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22/3/2010
Palestra - Rodada de Tendências e Negócios – Recursos Humanos - Leyla Nascimento 18/03/2010
 

Maior desafio de RH em 2010 é reter talentos

Neste ano que se inicia, um dos maiores desafios das áreas de Recursos Humanos das empresas que atuam no Brasil será promover a retenção dos talentos. Passadas as turbulências – mas ainda sob forte pressão para redução de custos – e diante da expectativa de retomada do crescimento econômico nacional, a disputa pelos melhores profissionais tende a se intensificar.

“A guerra por talentos é uma realidade cada vez mais forte, marcada por competição por profissionais, ‘dança das cadeiras’ dos executivos e debates relacionados à ética nesse processo”, disse Leyla Nascimento, presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos, na Rodada de Tendências & Negócios de Recursos Humanos promovida pela Amcham-São Paulo nesta quinta-feira (18/03).

As receitas para manter os melhores funcionários são muitas. Segundo Leyla, o segredo está fundamentalmente na relação dos profissionais com seus líderes. Ela conta que, se no momento da contratação o que mais pesa são fatores ligados à organização (salário, benefícios e reputação) e ao próprio trabalho (atividades com potencial para complementar o plano de carreira), na hora do desligamento as justificativas costumam recair sobre o relacionamento com a liderança (confiança, flexibilidade e orientação de carreira, o coach).

Já Andréa Krug, diretora de Desenvolvimento da Oi, avalia que o mais importante para a retenção é proporcionar condições para que as pessoas possam realizar suas ambições de carreira. E isso vale mais do que oferecer, por exemplo, bônus de retenção – prática que muitas companhias interessadas em contratar costumam enfrentar oferecendo indenizações correspondentes ao mesmo valor. “Em 2009, 80% das posições executivas da Oi foram preenchidas por ‘prata da casa’. Isso mostra que quem está dentro da companhia não quer sair”, ilustrou Andréa.

Outro ponto-chave para não perder profissionais de destaque é o engajamento. “Além de benefícios, liderança, bom ambiente de trabalho, boa reputação e outros tantos pontos, precisamos fazer com que a equipe tenha a sensação de coletividade, de pertencer à organização”, ensinou João Senise, diretor de RH da Divisão de Alimentos da Pepsico do Brasil. De acordo com ele, campanhas institucionais e eventos corporativos são uma excelente oportunidade nesse sentido por reforçar códigos e valores, promover uma comunicação franca e estimular o sentimento de que todos fazem parte das decisões.

“O dia-a-dia é que faz a diferença. Retém-se alguém quando ele não pensa em ir embora. Funcionários engajados não cogitam sair, motivam quem está dentro e ainda trazem novos talentos”, completou Rodolfo Eschenbach, advisor da diretoria de Recursos Humanos da Accenture.

Atuação na crise

A Rodada de Tendências & Negócios refletiu também sobre os desafios que subsidiárias de empresas estrangeiras no Brasil enfrentaram em 2009 como reflexo da crise global. Como os impactos no País, em comparação com as turbulências percebidas em outros lugares, foram muito mais amenos, os gestores locais viveram o exercício de explicar às matrizes que as operações nacionais mereciam um tratamento diferenciado, inclusive no que toca a benefícios aos funcionários.

A Sherwin-Williams foi uma das empresas que lidaram com essa questão. “Nossa matriz não entendia que o Brasil não estava em crise. Fizemos um trabalho de explicar a realidade local e acabaram constatando que no País a situação era mesmo diferente”, relatou Célia Queiroz, diretora de RH da companhia.

Reportagem de Giovanna Carnio

Fonte: http://www.amcham.com.br/update/2010/update2010-03-18a_dtml

 





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