ADVB SP premia cinco empresas de diferentes segmentos. A Golden Cross é a patrocinadora exclusiva do TOP de RH 2009, da Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil (ADVB SP), que premiará as empresas Mapfre, Mastercard, Sabesp, Serasa/Experian e Telefonica. A cerimônia de entrega do prêmio acontecerá no dia 9 de março, no Teatro da União Cultural Brasil-Estados Unidos, em São Paulo, com a participação do secretário estadual do Trabalho e Emprego de São Paulo, Guilherme Afif Domingos. “Este reconhecimento é de extrema importância para os profissionais de recursos humanos, cujo trabalho é imprescindível para o sucesso das corporações. A qualidade dos cases apresentados no TOP de RH 2009 demonstra o potencial e a evolução deste setor nos últimos anos”, ressalta o diretor Comercial da Golden Cross, Cláudio Brabo, lembrando que as empresas passaram pela seleção de um júri técnico, formado por consultores da área de Recursos Humanos, e por um júri empresarial, formado por diretores de RH. Nessa edição, que contou coma parceria da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH), o júri empresarial decidiu agraciar também a M.Bigucci, GM, AGCO e Banco do Brasil, que receberão menção honrosa pela qualidade dos projetos analisados. "A qualidade dos cases apresentados foi excepcional, muito superior às edições dos anos anteriores. Os participantes do júri tiveram enorme e intenso trabalho analítico para selecionar as premiadas", explica o presidente da ADVB SP, Miguel Ignatios.[2] As premiadas receberão também uma bolsa de estudo para MBA na São Paulo Business School – considerada uma das cinco melhores escolas de aperfeiçoamento empresarial da América Latina. A premiação é oferecida pela ADVB SP desde 1992 e possui grande credibilidade no mercado e entre os gestores de Recursos Humanos. O objetivo do TOP de RH é reconhecer o valor das organizações e profissionais da área que conseguiram superar resultados com ações e o planejamento dos Recursos Humanos.
Mundo do trabalho
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Ações lideram os incentivos aos executivos |
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VALOR ECONÔMICO - EU& CARREIRA - SÃO PAULO - 08/02/10 - Pg. D10 |
Após as turbulências vividas com a crise econômica, as empresas brasileiras voltaram a conceder participações acionárias aos seus executivos com o objetivo de alinhar as práticas de remuneração com a estratégia de negócios. De acordo com uma pesquisa realizada pela consultoria Deloitte, com 127 empresas que atuam em São Paulo, no Rio de Janeiro e no Sul do país, 13% delas disseram conceder incentivos de longo prazo como forma de salário variável. De acordo com o gerente sênior da Deloitte, Fabio Mandarano, o que chama a atenção não é o número, ainda considerado baixo, mas sim o perfil das empresas que começaram a oferecer esse benefício. "Até 2004, esses planos eram quase que exclusivos de subsidiárias brasileiras de grandes multinacionais, que repetiam as estratégias de remuneração no mundo todo. Agora, temos muitas empresas 100% nacionais fazendo IPOs (oferta inicial de ações) e adotando esses modelos", explica. A modalidade de stock option, que dá ao funcionário o direito de exercer a compra de um lote de ações no futuro por um preço pré-fixado no momento da concessão, é a preferida das companhias para os altos executivos. O parte variável concedida aos presidentes, diretores e gerentes é formada por, no mínimo, 80% de stock options. Em relação aos supervisores e aos demais níveis, há um equilíbrio entre as stock options e as stock purchase -concessão de um lote de ações ao empregado. "A participação acionária é positiva, mas os planos devem ser bem elaborados para evitar problemas", afirma Mandarano. Ele lembra que em 2008, quando os índices na economia batiam recordes de crescimento, muitas companhias criaram planos agressivos de remuneração e acabaram se complicando depois. Nessa fase pós-crise, portanto, as empresas estão cautelosas. Cerca de de 40% estão atrelando a parte variável dos salários aos indicadores corporativos e apenas 23% aos individuais. "Os pagamentos dependerão mais do faturamento, do resultado operacional e do lucro líquido", diz o gerente sênior.
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Salas para chefes estão fora de moda na Philips |
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O ESTADO DE S. PAULO - SÃO PAULO - 08/02/10 |
O QG da subsidiária brasileira da Philips vai mudar de endereço. A empresa deixa o prédio atual, na rua Verbo Divino, na zona sul de São Paulo, para ocupar quatro andares do Castelo Branco Office Park, a primeira das seis torres do condomínio verde de 110 mil metros quadrados de área que a Tishman Speyer está erguendo em Alphaville, nas imediações da capital paulista. Não se trata, porém, de uma mera mudança de CEP. Na verdade, os 800 funcionários do escritório central vão encontrar uma nova forma de trabalhar, que começa a ser adotada globalmente pelo grupo holandês. Batizado internamente de Workplace Innovation, o modelo privilegia o trabalho em equipe e a colaboração dos funcionários de diferentes divisões de negócios e áreas funcionais. O uso dos espaços será feito em função da necessidade, em vez da posição hierárquica, como ocorre tradicionalmente no mundo corporativo. Com isso, saem de moda as salas exclusivas, com o nome do ocupante gravado na porta, as cadeiras e as estações de trabalho diferenciadas em função da posição funcional. Isso vale, inclusive, para a alta chefia. "A ideia é aproximar mais as pessoas e estimular o trabalho em equipe", disse aos funcionários o presidente da Philips, Marcos Bicudo, que desde sua entrada na empresa, em julho do ano passado, reclamava da suntuosidade do espaço ocupado pela diretoria. "O novo modelo permitirá aos funcionários gerenciar melhor seu tempo e o equilíbrio de suas vidas." Uma das ideias, por exemplo, é permitir e até estimular o trabalho em casa. O anúncio da mudança, no final de 2009, não foi exatamente indolor para muitos funcionários, que residem nas imediações do atual endereço. Para convencê-los das vantagens do novo modelo e de ir trabalhar num local a 30 quilômetros de distância dali, entrou em ação a área de Recursos Humanos, que promoveu reuniões e seminários nos últimos meses. Para chegar à definição pelo novo prédio, a Philips examinou 35 edifícios em São Paulo. Boa parte foi eliminada sumariamente por não atender às exigências de sustentabilidade: um ponto decisivo era que a construção tivesse o selo Green Building. Definido o novo domicílio, o desafio para Bicudo e sua equipe, a partir de julho, é fazer com que o novo modelo de local de trabalho saia do papel e funcione na prática. Numa empresa hierarquizada como a Philips, dividida em setores de negócios que até aqui pouco se comunicavam entre si, na qual os sinais exteriores de poder costumam contar muito, a implantação do Workplace Innovation deverá exigir um grande esforço de persuasão e jogo de cintura.
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Assédio moral assombra a LG |
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O ESTADO DE S. PAULO - NEGÓCIOS - SÃO PAULO - 08/02/10 - Pg. N10 |
Greve no interior paulista mostra as dificuldades dos funcionários da empresa em conviver com o jeito coreano
TAUBATÉ (SP) Por quase uma semana, os funcionários da coreana LG Eletronics de Taubaté ? em torno de 2,4 mil ? interromperam a produção de cerca de 300 mil unidades com o objetivo de brigar pelo cumprimento de um acordo de promoções e para protestar contra o assédio moral por parte de alguns executivos. A greve terminou na sexta-feira, depois de um acordo entre o Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté e a empresa, intermediado pelo Tribunal Regional do Trabalho de Campinas (SP). O fim do assédio moral é um tipo de reivindicação comum nas pautas sindicais, mas o excesso de queixas, segundo o sindicato, mobilizou os funcionários. A empresa, segundo a entidade, se comprometeu a mudar suas práticas. Os trabalhadores falam de insultos, palavrões e maus tratos. Depois de um tapa nas costas e um rosário de insultos, Simone de Gouvêa Rosa, de 35 anos, recorreu à Justiça. Desde junho de 2007 briga por uma indenização. A acusação é de agressão moral e física. O acusado, diretor da área de celulares, é conhecido por todos como Mister Ahn. Em caso de condenação da empresa, o valor será determinado pelo juiz. Após um acordo, ficou acertado que, até a decisão do juiz, Simone continua vinculada à empresa. É funcionária, recebe o salário e demais benefícios, mas fica em casa. Não pode procurar emprego nem ter atividade remunerada. Depois de tanto tempo, ainda tem de conviver com as perguntas inconvenientes de quem quer saber por que levou um tapa do diretor coreano. Até o filho único, de 13 anos, é atormentado pela curiosidade dos colegas de escola. Simone entrou na LG em 2001. Acordava às 5 da manhã, ainda com o céu escuro, preparava o filho para a escola e chegava à fábrica às 7h15. O expediente terminava às 17h18. Parava10 minutos para o café da manhã, tinha pausa para o almoço e outra para o lanche da tarde. Mas, segundo ela, precisava pedir para ir ao banheiro ou tomar água. "Se ninguém estivesse livre para me substituir, tinha de segurar a vontade", diz. Seu trabalho era testar baterias e colar adesivos nos aparelhos. Em junho de 2007, quando a produção de monitores estava mais tranquila e a de celulares acelerada, alguns funcionários, entre eles Simone, foram recrutados para mudar de departamento por uma semana. O grupo teve de aguardar em uma sala para receber mais instruções para a hora extra que faria. Ela conversava com Adriano Calais, então integrante da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa), para ter detalhes sobre como seria a Participação de Lucros e Resultados (PLR). Mr. Ahn, segundo ela, entrou na sala, deu um tapa estalado nas costas dela e gritou em coreano. Abalada, a funcionária diz que passou por um psiquiatra e uma psicóloga e teve de tratar da depressão com muitos remédios. "Tomava calmantes, não conseguia dormir. Naquela época não conseguia sair de casa, nem tirava o pijama, ficava enfiada no quarto o dia inteiro à base de antidepressivos." Ainda hoje Simone se desestabiliza ao lembrar do caso. Chora e diz ter pesadelos. "Ele olhava nos meus olhos, gritava comigo, gesticulava muito. Fiquei paralisada, me senti assustada e não consegui reagir", diz. O marido fez o possível para ajudar na recuperação. Numa saída para jantar, ela simplesmente travou ao passar pela porta do restaurante e ver uma mesa cheia de coreanos da LG, entre eles Mister Ahn. Desgastada, Simone espera encerrar o processo e, pouco a pouco, "voltar à rotina, arranjar outro emprego, ter a minha independência novamente e uma vida social". PALAVRÃO João, nome fictício, é funcionário da LG há nove anos. Relata que a relação com os chefes coreanos é difícil. Ele diz que uma das primeiras coisas que os novatos costumam fazer, até por instinto de defesa, é aprender palavrões em coreano para tentar acompanhar o que os executivos dizem nas rodinhas de conversa. Em março do ano passado, João ajudava o supervisor em outra linha de produção. Conta que Mister Ahn, aparentemente insatisfeito com a presença do funcionário, o xingou no idioma natal. "F.d.p.", teria dito. "Respondi que sabia o que ele estava falando e disse "é a sua mãe", pronto para bater nele. Chorei de raiva. Pensei na minha mãe que me colocou no mundo. Ela é o quê, uma vadia?" João foi ao ambulatório da empresa, tomou um calmante e pediu providências. Mister Ahn teve de pedir desculpas formais. Ele tentou entrar com uma ação na Justiça, mas teve de interromper o processo por falta de testemunhas. "Será que ele é bipolar? Na semana passada dizem que ele jogou um notebook no chão num momento de fúria." A empresa nega. A LG informou, em nota, não existir uma cultura dominante na empresa: "O objetivo é fazer com que a cultura local e a coreana se integrem, transformando a forma de trabalhar, conviver e interagir em um misto das duas culturas, na qual o que prevalece é o melhor de cada uma." Dos cinco mil funcionários no País, 64 são coreanos, espalhados por Taubaté, Manaus e o escritório de São Paulo. Sobre a acusação de assédio moral, a LG diz que as queixas podem ser feitas à matriz. "Caso seja apurada uma infração, as providências são imediatamente tomadas pela matriz, que acionará os responsáveis no País", explica a nota. Para Roberto, outro nome fictício, a cultura coreana é muito diferente da nossa. "Para eles, é normal chamar a atenção de um funcionário na frente dos outros ou simplesmente não falar com os subordinados. Mas não é assim que agimos", ressalva. Ele também viu cenas inusitadas na LG. A máquina que fechava as caixas de monitores estava com um defeito e não fazia o lacre corretamente. Um diretor coreano chamou a equipe para uma reunião e arremessou uma caixa com o monitor no chão. "Tranquilo, ele saiu para fumar com os outros coreanos como se nada tivesse acontecido", afirma. Para Roberto, estar na LG é um "desgaste psicológico". Se pudesse, mudaria de emprego. "Quando fui admitido, imaginava que seria o lugar do futuro. Afinal, lá se faz tecnologia." Coreano primeiro trabalha. Depois vive Pesquisador explica a influência cultural nas relações de trabalho no país A tradição de obediência hierárquica no mundo corporativo coreano tem clara influência da filosofia de Confúcio, que legitimava a submissão aos superiores. Essa relação começou a ficar clara com a migração mais acentuada da população rural para as cidades, entre os anos 40 e 50, e prevalece até hoje. Aquela era uma população mais acostumada ao trabalho pesado e sem a presença de figuras como a dos sindicatos. O país passou por uma série de evoluções e suas grandes empresas, como LG, Hyundai e Samsung, se globalizaram. Passadas algumas décadas, o choque cultural persiste, diz o especialista em Coreia do Sul, Gilmar Masiero, professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP e doutor em economia. "Os coreanos têm assimilado normas de conduta internacionais, mas há resíduos das relações de trabalho do país", diz. Masiero explica: "Aqui o brasileiro vive e trabalha. Na Coreia a prioridade é outra. O coreano primeiro trabalha, depois vive". Mesmo com a atual renda per capita, o emprego no país ainda é muito disputado. E há convenções sociais que condenam os desempregados. Até pouco tempo atrás, segundo o professor, a jornada de trabalho dos coreanos chegava a 60 horas semanais. Hoje, oficialmente, é de cerca de 48 horas. Mas se trabalha muito mais do que isso graças às prolongadas horas extras. Em suas pesquisas e visitas ao país, Masiero comprovou que, de fato, segundo a cultura coreana, é normal que chefes se expressem aos gritos com os subordinados. Em situações extremas, como manifestações grevistas, o coreano pode chegar ao confronto físico. "As relações são mais duras", resume. O professor avalia que algum tipo de choque cultural sempre vai existir, mas argumenta que isso tem a ver com o baixo nível de compreensão dos nativos. "O brasileiro não entende o coreano e seus padrões, diferentes dos vistos no Ocidente. E é bom lembrar que enquanto eles gritam com os funcionários, o Brasil também vive situações inadmissíveis, como os casos de trabalho escravo", salienta. Além disso, diz, alguns empregadores brasileiros têm um comportamento semelhante ao coreano ao tratar os empregados aos gritos e submetê-los a todo tipo de assédio moral.
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Criação de emprego bate recorde, afirma Lupi |
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DCI - POLÍTICA ECONÔMICA - SÃO PAULO - 08/02/10 - Pg. A3 |
Rio de Janeiro - O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, antecipou na sexta-feira, no Rio, o fechamento do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados para o mês de janeiro e, mesmo sem dar detalhes dos número, revelou que houve novo recorde na geração de empregos. O recorde anterior era de 142 mil postos de trabalho em janeiro de 2007. Ele também fez uma projeção de que no ano de 2010 deverão ser gerados dois milhões de empregos.
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Devastação nos empregos |
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JORNAL DO COMMERCIO BRASIL - CONFIDENCIAL - SÃO PAULO - 08/02/10 - Pg. A4 |
Na propaganda oficial, o País está "bombando". Mas o governo "vazou" dados segundo os quais a marolinha devastou o emprego de 7,7 milhões de brasileiros em 2009, que receberam R$ 19,5 bilhões em seguro-desemprego. Em 2008, outros 7 milhões de brasileiros tinham recebido R$ 14,7 bilhões. O Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) fechou no vermelho, pela primeira. vez desde 1992. Suas receitas em 2009 foram de R$ 35,01 bilhões, contra R$ 33,27 bilhões no ano anterior. Já o total das despesas ficou em R$ 36,83 bilhões. Em 2008, haviam sido de R$ 30,92 bilhões. São números do arco da velha, que a propaganda pinta com as cores do arco-iris.
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RJ registra 88 mil empregos em 2009 |
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JORNAL DO COMMERCIO BRASIL - RIO DE JANEIRO - SÃO PAULO - 05/02/10 - Pg. A13 |
A economia fluminense registrou a criação de 88.875 empregos formais em 2009, segundo dados da nota técnica Evolução do Mercado Formal de Trabalho Fluminense em 2009, produzida pelo Sistema Firjan, com base em dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho. O ritmo foi lento nos primeiros seis meses do ano, sob impacto dos efeitos da crise financeira mundial, mas o aquecimento da demanda interna fez o número de vagas retomar a trajetória ascendente mais acelerada nos meses seguintes. Foram criados 15.167 postos de trabalho no primeiro semestre, e 73.708 empregos, número 4,8 vezes maior, no segundo semestre. O principal contratante foi o setor de serviços, com 54.591 postos de trabalho celetistas - ou seja, mais de 60% das oportunidades de trabalho criadas em 2009. O comércio, único a contratar fortemente em dezembro, ultrapassou a marca da construção civil (11.071) e se tornou o segundo maior empregador, com 16.361 vagas. A indústria geral do estado criou 7.033 empregos. Na análise regional, o resultado das movimentações do mercado de trabalho foi positivo em sete das oito regiões fluminenses. Apenas o Norte Fluminense ficou com saldo negativo no acumulado de 2009 devido a dispensas na construção civil. saldos. O saldo na indústria de transformação, e nos segmentos de produtos alimentícios, bebidas e álcool etílico foi de 3.996 postos formais de trabalho. O setor têxtil e do vestuário registrou 2.155 postos e o segmento de química de produtos farmacêuticos, veterinária e perfumaria teve saldo de 1.771. A Nota Técnica da Federação das Indústrias destaca, ainda, a indústria metalúrgica que, apesar de encerrar negativa (- 936) após um semestre inteiro de forte encolhimento dos postos de trabalho, apresentou significativa mudança de tendência no segundo semestre, voltando a contratar e revelando reaquecimento das atividades do setor. Para a Federação das Indústrias, a expansão da oferta de postos de trabalho com carteira assinada no segundo semestre, impulsionada pela demanda interna aquecida, delineia perspectivas positivas para 2010, quando as expectativas apontam para a criação de dois milhões de empregos em todo o Brasil, considerando as variações sazonais de desaceleração no primeiro trimestre.
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A tentação de ser Homer |
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JORNAL DA TARDE - EMPREGOS - SÃO PAULO - 08/02/10 - Pg. E1 a E3 |
Admitir ou não um erro pode ser a diferença entre solucioná-lo ou ser demitido
Cometer erros ou enganos faz parte do dia-a-dia de todas as pessoas. Não seria diferente dentro das empresas. Mas como lidar com eles? O ideal é evitar a ‘filosofia’ Homer Simpson, que prega negar os erros cometidos no trabalho, culpar outras pessoas ou ainda tentar escondê-los (veja texto à esquerda). “Muitas pessoas tentam escamotear seus erros quando trabalham em uma organização com cultura mais centralizadora e autoritária”, diz Maria Rejane da Silva Arboite, mestre em Administração com ênfase em Gestão por Competências e professora do curso de Tecnologia em Gestão de Recursos Humanos do Centro Universitário Feevale. “Em empresas com cultura mais aberta ao diálogo, a tendência é o empregado sentir mais confiança para se expressar.” Segundo a professora, reconhecer que errou é uma forma de ser ético. “Quem esconde o erro ou tenta transferir a culpa para outros quebra o elo de confiança com colegas e chefes. Propor rapidamente soluções para corrigi-lo ou pelo menos reduzir os impactos que o erro pode causar para a empresa é a melhor forma de superá-lo.” Dois são os motivos principais para ocorrência do erro: falha ou ato intencional. Segundo Ercília Vianna, gerente de Projetos do Grupo Foco de Recursos Humanos, a maioria das pessoas erra sem querer: ou porque cometeram algum engano de avaliação, ou por falha em processos ou até por não seguir os procedimentos estabelecidos. “Quando a pessoa percebe que errou, deve imediatamente apontar o problema e corrigi-lo, para que os estragos sejam os menores possíveis”, diz ela. Agir com rapidez e reconhecer o problema significa maturidade do profissional. Se o erro for apontado por outras pessoas, o funcionário deve rever suas ações e, confirmado o problema, reconhecê-lo e apresentar logo sugestões para resolvê-lo. “O erro deve ser reconhecido e corrigido. Dentro das empresas é comum ele ser encarado como um ‘bicho-de-sete-cabeças’. Ninguém quer errar, é claro, mas a situação pode ser transformada em oportunidade de aprender algo novo”, diz Ercília. Para a consultora, erros são experiências e oportunidades de aprendizado e podem até ajudar a aperfeiçoar regras e processos dentro das empresas. Se o funcionário tem cargo de liderança, o recomendado é investigar a origem do erro antes de apontar um funcionário como responsável. É recomendado conversar com ele, entender o que se passou e nunca submetê-lo a constrangimentos diante do restante da equipe. “Errar faz parte do aprendizado”, enfatiza a mestre em Psicologia e consultora de carreira Adriana Gomes, da Clínica de Vida e Carreira. “Nossa cultura trata quem erra como pessoa menos qualificada. Como se ninguém errasse! O erro faz parte do jogo e está presente na vida de todos, do aprendiz ao presidente da empresa. Entretanto é preciso lidar com ele de maneira positiva, reconhecer e aprender com o erro. AXIOMAS Entre os axiomas (premissas) do personagem Homer Simpson, criado por Matt Groening, no seriado de TV, os citados na capa desta edição descrevem a opinião dele do que se deve dizer quando se fez algo errado no trabalho: 1o) negar; 2o) pôr a culpa em alguém, e 3o) sem escapatória, tentar abafar o caso
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Pequenos negócios podem gerar 19,3 milhões de empregos |
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O DIA - ECONOMIA & PAIS - RIO DE JANEIRO - 05/02/10 - Pg. 22 |
Rio - Os pequenos negócios não-agrícolas do País têm potencial para a criação de 19,3 milhões de empregos nos próximos 10 anos. A previsão é do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que divulgou ontem pesquisa sobre os pequenos negócios brasileiros. Segundo o estudo, a expansão do emprego nesses estabelecimentos foi em média de 4,2% nas duas últimas décadas. Segundo cálculos do Ipea, a maioria dos trabalhadores brasileiros urbanos (55,4%) está em empreendimentos de até 10 funcionários. Apesar da grande capacidade de geração de emprego, esses locais ainda não oferecem postos de qualidade. De acordo com o estudo, só 40,8% dos empregados têm carteira assinada. O rendimento médio desses trabalhadores também fica abaixo da média dos demais. O estudo concluiu que os salários pagos nesses estabelecimentos eram em 2008 em média de R$ 633,03. Pessoas que atuam por conta própria ganhavam R$ 807,34, enquanto que os patrões ficaram com apenas R$ 2.607. Só entre 1998 e 2008, de cada três empregos criados no País nas áreas urbanas, dois eram de pequeno e micro empresas. Desde 1989, esses estabelecimentos mais que dobraram o número de empregos gerados e atingiram a quantia de 31 milhões de postos.
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Qualificação do trabalhador |
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DIÁRIO CATARINENSE - EDITORIAIS - FLORIANÓPOLIS - 04/02/10 - Pg. 12 |
Convênio assinado pelo Ministério do Trabalho e Emprego com prefeituras e instituições de ensino catarinenses, na terça-feira, em Florianópolis, vai oferecer cursos gratuitos de qualificação profissional, em vários setores, para 13,75 mil pessoas no Estado, com a garantia de colocação imediata no mercado de trabalho de pelo menos,30% dos selecionados. O ministro Carlo Lupi foi certeiro e verdadeiro ao dizer que sem qualificação não se consegue mais emprego. Com efeito, a tormenta que abalou a economia global deixou para o Brasil, entre diversas outras, a lição de que é na educação e na formação de mão de obra qualificada dos laboratórios de pesquisa avançada ao chão da fábrica que será encontrado o atalho para o desenvolvimento pleno. Como lembrou o economista e sociólogo Roberto Cavalcanti, presidente do Instituto Nacional de Altos Estudos Econômicos (Inae), em entrevista à mais recente edição da revista Desafios do Desenvolvimento, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o país tem que parar de pensar apenas em crescimento econômico, mas deve aplicar-se, de corpo e alma, à construção do verdadeiro desenvolvimento, entendido como um processo econômico, mas também político, social e até cultural, uma mudança de mentalidade, de atitude, de espírito. À inserção dos jovens no mercado de trabalho foram destinadas 6,6 mil das vagas, por meio do Pró-Jovem Trabalhador. Já o Plano Setorial de Qualificação tem como objetivo preparar a mão de obra conforme as necessidades da economia dos locais onde serão desenvolvidos os cursos de capacitação. Assim, por exemplo, as 1,7 mil vagas destinadas a Itajaí voltam-se para atividades ligadas ao setor portuário. Entre os “gargalos” que hoje emperram o desenvolvimento econômico como um processo permanente, além da questão da infraestrutura superada e demolida por falta de investimentos públicos, e das reformas que tardam, a falta de qualificação profissional também avulta. Ademais, anote-se que, para a economia catarinense, que é de ponta e em boa parte voltada para o mercado externo, esta é uma questão estratégica, vital mesmo. Torna-se, ainda, oportuno lembrar que, em Santa Catarina, há um bom tempo são levados à frente programas para a oferta de cursos gratuitos de qualificação profissional patrocinados por entidades empresariais, como a Federação do Comércio e a Federação das Indústrias, em convênio com os poderes públicos. Um exemplo eloquente é o programa Jovem Aprendiz, promovido pelo Senac/SC, que, até agora, já formou mais de 8 mil jovens em cerca de 20 municípios do Estado. Outro projeto desenvolvido com êxito, também do Senac, em convênio com o governo federal, é o Programa Senac de Gratuidade, que, em apenas um ano, qualificou mais de 2,5 mil trabalhadores. Os convênios que foram assinados na Capital, terça-feira, são um bom estímulo para enfrentar os novos desafios da economia e do emprego. Mas não podemos ficar só nisso. É necessário fazer mais, muito mais pela educação, da base até a universidade e a qualificação profissional. O objetivo – repita-se – não é o mero “crescimento”, mas o verdadeiro desenvolvimento, entendido como um processo que não é apenas econômico, mas também social, político e cultural.
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Pernambuco pode gerar 60 mil empregos formais |
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DIÁRIO DE PERNAMBUCO - ECONOMIA - RECIFE - 30/01/10 - Pg. B2 |
Trabalho // Estado surpreendeu na criação de vagas com carteira assinada em 2009
A geração de empregos é um dos principais motores da economia. Gera renda, que gera consumo, que gera mais investimentos, que gera mais ocupação. E, nesse quesito, Pernambuco vem surpreendendo. As três mais respeitadas fontes de dados que acompanham a evolução do mercado de trabalho no país trouxeram excelentes números em 2009. E tudo indica que serão ainda melhores em 2010. A expectativa é a de que neste ano sejam geradas mais vagas formais do que em 2008, quando foram criados 52,8 mil empregos com carteira assinada no estado. Deve chegar facilmente a 55 mil ou mesmo 60 mil novos postos. Em 2009, apesar da crise financeira mundial, Pernambuco gerou 46.717 vagas de trabalho formais, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) - um crescimento de 4,85% em relação ao ano anterior, enquanto que o Brasil cresceu 3,11%. As cinco mesorregiões alcançaram resultados positivos, com destaque para o Sertão (8,6%), Sertão do São Francisco (8,4%) eAgreste (5,1%). Na Mata, o crescimento foi de 0,7% e, na Região Metropolitana do Recife, de 5,1%. "Estamos não apenas crescendo mais rápido que o país, como também crescemos em importância. Em 2006, a participação do estado no total de vagas geradas no Brasil era de 3,16%. Em 2009, foi de 4,69%", diz o secretário de Planejamento e Gestão, Geraldo Júlio. Sobre o crescimento de 8,6% no Sertão, o secretário afirma que a interiorização do desenvolvimento está caminhando a passos largos. "O interior está se preparando para dar um grande salto", completa. Já a Pesquisa Mensal de Emprego (PME), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IGBE) na última quinta-feira, mostra uma redução de 20% na taxa de desocupação na Região Metropolitana do Recife entre 2006 e 2009. Era de 10,4%, caiu para 8,4%. "Os números indicam que a construção civil é o carro-chefe. É ela que está puxando a geração de empregos no Nordeste e, especialmente, em Pernambuco". Para se ter uma ideia, de acordo com a Pesquisa deEmprego e Desemprego (PED), elaborada em conjunto pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Agência Condepe/Fidem e Fundação Sead, o setor da construção civil obteve uma expansão de 25% na RMR em 2009. Na Grande Salvador, esse crescimento foi de apenas 15%. A pesquisa, também divulgada na quinta-feira, aponta para uma taxa de desemprego na RMR de 19,2%, a menor em 12 anos. Segundo Geraldo Júlio, os resultados obtidos de 2007 para cá são fruto de uma estratégia integrada, que envolve não apenas a Secretaria de Juventude e Emprego, como também as de Planejamento e Gestão, Educação, Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente. "A geração de emprego é uma das nossas metas estratégicas. Estamos implementando uma série de ações, medindo os resultados e avaliando se a estratégia está dando certo ou não. Os dados do Caged, da PED e da PME dizem que sim", justifica. Para estimular a geração de empregos, o governo vem atacando em quatro frentes: viabilização de empreendimentos estruturadores (refinaria, transposição, Transnordestina), atração de empreendimentos (foram 226 indústrias entre 2007 e 2009), investimentos diretos (em 2009 foram R$ 2,2 bilhões, contra uma média de R$ 680 milhões entre 2003 e 2006) e capacitação de trabalhadores. Somente no Qualifica PE foram capacitadas, no ano passado, 40,3 mil pessoas. Foco no trabalho mais qualificado De nada adianta ter desenvolvimento se as pessoas não estão preparadas para ocupar as vagas de trabalho que surgem. E essa preparação vai além da simples qualificação profissional. Passa pelo ensino básico, técnico e de nível superior. Basta lembrar do drama que foi preparar cinco mil trabalhadores para o Estaleiro Atlântico Sul. Sinal de que, se os pernambucanos não estiverem preparados, outros virão ocupar seus lugares. Por enquanto, o estado é um grande canteiro de obras. Só para citar algumas: ampliação da Estrada da Batalha, Viaduto da Pan Nordestina, três novos hospitais, 12 Unidades de Pronto Atendimento, sete escolas técnicas, Sistema Pirapama, duplicação das BRs 101, 104 e 408, transposição, Transnordestina, as PPPs do Paiva e do complexo prisional em Itaquitinga, refinaria, estaleiro, polos petroquímico e farmacoquímico. Vai chegar um momento em que profissionais mais preparados serão cada vez mais solicitados. Atento a isso, o governo do estado está ampliando as escolas em tempo integral para 102 municípios em 2009. Serão 73 mil vagas em 160 unidades, contra as 4,6 mil existentes em 13 escolas há quatro anos. Nas escolas técnicas, incluindo as sete novas que devem ser entregues em fevereiro, serão 15,2 mil vagas. Em 2006, eram apenas 1.748 oportunidades. "O objetivo é melhorar as condições de empregabilidade e garantir que os pernambucanos consigam ocupar não apenas vagas na área da construção civil, mas também empregos que exigem uma maior qualificação", explica o secretário Geraldo Júlio, acrescentando que a Universidade de Pernambuco (UPE) também está abrindo novos cursos pelo interior, como o de medicina em Garanhuns.
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