ABRH
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Trabalho terceirizado é desafio para profissional de RH |
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UOL - WEB - 16/03/10 |
A terceirização da força de trabalho é prática cada vez mais comum nas grandes empresas. Entretanto, a medida também é um desafio para os profissionais de RH (Recursos Humanos).
Isso porque, conforme informações da ABRH – Nacional (Associação Brasileira de Recursos Humanos), a falta de uma regulamentação para a atividade faz com que empresas e sindicatos tenham opiniões divergentes em vários aspectos, o que causa muitos problemas para os profissionais de recursos humanos das empresas.
“No Brasil, as áreas de Recursos Humanos das empresas enfrentam um problema que é a falta de uma regulamentação clara para a terceirização de pessoal, o que torna a atividade algo sujeito a questionamentos o tempo todo, gerando um clima de insegurança e incerteza que prejudica tanto empresas quanto empregados”, informa o presidente do Conselho Deliberativo da Associação, Cássio Cury Mattos.
Um exemplo disso, segundo o diretor de Relações do Trabalho da ABRH-Nacional, Magnus Ribas Apostólico, é um projeto de lei enviado pelo ministério do Trabalho à Casa Civil, que prevê que o empregado terceirizado receba, na forma de abono, a mesma remuneração e benefícios fixados no acordo coletivo da empresa que está contratando o serviço. "Na prática, essa determinação acaba com a terceirização no Brasil e deve promover tanto a precarização do trabalho como o aumento da informalidade”, diz Apostólico.
Direitos dos terceirizados
Atualmente, de acordo com informações da Assertem, sindicato do setor, os encargos sociais de um trabalhador terceirizado são idênticos ao de um contrato formal de trabalho, sendo que benefícios como plano de saúde ou odontológico, que não estão previstos na CLT, são opcionais. Se a empresa contratante fornece esses benefícios para seus funcionários diretos, ela pode optar ou não por conceder aos terceirizados também.
Os terceirizados têm direito ao FGTS, INSS, décimo terceiro, férias, descanso semanal remunerado e aos reajustes de salário acertados pelo sindicato de cada categoria. A responsabilidade pelo funcionário deve ser da empresa terceirizada.
Entretanto, se a empresa prestadora de serviços, que contrata e registra os trabalhadores terceirizados, não paga os direitos trabalhistas, a empresa contratante responde na justiça do trabalho e tem de pagar todos os encargos.
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Trabalho terceirizado é desafio para profissional de RH |
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INFO MONEY - WEB - 16/03/10 |
A terceirização da força de trabalho é prática cada vez mais comum nas grandes empresas. Entretanto, a medida também é um desafio para os profissionais de RH (Recursos Humanos).
Isso porque, conforme informações da ABRH – Nacional (Associação Brasileira de Recursos Humanos), a falta de uma regulamentação para a atividade faz com que empresas e sindicatos tenham opiniões divergentes em vários aspectos, o que causa muitos problemas para os profissionais de recursos humanos das empresas.
“No Brasil, as áreas de Recursos Humanos das empresas enfrentam um problema que é a falta de uma regulamentação clara para a terceirização de pessoal, o que torna a atividade algo sujeito a questionamentos o tempo todo, gerando um clima de insegurança e incerteza que prejudica tanto empresas quanto empregados”, informa o presidente do Conselho Deliberativo da Associação, Cássio Cury Mattos.
Um exemplo disso, segundo o diretor de Relações do Trabalho da ABRH-Nacional, Magnus Ribas Apostólico, é um projeto de lei enviado pelo ministério do Trabalho à Casa Civil, que prevê que o empregado terceirizado receba, na forma de abono, a mesma remuneração e benefícios fixados no acordo coletivo da empresa que está contratando o serviço. "Na prática, essa determinação acaba com a terceirização no Brasil e deve promover tanto a precarização do trabalho como o aumento da informalidade”, diz Apostólico.
Direitos dos terceirizados
Atualmente, de acordo com informações da Assertem, sindicato do setor, os encargos sociais de um trabalhador terceirizado são idênticos ao de um contrato formal de trabalho, sendo que benefícios como plano de saúde ou odontológico, que não estão previstos na CLT, são opcionais. Se a empresa contratante fornece esses benefícios para seus funcionários diretos, ela pode optar ou não por conceder aos terceirizados também.
Os terceirizados têm direito ao FGTS, INSS, décimo terceiro, férias, descanso semanal remunerado e aos reajustes de salário acertados pelo sindicato de cada categoria. A responsabilidade pelo funcionário deve ser da empresa terceirizada.
Entretanto, se a empresa prestadora de serviços, que contrata e registra os trabalhadores terceirizados, não paga os direitos trabalhistas, a empresa contratante responde na justiça do trabalho e tem de pagar todos os encargos.
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Sucesso na carreira: Veja a maneira correta de pleitear vaga em uma empresa |
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O DIA - RJ - WEB - 16/03/10 |
Se você está em busca de uma vaga e deseja enviar um currículo para uma determinada empresa, é bom conhecer um pouco da organização para pleitear a vaga de maneira correta. Leia as dicas abaixo.
PERGUNTA E RESPOSTA
Quero saber o que é melhor: deixar currículo na empresa, enviar um e-mail para o RH da companhia ou apenas me cadastrar no site? Ou eu devo fazer os três? >>Sandro Henrique, por e-mail
A melhor opção é se inscrever no site da empresa, já que a maioria delas forma o seu próprio banco de dados. O RH passa a se servir desse cadastro.
É sempre bom lembrar que, no caso de anexar currículo, não esquecer que deve ser de uma página e com informações que interessam aos perfis daquelas empresas às quais se candidata.
Por isso é importante, antes de enviar o currículo ou fazer o seu cadastro, conhecer o negócio da empresa e seus principais desafios. Essas informações estão nos sites das organizações.
Estou em busca de um novo emprego e queria saber se informática é essencial no currículo e qual curso é mais exigido. >>Helena Santos, por e-mail
A informática é parte integrante de todas as profissões e as empresas são muito exigentes com relação a este requisito. Sugiro buscar um curso de informática nas ferramentas mais básicas do Windows, como Word e Excel. Lembro ainda sobre a importância de saber manusear o e-mail que está na ferramenta do Outlook.
Leila Nascimento é presidente ABRH-RJ e do Instituto Capacitare
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Ponto eletrônico |
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JORNAL DE LONDRINA - WEB - 15/03/10 |
Será realizada em Londrina na próxima quinta uma palestra sobre as principais mudanças no registro eletrônico de ponto e na utilização do Sistema de Registro Eletrônico de Ponto (SREP) nas empresas. Profissionais da área de Recursos Humanos são convidados a participar do evento. A palestra sobre a portaria 1510/2009 será no Auditório do Consórcio União, na Av. Higienópolis, 2.400; tem início previsto para as 19h30 e término às 22 horas. A promoção é da ABRH/Regional Norte do Paraná. Inscrições pelo site www.abrhnortepr.com.br. Vagas limitadas.
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Gestão de pessoas |
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JORNAL DO COMÉRCIO - AGENDE-SE - PORTO ALEGRE - 08/03/10 - Pg. 02 |
Estão abertas as inscrições para a pós-graduação em Gestão Estratégica de Pessoas, oferecida pela Esade em parceria com a Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-RS). O curso é voltado a profissionais com mais de três anos de atuação em Recursos Humanos e tem como objetivo capacitar para o aumento da competitividade do negócio e para a satisfação pessoal e profissional do grupo gerenciado. As aulas começam em abril, com encontros quinzenais aos sábados - das 9h às 13h e das 14h às 17h - na Unidade Cidade Baixa (rua Luiz Afonso, 84). Informações e inscrições em www.esade.com.br ou pelo telefone (51) 3251-1111.
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Uma nova e tranqüila rotina de trabalho |
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JORNAL DO COMÉRCIO - EMPRESA - PORTO ALEGRE - 08/03/10 - Pg. 08 e 09 |
Luciane Costa, especial para o JC
Vítor e Adriana não abrem mão de almoçar juntos e com calma. Foto: Fredy Vieira/JC
Os restaurantes de fast food surgiram para se adequar à correria das grandes cidades, oferecendo alimentos produzidos em série e que são preparados, servidos e ingeridos rapidamente. Essa cultura, seguida pela maioria dos trabalhadores na hora das refeições, começa a ganhar novos contornos. Muita gente come mal e rápido para voltar logo ao trabalho achando que vai produzir mais. Apenas em alguns países da Europa, como na Espanha, o capitalismo ainda não conseguiu romper hábitos como o de almoçar em casa e fazer a sesta para resgatar energias, relata o diretor de qualidade de vida da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-RS), Nelson Bittencourt.
Foi justamente na Europa, em uma cidade do norte da Itália, que uma sociedade ecogastronômica liderada por Carlo Petrini fundou um movimento chamado slow down. Criado no final dos anos 1980, ele defendia inicialmente o prazer gastronômico, a boa comida e o ritmo mais lento. Mais tarde, as ações chegaram à qualidade de vida - que inclui também o tempo despendido no trabalho - e à preservação do planeta. O manual do movimento defende a utilização de recursos regionais, uma nova relação com o alimento e a busca por um modo de viver melhor. A partir disso, foi criado o conceito de alimento bom, limpo e justo, que se opõe à padronização da vida agitada, apostando na agricultura e na culinária baseada na sabedoria das comunidades locais.
A rede vem crescendo pelo mundo, com mais de 80 mil membros em 122 países. Em Porto Alegre, restaurantes como o Del Barbiere se adaptam ao conceito do slow food e conquistam clientes. O estabelecimento foi criado no estilo cozinha de autor e o proprietário, o chef Marcelo Shambeck, planeja a cada mês um cardápio que leva em conta a sazonalidade e utiliza ingredientes de feiras de bairros e de bancas do Mercado Público. O preparo das refeições, apesar de não seguir o movimento à risca devido ao alto custo, tem toque regional e prioriza a qualidade e a saúde.
No segundo semestre do último ano, o Del Barbiere passou a oferecer também nos últimos sábados de cada mês um almoço que segue rigorosamente as características do slow down, com a chef convidada Michelle Leão. Para experimentar, só com reservas, e elas costumam acabar rápido: é o almoço mais concorrido do restaurante. Não acho que falte um restaurante do movimento em Porto Alegre, porque a cidade está começando a crescer gastronomicamente, mas vejo aí uma boa oportunidade, diz Shambeck.
O movimento pela desaceleração não fica restrito à alimentação. Aos poucos, as empresas começam a investir em um ritmo mais tranquilo de trabalho, no qual os colaboradores possuem mais tempo para executar as tarefas. O slow food abriu caminhos para o slow down, no qual o foco não está na produtividade, mas na qualidade do produto entregue ao cliente. A pessoa chega no trabalho e tem uma caixa de e-mails lotada e uma série de coisas a fazer. Ela vai estabelecendo prioridades para a realização das tarefas e nem sempre consegue dar conta de todas, analisa Bittencourt.
Esta não é, entretanto, uma cultura fácil de ser aplicada. A ansiedade da chamada geração Y - nascidos entre 1978 e 1990 - quer chegar a cargos de gerência rapidamente e não se acostuma facilmente à demora dos processos. Fora do ambiente de trabalho a velocidade dos acontecimentos e das relações é muito rápida, a quantidade é o que importa. As pessoas estão acostumadas a entregar mais do que o demandado e isso cria um ciclo em que o cliente exige cada vez mais e o trabalho fica cada vez pior, afirma Bittencourt.
Um estudo sobre o perfil de consumo da geração Y, realizado em 2009 pela empresa especializada Bridge Research com uma amostra de 672 pessoas em Porto Alegre, São Paulo e Rio de Janeiro, revelou como ela encara a vida profissional: trabalho é sinônimo de dinheiro e estabilidade financeira. O mais importante é sentir-se ativo, e ser bem-sucedido é uma meta a ser alcançada rapidamente. Ao mesmo tempo, entre os desejos profissionais estão fazer o que se gosta, ter prazer no trabalho, fazer parte da sociedade e ter benefícios. Na hora do lazer, as prioridades são a internet e as atividades relacionadas ao culto à estética e à saúde.
O interesse na cultura do slow down, entretanto, ainda é bastante tímido. De acordo com Bittencourt, em tempos de individualismo, hedonismo, ansiedade e consumo, as empresas devem buscar conhecer as pessoas e a melhor forma de desenvolver seus potenciais. Assim, tanto empregadores quanto empregados devem colaborar e estar comprometidos para que se consiga aliar qualidade de serviços e produtividade à satisfação e qualidade de vida.
Funcionários ganham refeitório com cara de restaurante
As empresas já perceberam que vale a pena investir em refeições bem preparadas para seus colaboradores. Os antigos refeitórios com pouca variação de cardápio e alimentos de elaboração simples perdem espaço para restaurantes temáticos e criados a partir das preferências dos funcionários. No lugar do bandejão e do ambiente industrial, louças, decoração colorida, cozinha à vista e espaço de convivência.
A Puras, que administra mais de mil restaurantes empresariais no Brasil, investe em conceitos como bem-estar e qualidade de vida. Para manter a variação do cardápio elaborado por nutricionistas, foi criado um sistema para gerenciá-los em todo o Brasil, se adequando às especificidades regionais e sazonais. São 63 dias de refeições, que são renovadas a cada ciclo, levando em conta pesquisas de satisfação. Em um restaurante comercial, quem gira é o cliente. Já no empresarial os consumidores são os mesmos todos os dias, o que tem que girar é o cardápio, explica a diretora corporativa Rosângela Albertoni.
Segundo ela, na hora da contratação dos serviços, as empresas estão percebendo que a tecnologia está ao alcance de todos, o diferencial está nas pessoas e é nelas que se deve investir. Empresas estão tendo mais respeito por seus funcionários, investindo na saúde deles, pois isso também reflete no atendimento às metas da empresa, principalmente pela diminuição de faltas por motivo de doença.
Em Caxias do Sul, na unidade da Brinox, fabricante de talheres e utensílios de cozinha, a alimentação dos funcionários também é levada a sério. Desde 2003, o refeitório, que serve a 300 pessoas em dois turnos, possui três diferentes cardápios, que podem ser escolhidos no dia anterior: tradicional, lanche e light. A nutricionista Jaqueline Dalla Corte explica que, para manter a satisfação da equipe, a cada seis meses são feitas pesquisas para avaliar a qualidade do ambiente e da alimentação.
Refeições mais demoradas começam a conquistar adeptos
Apesar do ritmo intenso do trabalho, a administradora e o representante comercial Adriana e Vítor Hugo Belardinelli têm como uma de suas prioridades almoçar junto com as filhas. As refeições acontecem normalmente em casa, mas pelo menos a cada 15 dias eles saem para comer em restaurantes. Na hora de escolher o lugar, as praças de alimentação ficam em segundo plano. A vida é tão agitada que procuramos ir a um lugar semelhante à nossa casa, em que a gente possa fugir para conversar sem gritar, sem ouvir a conversa do vizinho do lado e sem ter que dividir o almoço, defende Adriana.
O Outback é um dos restaurantes frequentados pelo casal nesses momentos. A preferência é pelo atendimento, pela qualidade dos pratos e pelo ambiente tranquilo. O proprietário do restaurante em Porto Alegre, Naldo Barbosa, diz que o foco da cadeia, que possui temática australiana, sempre foi familiar. Quando inaugurado na Capital gaúcha, o estabelecimento também tinha esse propósito, mesmo funcionando apenas à noite. Com o tempo, o público pediu para que o restaurante abrisse também ao meio-dia, sem o mesmo agito da noite.
Apesar de ser localizado em um shopping, seus frequentadores não são os mesmos que buscam os lanches rápidos. Aqui o cliente abre mão do preço, não come rápido, não quer nada pré-pronto e espera que o alimento seja fresco e preparado especialmente, comenta. Por isso, o dia começa às 7h, com a chegada de verduras, frutas e legumes e o preparo das receitas. A qualidade do ambiente e do atendimento pode ser percebida no tempo de permanência dos clientes, que é em média de 45 minutos. A marca do restaurante é a hospitalidade, não há por que o cliente ir embora correndo, afirma o proprietário.
Corrida para diminuir o ritmo
Correr a Maratona de Revezamento de Porto Alegre em maio: esse foi o desafio conjunto traçado por nove gerentes do Hotel Sheraton. A ideia surgiu em um encontro da equipe, o chamado team bulding, quando foram realizadas atividades como arborismo e rappel. Percebemos que alguns tiveram dificuldade e decidimos dar continuidade a algo que tivesse resultado para o bom relacionamento e a saúde do grupo, conta o gerente-geral, Hernan Binaghi.
Desde dezembro eles treinam juntos duas vezes por semana no Parcão, em Porto Alegre, com instrução de profissionais de uma academia especializada em corridas e maratonas. Os gerentes também são acompanhados por uma nutricionista, o que já trouxe mudanças significativas. Binaghi, por exemplo, emagreceu seis quilos em um mês.
Os bons resultados, porém, não são apenas físicos. Os gerentes ganham saúde e fortalecem suas relações a cada treinamento. No meu caso, tive uma motivação bastante pessoal, mas isso tem se refletido na equipe, pois cria um vínculo fora do trabalho, nos fazendo sentir mais à vontade uns com os outros. Temos o mesmo objetivo e buscamos soluções juntos, explica a gerente de Recursos Humanos, Daniela Lontra.
O treinamento dos executivos tem servido de incentivo para os demais colaboradores do hotel, que já participam de outras atividades visando à qualidade de vida, como palestras informativas e motivacionais e acompanhamento alimentar. A intenção agora é levar os grupos de corrida a outros setores, buscando o fortalecimento das equipes assim como aconteceu com o grupo de gerentes. O treinamento virou tema das nossas conversas do dia a dia, melhorou nossa comunicação e interação. Estamos muito motivados, mas o que importa não é ganhar, é cruzarmos a linha de chegada juntos, afirma Binaghi.
Ambiente corporativo também é lugar para a prática de exercícios
Inserir o exercício físico no local de trabalho, mesmo que sejam apenas alguns minutos de alongamento, não é tarefa fácil. A consultora de qualidade de vida Carla Lubisco trabalha com ginástica laboral há 15 anos e explica que o incentivo a esse tipo de atividade depende de dois fatores principais: a tendência mundial para questões relacionadas à qualidade de vida e o conhecimento dos responsáveis pela gestão de pessoas nas empresas sobre o assunto.
O momento favorável ao bem-estar, com a tendência mundial de valorização da saúde e do exercício físico, tem sido um aliado. As empresas vão assimilando esses valores e buscando introduzir práticas nesse sentido. Apesar de esse processo ocorrer lentamente, ele abre oportunidade para outras ações e para a sensibilização sobre a necessidade de mantê-lo.
É preciso pensar nisso com um benefício, um investimento, defende Carla, que lançará em abril o livro Gestão da Qualidade de Vida - Como Viver Mais e Melhor. Com a ginástica laboral, há uma potencialização dos resultados, afirma a consultora, com aumento da produtividade, diminuição dos casos de licença médica e maior entrosamento da equipe.
Para começar com a prática de exercícios no ambiente de trabalho é preciso planejamento. Primeiro é feita uma avaliação de questões como carga horária, tipo de trabalho e posição em que ele é executado. A próxima etapa é pensar no tipo de atividade que será feita durante uma pausa de 10 a 15 minutos, seja ela de fortalecimento, relaxamento ou alongamento.
Em reflexo dos hábitos do mundo agitado, muitas pessoas têm um certo constrangimento em participar da ginástica laboral. Para mudar isso, fazemos palestras e contamos com ajuda daqueles que participam das aulas e proliferam a ideia de que é bom, explica Carla. A ideia é também desencadear um comportamento de hábitos mais saudáveis, como o aumento no consumo de água, o cuidado com o sono e a prática de exercícios nos horários livres.
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Uma nova e tranqüila rotina de trabalho |
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JORNAL DO COMÉRCIO - EMPRESA - PORTO ALEGRE - 08/03/10 - Pg. 08 e 09 |
Luciane Costa, especial para o JC
Vítor e Adriana não abrem mão de almoçar juntos e com calma. Foto: Fredy Vieira/JC
Os restaurantes de fast food surgiram para se adequar à correria das grandes cidades, oferecendo alimentos produzidos em série e que são preparados, servidos e ingeridos rapidamente. Essa cultura, seguida pela maioria dos trabalhadores na hora das refeições, começa a ganhar novos contornos. Muita gente come mal e rápido para voltar logo ao trabalho achando que vai produzir mais. Apenas em alguns países da Europa, como na Espanha, o capitalismo ainda não conseguiu romper hábitos como o de almoçar em casa e fazer a sesta para resgatar energias, relata o diretor de qualidade de vida da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-RS), Nelson Bittencourt.
Foi justamente na Europa, em uma cidade do norte da Itália, que uma sociedade ecogastronômica liderada por Carlo Petrini fundou um movimento chamado slow down. Criado no final dos anos 1980, ele defendia inicialmente o prazer gastronômico, a boa comida e o ritmo mais lento. Mais tarde, as ações chegaram à qualidade de vida - que inclui também o tempo despendido no trabalho - e à preservação do planeta. O manual do movimento defende a utilização de recursos regionais, uma nova relação com o alimento e a busca por um modo de viver melhor. A partir disso, foi criado o conceito de alimento bom, limpo e justo, que se opõe à padronização da vida agitada, apostando na agricultura e na culinária baseada na sabedoria das comunidades locais.
A rede vem crescendo pelo mundo, com mais de 80 mil membros em 122 países. Em Porto Alegre, restaurantes como o Del Barbiere se adaptam ao conceito do slow food e conquistam clientes. O estabelecimento foi criado no estilo cozinha de autor e o proprietário, o chef Marcelo Shambeck, planeja a cada mês um cardápio que leva em conta a sazonalidade e utiliza ingredientes de feiras de bairros e de bancas do Mercado Público. O preparo das refeições, apesar de não seguir o movimento à risca devido ao alto custo, tem toque regional e prioriza a qualidade e a saúde.
No segundo semestre do último ano, o Del Barbiere passou a oferecer também nos últimos sábados de cada mês um almoço que segue rigorosamente as características do slow down, com a chef convidada Michelle Leão. Para experimentar, só com reservas, e elas costumam acabar rápido: é o almoço mais concorrido do restaurante. Não acho que falte um restaurante do movimento em Porto Alegre, porque a cidade está começando a crescer gastronomicamente, mas vejo aí uma boa oportunidade, diz Shambeck.
O movimento pela desaceleração não fica restrito à alimentação. Aos poucos, as empresas começam a investir em um ritmo mais tranquilo de trabalho, no qual os colaboradores possuem mais tempo para executar as tarefas. O slow food abriu caminhos para o slow down, no qual o foco não está na produtividade, mas na qualidade do produto entregue ao cliente. A pessoa chega no trabalho e tem uma caixa de e-mails lotada e uma série de coisas a fazer. Ela vai estabelecendo prioridades para a realização das tarefas e nem sempre consegue dar conta de todas, analisa Bittencourt.
Esta não é, entretanto, uma cultura fácil de ser aplicada. A ansiedade da chamada geração Y - nascidos entre 1978 e 1990 - quer chegar a cargos de gerência rapidamente e não se acostuma facilmente à demora dos processos. Fora do ambiente de trabalho a velocidade dos acontecimentos e das relações é muito rápida, a quantidade é o que importa. As pessoas estão acostumadas a entregar mais do que o demandado e isso cria um ciclo em que o cliente exige cada vez mais e o trabalho fica cada vez pior, afirma Bittencourt.
Um estudo sobre o perfil de consumo da geração Y, realizado em 2009 pela empresa especializada Bridge Research com uma amostra de 672 pessoas em Porto Alegre, São Paulo e Rio de Janeiro, revelou como ela encara a vida profissional: trabalho é sinônimo de dinheiro e estabilidade financeira. O mais importante é sentir-se ativo, e ser bem-sucedido é uma meta a ser alcançada rapidamente. Ao mesmo tempo, entre os desejos profissionais estão fazer o que se gosta, ter prazer no trabalho, fazer parte da sociedade e ter benefícios. Na hora do lazer, as prioridades são a internet e as atividades relacionadas ao culto à estética e à saúde.
O interesse na cultura do slow down, entretanto, ainda é bastante tímido. De acordo com Bittencourt, em tempos de individualismo, hedonismo, ansiedade e consumo, as empresas devem buscar conhecer as pessoas e a melhor forma de desenvolver seus potenciais. Assim, tanto empregadores quanto empregados devem colaborar e estar comprometidos para que se consiga aliar qualidade de serviços e produtividade à satisfação e qualidade de vida.
Funcionários ganham refeitório com cara de restaurante
As empresas já perceberam que vale a pena investir em refeições bem preparadas para seus colaboradores. Os antigos refeitórios com pouca variação de cardápio e alimentos de elaboração simples perdem espaço para restaurantes temáticos e criados a partir das preferências dos funcionários. No lugar do bandejão e do ambiente industrial, louças, decoração colorida, cozinha à vista e espaço de convivência.
A Puras, que administra mais de mil restaurantes empresariais no Brasil, investe em conceitos como bem-estar e qualidade de vida. Para manter a variação do cardápio elaborado por nutricionistas, foi criado um sistema para gerenciá-los em todo o Brasil, se adequando às especificidades regionais e sazonais. São 63 dias de refeições, que são renovadas a cada ciclo, levando em conta pesquisas de satisfação. Em um restaurante comercial, quem gira é o cliente. Já no empresarial os consumidores são os mesmos todos os dias, o que tem que girar é o cardápio, explica a diretora corporativa Rosângela Albertoni.
Segundo ela, na hora da contratação dos serviços, as empresas estão percebendo que a tecnologia está ao alcance de todos, o diferencial está nas pessoas e é nelas que se deve investir. Empresas estão tendo mais respeito por seus funcionários, investindo na saúde deles, pois isso também reflete no atendimento às metas da empresa, principalmente pela diminuição de faltas por motivo de doença.
Em Caxias do Sul, na unidade da Brinox, fabricante de talheres e utensílios de cozinha, a alimentação dos funcionários também é levada a sério. Desde 2003, o refeitório, que serve a 300 pessoas em dois turnos, possui três diferentes cardápios, que podem ser escolhidos no dia anterior: tradicional, lanche e light. A nutricionista Jaqueline Dalla Corte explica que, para manter a satisfação da equipe, a cada seis meses são feitas pesquisas para avaliar a qualidade do ambiente e da alimentação.
Refeições mais demoradas começam a conquistar adeptos
Apesar do ritmo intenso do trabalho, a administradora e o representante comercial Adriana e Vítor Hugo Belardinelli têm como uma de suas prioridades almoçar junto com as filhas. As refeições acontecem normalmente em casa, mas pelo menos a cada 15 dias eles saem para comer em restaurantes. Na hora de escolher o lugar, as praças de alimentação ficam em segundo plano. A vida é tão agitada que procuramos ir a um lugar semelhante à nossa casa, em que a gente possa fugir para conversar sem gritar, sem ouvir a conversa do vizinho do lado e sem ter que dividir o almoço, defende Adriana.
O Outback é um dos restaurantes frequentados pelo casal nesses momentos. A preferência é pelo atendimento, pela qualidade dos pratos e pelo ambiente tranquilo. O proprietário do restaurante em Porto Alegre, Naldo Barbosa, diz que o foco da cadeia, que possui temática australiana, sempre foi familiar. Quando inaugurado na Capital gaúcha, o estabelecimento também tinha esse propósito, mesmo funcionando apenas à noite. Com o tempo, o público pediu para que o restaurante abrisse também ao meio-dia, sem o mesmo agito da noite.
Apesar de ser localizado em um shopping, seus frequentadores não são os mesmos que buscam os lanches rápidos. Aqui o cliente abre mão do preço, não come rápido, não quer nada pré-pronto e espera que o alimento seja fresco e preparado especialmente, comenta. Por isso, o dia começa às 7h, com a chegada de verduras, frutas e legumes e o preparo das receitas. A qualidade do ambiente e do atendimento pode ser percebida no tempo de permanência dos clientes, que é em média de 45 minutos. A marca do restaurante é a hospitalidade, não há por que o cliente ir embora correndo, afirma o proprietário.
Corrida para diminuir o ritmo
Correr a Maratona de Revezamento de Porto Alegre em maio: esse foi o desafio conjunto traçado por nove gerentes do Hotel Sheraton. A ideia surgiu em um encontro da equipe, o chamado team bulding, quando foram realizadas atividades como arborismo e rappel. Percebemos que alguns tiveram dificuldade e decidimos dar continuidade a algo que tivesse resultado para o bom relacionamento e a saúde do grupo, conta o gerente-geral, Hernan Binaghi.
Desde dezembro eles treinam juntos duas vezes por semana no Parcão, em Porto Alegre, com instrução de profissionais de uma academia especializada em corridas e maratonas. Os gerentes também são acompanhados por uma nutricionista, o que já trouxe mudanças significativas. Binaghi, por exemplo, emagreceu seis quilos em um mês.
Os bons resultados, porém, não são apenas físicos. Os gerentes ganham saúde e fortalecem suas relações a cada treinamento. No meu caso, tive uma motivação bastante pessoal, mas isso tem se refletido na equipe, pois cria um vínculo fora do trabalho, nos fazendo sentir mais à vontade uns com os outros. Temos o mesmo objetivo e buscamos soluções juntos, explica a gerente de Recursos Humanos, Daniela Lontra.
O treinamento dos executivos tem servido de incentivo para os demais colaboradores do hotel, que já participam de outras atividades visando à qualidade de vida, como palestras informativas e motivacionais e acompanhamento alimentar. A intenção agora é levar os grupos de corrida a outros setores, buscando o fortalecimento das equipes assim como aconteceu com o grupo de gerentes. O treinamento virou tema das nossas conversas do dia a dia, melhorou nossa comunicação e interação. Estamos muito motivados, mas o que importa não é ganhar, é cruzarmos a linha de chegada juntos, afirma Binaghi.
Ambiente corporativo também é lugar para a prática de exercícios
Inserir o exercício físico no local de trabalho, mesmo que sejam apenas alguns minutos de alongamento, não é tarefa fácil. A consultora de qualidade de vida Carla Lubisco trabalha com ginástica laboral há 15 anos e explica que o incentivo a esse tipo de atividade depende de dois fatores principais: a tendência mundial para questões relacionadas à qualidade de vida e o conhecimento dos responsáveis pela gestão de pessoas nas empresas sobre o assunto.
O momento favorável ao bem-estar, com a tendência mundial de valorização da saúde e do exercício físico, tem sido um aliado. As empresas vão assimilando esses valores e buscando introduzir práticas nesse sentido. Apesar de esse processo ocorrer lentamente, ele abre oportunidade para outras ações e para a sensibilização sobre a necessidade de mantê-lo.
É preciso pensar nisso com um benefício, um investimento, defende Carla, que lançará em abril o livro Gestão da Qualidade de Vida - Como Viver Mais e Melhor. Com a ginástica laboral, há uma potencialização dos resultados, afirma a consultora, com aumento da produtividade, diminuição dos casos de licença médica e maior entrosamento da equipe.
Para começar com a prática de exercícios no ambiente de trabalho é preciso planejamento. Primeiro é feita uma avaliação de questões como carga horária, tipo de trabalho e posição em que ele é executado. A próxima etapa é pensar no tipo de atividade que será feita durante uma pausa de 10 a 15 minutos, seja ela de fortalecimento, relaxamento ou alongamento.
Em reflexo dos hábitos do mundo agitado, muitas pessoas têm um certo constrangimento em participar da ginástica laboral. Para mudar isso, fazemos palestras e contamos com ajuda daqueles que participam das aulas e proliferam a idéia de que é bom, explica Carla. A ideia é também desencadear um comportamento de hábitos mais saudáveis, como o aumento no consumo de água, o cuidado com o sono e a prática de exercícios nos horários livres.
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Inovação e criatividade são alguns dos diferenciais exigidos pelas organizações |
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UOL - WEB - 15/03/10 |
A mudança da sociedade, especialmente após a crise econômica internacional, que, por sua vez, deixou milhares de pessoas desempregadas; está exigindo novas aptidões dos trabalhadores, além de um novo olhar sobre as empresas.
Habilidades como inovação e criatividade são muito bem vistas nesta nova ordem mundial. Por outro lado, na opinião do coordenador do Conarh (Comitê de Criação do Congresso Nacional sobre Gestão de Pessoas), Luiz Augusto Costa Leite, será necessário aprender a construir ambientes que estimulem a imaginação e o talento das pessoas.
“Vivemos em um momento em que novos formatos e conteúdos se apresentam à sociedade, como as redes, conexões e as competências exigidas para esses novos cenários de interação social e econômica cada vez mais dinâmicos. A superação da crise vai exigir um novo olhar sobre o universo das empresas, suas relações internas e externas, assim como seus objetivos mercadológicos e sociais”, diz ele.
Educação e melhoria nos sistemas
No sentido de ajudar a construir ambientes que estimulem a imaginação e o talento das pessoas, a presidente da ABRH - Nacional (Associação Brasileira de Recursos Humanos), Leyla Nascimento, aposta na educação.
“Nesse sentido, educação é tudo, pois qualifica as pessoas nas empresas a repensarem suas ações de modo criativo e inovador, diferenciado, ajudando no processo de construção de empresas mais sólidas, ancoradas principalmente em seu capital humano”, diz ela.
Já o diretor de educação da entidade, Luiz Edmundo Prestes Rosa, acredita que a melhoria nos sistemas de gestão e comunicação, as novas tecnologias e as redes sociais irão revolucionar o trabalho de recursos humanos.
“Teremos de ser pragmáticos e conquistar o engajamento das pessoas com propostas ousadas e atraentes”, argumenta Prestes Rosa.
CONARH
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Inovação e criatividade são alguns dos diferenciais exigidos pelas organizações |
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MSN NOTICIAS - WEB - 15/03/10 |
A mudança da sociedade, especialmente após a crise econômica internacional, que, por sua vez, deixou milhares de pessoas desempregadas; está exigindo novas aptidões dos trabalhadores, além de um novo olhar sobre as empresas.
Habilidades como inovação e criatividade são muito bem vistas nesta nova ordem mundial. Por outro lado, na opinião do coordenador do Conarh (Comitê de Criação do Congresso Nacional sobre Gestão de Pessoas), Luiz Augusto Costa Leite, será necessário aprender a construir ambientes que estimulem a imaginação e o talento das pessoas.
“Vivemos em um momento em que novos formatos e conteúdos se apresentam à sociedade, como as redes, conexões e as competências exigidas para esses novos cenários de interação social e econômica cada vez mais dinâmicos. A superação da crise vai exigir um novo olhar sobre o universo das empresas, suas relações internas e externas, assim como seus objetivos mercadológicos e sociais”, diz ele.
Educação e melhoria nos sistemas
No sentido de ajudar a construir ambientes que estimulem a imaginação e o talento das pessoas, a presidente da ABRH - Nacional (Associação Brasileira de Recursos Humanos), Leyla Nascimento, aposta na educação.
“Nesse sentido, educação é tudo, pois qualifica as pessoas nas empresas a repensarem suas ações de modo criativo e inovador, diferenciado, ajudando no processo de construção de empresas mais sólidas, ancoradas principalmente em seu capital humano”, diz ela.
Já o diretor de educação da entidade, Luiz Edmundo Prestes Rosa, acredita que a melhoria nos sistemas de gestão e comunicação, as novas tecnologias e as redes sociais irão revolucionar o trabalho de recursos humanos.
“Teremos de ser pragmáticos e conquistar o engajamento das pessoas com propostas ousadas e atraentes”, argumenta Prestes Rosa.
RH/Gestão de pessoas
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Contratar terceirizado já não é unanimidade |
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CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA - 14/03/10 |
Empresas absorvem mão de obra avulsa e apontam uma nova tendência no mercado. Sindicatos dizem que o fenômeno ainda é discreto.
Opção barata no gerenciamento de recursos humanos, a terceirização não é mais unanimidade. Embora empresas e governos ainda utilizem a ferramenta em larga escala, em alguns segmentos recrutar mão de obra avulsa é coisa do passado. O fenômeno, advertem os especialistas, é tímido e localizado, mas indica uma mudança de postura significativa de parte dos empregadores. Sindicatos cobram agora a regulamentação de novas leis para acabar de vez com os abusos. Recentemente, a Vivo decidiu incorporar ao quadro próprio todos os atendentes terceirizados das lojas. Foram efetivados 2,1 mil trabalhadores em 131 postos de atendimento localizados em 16 estados. No Distrito Federal, 374 pessoas que atuam na linha de frente de vendas em 12 lojas e dois quiosques, em Brasília e Luziânia, foram beneficiadas. As contratações abrangem também as regiões Centro-Oeste e Norte, além dos estados do Rio de Janeiro, do Espírito Santo, da Bahia e de Sergipe. A ação dá continuidade ao processo iniciado em setembro de 2009, quando 2,5 mil profissionais em São Paulo e na Região Sul foram efetivados. Com isso, o efetivo de colaboradores diretos da operadora de telefonia saltou de 10,5 mil para 12,6 mil. A vida de Andréa Amaura Araújo mudou radicalmente. Ex-terceirizada, ela passou a fazer parte do quadro da Vivo. A nova funcionária comemora o aumento de salário e o plano de saúde, que foi estendido ao marido e aos três filhos. “Tomara que não aconteça nada, mas me sinto aliviada de saber que, se precisar de alguma coisa, todos nós agora temos cobertura”, afirma. Outros benefícios também estão no pacote. “Agora posso concorrer às vagas que surgem no recrutamento interno e crescer na empresa”, completa. Além de dar mais motivação aos funcionários e garantir melhor atendimento aos clientes, uma das razões que levaram a operadora a adotar essa estratégia, segundo o presidente da Vivo, Roberto Lima, é que a empresa também ganha com a mudança. Isso porque, se no quadro de terceirizados a rotatividade (turn over) é de 6% ao mês, no quadro efetivo, essa taxa cai para 2% ao mês, explica o executivo. “É a mesma coisa de jogar 72% da sua verba de treinamento fora. Tem que treinar todo mundo de novo. Quando você tem funcionários efetivos, de cara você já tem um ganho muito grande, pois o turn over se divide por três”, reforça.
Custo
Denise Motta Dau, secretária nacional de organização da Central Única dos Trabalhadores (CUT), explica que decisões judiciais contrárias às empresas e aos governos, uma enxurrada de ações trabalhistas movidas por terceirizados insatisfeitos e questões relacionadas à qualidade do serviço prestado estão levando os patrões a perceberem que a terceirização não é o melhor caminho. “Mesmo assim, a tendência mais geral do mercado de trabalho é a terceirização como uma opção em reduzir custos com recursos humanos”, contrapõe. Os sindicatos iniciaram no fim do ano passado um movimento conjunto de pressão ao Congresso Nacional para tentar aprovar leis que normatizam a atividade no Brasil. Dois projetos de lei estão na Câmara dos Deputados. Um deles, amplamente favorável ao trabalhador, é atacado pelos empregadores. O outro, apoiado pelo setor produtivo, abre brechas para uma flexibilização ainda maior. Uma terceira proposta, enviada pelo Ministério do Trabalho à Casa Civil, garante direitos iguais a terceirizados e efetivos. O acordo coletivo do terceirizado, por exemplo, terá de ser o mesmo dos trabalhadores contratados diretamente pela empresa. O texto implementa a responsabilidade solidária. “As prestadoras vão à falência ou desaparecem e o empregado não tem a quem acionar. A proposta muda isso”, resume Denise. Terceirizar serviços é uma prática que ganhou força no país a partir dos anos 1990. Em determinados ramos produtivos a ideia prosperou, deu bons resultados e não necessariamente resultou em prejuízos aos trabalhadores. No setor público, por exemplo, há experiências bem e mal sucedidas nos três níveis de governo (estaduais, municipais e federal). O aumento da concorrência entre as firmas prestadoras, no entanto, distorceu o mercado. Na guerra para vencer licitações, as terceirizadoras reduziram ao máximo os preços para arrematar bons contratos. “As empresas prestadoras acabam se utilizando do menor custo possível para conseguir oferecer um contrato que seja interessante para a tomadora. A segunda questão é a da gestão, que fica bastante compartimentada”, diz Denise. A Justiça está abarrotada de processos. O Tribunal Superior do Trabalho (TST) chegou a editar uma súmula específica (1)para tentar colocar ordem na terceirização.
Desterceirização
A Claro nunca teve funcionários terceirizados nas lojas, afirma Soraia Tupinambá, diretora da empresa no Centro-Oeste. São 2,9 mil trabalhadores em 79 lojas espalhadas no país. “Sempre foi assim, desde a primeira loja”, resume. Segundo a executiva, ao adotar essa estratégia, recruta-se funcionários mais qualificados, pois os benefícios oferecidos são maiores e eles têm direito a um plano de carreira. Até parte do call center da operadora é próprio, diz a executiva. “Investimento em atendimento é fundamental”, observa Soraia. Para Roni de Oliveira Franco, sócio da Trevisan Outsourcing, a substituição de terceirizados verificada no setor público e em parte da iniciativa privada não significa uma “desterceirização”, mas sim o fim de alocação de mão de obra para a realização de tarefas das chamadas atividades- fim — que tem sido alvo de ações na Justiça do Trabalho, com decisão quase sempre favorável ao trabalhador. O especialista explica que em outros países não há esse tipo de restrição. “O Brasil é o quinto país em terceirização do mundo”, reforça Franco.
1 - Está na lei A súmula 331 baixada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) é a lei mais moderna e atual em uso toda vez que há quebra de contratos entre empresas terceirizadoras e contratantes públicos ou privados. A interpretação do texto é amplamente favorável ao trabalhador. Conforme a súmula, “o inadimplemento das obrigações trabalhistas, por parte do empregador, implica a responsabilidade subsidiária do tomador dos serviços, quanto àquelas obrigações”.
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Vale mesmo a pena implantar programas de qualidade de vida? |
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PEQUENAS EMPRESAS GDES NEGÓCIOS - COMO FAZER - SÃO PAULO - MAR/2010 - Nº 254 - Pg. 98 |
Saiba como programas de bem-estar podem tornar o seu negócio mais saudável
R: Era só o relógio marcar 10 horas para Anderson Ferreira, sócio fundador da Base Brasil, empresa paulista de consultoria em seguros de benefícios, perceber que o rendimento da equipe começava a cair. O mesmo acontecia depois das 15 horas. A razão do desânimo e do cansaço dos 200 funcionários? Fome. Nesses dois horários, boa parte dos colaboradores já está há tempo sem comer. Em uma cidade como São Paulo, muitos tomam café da manhã ainda de madrugada para conseguir chegar a tempo, afirma Ferreira. Ele viu no problema uma oportunidade para introduzir alimentos saudáveis na empresa. Criou o programa Comer Bem, um carrinho conduzido pela copeira que passa no meio da manhã e da tarde nas estações de trabalho para oferecer, gratuitamente, frutas, barras de cereal e iogurtes. O custo é baixo. Sai, em média, R$ 25 por pessoa ao mês, diz Ferreira. Com o programa, a produtividade da equipe aumentou em 30% e, em dois anos, houve uma redução de 73% nas ocorrências de distúrbios gastrointestinais.
Empolgado, Ferreira passou a promover outras ações: convênio com farmácias (que oferecem descontos nos medicamentos e prazo de 45 dias para o pagamento), blitz de nutrição e de fisioterapia e o programa anjo da guarda, que consiste no monitoramento e em cuidados especiais voltados aos portadores de doenças crônicas. Diminuímos em 10% as despesas com saúde e o número de afastamentos médicos caiu 30%, afirma Ferreira.
Qualidade de vida é competitividade. Os empreendedores precisam entender que cuidar do bem- estar da equipe tem a ver com sustentabilidade econômica, afirma Alberto Ogata, presidente da Associação Brasileira de Qualidade de Vida. O funcionário estressado ou com problemas de saúde tem uma produtividade menor e muito mais chance de se envolver em acidentes de trabalho. Para decidir quais ações implementar, Ogata lembra que é preciso conciliar as metas da empresa - diminuir faltas, acidentes e gastos com médicos - com os interesses dos colaboradores. Deve-se descobrir o que eles consideram importante para o programa ter popularidade, diz.
Na Herbarium, indústria paranaense de fitoterápicos, os funcionários que estudam motivaram uma alteração no refeitório. Além do café da manhã e do almoço, oferecidos regularmente, quem frequenta cursos noturnos recebe um lanche especial antes de deixar o expediente. No ano passado, a Herbarium criou ainda uma clínica de fisioterapia interna, que atende gratuitamente os colaboradores e oferece, além do programa de esportes, aulas de teatro e coral aos interessados. Há quatro anos tínhamos 5% dos colaboradores afastados, hoje não temos nenhum. Nosso índice de faltas é menor que 2%, nossa taxa de rotatividade é de 5% e acontece, principalmente, na equipe de vendas, que trabalha fora da empresa e não desfruta dos programas internos, afirma Joanita Plombon, supervisora de recursos humanos. Essas ações foram pensadas para melhorar o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional dos funcionários e trouxeram, como resultado, um aumento da produtividade e da motivação, diz.
COMO ANDA A SAÚDE DOS TRABALHADORES
O Sesi realizou pesquisa pioneira, em todo o Brasil, sobre o estilo de vida e hábitos de lazer dos trabalhadores da indústria, com 47.886 funcionários de 2.775 empresas. Confira.
20,9% afirmam não ter uma boa qualidade de sono
33% consomem álcool em excesso
34,7% se sentem cansados após o trabalho
40,5% têm excesso de peso
45,4% não realizam qualquer atividade física
47,9% alimentam-se com uma baixa quantidade de verduras e salada verde
51% nunca ou raramente usam protetor solar
Mundo do trabalho
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Uma nação bem servida |
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O ESTADO DE S. PAULO - ECONOMIA - SÃO PAULO - 16/03/10 - Pg. B2 |
A média de salários na construção civil subiu 20%, em termos reais, nos últimos 12 meses! É um claro sintoma de falta de mão de obra. Químicos, geólogos e tecnólogos que se dedicam ao petróleo estão sendo recrutados na base da pirataria, quando uma empresa "rouba" um profissional de outra. Os engenheiros são demandados como nunca e para trabalhar nas mais diversas funções, inclusive na de engenheiro. Isso ocorre com várias outras profissões.
Essa falta não é novidade. Toda vez que o PIB cresce 4,5% ao ano há escassez de pessoal qualificado. Para 2010 estima-se um crescimento de 5,5%. Faltará mão de obra qualificada para tocar as grandes obras do PAC, da Copa do Mundo, da Olimpíada, do pré-sal e da infraestrutura, esta, defasada em todos os aspectos. Faltará também pessoal para os serviços em hotéis, restaurantes, Tecnologia da Informação, transporte aéreo, indústria naval, agrobusiness e outras áreas. Em tempos como este, salta aos olhos a necessidade de uma boa preparação da nossa juventude. Nesse campo, o Brasil está na rabeira entre seus concorrentes. É triste.
No meio desse imenso deserto, felizmente há alguns oásis animadores. Um deles é o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial, o Senai.
Estive na semana passada no Rio Centro, onde se realizou a Sexta Olimpíada Nacional do Conhecimento, que é sem dúvida a maior competição de educação profissional das Américas, incluindo-se aqui os EUA e o Canadá.
Gosto de assistir às provas. Cheguei cedo. Debrucei-me nas bancadas das oficinas e dos laboratórios para entender a dificuldade das tarefas e, ao mesmo tempo, observar o tirocínio dos 623 jovens que ali se entregavam a uma disputa acirradíssima com competidores vindos dos melhores Senais do Brasil. Estavam em jogo 50 profissões (caldeiraria, calçados, confecções, construção, eletrônica, ferramentaria, instalações, marcenaria, mecatrônica, mecânica, robótica e outras), cada uma com desafios gigantescos a serem vencidos por quem tem sangue-frio e, sobretudo, competência. A prova de mecatrônica, por exemplo, constituiu na montagem e operação de um complexo robô.
No domingo foi a entrega das medalhas - uma festa maravilhosa, das mais sadias a que assisti em minha vida. Vi ali a comemoração da inteligência, da disciplina e da ética de trabalho.
Não tenho espaço para fazer uma menção nominal dos novos heróis. A equipe de São Paulo (45 participantes) conquistou 19 medalhas de ouro, 8 de prata e 8 de bronze. Os mineiros ficaram com 6 ouros, 8 pratas e 12 bronzes. E os gaúchos, com 4 ouros, 6 pratas e 4 bronzes. Mas todos brilharam.
Os melhores entre os vencedores irão representar o Brasil na Olimpíada Mundial de Educação Profissional (World Skills International) que se realizará na Inglaterra, em 2011. Os jovens brasileiros conquistaram várias medalhas de ouro e de prata nos certames realizados no Canadá (2009) e no Japão (2007), quando se consagraram os melhores do mundo nas suas profissões! Isso é motivo de orgulho.
O diretor daquele certame, Lian Corcoran, presente no Rio de Janeiro, disse ter certeza de que a garotada do Brasil vai brilhar novamente na Inglaterra.
Esse é o Senai. Uma instituição que leva a educação profissional como deve ser levada - a sério. Suas escolas são tocadas por professores que sabem fazer e sabem ensinar. E, sobretudo, por mestres que adoram o que fazem e amam os jovens, a quem passam não só os conteúdos cognitivos das profissões, mas também os valores e as atitudes do mundo do trabalho - a disciplina, a pontualidade, o zelo e o respeito mútuo, etc. -, que são os ativos mais valiosos para o progresso individual, das empresas e do País.
Diretores, professores, pesquisadores e funcionários do Senai estão de parabéns. Acima deles, os que participaram das provas e também seus pais. Todos merecem a gratidão de uma nação que precisa ser bem servida na formação de seu povo.
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Tribunal permite que Telemar Norte faça terceirização |
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DCI - LEGISLAÇÃO - SÃO PAULO - 16/03/10 - Pg. A7 |
O Tribunal Superior do Trabalho (TST) reconheceu a licitude de terceirização de mão de obra feita pela Telemar Norte Leste para a realização de atividades inerentes aos serviços de telecomunicações. Por consequência, o TST negou a existência de vínculo de emprego direto com a Telemar, conforme pedido por ex-empregado contratado pela empresa prestadora de serviços Engenharia e Construções ADG.
No entanto, o tribunal condenou a Telemar a responder subsidiariamente pelo pagamento dos créditos trabalhistas devidos ao empregado e que não forem quitados pela prestadora de serviços. Segundo voto da relatora do recurso da Telemar, ministra Maria Cristina Peduzzi, a Lei Geral das Telecomunicações (Lei nº 9.472/97) ampliou as hipóteses de terceirização.
Assim, a contratação de empresa interposta para a prestação de atividades inerentes (prevista no artigo 94, II), autoriza a terceirização das atividades-fim do setor. Na interpretação da relatora, as atividades essenciais estão descritas no artigo 60, tais como: transmissão, emissão ou recepção, por fio, radioeletricidade, meios ópticos ou qualquer outro processo eletromagnético, de símbolos, caracteres, sinais, escritos, imagens, sons ou informações de qualquer natureza.
O Tribunal do Trabalho mineiro (3ª Região) tinha julgado ilícita a terceirização promovida pela Telemar. A ministra esclareceu que a discussão do processo dizia respeito à licitude da terceirização de atividades inerentes aos serviços de telecomunicações. Mesmo que as tarefas desempenhadas pelo trabalhador fossem próprias de atividade-fim, a terceirização era autorizada por lei, concluiu a relatora.
O Tribunal Superior do Trabalho reconheceu a licitude de terceirização de mão de obra feita pela Telemar Norte Leste para atividades inerentes aos serviços de telecomunicações.
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Mercado de trabalho aberto aos maiores de 40 anos |
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O DIA - EMPREGOS - RIO DE JANEIRO - 14/03/10 - Pg. 21 e 22 |
Ao contrário do que se dizia, quarentões não estão ultrapassados para empresas. Experiência nunca foi tão valorizada quanto no pós-crise. Emprego formal ou conta própria: especialistas dão dicas para quem deseja se manter na ativa
Ficar desempregado após os 40 anos de idade não é o fim do mundo. Especialistas mostram que há inúmeras saídas para voltar à atividade e garantir o ganho mensal, seja como funcionário formal ou por conta própria. Alguns setores oferecem oportunidade mesmo para quem tem baixa qualificação. O programa Empreendedor Individual é um caminho. Basta uma ideia na cabeça. Segmentos como teleatendimento não fazem restrição quanto à faixa etária. Já trabalhar com venda direta é alternativa para muitos que precisam assegurar renda, mas dispensariam o patrão.
Apesar de não fazer levantamento estatísticos sobre faixa etária, a Associação Brasileira de Vendas Diretas (ABEVD) confirma que o segmento é a escolha de muitos trabalhadores de 40 anos para cima. “Temos claramente essa dimensão, já que a venda direta tem como forte característica a ausência total de restrições.
Além disso, o investimento inicial é baixo, de R$ 50 a R$ 200. Qualquer pessoa pega a dinâmica rapidamente e consegue desenvolver o negócio”, diz Marcelo Zalcberg, segundo vice-presidente da ABEVD.
Há 2, 4 milhões de revendedores no País, e, segundo Zalcberg, a venda direta ainda é um mercado mais feminino. “Tem muita gente que vende para complementar a renda e acaba transformando na principal fonte. Muitos casais trabalham juntos”, observa o executivo, lembrando também que nome sujo em serviços de proteção ao consumidor nem sempre exclui. Muitos desempregados deixam de pagar contas por dificuldade.
Segundo Lúcio Tezotto, gerente de Atendimento da Catho Online, profissionais maduros, em geral, encontram mais facilidade em áreas tradicionais do mercado de trabalho, como Jurídica, Saúde e Educação. “Além disso, para as demais áreas, é comum que eles atuem prestando consultoria ou como profissionais autônomos”, completa.
Ao contrário do que se imagina, quarentões não são ruins para o mercado. “Muitos deles são estratégicos para empresas. O período de crise fez com que muitas empresas se reestruturassem.Preferiram abdicar de muitos profissionais jovens, com baixos salários, para ficar apenas com os mais maduros, com ganhos mais altos, mas que trazem resultados”, observa Tezotto.
Para profissionais que desejam voltar ao mercado formal, basta que atualizem seus currículos, elaborem carta de apresentação, busquem se cadastrar em sites de emprego e das próprias empresas. Mas o mais essencial, frisa o executivo, é ter vontade, determinação e foco.
DICAS CATHO
PRÁTICA
É, sem dúvida, um dos principais requisitos exigidos por grandes empresas. Por isso, é vantajoso contratar alguém que domine a atividade que realiza.
ESTRADA
A vivência em diferentes ambientes corporativos favorece profissionais maduro, que têm postura mais assertiva diante dos problemas nas empresas, como desligamentos, fofocas, desavenças e outros. Ele lida melhor com situações adversas e ajuda a tranquilizar colegas de trabalho.
HABILIDADES
Pessoas mais velhas reúnem conhecimento técnico e formação, além de experiência para lidar com o público e trabalhar em equipe. Elas têm traços comportamentais consolidados. O futuro são as pessoas. Não basta só conhecer regras, ter um excelente currículo etc. É necessário saber se relacionar bem com todos.
EXEMPLO
Profissionais mais maduros são exemplo para os mais jovens, sendo multiplicador de conhecimento técnico e comportamento.
PACIÊNCIA
Saber que tudo tem seu tempo e projetar para que os objetivos se concretizem são traços comuns aos profissionais mais maduros.
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Os primeiros passos no emprego |
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JORNAL DO BRASIL - CARREIRAS - RIO DE JANEIRO - 14/03/10 - Pg. E7 |
Na contramão da contratação de profissionais altamente qualificados e com experiência no mercado, empresas como Correios, Eletrobras e outras do setor público e também privado têm investido na formação de jovens interessados na qualificação profissional, seja pela necessidade de ajudar financeiramente a família ou pelo sonho de fazer carreira dentro da empresa. São os jovens aprendizes.
Um decreto do governo acrescentado à Lei do Aprendiz (Lei 10.097) tornou-a mais acessível aos empresários e organizações não governamentais (ONGs). Desde 2000, quando foi sancionada, milhares de adolescentes foram inseridos no mercado, que passa por franca expansão, motivada pelos benefícios concedidos.
De acordo com Eduardo Gnisci, especialista em Recursos Humanos da Academia Brasileira de Educação, Cultura e Empregabilidade (Abece) a contratação do aprendiz deve ser encarada como uma oportunidade de formar um profissional com um perfil compatível com a cultura organizacional e não uma contratação de mão de obra desqualificada e de baixo custo.
- Os benefícios deste programa são variados e figuram como beneficiários o aprendiz, que terá a chance de se inserir no mercado de trabalho, e a empresa, que poderá formar um futuro profissional - avalia.
O Governo Federal estabeleceu que o contrato de aprendizagem é um contrato de trabalho especial, por prazo determinado, em que o empregador se compromete a assegurar ao maior de 14 e menor de 18 anos, inscrito em programa de aprendizagem, formação técnico-profissional compatível com o seu desenvolvimento físico, moral e psicológico.
Cuidados
Na avaliação de Gnisci, os jovens aprendizes devem estar atentos para que não sejam alvo do que está caracterizado em lei como exploração do trabalho. A psicóloga Cláudia Venâncio, professora da Faculdade da Academia Brasileira de Educação e Cultura (Fabec), alerta pais e responsáveis para que acompanhem o processo e observem se há queda no rendimento escolar - Risco sempre haverá, mas a empresa pode ajudar a minimizá-lo. Ela poderá ser o canal de incentivo aos estudos, já que estará em contato direto com pessoas que não desistiram de estudar. Muitas vezes, em sua própria casa, ele não terá acesso a este estímulo, pois os pais não estudaram e, por isso, não tiveram a oportunidade de mudança. Já na empresa, o jovem encontrará exemplos positivos não só para manter os estudos, mas para mudar sua realidade - afirma.
Aprendizes devem ter carteira assinada
O especialista em Direito do Trabalho, Leandro Antunes, do Centro de Estudos, Pesquisa e Atualização em Direito (Cepad), explica que um dos pontos principais da legislação exige a assinatura da carteira.
- O aprendiz será contratado por um prazo máximo de dois anos. Prazo este que não se aplica aos portadores de necessidades especiais. Durante o contrato, tem direito a todas as verbas devidas aos empregados típicos, ressalvando-se que com relação ao FGTS. O empregador é obrigado a depósito no percentual de 2%, de acordo com o artigo 24 do Decreto 5598/05 - diz.
Como o contrato do aprendiz deve ser por escrito, ha informações exigidas na elaboração, segundo Antunes, como a identificação da empresa e do aprendiz; identificação da entidade que ministra o curso; função, curso em que estiver matriculado, remuneração Jornada com o tempo dedicado a atividades teóricas e práticas.
- O aprendiz entre 14 e 16 anos é considerado absolutamente incapaz de exercer os atos da vida civil, devendo o contrato ser assinado pelo seu responsável legal - orienta o advogado.
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A Copa de 2014, vantagens e devantagens |
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JORNAL DO BRASIL - CARREIRAS - RIO DE JANEIRO - 14/03/10 - Pg. E7 |
A realização da Copa do Mundo de 2014 no Brasil tem sido motivo de grande polêmica na sociedade. De um lado, há os que são a favor do empreendimento, apostando em grandes investimentos em infraestrutura e desenvolvimento interno. Já outros desacreditam os projetos do governo e dizem que o evento trará apenas grandes gastos público.
Certo é que a economia do país passará por um efeito alavanca, em que todas as áreas auferirão ganhos. As cidades que sediarão os jogos serão as primeiras a serem beneficiadas com grandes projetos de infraestrutura, como a preparação dos estádios, seja recuperando os já existentes, seja pela construção de novos prédios, além da reformulação do sistema de transporte publico, melhoria no sistema de segurança e até mesmo na movimentação da iniciativa privada para incentivar o turismo, com a construção de novos hotéis, restaurantes, o que inevitavelmente acarretara na geração de empregos em diversos setores da economia. Uma pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) Projetos, a pedido da Confederação Brasileira de Futebol (CBF),reveIou que a Copa do Mundo de 2014 deverá gerar 3,6 milhões de empregos no Brasil.
Já se percebe o aumento de vagas para áreas da Construção Civil, desde a mão de obra menos qualificada até os administradores. Há ainda uma demanda crescente na área de merchandising, onde as empresas já começam a estampar sua marca em todos os lugares como patrocinadora nesse evento mundial, que não poderia ser menos importante, já que estamos no chamado pais do futebol. Mesmo após a Copa do Mundo, com um bom atendimento e uma boa campanha durante os jogos, teremos força para atrair novos investidores estrangeiros, que, encantados, trarão suas empresas para o Brasil, gerando empregos diretos e também negócios com nossas empresas. O fato tende a gerar uma reação em cadeia, que acarretará em empregos em todas as esferas da sociedade. Tudo isso sem mencionar o aspecto turístico, que poderá ser potencializado com uma impecável organização e execução dos jogos.
A preparação do mercado já
pode ser vista, o Sebrae, por exemplo, criou um comitê técnico sobre a Copa 2014, para incentivar a participação das micro e pequenas empresas nas obras e na prestação de serviços do Campeonato Mundial. Ou ainda, a Confederação Nacional de Turismo que espera por em prática programas de capacitação de profissionais que trabalharão no campeonato. A meta da instituição é de que 500 mil pessoas estejam qualificadas nas 12 cidades que receberão jogos do evento.
Vale ressaltai- que, com todas essas mudanças previstas para os próximos anos, nasce a importância de se ter um acompanhamento jurídico, tanto para o trabalhador, que deve ter ciência de seus direitos, como para o empresário, para que este não venha a ter gastos futuros com ações trabalhistas que poderiam ter sido evitadas com uma boa instrução.
O profissional da área jurídica também terá oportunidades de consultorias, com elaboração de pareceres jurídicos, principalmente sobre as maneiras de levantamento de verbas. Há ainda uma grande demanda trabalhista, pois onde há grandes obras, há uma enorme quantidade de contratações, tanto de mão de obra para a efetiva construção e reformas, como também para todo o mercado fornecedor de matéria-prima e serviços.
A demanda jurídica crescerá ainda na área internacional, com a assessoria na obtenção de vistos e de investimentos estrangeiros. O Brasil, de uma maneira geral, só tem a ganhar com a vinda de um grande evento mundial como a Copa.
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Contrato passa para seis meses |
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CORREIO BRAZILIENSE - ECONOMIA - BRASÍLIA - 13/03/10 - Pg. 17 |
O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, assinou portaria que simplifica o pedido de prorrogação dos contratos de trabalho temporários. A partir de agora, eles passam a ser feitos pela internet. O processo reduz a burocracia e amplia para seis meses o período de trabalho desses funcionários. Antes da portaria, explicou Lupi, todo contrato de trabalho podia ser feito por três meses e permitia a renovação por mais três. Para isso, o empregador precisava pedir a renovação no local onde o funcionário trabalha e esperar a autorização do ministério para a prorrogação. “Uma burocracia que demorava em torno de 45 dias para ter a autorização”, avaliou o ministro.
Com a portaria e o sistema informatizado, a prorrogação pode ser solicitada até o penúltimo dia de término do contrato. O pedido é feito ao ministério automaticamente pelo sistema e emitido no mesmo instante. O empregador imprime o documento no próprio local de trabalho. “Isso agiliza, impede aqueles que querem criar dificuldades, facilita a renovação do trabalhador, garante o emprego por pelo menos mais três meses e desburocratiza”, disse.
De acordo com o presidente do Sindicato das Empresas de Serviços Terceirizáveis e Trabalho Temporário do Estado de São Paulo (Sindeprestem), Vander Morales, a prorrogação automática dos contratos de trabalho temporário permitirá maior produção de riqueza para o país e mais renda para os trabalhadores. Segundo ele, anteriormente o prazo dos primeiros três meses de contrato era automaticamente estendido sem que houvesse uma autorização do Ministério do Trabalho. “O contrato se rescindia automaticamente e não permitia a continuidade dessas pessoas nos postos de trabalho. A inovação vai agilizar e fazer com que as pessoas estejam mais tempo trabalhando”, comentou.
Morales informou que em todo o país existem cerca de 1 milhão de trabalhadores temporários, sendo São Paulo responsável por 40% desse número. “Esperamos que haja um aumento de 30% nas contratações em todo o Brasil. Isso ajudará a indústria, porque o trabalhador temporário auxilia na retomada pela própria característica do contrato, que é menos burocrático e mais flexível”, concluiu.
Previsão de 181 mil vagas em fevereiro
Em fevereiro podem ter sido geradas 181 mil vagas de trabalho com carteira assinada. A informação foi transmitida pelo ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi. Se efetivamente confirmado, o resultado configurará um recorde para o mês de fevereiro. Lupi disse que a indústria está puxando as contratações, porque os estoques estão praticamente zerados e algumas empresas que aproveitaram a crise para demitir funcionários precipitadamente voltaram a contratar. Ele disse ser a favor da redução da jornada, sem diminuição do salário, para 40 horas semanais. “Esse mecanismo é inexorável, porque o mundo moderno pratica 36, 37 (horas semanais)”, ressaltou. A proposta de emenda à Constituição que reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais aguarda votação na Câmara dos Deputados. re, pode ser renovado pela internet
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700 mil empregos vão ser variados em SP neste ano |
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METRO - SÃO PAULO - 11/03/10 - Pg. 06 |
O Previsão para todo o país é de dois milhões de novas vagas O Em alguns Estados vai faltar mão de obra
De acordo com estudo divulgado ontem pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), mais de um terço de todos os empregos que serão criados no Brasil até o final deste ano estará no Estado de São Paulo, o que equivale a 700.053 novos postos de trabalho.
Ao todo, no país devem ser abertas 2.000.697 vagas em 2010. Mais de 300 mil estarão no setor do comércio (ver ao lado). Além disso, o Ipea estima que pouco mais de 16,6 milhões de trabalhadores serão substituídos, o que implica na contratação total de 18,6 milhões de pessoas em todo o pais.
No entanto, nem todos que estão procurando emprego vão conseguir uma colocação: segundo o levantamento, a estimativa é de que haja 24,8 milhões de pessoas em busca de uma nova colocação, mas apenas 19,3 milhões têm qualificação e experiência profissional suficientes para atender às exigências do mercado de trabalho.
Mesmo assim, em alguns Estados vai sobrar emprego. No Paraná podem faltar 18,4 mil trabalhadores com qualificação suficiente para preencher as vagas que serão abertas. Já em Santa Catarina, segundo o Ipea, pode haver falta de 13,3 mil pessoas.
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1 milhão de vagas no setor de tecnologia |
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ESTADO DE MINAS - ECONOMIA - BELO HORIZONTE - 11/03/10 - Pg. 13 |
Entre os setores mais promissores quando o assunto é geração de postos de trabalho, o MERCADO de TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO promete manter a forte demanda por profissionais e criar mais de 1 milhão de vagas até 2013 com abertura de pelo menos 2,7 mil EMPRESAS em todo o país. Os dados fazem parte de um levantamento realizado pela International Data Corporation (IDC), especializada em pesquisas de MERCADO, que ainda prevê um crescimento médio de 6,8% no número de vagas criadas pela área, percentual quatro vezes maior do que o índice de evolução total do MERCADO de trabalho no país.
A expansão do SETOR será acompanhada pela já recorrente escassez de mão de obra especializada que, até 2013, deve praticamente ser duplicada. Segundo o estudo "Software e Serviços de TI: A Indústria Brasileira em Perspectiva" da Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro (Softex), até o fim do ano, o déficit de profissionais nesse MERCADO somará mais de 71 mil pessoas, volume que em 2013 será de 140 mil trabalhadores. "Levamos em consideração uma taxa de crescimento de 7% da receita das EMPRESAS, uma taxa de contratação de 11% ao ano e a produtividade dos profissionais. Mantido o cenário que projetamos, baseado em dados coletados entre 2003 e 2006, o déficit de mão de obra na área deve dobrar nos próximos três anos", avalia a coordenadora do observatório Softex, Virgínia Duarte.
Um dos fatores que contribui para a forte demanda por pessoal, na avaliação de Virgínia, é a queda na produtividade. "Hoje, precisa-se de mais pessoas para fazer o mesmo trabalho, o que pode ser justificado por uma queda na qualificação destes profissionais. Com isso, as EMPRESAS abrem mais vagas para suprir a demanda", acrescenta. Situação confirmada pela Pesquisa de Perfil dos Profissionais de TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO organizada pelo vice-presidente de Comunicação e Marketing da Associação Brasileira de TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO (Assespro) Nacional, Túlio Iannini.
Mais da metade dos entrevistados sequer possui nível superior completo, enquanto apenas 0,9% completaram o mestrado. "Em 2005, o Sebrae fez um estudo sobre os pontos fracos do SETOR que estavam relacionados à gestão e marketing. De lá pra cá, o cenário mudou muito pouco e hoje são três os fatores que contribuem para a atual realidade. Um é a falta de valorização de um SETOR de recursos humanos estratégico, outro seria os salários baixos que dificultam o INVESTIMENTO em qualificação e finalmente a necessidade de formação do profissional desde o ensino médio", avalia.
Ao contrário do que muitos imaginam, praticamente metade dos profissionais que atuam hoje no SETOR ganham menos de R$ 2 mil ao mês. "O principal fator que motiva a entrada de pessoas nesse MERCADO são as perspectivas de trabalho, mas a questão salarial faz com que haja muita troca de EMPRESAS em busca de melhores condições", acrescenta. O tempo médio de permanência de um funcionário na empresa é de quatro anos. Período que pode ser reduzido à metade quando a empresa não incentiva a qualificação entre os empregados.
Com um baixo nível de evasão, o Group Software, empresa especializada em TI, garante que as políticas de incentivo à formação e os benefícios oferecidos são fundamentais para manter o profissional na empresa. "Hoje o nosso turn over é muito baixo e temos conseguido bons níveis de retenção. Investimos tanto na formação interna quando em especializações e MBAs", explica o diretor executivo Rodrigo Monteiro. Recém contratado como programador de sistemas sênior, Phellipp Henrique Adelário, de 24 anos, sequer saiu da faculdade e já tem a carteira assinada pela segunda vez. "Este MERCADO me chamou muito a atenção porque vejo que há muita demanda por recém-formados e mesmo assim não supre a necessidade de mão de obra. É tentadora a mudança de empresa pela quantidade de oportunidades, mas vem sendo criados cada vez mais artifícios para não perder o profissional", avalia.
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Estagiários que fazem a diferença |
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PEQUENAS EMPRESAS GDES NEGÓCIOS - ESTÁGIOS - SÃO PAULO - MAR/2010 - Nº 254 - Pg. 30 a 34 |
Funcionários que ainda nem se formaram podem, sim, transformar a tecnologia e a gestão dos negócios - e em pouquíssimo tempo
Por Rafael Farias Teixeira
TECNOLOGIA PARA PROTEGER OS BICHOS
Gustavo Freire de Carvalho Souza, 23 anos
Curso: Biologia na Universidade Católica de Salvador (UCSal)
Cidade: Salvador, BA
O que fez: Um novo método para monitorar fauna e flora aquáticas
Sou apaixonado por ambientes marinhos. Por meio de professores, fiquei sabendo que a Lacerta Ambiental precisava de um estagiário para um projeto de monitoramento de fauna e flora aquáticas do terminal portuário de Cotegipe. Fiquei empolgado. Até então, o trabalho era feito por um sistema de chips, que não permitia acompanhar todos os animais. Descobri uma técnica americana com um polímero fluorescente para marcar peixes pequenos. Adaptamos e desenvolvemos esse processo. A injeção ocorre abaixo da pele do animal, não provoca nenhum mal e a tinta só é visível com luz ultravioleta. O acompanhamento em Cotegipe melhorou e os custos diminuíram. A Lacerta gastava R$ 12 com cada chip inserido. Hoje arca apenas com R$ 0,30 por injeção com nossas seringas multicoloridas. Um kit com o polímero pode durar até três meses e já está sendo utilizado em outros projetos. Agora formado, coordeno um projeto similar em uma área de mineração no interior baiano.
Como firmamos uma parceria com a universidade, desenvolvemos um programa de estágio que tem dado ótimos resultados para a empresa
Henrique Browne, 28 anos, sócio-proprietário da Lacerta Ambiental
LACERTA AMBIENTAL
O que faz: Consultoria e assessoria ambiental
Funcionários: 15
Faturamento anual: R$693 mil
UM SISTEMA DE TELEFONIA MAIS BARATO
Fernando Lujan, 28 anos
Curso: Ciência da Computação na PUC de São Paulo
Cidade: São Paulo, SP
O que fez: Uma nova central telefônica
Durante o meu estágio de dois anos no Núcleo Brasileiro de Estágios (Nube), entre 2004 e 2006, me deram total abertura. Afinal, a própria missão deles é ajudar estudantes a trabalhar nas empresas. O Nube funciona como um call center, encaminhando estagiários para entrevistas. Havia planos de abrir filiais no Rio de Janeiro, mas a instalação de um sistema telefônico não sairia por menos de R$ 1 milhão. Como ajudei um professor na montagem de um projeto parecido na Petrobras, pedi para meu supervisor, o Carlos, comprar alguns livros sobre o assunto e disse que poderia desenvolver um novo sistema. Agora, o Nube economiza uma média de R$ 100 mil por mês com telefonia. O Carlos ficou tão entusiasmado que hoje somos sócios na Total IP, que vende e instala a minha criação.
Nós percebemos que a ideia dele era maior do que aquilo tudo. Seria possível vender o sistema para outras empresas. Viramos sócios
Carlos Henrique Mencaci, 47 anos, presidente do Nube e sócio da Total IP
NUBE
O que faz: Acompanhamento de estágios
Funcionários: 320
Faturamento anual: R$ 14 milhões
A EMPRESA MUDOU DE CARA
Luiz Felipe Vecchio, 22 anos
Curso: Publicidade na Universidade de Fortaleza Cidade: Fortaleza, CE
O que fez: Divulgação mais criativa e barata
Quando eu comecei na Armtec, identifiquei que eles precisavam renovar a imagem. Mudei o layout do catálogo e aperfeiçoei o press-kit. Em vez da grande pasta cheia de papéis que acabavam sendo jogados fora, inventei uma embalagem mais criativa em que todo material vinha em DVD ou CD-ROM. Os gastos de R$ 10 mil com o material caíram em 30%. Também ajudei na divulgação de uma das invenções da empresa, o Robômulata, espécie de avatar eletrônico que pode ser controlado a distância e recepciona pessoas em eventos com mecanismos de vídeo e áudio. Produzi pequenas réplicas de papel do robô para serem distribuídas em eventos no exterior. Apesar de ser um estagiário, a empresa acredita nos meus projetos.
Ele mudou a forma de comunicação visual da empresa. Envolveu-se com a área de inovação e desenvolveu em um ano o que poucos estudantes conseguiram
Antônio Roberto Lins de Macedo, 29 anos, diretor-executivo da Armtec
ARMTEC
O que faz: Empresa de robótica
Funcionários: 25
Faturamento anual: R$ 850 mil
MÁQUINAS POTENTES E SEGURAS
Joaquim Venceslau, 26 anos
Curso: Engenharia Elétrica na Universidade Cruzeiro do Sul
Cidade: São Paulo, SP
O que fez: Um circuito que evita danos a aparelhos de alta potência
Entrei na Citta Eletrônica para desenvolver um projeto específico: criar um circuito eletrônico para proteger transistores de potência utilizados em colunas inversoras monofásicas e trifásicas. Empresas que lidam com eletricidade ou usam aparelhos potentes, chamados retificadores, precisam de um mecanismo que desligue os equipamentos no caso de um evento inesperado. Para quem faz engenharia, é um trabalho fantástico. O produto vai ser comercializado a partir do segundo semestre de 2010 e custará 30% a menos do que similares. Além de toda a infraestrutura, as respostas dos meus coordenadores foram rápidas e eficientes. Se eles não tivessem sido tão solícitos, não teria como acabar tudo em apenas seis meses.
Pelo tempo que tínhamos, precisávamos de alguém com uma base boa. Ele conseguiu desenvolver um produto complexo em curto espaço de tempo
Roberto Curtis, 47 anos, gerente técnico comercial da Citta Eletrônica
CITTA ELETRÔNICA
O que faz: Desenvolvimento de soluções tecnológicas
Funcionários: 8
Faturamento anual: R$ 1 milhão
5 PASSOS PARA UM PROGRAMA DE ESTÁGIO FUNCIONAR
1>>> Antes de contratar um estagiário, fique atento à legislação. A carga horária máxima é de seis horas diárias e, depois de 12 meses, todo estagiário tem direito a 30 dias de férias. A remuneração, o auxílio-transporte e o seguro de acidentes pessoais são compulsórios, exceto nos casos de estágios obrigatórios. O período máximo de contrato é de dois anos.
2>>> A seleção pode ficar mais simples se feita pelo próprio setor de recursos humanos - e não por uma empresa terceirizada. O contato com universidades pode ser realizado diretamente com o núcleo de estágios de cada uma delas, facilitando parcerias e agilizando a firmação do contrato.
3>>> É necessário, por lei, um supervisor - que pode coordenar no máximo 12 estagiários. Ele deve dar toda a orientação e fazer as avaliações do trabalho do estagiário, afirma Christina de Paula Leite, coordenadora da Cecop (Coordenadoria de Estágios e Colocação Profissional) da Fundação Getulio Vargas de São Paulo. O estágio só dá certo com planejamento.
4>>> Não submeta o estudante a atividades que não agreguem conhecimento. O trabalho precisa ter um significado e o estagiário deve saber em que parte da cadeia está, diz Christina de Paula Leite, coordenadora de estágios da FGV. O ideal é que ele conheça cada setor antes de ser alocado em sua área de trabalho.
5>>> Uma vantagem de se ter estagiários no quadro de funcionários é o baixo custo. Mas não pode ser a única. Estagiários são pessoas questionadoras e podem ajudar a empresa a arejar seus procedimentos, diz Christina, da FGV. A conexão com a universidade dá acesso a fontes de criatividade e inovação.
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