem notícias e muita interatividade, através das redes sociais de relacionamento. Os diretores da agência Alfredo Tavares e Calucho Carvalho convidaram em torno de 150 pessoas entre anunciantes, imprensa e representantes comerciais dos veículos de comunicação. possui uma carteira de clientes no serviço público e iniciativa privada: Catho Consultoria, Secretaria de Cultura do Governo do Estado, Grupo Leme, Secretaria da Saúde, Prefeitura de Camaçari, Associação Brasileira de Recursos Humanos-ABRH/BA, Prefeitura de Barreiras, Tradição Norte e Nordeste de RH, Secretaria de Justiça, Secretaria da Educação e Secretaria de Promoção da Igualdade. "Idéias para sempre" A campanha "Idéias Para Sempre", que começa a ser veiculada a partir de sábado, prevê no seu plano de mídia televisão, rádio, jornal, revistas, cinema, elemídia, outdoor, busdoor, flayer de cinema, mídia indoor e, na internet, banners e virais para exibição no YouTube. A idéia da campanha é marcar o posicionamento da agência a partir de imagens da cultura pop eternizadas no inconsciente coletivo: ícones como Carmem Miranda, Che Guevara, Os Beatles e Marilyn Monroe. A campanha utiliza como elemento visual preponderante uma lâmpada que simboliza a idéia, associada à figura dos ícones universais referidos, símbolos de eterno, para sempre. Novo site Também no contexto de seus 15 anos de caminhada, a Tempo estréia um novo site (http://www.tempopropaganda.com.br/) mais interativo, com histórico e perfil de seus dirigentes e colaboradores, notícias da agência e do interesse do mercado publicitário, portfólio histórico e recente, alguns de seus principais "cases", relação de links de entidades de classe e principais sites de notícias especializados em propaganda do país. O novo site com identidade visual associada à campanha "Idéias para sempre" inclui ainda as redes sociais de interatividade, dentre as quais o Blog da agência, Twitter, comunidade no Orkut e um canal no YouTube.
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Parceria DC e ABRH I |
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DIÁRIO DO COMÉRCIO - NEGÓCIOS/GESTÃO - BELO HORIZONTE - 13 a 15/03/2010 - Pg. 15 |
Parceria DC e ABRH I Na próxima terça-feira, a partir das 19 horas, o DIÁRIO DO COMÉRCIO, em parceria com a Associação Brasileira de Recursos Humanos - Seccional Minas Gerais (ABRH-MG), promove o "1º Jantar de Negócios do DIÁRIO DO COMÉRCIO". O encontro, que será realizado no Hotel Niágara, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, vai reunir um grupo seleto formado por 30 presidentes e primeiros gestores de organizações mineiras de médio porte e, ainda, diretores da área de Recursos Humanos (RH), em um total de 50 pessoas. O presidente do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), Paulo Paiva, abrirá o evento. Parceria DC e ABRH II O presidente do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), Paulo Paiva, será o primeiro a se apresentar no "1º Jantar de Negócios do DIÁRIO DO COMÉRCIO", que acontece na próxima terça-feira. Ele abordará as tendências econômicas do Estado em 2010. Segundo o diretor de Expansão do DIÁRIO DO COMÉRCIO, Leonardo Motta, a proposta do evento é dar continuidade à parceria firmada com a ABRH-MG em 2009. "Nas visitas que fazemos às empresas, temos constatado que o DIÁRIO DO COMÉRCIO é, mais do que fonte de informação, um referencial para as elas. O evento será uma oportunidade para que os participantes façam networking e, também, novos negócios."
RH/Gestão de pessoas
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Pessoas felizes empresa forte |
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DIÁRIO CATARINENSE - ECONOMIA - FLORIANÓPOLIS - 21/03/10 - Pg. 20 |
Fenômeno editorial no Brasil com o livro O Monge e o Executivo, James C. Hunter diz que empregados satisfeitos são mais criativos e produtivosQuando recebeu o primeiro convite para vir ao Brasil, há cinco anos, James C. Hunter não entendeu. Do outro lado da linha, um representante da editora Sextante dizia que seu livro O Monge e o Executivo era um sucesso no país. Hunter telefonou para seu agente e perguntou que loucura era aquela. Nunca escrevera nenhuma obra com aquele título. A explicação: seu livro The Servant (O Servidor, em tradução literal) recebera outro nome no Brasil. E era um fenômeno de vendas. Hunter considerou o título melhor que o original. Desde então, nunca mais deixou de vir ao Brasil. Já foram 20 visitas, e ele ainda se confessa surpreso com as vendas. Dos cerca de 3,5 milhões de exemplares vendidos no mundo, mais de 2 milhões saíram de prateleiras brasileiras. – Nunca entendi por que tanto sucesso aqui, mas tenho uma suposição. O Brasil tem inúmeras qualidades e potenciais mas, assim como nos Estados Unidos, ainda é carente de líderes. Conheço muitos executivos aqui. Sei o que estou dizendo – reforça o religioso escritor e consultor de empresas, que tem a Bíblia como obra de cabeceira, Jesus Cristo como referência e dezenas de provérbios e pensamentos sempre na ponta da língua para citar. Palestra a R$ 400 a inscrição, atraiu cerca de 700 pessoas A falta de líderes parece estar ficando para trás. Se não fosse isso, por que dezenas de companhias teriam enviado cerca de 700 funcionários para assistir à palestra que Hunter fez em Porto Alegre na terça-feira passada, a R$ 400 a inscrição individual? Porque esse é o caminho natural dos negócios nos dias de hoje e, principalmente, porque investir na gestão de pessoas resulta em lucro. O Great Place to Work, que organiza mundialmente o ranking As Melhores Empresas para se Trabalhar, apresenta exemplos disso. Partindo de pesquisas em 44 países, o CEO do instituto no Brasil, Ruy Shiozawa, usa três casos para mostrar que os ganhos de um grupo bem liderado são mensuráveis. 1 - Em uma rede de supermercados do Chile o índice de satisfação dos clientes em três lojas, com três diferentes graus de contentamento dos empregados, mudava bastante. Na loja apontada com o pior local de trabalho, a satisfação dos clientes era de 78%. Onde os empregados estavam mais satisfeitos, chegou a 86%. Por que isso traz lucro? Funcionários mais felizes garantem fidelidade dos clientes, o valor médio de compra tende a ser maior. 2 - A rotatividade do varejo de alimentação nos EUA é de 53%. Nas melhores empresas para se trabalhar nessa atividade o índice ficou bem menor, em 14%. Por que isso traz lucro? É prejuízo treinar um funcionário que pouco depois vai embora levando consigo o conhecimento. 3 - Um investidor ganharia R$ 409 mil aplicando R$ 100 mil em ações a partir do índice Bovespa entre 2000 e 2009. Os mesmos R$ 100 mil se transformariam em R$ 1,2 milhão se aplicasse apenas nas melhores empresas para se trabalhar. Por que isso traz lucro? É um indicador de que a empresa cresceu, de que suas ações se valorizaram mais do que a média geral e só conquista mais investidores quem tem os melhores indicadores do mercado, inclusive lucro. O que ele pensa A filosofia do monge executivo - O ensinamento cristão “não faça aos outros o que não gostaria que fizessem a você” também vale para o líder. Seja o chefe que você gostaria de ter. Já pensou como seria trabalhar sendo seu funcionário? - Para James C. Hunter, um líder não é necessariamente um chefe. Pode ser um colega de trabalho respeitado. - Um líder servidor, ideal proposto pelo consultor americano, é o líder que serve para ajudar seus subordinados a crescer. Se uma pessoa que trabalha com você tem mais chance de ser promovido ou você muda para melhor a carreira daqueles com quem trabalha, você já se aproxima de um líder servidor. - Existe algumas qualidades básicas que um bom líder deve ter, ou que pelo menos ele deve buscar adquirir: paciência, gentileza, humildade, respeito, altruísmo, saber perdoar, honestidade e compromisso. - Humildade não se aprende lendo livros, mas exercitando-a. Pergunte a seus subordinados duas coisas que você poderia mudar e que o tornariam um chefe melhor. Esteja preparado para as respostas e para colocar em prática as mudanças sugeridas. Pergunte inclusive em casa, para os filhos e o cônjuge, o que você pode fazer para ser uma pessoa melhor. Exercite-se. E não tenha vergonha. - Autoridade e poder são coisas diferentes. Não necessariamente um chefe tem ambos. Se você precisa constantemente lembrar o seu poder para ter autoridade, algo está errado. - Ser um líder servidor não quer dizer não negar algumas coisas e mesmo distribuir alguns puxões de orelha. Mas isso deve ser feito com respeito e quando realmente for necessário, não apenas para reafirmar ao grupo quem está no comando. Líderes são ótimos num abraço e também quando é preciso reprimir. - Quem não está disposto a mudar nunca será um bom líder, nem mesmo um bom chefe. Continuar seguindo sempre a mesa direção não ajuda ninguém a evoluir. Mude suas rotas.
Mundo do trabalho
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As greves contra Serra |
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O ESTADO DE S. PAULO - NOTAS E INFORMAÇÕES - SÃO PAULO - 25/03/10 - Pg. A3 |
À medida que se aproxima a data de desincompatibilização do governador José Serra para se candidatar à Presidência da República, aumentam protestos e ameaças de greve das corporações da máquina pública estadual que são controladas por sindicatos vinculados à Central Única dos Trabalhadores (CUT) e ao PT. Embora com pequena adesão, prossegue a greve do professorado, decretada há duas semanas, e os servidores das áreas de saúde e segurança também estão prometendo parar nos próximos dias. As três categorias representam mais de dois terços do funcionalismo público estadual. As reivindicações são irrealistas. Os líderes sindicais do magistério estadual querem reajuste de 34% e o fim do Programa de Valorização pelo Mérito, que prevê aumento de 25% para um quinto dos docentes, a cada ano, mediante a realização de prova de capacitação. Os dirigentes sindicais do setor de saúde pleiteiam para a categoria aumento salarial de 40%, reajuste do vale-refeição e jornada de trabalho de 30 horas semanais. E os porta-vozes dos servidores da área de segurança, que já tiveram grande parte de suas reivindicações atendidas em 2008, pretendem deflagrar operação-padrão para mostrar a "estrutura defasada" da Polícia Civil. As lideranças sindicais das três categorias também exigem planos de cargos e carreiras ? outra pretensão recorrente, que costuma aparecer quando as greves são meramente políticas, para criar dificuldades para dirigentes governamentais que não são filiados ao PT. O caráter eleiçoeiro dos protestos ficou claro quando os líderes do professorado, depois de terem parado por duas sextas-feiras consecutivas o trânsito na região das Avenidas Paulista e Consolação, decidiram fazer um protesto em frente ao Palácio dos Bandeirantes. Na realidade, trata-se de mais uma provocação. Protestos nas ruas e avenidas em volta da sede do governo estadual são expressamente vedados por lei, que as classifica como "área de segurança". Os líderes sindicais do funcionalismo sabem que, frente a manifestação em local proibido, a Polícia Militar é obrigada a intervir. E é justamente isso que eles querem: aproveitar os incidentes para se apresentar como vítimas da "violência do governador". O "script" é conhecido e foi usado em grande escala nos últimos anos, especialmente durante a greve dos servidores da área de segurança pública, em 2008. Na ocasião, nas imediações do Palácio dos Bandeirantes, policiais civis usaram suas armas para enfrentar policiais militares. O embate resultou em 24 feridos e foi fartamente explorado pelo PT e pequenos partidos de esquerda. Ao anunciar que as reivindicações dos líderes sindicais das áreas de educação, saúde e segurança não serão atendidas, as autoridades estaduais lembraram que a gestão Serra manteve os gastos com o funcionalismo abaixo dos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal. E foi esse um dos fatores que permitiram investimentos em obras de grande porte. "Se damos dinheiro para servidores, não sobra para investimento e não se pode fazer Rodoanel e Metrô. É preciso equilíbrio para atender às demandas da sociedade", diz o secretário de Gestão Pública, Sidney Beraldo. O mais irônico é que vários líderes sindicais dos servidores que tentam tumultuar as solenidades de inauguração dessas obras, para impedir Serra de colher os dividendos de sua gestão, reconhecem que o diálogo com o governo melhorou nos últimos anos. Eles admitem que foram recebidos com mais facilidade e frequência pelas autoridades, apesar de não terem conseguido os aumentos salariais desejados, porque, em matéria de gasto, o governo privilegiou o interesse público, em vez de ceder ao corporativismo. As manifestações de protesto dos líderes sindicais das áreas da educação, saúde e segurança têm claro objetivo político-eleitoral. A greve já deflagrada pela Apeoesp está deixando evidente que só uma minoria de professores vem cruzando os braços. A maioria teve o bom senso de não se deixar usar como massa de manobra no jogo político. O mesmo se espera dos delegados e do pessoal da saúde.
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Sindicatos fazem cerco para desgastar Serra e arrancar reajuste salarial |
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O ESTADO DE S. PAULO - NACIONAL - SÃO PAULO - 25/03/10 - Pg. A4 |
Sucessão. Quatro manifestantes de um grupo ligado ao sindicato dos professores foram presos pela Polícia Militar durante evento do qual participava o governador e pré-candidato do PSDB à Presidência, sob a acusação de desacato e perturbação à ordem Julia Duailibi A Polícia Militar prendeu ontem quatro manifestantes durante evento na área da saúde do qual participava o governador José Serra, pré-candidato do PSDB à Presidência. Os detidos soltos após prestar depoimento na delegacia de Franco da Rocha, na Grande São Paulo integravam grupo de cerca de 30 pessoas ligadas à Apeoesp (o sindicato dos professores de São Paulo), que gritavam palavras de ordem contra a administração Serra. Na reta final de seu governo ele deixa o cargo no dia 31 para disputar o Palácio do Planalto, o governador enfrenta protestos de servidores. Além de parte dos professores, que entraram em greve no começo de março, delegados da Polícia Civil iniciaram operação padrão anteontem e os servidores da saúde também anunciaram ato no fim do mês contra o governo estadual. Para o Palácio dos Bandeirantes, as iniciativas têm caráter eleitoral. A Força Tática da Polícia Militar foi acionada para impedir que os manifestantes se aproximassem de Serra. Separados do governador por uma rua e uma plateia de mais de 200 pessoas, eles gritavam: "Abaixo a repressão, professor não é ladrão." O governador fora ao local entregar o Centro de Atenção Integrada à Saúde Mental, no Complexo Psiquiátrico do Juquery. A confusão começou quando 40 PMs tentaram afastar os manifestantes do local onde Serra discursava. Com escudos e cassetetes, encurralaram os mais exaltados. O grupo reagiu com empurrões e a PM respondeu com gás pimenta, cacetadas e gravatas, inclusive contra mulheres que participavam do protesto. Quatro manifestantes, acusados de desacato e perturbação à ordem, foram algemados e postos no camburão para depor na delegacia. Preparo. "Viemos preparados. Na semana passada, tentaram jogar uma pedra no governador", disse o comandante do 23.º Batalhão da PM, José Carlos de Campos Júnior, em referência à visita de Serra a Francisco Morato, onde o carro do governador foi alvejado por um ovo, que também partiu de manifestantes ligados ao sindicato dos professores. "Chegamos para uma movimentação pacífica. Em nenhum momento tentamos passar o cordão de isolamento", afirmou Omar Pereira, um dos detidos, que disse ser professor de história. Questionado se era filiado a partido, respondeu: "Não somos de partido. Não voto nem em Dilma nem em Serra." A Apeoesp afirmou que os manifestantes presos são ligados à entidade, que reivindica, entre outros pontos, reajuste salarial de 34,3%. Ao deixar o local, Serra não quis comentar a manifestação. Indagado anteontem sobre a ação dos servidores no fim do seu governo, disse: "Vocês que são analistas, fazem tanto juízo, façam também a esse respeito." A Secretaria da Educação disse que menos de 1% das escolas está em greve ? a entidade fala em 60% dos professores. A maior parte das escolas visitadas pela reportagem do Estado nos últimos dias funcionava normalmente. Em nota, a secretaria disse que "ativistas políticos da Apeoesp fazem campanha eleitoral antecipada". Interesses partidários embaralham a cena trabalhista Roldão Arruda Análise: Março é o mês em que, de acordo com o ritual legal, os funcionários públicos do Estado negociam com o governo suas reivindicações de melhorias nos salários e nas condições de trabalho. Em anos eleitorais esse processo tende a se tornar mais tenso, devido às implicações políticas que envolve. Sabendo que se trata de um período delicado para os detentores de cargos executivos, mais interessados em expor publicamente as conquistas de seus governos do que as mazelas, os funcionários tendem a radicalizar suas ações. Faz parte do jogo e todo governante enfrenta esse impasse em algum momento. O quadro se complica mais ainda quando interesses partidários também entram em cena. Atualmente, em São Paulo, os dois sindicatos que promovem as ações mais radicais nas negociações com o governo estadual, nas áreas de educação e saúde, são filiados à Central Única dos Trabalhadores (CUT) - a maior central sindical do País, historicamente ligada ao PT. Por mais justas que sejam as reivindicações, é difícil não associar a ofensiva sindical ao fato de que ela mira José Serra, que, além de governador, é pré-candidato a presidente da República pelo PSDB e, segundo as pesquisas, principal concorrente da pré-candidata petista, Dilma Rousseff. No caso dos professores, há que se considerar também as disputas internas da Apeoesp - a entidade que os representa. Sindicalistas e militantes ligados ao PSOL e ao PSTU disputam o poder com o PT e contribuem para a tomada de posições mais radicais. Em relação aos delegados da Polícia Civil, que iniciaram ontem uma operação padrão e ameaçam o governo com uma greve, o quadro é mais complicado. A associação que os representa não tem vínculo com qualquer central sindical. Pode-se argumentar que seu vice-presidente, Sérgio Roque, é filiado ao PC do B (partido da base do governo Lula). Mas também vale lembrar que ele tem pouco poder interno e é muito mais moderado que a presidente, Marilda Pinheiro. Em conversa com o Estado, Marilda, que se declara apartidária, deixou claro ontem que os delegados pretendem jogar pesado com o governador, para que ele cumpra os acordos feitos na greve de 2008, antes que deixe o governo. Seria mera coincidência, segundo a delegada, o fato dele ser pré-candidato à cadeira de Lula. O cenário não é novo. Historicamente sindicatos e centrais sempre estiveram atrelados a partidos. Na opinião de um estudioso dessas questões, o cientista político e professor Ricardo Antunes, da Unicamp, deve-se tomar cuidado, na análise dos fatos, para não superestimar o papel partidário e deixar no escuro os motivos básicos, as reivindicações que mobilizam as categorias. Segundo o professor, se a CUT decidir promover greves exclusivamente a favor da candidatura Rousseff e contra Serra não vai ter sucesso. Em outras palavras, não se pode deixar de avaliar também qual é o nível real de descontentamento entre os funcionários públicos do Estado. Lula enfrentou greves de professores universitários durante quase todo o seu primeiro mandato - até promover aumentos reais nos salários.
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Mesa de oportunidades |
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HOJE EM DIA - CLASSIFICADOS - BELO HORIZONTE - 21/03/10 - Pg. 01 e 02 |
Ser operador de telemarketing não é nada fácil. Metas a cumprir, muitas horas sentado em frente ao computador, clientes pouco compreensivos do outro lado da linha. Mesmo assim, essa ocupação pode ser uma grande oportunidade para pessoas que acabaram de sair do Ensino Médio e precisam entrar no mercado de trabalho rapidamente. Além de permitir que a pessoa aprenda a desenvolver habilidades importantes para o futuro profissional – como proatividade, persistência e jogo de cintura –, o emprego num setor de call center pode ser a porta de entrada para o setor comercial de uma grande empresa. De acordo com a gerente de Relacionamento da Nortearh, Carolina Caram, o mercado de telemarketing em Belo Horizonte está bastante aquecido na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Só a sua empresa divulga, em média, 100 vagas por mês para operadores. “A diferença é que agora as empresas estão um pouco mais flexíveis, mas sem descuidar da qualidade da mão de obra. Hoje não é preciso ser ótimo em digitação e algumas empresas permitem contratar uma pessoa que esteja cursando o 3º ano do Ensino Médio”, afirma. Outra boa notícia é que as empresas perceberam que o setor de telemarketing deve ser encarado como uma porta de entrada para seu setor comercial, em vez de imaginar que há pessoas dispostas a desenvolver carreira nessa profissão. “A maioria dos profissionais enxergam o telemarketing como uma fase. Por isso, algumas empresas oferecem oportunidade para que a pessoa cresça lá dentro, migrando para outro setor depois de passar pelo call center”, explica Carolina. A locadora de equipamentos de construção Locbras é um exemplo de empresa que busca a valorização desse profissional por entender que esse investimento se reflete diretamente na qualidade do contato com os clientes. Primeiramente, a empresa decidiu investir em um próprio contact center – nome dado ao call center em que os funcionários são preparados para um atendimento mais personalizado –, em vez de terceirizar o serviço. Seus operadores de telemarketing passam por um treinamento intenso. Além dos treinamentos teóricos, os atendentes vão a campo para conhecer o mercado e o funcionamento das máquinas locadas pela empresa. Eles também acompanham os vendedores externos durante as visitas técnicas para observar de perto como deve-se abordar o cliente. “O funcionário fica por dentro de todo o processo da venda. Assim, ele vê como é a rotina do vendedor externo e fica mais preparado para agendar as visitas e atender às necessidades do cliente”, afirma Alexandra Correa, coordenadora de telemarketing da Locbras. Depois de aproximadamente dois anos no setor de telemarketing, o profissional é direcionado para outra área. “O profissional do nosso contact center é tão qualificado que sai daqui preparado para ser vendedor externo ou até mesmo assumir a gerência de uma de nossas filiais”, diz Alexandra, que trabalha no setor de teleatendimento há 11 anos, sendo que, em quatro deles, atuou como atendente. A empresa garante que segue as normas da Associação Brasileira de Telemarketing e seus atendentes contam com campanhas relâmpago e motivacionais, momentos de reflexão pela manhã, pausas para leitura de textos do setor, ginástica laboral, entre outras atividades. Além de lojas em Belo horizonte, a Locbras tem unidades em 11 cidades de diversos estados. Outras empresas também têm apostado num setor de call center próprio. A rede de lojas Lar Imóveis e a ADCOS – Cosmética de Tratamento são alguns exemplos. 100 mil vagas este ano em todo o país A Associação Brasileira de Telesserviços (ABT) prevê a criação, em 2010, de mais de 100 mil novos empregos diretos nas empresas de call center terceirizadas. Para esse setor, a ABT estima um faturamento de aproximadamente R$ 6,6 bilhões, mantendo com isso a expectativa de crescimento em 10%, média registrada nos últimos anos. De acordo com a gerente de relacionamento da Nortearh, Carolina Caram, o trabalho de operador de telemarketing pode ser uma ótima opção de primeiro emprego porque não exige cursos de capacitação profissional e pode proporcionar experiência profissional. “Recentemente, fiz entrevistas para uma vaga de estagiária de psicologia. Entre as candidatas, escolhi a moça que trabalhou por cinco anos como atendente de telemarketing. Se ela ficou tanto tempo numa função tão desgastante, isso mostra o quanto ela é persistente e possui jogo de cintura”, conta Carolina, mostrando que uma experiência no setor pode ser decisivo no futuro profissional. Elexandra Viana Mascarenhas, 35 anos, trabalha como atendente de telemarketing há oito meses. A jovem decidiu investir na profissão por ser muito comunicativa e gostar do contato direto e indireto com o público. Seu objetivo é absorver o máximo de conhecimento para um futuro crescimento na Sistema Independente de Saúde (Sinasa), organização privada que tem no contact center o principal elo com clientes. “O treinamento do Sinasa desde o início foi bem ativo, aprendi desde então como devem ser feitos os atendimentos e a ser sempre paciente. Nessa função é imprescindível, antes de qualquer coisa, saber ouvir primeiro o cliente para depois solucionar sua dúvida”, conta Elexandra. Setor incentiva habilidades O setor de teleatendimento é muito recente no Brasil, e aos poucos as empresas se adaptam às necessidades do setor e de seus funcionários. O importante no momento é mostrar aos funcionários que a profissão de atendente de telemarketing pode abrir portas. "Antes, o foco era produtividade. Hoje, é a qualidade do atendimento. E existem possibilidades de fazer carreira dentro do call center. Em nossa empresa, a maioria dos diretores foi atendente de telemarketing", diz o diretor de Recursos Humanos da Almaviva do Brasil ( prestadora de serviços no setor de teleatendimento), João Roberto Modugno. A capacidade de negociação, controle emocional e poder de influência são habilidades que o profissional desenvolve na profissão que podem ser muito úteis no futuro, segundo Modugno. "A experiência em negociação que a pessoa tem aqui nenhum banco de faculdade pode ensinar", afirma. De um grupo italiano, a Almaviva conta com cerca de 6.900 atendentes de telemarketing em três unidades - uma em Belo Horizonte e outras duas em São Paulo. Modugno conta ainda que esse trabalho é muito procurado por universitários, especialmente por ter maior flexibilidade de horário. 55% de seus funcionários viram no setor uma oportunidade para pagar os estudos. Área tem muitos universitários Caso de Fábio Fidelis Pinto, 24 anos, que estuda administração de empresas e é supervisor de um setor de telemarketing na Alma Viva. "O trabalho não é tão desgastante quanto as pessoas imaginam e dá para conciliar muito bem com a faculdade. Além disso, coloco em prática o que aprendo nas aulas", diz o rapaz, que foi promovido depois de 11 meses como atendente na mesma empresa. A promoção aconteceu porque o atendente soube bater suas metas. Seu colega, Wesley Martins, 19 anos, é estudante de Ciências da Computação e paga a faculdade com o seu trabalho de telemarketing. "É bom ver como os programas funcionam na prática. Isso vai ser importante para mim quando for atuar como analista de sistemas", afirma o jovem, que quer fazer carreira dentro da empresa.
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