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Cenário econômico pós-crise financeira ainda exige cautela dos empresários |
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DIÁRIO DO COMÉRCIO BH ONLINE - WEB - 18/03/10 |
O DIÁRIO DO COMÉRCIO, em parceria com a Associação Brasileira de Recursos Humanos Seção Minas Gerais (ABRH-MG), promoveu, na última terça-feira, o 1º Jantar de Negócios do DC. O evento, realizado no restaurante do Niagara Flat, região Centro-Sul da Capital, reuniu empresários mineiros de diversos segmentos econômicos para um encontro "regado" a informação e network, duas ferramentas essenciais para que o novo ciclo virtuoso da economia que se inicia, pós-crise financeira mundial, se consolide de fato em bons negócios e decisões acertadas. O presidente do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), Paulo Paiva, abriu o evento com uma análise da economia mineira, conjugando oportunidades, desafios e, também, obstáculos para o período que, embora seja caracterizado pelo sentimento de otimismo, demanda cuidados. "A sensação, neste ano, é de que a crise financeira mundial, que teve início em 15 de setembro de 2008, já passou. Mas não é bem assim. A situação financeira nos Estados Unidos continua com os mesmos problemas e isso terá que ser tratado em algum momento. A expectativa da classe empresarial mineira é positiva em relação ao futuro. O fator psicológico é importante, mas o otimismo está muito além dos investimentos projetados para o período", afirmou. Segundo Paiva, o Brasil deve crescer entre 4% e 5% em 2010. Minas Gerais, embora tenha sido um dos estados mais afetados pela crise em função da concentração de indústrias do setor minero-siderúrgico, deve acompanhar a curva ascendente, como aconteceu no ciclo anterior, entre 2003 e setembro de 2008. "A indústria e a agricultura têm maior peso para a economia mineira que para a brasileira, com foco nos bens de capital e intermediários", pontuou. Entretanto, em exportações o Estado tem maior participação no Produto Interno Bruto nacional (PIB), visto que setores como agronegócios e siderurgia têm sido muito demandados principalmente pelas economias emergentes. Os Estados Unidos, onde se originou a crise, ainda não sanaram os problemas internos gerados no período. A Europa, por sua vez, também adotou um comportamento mais cauteloso, devido ao aumento do déficit fiscal e monetário de alguns integrantes do bloco, como Portugal, Espanha, Irlanda e Grécia. Entre as oportunidades, Alemanha e França têm registrado melhor performance, uma tendência acompanhada de perto pelo Leste Europeu. Na Ásia, a China também tem mantido índices de crescimento de dois dígitos, enquanto a Índia demonstra ser um mercado em potencial para as empresas mineiras. Melindre - Enquanto o Brasil, nos últimos anos, se tornou um destino atraente para os investidores internacionais em função da estabilidade econômica e da sua reserva de US$ 240 bilhões, a América Latina tem três casos que "inspiram cuidados" e que podem comprometer a atração de negócios de alguma forma. De acordo com Paiva, a situação econômica da Argentina permanece sem solução. Da mesma forma a Venezuela, que tem exigido um acompanhamento mais acurado. A Colômbia, assim como o Brasil, também terá eleições em 2010. Os avanços são inegáveis. Entretanto, o Brasil continua enfrentando problemas estruturais. Um deles é o déficit interno, provocado pelos gastos do governo federal, com crescimento superior ao Produto Interno Bruto (PIB), o que tem comprometido a capacidade de investimento do setor público e, ainda, reduzido a autonomia do Banco Central (BC) para controlar a taxa básica de juros. Nesse ponto, o Estado sai na frente, segundo Paiva. "O choque de gestão realizado em Minas Gerais garantiu a possibilidade de investimentos de 15% do seu PIB, um índice infinitamente superior ao do governo federal", pontuou. Obras de infraestrutura viária como o asfaltamento das estradas; os programas "Luz para Todos" e "Minas Comunica"; além da proposta da Cidade Administrativa, recém-inaugurada, demonstram o profissionalismo da gestão. O país tem que lidar, ainda, com a pressão inflacionária, um dos reflexos negativos do aquecimento insustentável do mercado interno. Em 2009, devido a diversas medidas protecionistas, os índices de consumo mantiveram-se ativos. "Essa questão pode levar o Banco Central a elevar a taxa de juros para manter o crescimento dentro do limite possível da economia", adiantou. A meta oficial é controlar a inflação de 2010 nos 4,5%. Mesmo assim, segundo o dirigente, a grande oportunidade para as organizações mineiras é o mercado interno, que nos últimos anos, em função de programas sociais públicos e da estabilidade econômica, se expandiu com novos entrantes, oriundos das classes C, D e E. O aumento da oferta de crédito para esse público acompanhou a demanda de consumo. O ano que marca a retomada econômica de Minas Gerais é, também, um ano de eleições majoritárias. Diferente dos pleitos anteriores, neste não há motivos para insegurança, outro sentimento que costuma rondar os mercados nesses períodos. "Os candidatos não representam riscos, embora o ideal seja que o presidente do BC, Henrique Meireles, seja o vice da chapa do PT, com Dilma Rousseff, para poder blindar os excessos do PT", recomendou. O otimismo do mercado nacional voltou a ampliar a oferta de crédito por instituições financeiras e bancos de fomento. No caso do BDMG, que não sofre influência da taxa Selic, as expectativas para 2010 são positivas. Depois de registrar recordes nos desembolsos no ano anterior, a expectativa é de um novo salto, que pode chegar a R$ 1,35 bilhão neste ano. As principais linhas são direcionadas para empresas de médio porte, para aquisição de equipamentos e composição de capital de giro. Essa última para um período de três anos, o que reafirma a credibilidade da instituição em boas oportunidades de negócios no curto e médio prazos para o setor produtivo mineiro, que ainda tem a seu favor a Copa do Mundo de 2014 e os jogos olímpicos de 2016. Segundo o diretor de Expansão do DC, Leonardo Motta, o evento cumpriu o seu objetivo e reafirmou a vocação do jornal, que, em 77 anos de história, firmou-se como um instrumento de trabalho precioso para que os empreendedores mineiros possam se manter competitivos para crescer não apenas no mercado local, mas também no nacional e atender às exigências dos investidores internacionais. O 1º Jantar de Negócios do DC contou com a parceria do Niagara Flat, Vinícola Panizzon e Retes. Otimismo - Ao que tudo indica, as empresas mineiras estão aproveitando bem o momento de recuperação da economia nacional. Depois de registrar incremento de 10% nas operações, a partir do segundo semestre do ano passado, a rede Aliança de Atacados e Supermercados (Supernosso) vai passar por mais uma ampliação. Segundo o presidente da empresa, Euler Fuad Nejm, serão investidos R$ 15 milhões na abertura de três unidades neste ano, duas na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) - Contagem e Ribeirão das Neves - e a terceira na Capital. As lojas demandarão, ainda, a contratação de 600 pessoas. A meta para 2010, que já registrou desempenho positivo de 15% nas vendas até março ante o mesmo período do exercício anterior, é manter o percentual de incremento verificado no primeiro trimestre até o final do ano. "Foi difícil contornar a crise. Ainda estamos usando criatividade para nos tornarmos mais produtivos e reduzir as despesas", afirmou. A diretora de Recursos Humanos, Comunicação Interna e Tecnologia da Informação (TI) da Patrus Transportes Urgentes, Marina Patrus, destacou que a crise financeira mundial não afetou a transportadora, que tem como clientes a indústria de bens de consumo duráveis e o varejo, dois setores que permaneceram aquecidos. As metas para 2010 são positivas, com índice de crescimento de 15%. Para tanto, além de continuar controlando custos, a empresa manterá os investimentos em TI, infraestrutura e ampliação da frota, a exemplo do que aconteceu no exercício anterior. A Patrus atua nas regiões Sudeste e Sul e também nos estados da Bahia e Sergipe. "Queremos crescer de forma sustentável", enfatizou. O setor imobiliário também tem bons planos para 2010, com previsão de manter os 38% de expansão registrados em 2009 sobre 2008. O presidente da Netimóveis, José de Filippo Neto, pretende ampliar a rede, que hoje engloba 45 imobiliárias, para 94 ainda neste ano. "Em 2009, a empresa respondeu por 15% de todo o Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) arrecadado pela Prefeitura de Belo Horizonte", destacou. Além de Belo Horizonte, a Netimóveis também atua em São Paulo, Bahia, Santa Catarina, Distrito Federal e Rio de Janeiro. Segundo o empresário, o portal da rede, principal meio de consulta dos consumidores, também será relançado com novas opções tecnológicas. Depois de desempenho negativo nos negócios em 2009, a mineira Dimex - Materiais Elétricos, especializada em soluções elétricas para instalações industriais e posterior manutenção, pretende reencontrar o caminho perdido em 2008 e registrar 10% de incremento nas operações neste exercício. Com clientes fortes do setor de mineração, a companhia viu os contratos serem interrompidos no início de 2009. As boas perspectivas estão no segmento de petróleo e gás, especialmente na Petrobras. "Estamos 100% envolvidos no pré-sal", afirmou o diretor executivo, Antônio Luiz Fernandes. O aquecimento da demanda pelo mercado, no caso da empresa, já está resultando em problemas. Trata-se do "efeito Chile", que alterou o valor do cobre, um dos principais insumos utilizados. Nos planos para este exercício, está a abertura de uma filial em Salvador, na Bahia. A Dimex já atua no Espírito Santo e em Pernambuco. Crédito - As cooperativas de crédito integrantes do Sistema Sicoob Crediminas registraram demanda recorde por crédito em 2009, quando ocorreu 15% de incremento sobre 2008, graças à redução da oferta pelas instituições privadas em função da crise financeira mundial e da insegurança do mercado. Entretanto, no exercício atual, o Sistema Crediminas já sentiu redução na procura. Mantendo o otimismo, o diretor-presidente do Sistema, Heli de Oliveira Penido, projeta ganhos 20% superiores aos do ano anterior, em função do investimento na disseminação da cultura do cooperativismo. Segundo Penido, os empresários mineiros que já assimilaram essa proposta estão se filiando às cooperativas de crédito. Atualmente, são 380 mil associados. "Os associados é que decidem o que fazer com o resultado alcançado", explicou. Em geral, a taxa de juros das linhas de crédito é menor que as praticadas pelo mercado financeiro, mas o fator principal a ser considerado é que o Sistema é a mola propulsora do crescimento econômico nas regiões carentes de atendimento pelo sistema financeiro tradicional. Acesso a recursos não reembolsáveis para pesquisa e inovação também é outra possibilidade que já foi incorporada pelas empresas mineiras. Segundo o presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), Mário Neto Borges, a crise financeira mundial incentivou as companhias a estreitarem relacionamentos com a instituição. "O trabalho começou em 2007, quando tivemos orçamento integral e o Estado aprovou a lei de inovação", pontuou. Ante os R$ 232 milhões disponíveis em 2009, a instituição deve chegar a R$ 250 milhões neste ano. "O que as empresas compreenderam é que o processo de subvenção de projetos de pesquisa tecnológica e inovação tem um ritual específico e que demanda, ainda, um processo de captação de recursos com regras distintas, ou seja, eles têm que aprender a fazer essa captação", ressaltou. Com orçamento correspondente a 1% da receita líquida do Estado, a Fapemig também está otimista em relação a 2010.
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O aumento deve continuar |
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A NOTÍCIA - WEB - 18/03/10 |
A tendência é que a criação de novas oportunidades de trabalho continue nos próximos meses. Segundo Manoel Gomes de Araújo, que também é presidente da seccional joinvilense da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH), o cenário mudou completamente desde o desaquecimento da economia, no ano passado. Ele acredita que esta realidade de aumento de vagas deve continuar por mais três ou quatro meses até se estabilizar. “Além disso, os salários também tendem a aumentar entre 10% e 15%, pois as empresas têm dificuldade em reter talentos.” Quem foi contratado em janeiro ganhou um salário 15,4% maior do que quem começou a trabalhar no primeiro mês de 2009. O aumento de vagas também deve acontecer no País. Em fevereiro, as empresas criaram 209,4 mil vagas, o melhor resultado para este mês na história. E no Estado, foram 16,1 mil vagas O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, previu que a criação de empregos formais no País deve bater novo recorde este mês. Segundo ele, será o melhor resultado para meses de março na história do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Ele disse que a melhoria na produção de alguns setores, como de máquinas pesadas e tratores, “que voltará a vender bem”, deve reforçar as contratações e do próprio setor automotivo que, segundo o ministro, está com os estoques baixos, em função do estímulo nas vendas causado pela redução do IPI. “Os setores se preparam para começar o ano a partir de março. Todo o processo produtivo está crescendo, com consistência há alguns meses.”
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Relações do Trabalho é tema do curso da ABRH-RS |
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COMUNIQUE-SE - WEB - 17/03/10 |
O curso Relações do Trabalho acontece entre os dias 22 a 25 de março. As inscrições podem ser realizadas no site da ABRH-RS. A Associação Brasileira de Recursos Humanos, seccional Rio Grande do Sul (ABRH-RS) promove o curso de formação Relações do Trabalho. A capacitação acontece entre os dias 22 a 25 de março, das 18h15 às 22h, na sede da entidade (Rua dos Andradas, 1234, conjunto 1802, Porto Alegre). As inscrições já estão abertas e podem ser realizadas no site www.abrhrs.com.br. Com o objetivo de orientar os profissionais de recursos humanos sobre a legislação trabalhistas, o curso aborda temas como contratos, estabilidade, ações trabalhistas, férias, fundo de garantia, entre outros assuntos relativos a área do direito do trabalho. Com carga horária de 15 horas, a capacitação é ministrada pelo advogado trabalhista e consultor de empresas, Luiz Valdoir Alves. Mais informações no site www.abrhrs.com.br ou pelo telefone (51) 3254-8222. SERVIÇO Relações do Trabalho Quando: 22, 23, 24 e 25 de março Horário: das 18h15 às 22h Carga horária: 15 horas Instrutor: Luiz Valdoir Alves Local: ABRH-RS (Rua dos Andradas, 1234/conj. 1802 – 18º andar – Porto Alegre/RS) Inscrições: www.abrhrs.com.br Informações: (51) 3254-8222 ou pelo e-mail formacao@abrhrs.com.br
RH/Gestão de pessoas
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Funcionários são o bem maior das empresas |
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JORNAL DO COMMERCIO - SUFRAMA - MANAUS - 28/02 a 01/03/2010 - Pg. A4 |
Há algum tempo, o ideal de lucro adquirido acima de qualquer coisa virou passado dentro das empresas. Nos dias atuais, progresso é uma condição sustentável somente a partir da relação harmoniosa de dois fatores:recursos humanos e boa gerência nos setores Há algum tempo, o ideal de lucro adquirido acima de qualquer coisa virou passado dentro das empresas. Nos dias atuais, progresso é uma condição sustentável somente a partir da relação harmoniosa de dois fatores: recursos humanos qualificados e boa gerência nos setores de produção e venda. É sob essa ótica que empresas como a Nokia do Brasil conseguem fechar seus orçamentos com um faturamento de EUR 1.9 bilhão (em 2008, 51% maior do que em relação a 2007). Os cerca de 1,7 mil funcionários são um grupo de trabalhadores tido como privilegiados, pois além de contarem com um emprego fixo, ainda dispõe de oportunidade de crescimento e ascensão dentro da empresa. “O foco principal da política de gestão de recursos humanos, desenvolvida hoje pela Nokia, é para o desenvolvimento de competências técnicas e comportamentais na fábrica, principalmente aquelas voltadas ao desenvolvimento de liderança”, revelou a gerente de recursos humanos da Nokia Manaus, Andrea Barral. Isso demonstra que o sucesso profissional independe exclusivamente dos conhecimentos técnicos, aplicados mecanicamente. Os trabalhadores estão sendo cobrados a participar de processos decisórios. Ter iniciativa e opinião formada são, hoje, requisitos indispensáveis aqueles interessados em se destacar. “Como segunda área de atuação, buscamos a melhoria contínua do clima organizacional da empresa. Anualmente, a Nokia conduz a pesquisa de clima “Listening to You” e, com base nos resultados, a área de Recursos Humanos desenvolve planos de ação em conjunto com os funcionários de todas as áreas da fábrica para avanços internos”, salientou Barral. Segundo ela, as turmas trabalham por meio de comitês, realizando atividades que visam o progresso dos pontos em que se tem oportunidade de desenvolvimento ou ações que reforçam os pontos fortes da organização. Remuneração por mérito Tão importante quanto o trabalhador se esforçar para apresentar o seu potencial é ele ter certeza de que galgar novos patamares dentro de seu trabalho é um processo esperado e planejado pela própria empresa. “O plano de cargos e salários da Nokia segue uma diretriz global de funções e de grades salariais. Por meio de pesquisas de mercado, atualizamos as faixas salariais da empresa, sendo que a filosofia global de remuneração da Nokia é a meritocracia. Ou seja, aumentos salariais ocorrem por conta do bom desempenho do funcionário na função”, assegurou a gerente. Nokia preza por qualidade e saúde de funcionarios Segundo a Convenção Coletiva de Trabalho 2009/2010, entre outros deveres, as empresas são obrigadas a qualificar seu quadro de funcionários e garantir a saúde do coletivo. “Todos os anos, são afastadas mais de mil pessoas devido a doenças ocupacionais. O Polo Industrial de Manaus é um incentivo para a sociedade, isso não há dúvida. Mas precisamos nos preocupar mais com as sequelas físicas e emocionais deixadas nos trabalhadores acidentados”, disse o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Waldemir Santana. Nas linhas de produção, segundo informou Santana, entre os principais acidentes estão a mutilação dos dedos, perda de visão e audição e perda dos movimentos. As brigas que o sindicato comprou nos últimos anos concentram-se nas irregularidades avistadas em algumas empresas, principalmente no campo das engenharias, que suspenderam benefícios como o direito a descanso e fadiga, o aumento na quantidade de trabalho sem o oferecimento de estrutura física adequada e a relação trabalhador/máquina, donde surgem as doenças ocupacionais. A Convenção, documento que assume o status de lei, é constituída de 61 cláusulas nas quais estão explicitados os diretos do cidadão dentro de seu ambiente de trabalho.Entre eles, hora extra, férias, piso salarial, aviso prévio, creche, garantia às gestantes, medidas de proteção, higiene e limpeza, atestado médico, garantia ao aposentado, auxílio funeral, décimo terceiro salário etc. De acordo com a gerente de recursos humanos da Nokia, a empresa assegura aos seus funcionários todos os direitos estabelecidos por Lei e pela Convenção Coletiva. Além destes, os trabalhadores têm acesso a outros benefícios extras. São eles: assistência odontológica, compra de telefones celulares com desconto, previdência privada, auxílio para compra de medicamentos, subsídio para academia, auxílio para compra de óculos, cesta e ave de Natal, vale-presentes para os filhos dos funcionários (Dia das Crianças) e ovos de Páscoa.
Mundo do trabalho
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Emprego é recorde para o mês de fevereiro |
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O ESTADO DE S. PAULO - ECONOMIA - SÃO PAULO - 18/03/10 - Pg. B10 |
O Brasil bateu novo recorde de geração de empregos com carteira assinada em fevereiro. As contratações superaram em 209.425 as vagas fechadas no período. O resultado é o melhor para meses de fevereiro na série histórica do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho. O recorde anterior foi em fevereiro de 2008, quando foram abertas 204.963 vagas. Os dados deixaram o ministro Carlos Lupi otimista. "Tenho certeza que este mês também será o melhor março da história do Caged", afirmou. Para isso, o resultado do Caged terá de superar o saldo recorde de empregos de 207 mil, registrado em março de 2008. A meta do governo é abrir 2 milhões de novos postos de trabalho formais este ano. No primeiro bimestre foram criadas 390.844 vagas, também o melhor resultado da história para o período. Por causa dos efeitos da crise mundial, em janeiro e fevereiro do ano passado foram fechadas 92.569 vagas. Indústria. A expansão ocorreu em todos os setores da economia e em todas as regiões do País. Os setores de serviços, indústria da transformação e construção civil lideraram as contratações e bateram recordes para o mês. A abertura de vagas no setor de serviços superou em 85,6 mil o número de demissões. Na indústria de transformação, as novas vagas somaram 63 mil e, na construção civil, 34,7 mil. Dos 12 ramos pesquisados da indústria, 7 tiveram desempenho recorde no mês passado: metalurgia, calçados, têxtil, química, material de transporte, madeira e mobiliário e minerais não-metálicos. "Há uma recuperação em cadeia de todos os setores industriais, o que é muito positivo. Como são os setores que pagam melhor, isso me faz prever o melhor 2010 em ganho real de salário para o trabalhador." Serviços. Lupi diz que o resultado do setor de serviços foi influenciado pelas férias e pelo carnaval, que aumentou a ocupação em hotéis e restaurantes. O Nordeste teve este ano o primeiro resultado positivo do Caged em meses de fevereiro. Nesta época do ano, há demissões na região por causa da entressafra da cana-de-açúcar. A Bahia puxou a abertura de novas vagas. O ministro afirma que o aumento nas contratações com carteira assinada na construção civil reflete o início das obras do programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal. Além do Nordeste, também tiveram saldos recordes de emprego em fevereiro as Regiões Sul (49,5 mil) e Norte (11,1 mil). Mais populosa, a Região Sudeste liderou a geração de empregos, com 120,5 mil novas vagas, o terceiro maior saldo para o período. São Paulo teve um saldo líquido de 80,7 mil novos empregos.
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O emprego e os gargalos |
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O ESTADO DE S. PAULO - NOTAS E INFORMAÇÕES - SÃO PAULO - 18/03/10 - Pg. A3 |
A criação de empregos não deixa dúvida. A economia brasileira venceu a crise e volta a crescer vigorosamente. Falta saber se poderá continuar em expansão sem pressões inflacionárias importantes e sem problemas no balanço de pagamentos. Para começar, a boa notícia: em fevereiro foram contratados com carteira assinada, em termos líquidos, 209.425 trabalhadores. Esse número, diferença entre admissões e demissões, é um recorde para o mês. O saldo das contratações, no primeiro bimestre, chegou a 390.844, segundo as últimas informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), mantido pelo Ministério do Trabalho. Nem todo emprego formal contabilizado pelo governo corresponde a um emprego novo. O trabalhador pode ter sido recrutado no mês anterior ou até há mais tempo. Mas o balanço do Caged é um indicador relevante da situação econômica, do estado de humor dos empresários e da evolução do mercado de trabalho. Outras fontes, como a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), confirmam a expansão das contratações. Em fevereiro, a indústria paulista preencheu 23 mil postos. O aumento do emprego, descontado o efeito sazonal, foi de 0,8% em relação ao mês anterior. Dados como esse têm um significado especial neste momento. A criação de empregos é um dos últimos sinais da reativação econômica. Em geral, a produção cresce durante vários meses com a mão de obra já disponível nas empresas. A produtividade aumenta, nesse período, e as companhias só voltam a procurar trabalhadores quando a recuperação parece consolidada. Esse comportamento, bem conhecido há muito tempo, foi amplamente verificado nas fases de recuperação do último meio século. Esse detalhe torna particularmente auspicioso o aumento das contratações no Brasil nesta fase. Mais empregos significam mais salários e, num ambiente de maior segurança econômica, o aumento do consumo é uma tendência previsível. Já no ano passado os gastos dos consumidores foram o principal motor da economia. Esses gastos cresceram 4,1%, enquanto o Produto Interno Bruto (PIB) encolheu 0,2%, de acordo com a primeira estimativa divulgada pelo IBGE. Em janeiro, segundo a mesma fonte, o volume de vendas do comércio varejista foi 2,7% maior que o de dezembro e 10,4% maior que o de um ano antes, sem contar as vendas de veículos e peças e de material de construção. Também esses dados são auspiciosos, porque indicam melhores condições de vida de milhões de famílias. Mas é indispensável perguntar se a economia brasileira suportará por muito mais tempo uma rápida expansão do consumo. A resposta será positiva se duas condições forem dadas. A primeira é a ampliação da capacidade produtiva. Se houver investimentos suficientes, a produção poderá acompanhar mais de perto a evolução do consumo e não haverá pressões inflacionárias importantes. A segunda condição é o aumento das exportações. Se as vendas crescerem de forma adequada, as importações poderão suprir parte relevante da demanda interna, por muito tempo, sem perigo de crise cambial. Hoje, nenhuma das duas condições é observada. Em 2009, os investimentos em máquinas, equipamentos e construções foram 9,9% menores que os do ano anterior. O valor investido caiu de 18,7% para 16,7% do PIB. Em 2008 já era insuficiente para garantir um crescimento seguro por vários anos. O quadro piorou em 2009. Alguma reativação nessa área parece ter começado, mas não se pode menosprezar a perda de um ano. Será preciso investir com muito vigor para compensar a redução do ano passado e, além disso, levar a taxa de investimento a um nível mais adequado, certamente acima de 20% do PIB. As contas externas também preocupam. As importações voltaram a crescer mais velozmente que as exportações, como no ano anterior à crise. Neste ano, até a segunda semana de março, a média diária de exportações foi 25,9% maior que a de um ano antes. Mas a média do valor importado ficou 31,4% acima do registrado no mesmo período de 2009. O governo deveria cuidar prioritariamente dos dois gargalos, o investimento e o comércio exterior, para garantir um crescimento seguro e duradouro.
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Rede Marisa é autuada por trabalho irregular |
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FOLHA DE S.PAULO - DINHEIRO - SÃO PAULO - 18/03/10 - Pg. B13 |
Fiscais encontram bolivianos em condições consideradas análogas à escravidão em oficina ligada à empresa, que contesta a punição Além da Marisa, autuada em R$ 634 mil pelo Ministério do Trabalho, outras três grandes redes de varejo estão sob investigação Fátima Fernandes A Marisa, uma das maiores redes de roupas do país, foi autuada em R$ 633,67 mil pelo Ministério do Trabalho (MTE) em São Paulo, após auditores fiscais do trabalho encontrarem funcionários estrangeiros em condições consideradas análogas à escravidão em oficina que presta serviço à rede. Trabalho análogo ao de escravo é aquele em que a pessoa é submetida a condições degradantes, como jornada exaustiva (acima de 12 horas, como prevê a lei), servidão por dívida (tem a liberdade cerceada por dívida com o empregador) e corre riscos no ambiente de trabalho. A Marisa tem até amanhã para apresentar defesa. A rede discorda da autuação e diz que não tem responsabilidade sobre as condições de trabalho em empresas subcontratadas por seus fornecedores diretos. A oficina fiscalizada é a quarta na etapa de terceirização do processo produtivo da Marisa. No entender do Ministério do Trabalho, a empresa tem responsabilidade. Para responsabilizar a loja, os fiscais informam que se basearam em um conjunto de provas que mostra que a Marisa tem controle de todos os processos da cadeia produtiva e que ela utilizou empresas interpostas para não contratar diretamente os trabalhadores estrangeiros. O Grupo de Combate à Fraude e à Terceirização Irregular do MTE entregou 43 autos de infração à loja no dia 10. Os autos detalham condições degradantes no ambiente, na segurança e na saúde do trabalhador constatadas na oficina GSV, na Vila Nova Cachoeirinha, zona norte de São Paulo. A fiscalização foi feita em 18 de fevereiro por uma equipe de cinco fiscais, após denúncia do Sindicato das Costureiras. Da autuação de R$ 633,67 mil, pouco mais da metade (R$ 394,03 mil) se refere a valores sonegados de FGTS dos 18 trabalhadores -17 bolivianos e um peruano- que não tinham carteira assinada. A Marisa foi notificada para registrá-los e deve fazer a rescisão de contrato de cada um deles no dia 5 de abril. Terá de pagar verbas rescisórias (férias, FGTS, 13º salário), como determina a lei. "É o primeiro caso comprovado de trabalho análogo à escravidão que ocorre em um ambiente urbano. A Marisa tinha conhecimento desse problema e já vinha sendo alertada pelos órgãos públicos desde a CPI do Trabalho Escravo, feita pela Câmara Municipal de São Paulo em 2007", diz Renato Bignami, chefe da Seção de Fiscalização do Trabalho Substituto. Os fiscais estimam que de 8.000 a 10.000 oficinas da Grande SP, que empregam entre 80 mil e 100 mil sul-americanos, também exploram mão de obra de forma irregular. O MTE considera que, apesar de a legislação não ser "explícita" para autuar a rede, há decisões na Justiça que têm indicado que as empresas podem ser responsabilizadas se no processo produtivo ficar constatado o vínculo de emprego com a empresa principal. "A Marisa está sendo responsabilizada diretamente porque a fiscalização identificou que existe uma cadeia produtiva fraudulenta para mascarar as relações de emprego dos bolivianos. Na oficina GSV, foram encontradas blusas com etiquetas da Marisa, notas fiscais [das subcontratadas] e, no dia da fiscalização, constatamos que ela estava trabalhando com exclusividade para a rede", diz. Bignami. Em um relatório de 151 páginas encaminhado à Secretaria de Inspeção do Trabalho, em Brasília, os fiscais pedem que a Marisa seja incluída na chamada "lista suja" do MTE. Essa lista é uma forma de divulgar proprietários rurais e empresas que tenham sido flagrados com empregados em situação análoga à de escravo. Outras redes de varejo que usam o mesmo sistema de terceirização da cadeia produtiva de costura também estão sendo investigadas. "Há indícios de outras situações idênticas à constatada na Marisa nas redes C&A, Renner e Riachuelo", diz Bignami. As três redes, porém, dizem que cumprem a lei.
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Com a economia aquecida todos contratam |
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FOLHA DE S.PAULO - DINHEIRO - SÃO PAULO - 18/03/10 - Pg. B4 |
Saldo de novos empregos formais pelo Caged foi de 209,4 mil vagas em fevereiro Foi o melhor resultado da história para o segundo mês do ano; pela primeira vez, todos os setores contrataram mais do que demitiram Eduardo Rodrigues O ritmo veloz de retomada da atividade econômica no início do ano fez com que o saldo de novos empregos formais no país chegasse em fevereiro a 209.425 vagas, o melhor resultado da história para o segundo mês do ano. Pela primeira vez, todos os setores da economia contrataram mais do que demitiram, e indústria, comércio e serviços também bateram o recorde para o período. Com a necessidade de recompor os estoques a tempo de acompanhar a expansão do consumo interno e o início da recuperação das exportações, a indústria de transformação foi responsável pela abertura de 63.024 novos postos de trabalho com carteira assinada. Mesmo assim, os 290.170 empregos criados no setor desde abril de 2009 ainda estão longe de superar as 501.390 vagas fechadas no auge da crise. "A indústria vai ter o melhor ano da história. Há uma recuperação em toda a cadeia produtiva e as vendas externas começaram a responder, principalmente nas indústrias têxtil e calçadista", afirmou o ministro Carlos Lupi (Trabalho). Em fevereiro houve o segundo maior número de admissões da série do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), com 1,526 milhão de vagas preenchidas. Já o número de demissões ficou em 1,316 milhão no mês. Além da indústria, o setor de serviços também registrou bom desempenho, beneficiado pelo Carnaval e pelas viagens de férias. Somente o segmento de alojamento e alimentação teve saldo de 17.738 postos no mês. Da mesma forma, o comércio absorveu 10.682 novos trabalhadores no período. A disseminação do aumento do emprego na economia também ocorreu geograficamente. Pela primeira vez, todas as regiões do país registraram alta em um mês de fevereiro. Das 27 unidades da Federação, em 13 houve recorde de vagas. Juro pode atrapalhar Na avaliação de Anselmo Luiz dos Santos, professor do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho da Unicamp, o resultado de fevereiro já era esperado diante dos últimos dados de produção industrial e das vendas no varejo. "A economia está retomando o dinamismo de 2008, de antes da crise. A evolução do emprego é compatível com esse crescimento", considera. Para ele, no entanto, o ritmo de crescimento do emprego tende a se acomodar a partir do segundo trimestre, ainda que a taxas elevadas de aumento. Para Lupi, o desempenho inédito no primeiro bimestre, que acumulou a abertura de 390.844 postos de trabalho, deve ser a tendência no ano, cuja meta chega a 2 milhões de novos empregos formais. Segundo o ministro, um eventual aumento nos juros neste ano poderia prejudicar a expansão do emprego no país. "Não vejo risco nenhum de inflação. O único risco que vejo é os juros subirem e atrapalharem o mercado produtivo."
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Governo investiga 164 mil servidores por emprego duplo |
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FOLHA DE S.PAULO - BRASIL - SÃO PAULO - 18/03/10 - Pg. A4 |
Levantamento foi feito a partir de cruzamento de dados da União e de 12 Estados e do DF Regularização pode gerar economia de R$ 1,7 bi; casos não incluem funcionários públicos com acúmulo de cargo autorizados por lei Juliana Sofia O governo federal descobriu indícios de irregularidade na ocupação de cargos por 164 mil servidores que também atuam no funcionalismo público de 12 Estados e do Distrito Federal. As suspeitas surgiram a partir de um levantamento inédito feito com o cruzamento da base de dados da União com os cadastros dos governos locais, e a regularização dos casos pode gerar uma economia de R$ 1,7 bilhão por ano. A Constituição permite que servidores públicos acumulem cargos somente se estiverem enquadrados na carreira jurídica, forem profissionais de saúde ou professores. A regra não vale para os funcionários contratados sob regime de dedicação exclusiva -condição comum entre os professores universitários. A comparação de dados, no entanto, mostrou indícios de acumulações irregulares. Em 53.793 casos, os servidores ocupavam mais de dois cargos. Outros 47.360, embora estivessem em regime de dedicação exclusiva, também respondiam por outra função no serviço público. Também foram encontrados 36.113 servidores que acumulavam cargos fora das situações autorizadas pela Constituição. O levantamento ainda apontou a existência de 17 servidores com cinco vínculos no funcionalismo, outros 252 com quatro cargos e 3.800 funcionários que estavam aposentados por invalidez em um órgão, mas em atividade em outro. Houve também a descoberta de 341 servidores ativos, aposentados e afastados em determinado órgão, que eram instituidores de pensão em outra repartição. Ou seja, já teriam morrido, gerando o benefício de pensão para a família. De acordo com a secretária-adjunta de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Maria do Socorro Mendes, tanto a União quanto os governos locais agora checarão os casos individualmente. Os servidores serão notificados e, se constatada a irregularidade, deverão optar pelo cargo que querem manter. Exoneração Quando isso acontece, o servidor geralmente escolhe permanecer no funcionalismo federal, porque os salários são mais elevados. "Se o servidor não fizer a opção, será demitido de forma unilateral. Além disso, há casos em que, se for comprovada má-fé, haverá devolução de recursos para os cofres públicos", disse Mendes. Ela acrescentou que a checagem deve ser concluída até o final do ano. A secretária-adjunta não soube dizer em quais órgãos federais houve maior incidência de problemas nem em quais Estados da federação se concentram os indícios de irregularidade apontados. O cruzamento de dados entre União e Estados depende da adesão dos governos locais. A expectativa é a de que a divulgação dos primeiros resultados estimule mais Estados a aderir ao compartilhamento de informações. É esperada também a adesão dos municípios e dos Poderes Legislativo e Judiciário das três esferas. O presidente do Consad (Conselho Nacional de Secretários de Estado da Administração), Sérgio Ruy Barbosa, disse que a intenção do cruzamento de dados é formar um cadastro nacional de informações dos servidores públicos. Os 164 mil casos suspeitos foram identificados em um universo de 3,080 milhões de funcionários.
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Serra vai se lançar com defesa do emprego |
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FOLHA DE S.PAULO - BRASIL - SÃO PAULO - 18/03/10 - Pg. A9 |
No dia 10 de abril, governador vai anunciar sua candidatura à Presidência com a promessa de crescimento com estabilidade Tucano anunciou ontem 60.282 vagas em projeto de qualificação profissional e criticou falta de programas nacionais com esse porte Eduardo Knapp/Folha Imagem O governador José Serra participa de evento sobre qualificação profissional em São Paulo Catia Seabra O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), está colhendo subsídios para o discurso de lançamento de sua candidatura à Presidência, programado para 10 de abril. Os dados solicitados a seus colaboradores indicam as linhas do discurso, como o crescimento com estabilidade e a criação de empregos. Serra fez um ensaio ontem, ao chamar o emprego de "o problema social número um" do país. Ao anunciar 60.282 vagas no programa de qualificação profissional -com bolsa-auxílio de R$ 210 mensais por três meses- Serra afirmou que faltam ações como essa. "Se houvesse programas nacionais desse porte, sem dúvida, ajudaria o país como um todo", disse Serra. Ao se referir ao desemprego como um problema social, Serra tornou pública a opinião de que essa é uma área em que o governo federal deixou a desejar. "Não tenho dúvidas, creio que poucos têm, de que o problema social número um do Brasil chama-se emprego." Além de dados como o número de vagas necessárias para a inclusão de jovens no mercado e redução de índices de desemprego, Serra pede a auxiliares informações capazes de sustentar o discurso de que é possível crescer mais, com a ampliação de investimentos. Por exemplo: o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro em comparação ao de outros países. Serra reúne ainda dados sobre o deficit nas transações correntes, já chamado por aliados de "herança maldita de Lula". O lançamento deverá acontecer num hotel em Brasília. Como a data foi definida há dois dias, o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, teve de adiar uma viagem à Itália. Para conquistar a imagem de empreendedor, Serra cumpre uma maratona de inaugurações. Para a estrada Bauru-Marília, o governo espera reunir cem prefeitos no sábado. Ontem, 105 prefeitos participaram de cerimônia para assinatura de convênios, no total de R$ 25 milhões. Na solenidade, no Palácio dos Bandeirantes, o deputado Aldo Demarchi (DEM) pediu apoio para a manutenção de seus mandatos. Já a prefeita Izabel Lorenzetti (PSDB) afirmou que este é o momento de responsabilidade para que se preserve a qualidade do governo. Hoje, Serra lança a Empresa Paulista de Turismo e Eventos. Amanhã, visita três cidades.
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Criação de empregos com carteira assinada tem novo recorde em fevereiro |
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BRASIL ECONÔMICO - BRASIL - SÃO PAULO - 18/03/10 - Pg. 16 |
O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, informou que o saldo líquido de empregos criados com carteira assinada em fevereiro foi de 209.425, o que representa um novo recorde para o mês. O recorde anterior para meses de fevereiro havia sido obtido em 2008, quando foram abertas 204.963 vagas formais. Segundo os dados do Ministério do Trabalho, a criação de vagas de emprego superou as demissões em 390.444 postos.
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Demanda por profissionais de alta gerencia sobe 57% |
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BRASIL ECONÔMICO - EMPRESAS - SÃO PAULO - 18/03/10 - Pg. 25 |
O mercado de trabalho encerrou 2009 com número de vagas de média e alta gerência 57%maior frente ao verificado em 2008, segundo pesquisa da DBM Brasil, consultoria de gestão do capital humano. Os setores que mais demandaram executivos foram os de serviços de informática e eletroeletrônicos. Pela primeira vez educação e meio ambiente estiveram entre as 20 áreas mais demandadas.
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Emprego tem melhor fevereiro da história |
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JORNAL DA TARDE - SEU BOLSO - SÃO PAULO - 18/03/10 - Pg. B6 |
O número de empregos gerados no País em fevereiro fechou com 209.425 novas vagas, o melhor resultado para o mês de toda a série histórica do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), iniciado em 1992. No acumulado do ano, o desempenho do mercado também bateu recorde: o primeiro bimestre acumulou 390.844 vagas, também o melhor índice da história. Na Região Metropolitana de São Paulo, destaque para o setor da indústria com 17.781 novos postos de trabalho abertos no primeiro bimestre, o maior saldo desde 2000. O setor que mais contribuiu para o recorde de fevereiro foi o de serviços, com 85.607 postos – 40,8% do total. De acordo com Anita Kon, professora da PUC-SP e especialista em economia do trabalho e da indústria, o setor de serviços é tradicionalmente o que mais cresce por ser heterogêneo, por exigir todos os níveis de qualificação e não ter a necessidade de grandes investimentos. Sobre o cenário em geral, a especialista aponta que os números mostram a recuperação da economia. Perdemos muitos empregos em 2009, e alguns setores ainda não conseguiram alcançar os níveis anteriores da crise, mas a tendência é de mais crescimento, aposta. O segundo maior empregador foi a indústria, onde a diferença entre admitidos e empregados foi positiva em 63.024. O setor também apresentou uma evolução representativa na Região Metropolitana na comparação dos primeiros bimestres de 2010 e 2009. O saldo passou de -23.193 para 17.781. Segundo André Rebelo, gerente do Departamento de Economia da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), os ramos que mais contribuíram para o resultado foram o de autopeças e máquinas e equipamentos. “O ano começou bem, e esperamos uma expansão de 6,2% dos empregos em todo o Estado”, calcula. Com alta de 3.956% na comparação de fevereiro de 2009 e de 2010, o setor da construção também segue em crescimento. No ano passado, foram contabilizadas 126 vagas, ante 5.111 em 2010 na Região Metropolitana. O diretor de economia do Sindicato da Indústria da Construção do Estado de São Paulo (SindusCon-SP), Eduardo Zaidan, indica que o crescimento no setor atinge todas as áreas, como infraestrutura, edificações e projetos, por exemplo. Os financiamentos estão aumentando, os juros caíram e existe uma estabilidade monetária. Todos esses fatores levam o País a fazer investimentos a longo prazo, que é o caso da construção, diz. Já o saldo de vagas no comércio foi o quarto melhor do mês na região com 4.150 postos de trabalho, 398,7% a mais que no ano passado. Para o presidente do Sindicato dos Comerciários de São Paulo, Ricardo Patah, a notícia é positiva, mas em contrapartida, ainda existe uma grande preocupação com a rotatividade no setor. Para o professor de economia da FAAP, Roberto Macedo, um mosaico de informações contribui para a recuperação da economia brasileira, como inadimplência baixa, oferta de crédito, além dos bons números de empregos.
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Criação de emprego com carteira assinada bate recorde |
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DCI - POLÍTICA - SÃO PAULO - 18/03/10 - Pg. A5 |
O Brasil registrou em fevereiro saldo positivo de 209.425 empregos com carteira de trabalho assinada pelo empregador: é o melhor resultado de meses de fevereiro da série histórica do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), iniciada em 1992. O número de contratações foi de 1.526.321 e o de demissões, de 1.316.896. Na comparação com janeiro, quando foi registrado saldo de 181.419 novos empregos, houve crescimento de 0,63%. Os números foram divulgados ontem pelo ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi. Segundo o ministro, em março haverá novo recorde de contratações. Os setores de serviços, da indústria de transformação e da construção civil foram os principais responsáveis pelo saldo positivo de contratações no mês de fevereiro. "A recuperação da economia contribuiu para o resultado", diz Lupi. O Brasil registrou em fevereiro saldo positivo de 209 mil empregos. Esse é o melhor resultado da série histórica do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, desde 1992.
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