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16/4/2010
CLIPPING - ABRH NACIONAL 13/04/2010
 

ABRH

 

Guia para domar as seleções de estágio  

O GLOBO - MEGAZINE - RIO DE JANEIRO - 13/04/10 - Pg. 16 e 17

Tudo o que você deve evitar para conseguir sobreviver às muitas etapas dos processos seletivos e agarrar a vaga que sempre sonhou
Processos de seleção de estágio costumam ser um verdadeiro calvário para os estudantes. Duram meses, são divididos em etapas que parecem intermináveis e têm seu anticlímax nas dinâmicas de grupo. Não é por acaso que existem no Orkut comunidades que são variações sobre o mesmo tema: “Eu odeio dinâmica de grupo”.
Especialistas em recursos humanos reconhecem que maus profissionais muitas vezes propõem atividades sem pé nem cabeça e cr iam f antasmas desnecessários nos estudantes. Mas, em outros casos, a suposta “injustiça” ocorre porque candidato e vaga não foram feitos um para outro.
Jacqueline Resch, sócia-diretora da Resch Recursos Humanos, explica que a dinâmica procura entender a personalidade e o comportamento dos estudantes. E ela aproveita para mandar um recado aos tímidos, que sempre temem ser preteridos pelos comunicativos: 
— O jovem não tem que se preocupar com o que querem dele, e sim se mostrar como ele é. Se a pessoa for mais quieta, isso vai transparecer, não é um problema. A não ser que ela não responda quando for estimulada pelo avaliador. A pessoa que é falante também precisa entender o contexto, não dá para ser piadista no momento errado — diz a especialista, que ressalta a importância de conhecer a empresa e o perfil do trabalho.
Noely David, supervisora de processos seletivos especiais do Centro de Integração EmpresaEscola (CIEE), aponta uma habilidade que, segundo ela, está difícil de encontrar entre os jovens: o bom texto. Para a supervisora, todas as empresas, independentemente da área, procuram jovens que escrevam bem, sem os vícios de linguagem do “informatiquês”. Jacqueline conta que houve casos de candidatos que escreviam melhor em inglês do que em português. Quem não fala língua estrangeira, aliás, dificilmente passa pela primeira triagem: 
— O inglês hoje em dia não é segundo idioma, é primeiro e meio. Algumas empresas até colocam o espanhol como desejável. Outras fazem exigências de acordo com a sua nacionalidade — completa Noely.
De acordo com Fábio Ribeiro, presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos do Rio (ABRH-RJ), na hora de escolher um estagiário, a empresa leva em conta a universidade, que virou uma espécie de “selo de qualidade”, e, principalmente, a atitude do estudante. As seleções focam cada vez menos em conhecimento técnico e mais em questões comportamentais, como iniciativa.
— O que se procura? Proatividade, boa comunicação, trabalho em equipe e envolvimento profissional com a empresa — enumera Ribeiro.
Para ele, atualmente, o chavão “vestir a camisa” da empresa está fora de moda. A preocupação é que o estagiário entenda e assuma a sua responsabilidade.
Na dinâmica, eu devo...
SER SÉRIO OU SOCIÁVEL? (Rodrigo Machado, aluno de Turismo da Estácio)
JACQUELINE RESCH: Não tente agradar ao outro. A pessoa não deve fugir das suas características.
IR MUITO ARRUMADA? (Wanessa Sampaio, aluna de Eventos da Estácio) JACQUELINE: A dica que eu daria é usar de bom senso, nem oito nem oitenta. Você não está indo para uma festa. 
Bom senso é essencial ao abrir o guarda-roupa para uma seleção de estágio, diz a consultora Jacqueline Resch. Os candidatos devem optar por roupas formais e discretas. As meninas devem evitar decotes e saias curtas, pois podem passar uma ideia de vulgaridade ou sedução. As escolhas precisam estar de acordo com o ambiente (formal ou informal) da empresa.
O português usado no currículo precisa ser impecável. Um erro pode eliminar o candidato. Atenção: não faça 20 páginas para impressionar! O texto deve ser conciso, sem blablablá. O essencial: dados sobre formação, com ano e nome das instituições; experiência profissional, com lugares e tempo de permanência, projetos de que participou; cursos e idiomas.
A primeira impressão quase sempre é a que fica nos processos seletivos. Assim, a postura em uma dinâmica ou entrevista é tão importante quanto a roupa adequada. O candidato não deve se sentar com displicência nem tratar o entrevistador com excesso de intimidade. Telefone celular desligado é indispensável. E atraso, nem pensar!
Em um processo de seleção, todos tentam se apresentar como o candidato perfeito para a vaga em questão. No entanto, no vale tudo da luta por um estágio, a mentira não se sustenta. Até porque as competências serão exigidas no dia a dia do trabalho. Ser espontâneo em uma entrevista ou dinâmica é difícil, mas não dá para perder a honestidade.
Timidez é um traço da personalidade que raramente se transforma em extroversão, principalmente em situações de grande exposição. No entanto, caso seja confrontado pelo avaliador, o candidato não pode se esconder. Nesses momentos, o quietinho tem a oportunidade de dar uma boa resposta na hora certa e causar uma boa impressão. Para atingir o objetivo, é importante conhecer a filosofia da empresa e o seu negócio.

 

Sucesso na carreira: Como se comportar numa reunião de trabalho?  

O DIA - RJ - WEB - 13/04/10

Rio - Como se comportar numa reunião de trabalho? Anotar os pontos principais? Apenas debater os temas? Usar caneta e papel ou aparelhos eletrônicos? Leia a coluna abaixo e participe, sem dúvidas, das reuniões. 
PERGUNTA E RESPOSTA
Trabalho numa empresa de TI. E as vezes me sinto pouco à vontade em reuniões. Não sei se devo usar aparelho eletrônico ou caneta para fazer anotações. Tem gente que não anota nada. Como proceder? 
>>José Armando, por e-mail
A participação em reuniões quer dizer que serão debatidos temas e decisões serão tomadas. Assim, é preciso ter um ritual nesta participação de modo que o resultado seja levado adiante numa nova tarefa de trabalho, comunicação a algumas áreas, mudanças de rumos no trabalho, ações corretivas, etc. A etiqueta empresarial exige que os participantes levem papel e caneta para registro dos pontos importantes, das decisões tomadas e quais as providências seguintes. Com a tecnologia, já tem pessoas que registram no próprio notebook. Mas atenção: o notebook pode deixar os demais participantes sem a visão do seu rosto e as expressões faciais são importantes no diálogo com as outras pessoas. O fato das demais pessoas nada anotarem não deve tirar de você a chance de demonstrar como a sua participação está sendo efetiva, de forma correta e com demonstração de interesse pelos assuntos da empresa. Citando o meu exemplo, não gosto de convocar uma reunião e receber as pessoas sem nada na mão para anotações. Demonstra, na minha concepção de ver, desinteresse em buscar alternativas de juntos fazer o melhor pela empresa.
Leyla Nascimento é presidente da ABRH-RJ e do Instituto Capacitare

PR: Londrina sedia III Congresso Nacional de Responsabilidade Socioambiental  

PÁGINA RURAL - WEB - 12/04/10

Nos dias 21 e 22 de maio de 2010, no Parque de Exposições Governador Ney Braga, em Londrina-PR, a ABTD/PR – Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento do Paraná, promoverá a 3º edição do Congresso Nacional de Responsabilidade Socioambiental (III CNRS). 
Este é um dos mais importantes encontros da área, onde serão discutidas atualidades nos âmbitos de Educação , Meio Ambiente e Responsabilidade Social.
O objeti vo do III CNRS é incentivar o desenvolvimento de projetos e atividades empresariais com foco na Sustentabilidade, sejam essas atividades para a sociedade como um todo, ou apenas para a comunidade ao redor da organização.
Reunindo um público altamente selecionado, composto por lideranças empresariais, dirigentes de instituições educacionais de ensino superior, estudantes, profissionais das diversas áreas, o congresso oferecerá uma oportunidade ímpar, apresentando debates com renomados especialistas, entre eles: Drª Susan Andrews, psicóloga e antropóloga pela Universidade de Harvard (EUA), Dr. Rodrigo Klabin, Presidente da Fundação SOS Mata Atlântica, Profº Dr José Ernesto Bologna, titular da empresa Ethos- Desenvolvimento Humano e Organizacional; Carlos Murate, Presidente da Cooperativa Agroindustrial Integrada, Joachim Woelle, Diretor de Recursos Humanos da Sandoz do Brasil; Dr Synésio da Costa, Presidente da Fundação ABRINQ, Leyla Nascimento, Presidente da ABRH Nacional (Associação Brasileira de Recu rsos Humanos).
Paralelamente ao Congresso será lançado o livro do Rodrigo Rocha Loures, Presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná, com o tema: “Sustentabilidade XXI – educar e inovar sob uma nova consciência”

III Congresso Nacional de Responsabilidade Socioambiental  

AÇÃO ILHEUS - WEB - 12/04/10

“SUSTENTABILIDADE XXI – EDUCAR E INOVAR SOB UMA NOVA CONSCIÊNCIA”
Nos dias 21 e 22 de maio de 2010, no Parque de Exposições Governador Ney Braga, em Londrina-PR, a ABTD/PR – Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento do Paraná, promoverá a 3º edição do Congresso Nacional de Responsabilidade Socioambiental (III CNRS).
Este é um dos mais importantes encontros da área, onde serão discutidas atualidades nos âmbitos de Educação , Meio Ambiente e Responsabilidade Social.
O objetivo do III CNRS é incentivar o desenvolvimento de projetos e atividades empresariais com foco na Sustentabilidade, sejam essas atividades para a sociedade como um todo, ou apenas para a comunidade ao redor da organização.
Reunindo um público altamente selecionado, composto por lideranças empresariais, dirigentes de instituições educacionais de ensino superior, estudantes, profissionais das diversas áreas, o congresso oferecerá uma oportunidade ímpar, apresentando debates com renomados especialistas, entre eles: Drª Susan Andrews, psicóloga e antropóloga pela Universidade de Harvard (EUA), Dr. Rodrigo Klabin, Presidente da Fundação SOS Mata Atlântica, Profº Dr José Ernesto Bologna, titular da empresa Ethos- Desenvolvimento Humano e Organizacional; Carlos Murate, Presidente da Cooperativa Agroindustrial Integrada, Joachim Woelle, Diretor de Recursos Humanos da Sandoz do Brasil; Dr Synésio da Costa, Presidente da Fundação ABRINQ, Leyla Nascimento, Presidente da ABRH Nacional (Associação Brasileira de Recu rsos Humanos).
Paralelamente ao Congresso será lançado o livro do Rodrigo Rocha Loures, Presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná, com o tema: “Sustentabilidade XXI – educar e inovar sob uma nova consciência”
Apoio: Planeta Voluntários
Mais informações: 
Hialony Rodrigues ou Ana Carolina Paschoal
Telefone: (43) 3025-5260 e (43) 9932-6632 
e-mail: cnrs@fbeventos.com Este endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo. ou contatocnrs@fbeventos.com Este endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo. 
Visite o site: www.abtdpr.com.br

Recrutamento e Seleção de Pessoas  

FLORIPA NEWS - WEB - 12/04/10

Atração e Identificação de Talentos 
Objetivo: Apresentar e discutir estratégias para o Recrutamento e Seleção de talentos dos níveis operacional até o estratégico, proporcionando ao participante conhecimento a respeito das etapas envolvidas na realização de um processo profissional. 
Público-Alvo: Gestores de empresas, gestores de RH, Psicólogas e demais profissionais que tenham como função recrutar e selecionar pessoas, e que busquem maior assertividade no processo de Recrutamento e Seleção de Pessoal. 
Carga Horária: 16 horas 
Programa: 
• Informações do cargo; 
• Perfil de competências; 
• Tipos de Recrutamento 
• Fontes de Recrutamento; 
• Avaliação de currículos; 
• Seleção por competências; 
• Escolha de técnicas de Seleção; 
• A linguagem corporal do entrevistador e do candidato; 
• Entrevista de Seleção; 
• Candidatos reprovados; 
• Aprenda com cada processo seletivo; 
• A tomada de decisão. 
Currículo Resumido da Instrutora: LÍGIA MOMM - Mestre em Gestão de Negócios pela Universidade Federal de Santa Catarina, Diretora da ABRH Florianópolis durante 7 anos, Consultora Organizacional, Palestrante, Profª em Cursos de Pós-Graduação, Master Business Administration e Capacitação Empresarial, Executiva de Contas nos últimos 12 anos em empresas de telefonia móvel e RH. 
Cidade e Data: 
•Florianópolis: 16 e 17 de abril de 2010 
Horário: Dia 16 das 09h às 18h. 
Dia 17 das 08h às 17h. 
Valor: Sob consulta. 
Inclui: Certificado (SOCIESC), Material Didático e Coffee-Break. 
Formas de Pagamento: Boleto Bancário ou Cheque, com parcelamento em até 3X, sendo o vencimento da primeira ou parcela única para 30 dias após a data de início ou realização do curso. Cartão Visa, com opção de parcelamento em até 5X. 
Inscrições e Informações 
(47) 3248-8811 / (47) 3248-8814 
felippe.espindola@sociesc.org.br 
Unidade de Florianópolis da SOCIESC/FGV 
Campus UNICA - Rua Salvatina Feliciana dos Santos, 525 
Bairro Itacorubi - Florianópolis (SC) - Próximo à FIESC

Ontem e hoje  

ZERO HORA - INDICADORES - PORTO ALEGRE - 08/04/10 - Pg. 27

CARBONO – A BM&F Bovespa informou ontem que foram atingidas as condições para o leilão de créditos de carbono da Carbono Social Serviços Ambientais, que ocorre hoje, às 13h, no pregão paulista. Serão leiloadas 180 mil unidades de reduções de emissões verificadas (voluntary carbon units), com preços que variam de R$10 a R$ 12. Mais informações no site www.bmfbovespa.com.br/pt-br/download/LeilaoCarbono.pdf.
NOVA DIREÇÃO – A Fundação Projeto Pescar tem nova diretoria para a gestão 2010/2011, quando assumirá a presidência Cristiano Renner, que terá como vice Michael Lenn Ceitlin. Também integram a nova equipe Adriana Loiferman, Sérgio Coelho da Silva e Edgar Bortolini.
DIVIDENDOS – Uma das maiores produtoras de algodão, soja e milho do país a SLC Agrícola informou ontem que, conforme assembleia geral ordinária dos acionistas, foi aprovado o pagamento de dividendos às ações que compõem seu capital social. Mais informações no site www.slcagricola.com.br/ri.
PARCERIA – A Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-RS) divulgou ontem que fechou parceria com o Instituto de Estudos Empresariais (IEE) para que seus associados tenham 50% de desconto nas inscrições para a 23ª edição do Fórum da Liberdade, que ocorre dias 12 e 13 de abril, no Centro de Eventos da PUCRS, em Porto ALegre. Mais informações no site www.forumdaliberdade.com.br

O desencontro  

DIÁRIO DO NORDESTE - NEGÓCIOS - FORTALEZA - 03/04/10 - Pg. 3

O mercado de trabalho brasileiro tem um mistério: as empresas estão reclamando de falta de mão-de-obra qualificada, e há pessoas qualificadas procurando emprego sem encontrar. Há um número exuberante de vagas abertas em empresas e setores, e pessoas com perfil que parece ser o procurado pelo mercado, mas que não conseguem o que buscam.
Fiz uma coluna dias atrás sobre emprego, dando boas novas como a de que há 100 mil vagas abertas no setor de tecnologia da informação, ou de que procura-se por engenheiro a todo custo, ou de que há necessidade urgente até de trabalhadores com baixa qualificação. No Twitter, alguns reclamaram de estar na situação inversa: procuram emprego e não acham.
Voltei, então, a campo, junto com Valéria Maniero, do blog, e Alvaro Gribel, da coluna, para conversar de novo com empresas e especialistas.
Esbarramos em boas notícias.
Mariângela Mundin, gerente de planejamento e recursos humanos da Petrobras, disse que a estatal vai abrir concurso para pelo menos 8.000 funcionários até 2013. Há uma razão concreta: metade dos empregados da empresa tem mais de 20 anos de trabalho, e desses, 40% estão em condições de se aposentar nos próximos cinco anos. Eles terão que renovar o quadro.
Procuram por técnicos e geólogos, químicos, geofísicos, engenheiros.
O gerente de projetos do grupo Foco, Rudney Pereira Jr., diz que a empresa encaminha, por mês, três mil pessoas para vagas nas áreas de tecnologia, serviços, construção civil. E que há emprego para pessoas com baixa escolaridade.
— O mercado voltou com a corda toda. No setor de serviços é difícil encontrar profissionais com bom inglês para trabalhar em hotéis ou lojas de luxo — diz.
Uma das mensagens que recebi no Twitter foi de uma pessoa que disse que tem MBA pela FIA/USP, 10 anos de experiência em e-business, cursos de faculdade de prestígio nos Estados Unidos, 42 anos de idade, mas não encontra emprego. Uma das pessoas que participavam da conversação no microblog respondeu: “Com um currículo desses, pare de procurar emprego e abra sua empresa”.
Essa é a saída de muita gente, mas é preciso conhecer bem o mercado e passar pelos riscos da pequena empresa de prestação de serviços no Brasil. Não é fácil.
Mas essa mensagem revela também um lado estranho do mercado brasileiro: ele considera velho quem tem 40 anos. Uma das mensagens era de um jovem de 26 anos que dizia que numa das empresas onde procurou trabalho disseram que ele estava velho para o primeiro emprego.
Outro jovem de 30 anos, que fez duas graduações, uma delas de engenharia ambiental, acha que está velho para o mercado e não tem encontrado trabalho.
Muitos estudam mais porque o mercado exige, e quando vão às empresas ouvem que estão velhos. Aos 40 então, é tratado como ancião.
— Muita gente de 40 anos está numa situação difícil porque se formou num momento de crise e redução das ofertas de vagas. Ficou zanzando por aí, e agora que o mercado melhorou, ele é considerado velho — diz o professor José Pastore, a quem levamos esse caso.
Maria Bernadete Puppo, consultora de RH e autora do livro “Empregabilidade acima dos 40 anos”, admite que há preconceito contra pessoas nessa idade porque a empresa acha que elas já estão acomodadas. Mas diz que isso está mudando. Hoje, algumas empresas começam a ver pelo outro lado: — Os mais jovens vão com muita sede ao pote e às vezes não têm maturidade para lidar com situações de conflito que surgem no trabalho.
O que os especialistas dizem é que às vezes a pessoa se sente mais qualificada que a vaga. Em outros casos, ela fica fora do mercado de trabalho e acaba desatualizada.
Há a situação em que a própria empresa rejeita o profissional mais qualificado do que a vaga. Em outros casos, o trabalhador tem uma demanda muito específica e não encontra. São muitas as situações e um só conselho: continuar procurando e se atualizando.
Há empresas que dizem que há um verdadeiro “apagão de mão-de-obra no Brasil”, tal a dificuldade que têm para encontrar a pessoa que procuram. Mas o caso contado pela gerente de desenvolvimento de talentos da Unilever, Eliana Ponzio, mostra bem que o mercado de trabalho é um funil quase intransponível, às vezes. Eles abriram um processo de seleção em sete etapas e se inscreveram 48,5 mil pessoas.
Só 28 foram selecionadas.
Na Associação Brasileira de Recursos Humanos-Nacional, Leyla Nascimento põe o dedo numa ferida: — Estamos preocupados.
O principal problema é no nível técnico, porque somos um país que privilegia o curso superior. Os cursos técnicos são caros, exigem laboratórios e profissionais que saibam operar equipamentos.
O magistério não é valorizado, o professor é funcionário do governo e tem salário baixo.
A falta de técnicos é uma queixa geral, como também é frequente a informação de que se procura engenheiros de todas as áreas da engenharia.
Segundo Marcos Túlio de Melo, do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia, se o PAC tivesse realmente deslanchado e não tivesse havido a crise do ano passado, o Brasil estaria com uma falta de 25 mil engenheiros.
Há uma queixa que se repete: as falhas na educação.
Um professor de física lamenta pelo que ele chama de “verdadeira rejeição à matemática e física” que as escolas produzem nos alunos.
De fato, nos testes internacionais como o PISA, o Brasil entre 57 países ficou em 54olugar em matemática.
Nos próximos anos, os dilemas de educação e emprego ficarão mais agudos.
O que o Brasil não pode é perder o recurso mais precioso que tem pelas falhas da educação ou pelas estranhas barreiras que o mercado de trabalho cria.

RH/Gestão de pessoas

Desenvolvimento de equipes é prioridade para 74% dos CEOs brasileiros  

CIO - WEB - 13/04/10

O estudo, realizado com executivos de toda a América Latina, aponta que em segundo e terceiro lugares na lista de objetivos aparecem crescimento da empresa e aumento da produtividade
A gestão de pessoas aparece como a principal preocupação dos CEOs da América Latina, de acordo com estudo realizado pela consultoria em recrutamento de executivos Korn/Ferry. No Brasil, 74% dos profissionais que responderam à pesquisa - realizada com 365 presidentes - afirmam que a gestão do capital humano representa uma prioridade das empresas. E o índice chega a 81% no caso das organizações que atuam no setor de saúde.
De acordo com a consultoria, essa preocupação em investir no desenvolvimento dos profissionais aponta que as organizações entendem que esse será um fator crítico para a transformação e o aumento dos resultados das empresas. Além disso, os dados apontam que as companhias estão mais preocupadas em identificar e desenvolver talentos nas equipes atuais do que em buscar profissionais no mercado.
Além da gestão de pessoas, os outros dois temas que aparecem como prioridades dos CEOs no relatório da Korn/Ferry são crescimento da empresa, com 54% das menções, e melhoria da produtividade, com 39%.
Papel dos líderes
Em relação às funções exercidas pelos líderes, 86% dos CEOs ouvidos afirmam que a competência mais importante é entender o negócio. Outros 56% aponta que os gestores precisam incorporar a habilidade de inovar.

1° Congresso de Gestão de Pessoas do Piauí  

180 GRAUS - WEB - 13/04/10

Será realizado no período de 13 a 15 de maio o 1° Congresso de Gestão de Pessoas do Piauí. O evento será realizado no Rio Poty Hotel e terá como tema "A transformação pela educação nas empresas". A atividade tem como foco incentivar a transformação e o fortalecimento das ações de Recursos Humanos no estado, a partir da educação.

Mundo do trabalho

Centrais correm contra o tempo por verbas  

VALOR ECONÔMICO - ESPECIAL - SÃO PAULO - 13/04/10 - Pg. A16

As centrais sindicais correm contra o tempo para permanecerem aptas a receber o imposto sindical. O repasse da contribuição deve alcançar R$ 99,5 milhões neste ano, mas, a partir de 2011, duas das seis centrais regularizadas no Ministério do Trabalho perderão sua parcela se mantiverem o tamanho que tinham no fim de 2009. Para isso, as centrais deram largada a um processo de filiação de sindicatos e regularização no governo para, assim, aumentarem sua representatividade e garantirem o repasse do Estado.
O gatilho foi dado pelo governo, que atrelou o repasse do imposto sindical ao mínimo de 5% de representatividade, critério que leva em conta o número de sindicatos e trabalhadores ligados às centrais. A Lei 11.648, de abril de 2008, autorizou o repasse de 10% do total arrecadado com a contribuição cobrada de todos os trabalhadores formais do mercado de trabalho, equivalente a um dia de salário, à CUT, Força Sindical, UGT, CTB, NCST e CGTB - as seis centrais que, naquele momento, tinham em seus quadros um número suficiente de sindicatos que representassem ao menos 5% do mercado de trabalho. Mesmo tendo registrado crescimento no ano passado, as menores - NCST, com 6,7%, e CGTB, com 5% - deixarão de receber os repasses, caso não aumentem sua musculatura sindical - no ano passado, as duas receberam ao todo R$ 13,1 milhões. A partir de 2011, o governo só repassará o imposto sindical às centrais que tiverem no mínimo 7% de representatividade.
As centrais apostam na retomada da sindicalização, reflexo da recuperação do emprego e das conquistas salariais de diferentes categorias no segundo semestre de 2009, e na conquista de sindicatos que antes pertenciam a entidades rivais. Sindicatos já consolidados nas entidades, como o dos metalúrgicos de São Paulo, à Força Sindical, e dos metalúrgicos do ABC, à CUT, ampliam o número de sócios. Outros, trocam de mãos.
Apenas nos três primeiros meses de 2010, categorias como os servidores públicos dos Ministérios da Previdência Social, Trabalho e Saúde, os funcionários da Secretaria da Previdência de Minas Gerais (MG), e os servidores de Marabá (AM) passaram de uma central para outra. As trocas, em alguns casos, fortalecem centrais já muito representativas, como a CUT. Em outros, servem para auxiliar centrais em risco de perderem o imposto, como a CGTB, a aumentar de tamanho.
Desde 2006, o Sindicato dos Trabalhadores Federais em Saúde, Trabalho e Previdência Social do Distrito Federal (Sindprev-DF), pertencia à Conlutas, central sindical ligada ao PSTU. Nas eleições realizadas na semana passada, no entanto, uma chapa ligada à CUT saiu vitoriosa e, segundo João Torquato dos Santos, membro da nova diretoria, espera filiar o sindicato à CUT ainda neste semestre.
Dessa forma, a entidade passa a contar com um sindicato de 5,6 mil sócios, numa base de quase 10 mil trabalhadores, que pertencem aos ministérios da Previdência, do Trabalho e da Saúde, além da Funasa, INSS e Vigilância Sanitária. "Muitos trabalhadores, não filiados, já vieram me perguntar como fazem para se associar ao sindicato, porque passou para mãos mais seguras, mais avessas ao radicalismo vigente até então", afirma Santos. O sindicalista afirma que as primeiras diretrizes da nova diretoria são aumentar a sindicalização e filiar o sindicato à CUT.
Membro da direção da Conlutas, Adilson dos Santos, o Índio, afirma que a central tem autonomia frente a partidos e também ao governo, "algo que as outras centrais, reconhecidas pelo Ministério, não têm". Índio, que também é diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, ligado à Conlutas, afirma que o sindicato aposta na "radicalização" para angariar sócios. Da base de 42 mil trabalhadores em São José dos Campos (SP), cerca de 14 mil são filiados ao sindicato. A central, por outro lado, deve se unir à Intersindical - ligada ao P-SOL - e à movimentos sociais, como o MTST e a Pastoral Operária, em junho.
Para abocanhar uma parte do imposto sindical, no entanto, as centrais, unidas, terão de alcançar a meta de 7% - algo que, segundo fontes do movimento sindical, "é distante da realidade". Para Índio, não é objetivo de Conlutas ou Intersindical receberem parcela da contribuição sindical. "Somos críticos do governo. Para isso, não podemos receber dinheiro do Estado", afirma.
Do início da lei, em 2008, até o começo deste ano, todas as centrais cresceram, mas o ritmo tem sido desigual. Segundo dados divulgados pelo Ministério do Trabalho, a CUT, maior central, foi a que mais cresceu - 1,44 ponto percentual, atingindo 38,2% de representatividade. Na outra ponta, a CGTB, a menor central, foi a que menos cresceu: 0,02 ponto. Na margem dos 5% de representatividade requeridos até agora, a CGTB precisa alcançar os 7% até o fim do ano para continuar recebendo o dinheiro do imposto sindical - ao todo, a central já embolsou R$ 6,4 milhões.
Para o presidente da CGTB, Antônio Neto, a missão de crescer dois pontos percentuais neste ano "é bem tranquila". No primeiro trimestre o sindicato já arregimentou o sindicato dos funcionários da Previdência de Minas Gerais, que pertencia à CTB, e dos funcionários municipais de Marabá (AP), que eram filiados à CUT. Além disso, aposta Neto, "o congresso que a central realizará em dezembro servirá para impulsionar a filiação de sindicatos à entidade". Segundo o dirigente, os sindicatos em débito com a entidade costumam equalizar sua situação para participarem e votarem nas eleições internas, que ocorrerão durante o congresso. "Assim, aproveitamos o momento para registrá-los no governo", diz.
A CUT, com 3.423 sindicatos e quase 7 milhões de filiados, lidera a lista do ministério, com quase a soma das outras cinco centrais juntas. A CTB, que aumentou sua representatividade em 1,43 ponto percentual no ano passado, conta com cerca de 750 sindicatos filiados. Desses, pouco mais de 430 estão com situação regularizada no governo. Segundo Wagner Gomes, presidente da entidade, a estratégia é agilizar o processo de formalização dos sindicatos filiados. "Somos a central com mais sindicatos na fila de espera do ministério, aguardando a regularização", diz. Além disso, a CTB aposta na conquista de setores representativos para engordar sua participação.
O ritmo da central, no ano passado, só foi inferior ao da CUT. Com os 7,55% apurados em 2009, a CTB já ultrapassou a UGT, que ficou estagnada nos 7,19% registrados em 2008 e conta com número semelhante de sindicatos: 750. As duas centrais, no entanto, ocupam posições bem distintas no momento de repartição do dinheiro arrecadado com a contribuição sindical. Enquanto a UGT embolsou R$ 13,6 milhões no ano passado, a CTB, mais representativa, recebeu R$ 4,6 milhões do governo.
Disparidade semelhante ocorre entre CUT e Força. Ainda que com menos da metade da representatividade, a Força Sindical recebeu apenas R$ 4 milhões menos que a CUT em 2009. Os repasses do imposto sindical às duas, por outro lado, é o maior: a CUT recebeu R$ 26,7 milhões e a Força Sindical pouco mais de R$ 22,6 milhões, no ano passado.
A diferença entre representatividade e pedaço do bolo financeiro recebido do governo se dá na formação do imposto sindical. Para calcular o tamanho da representatividade de cada central, o ministério leva em conta o número de sócios que cada sindicato ligado às entidades têm. Assim, nessa conta, os 76 mil metalúrgicos filiados ao Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo contam pontos à CUT no critério de representatividade.
Na hora de repartir o dinheiro do imposto sindical, no entanto, o governo leva em conta o tamanho da categoria. Portanto, nesse exemplo, a CUT recebe pelos 100 mil trabalhadores das fábricas do ABC, que pagam o imposto sindical. Assim, os 24 mil trabalhadores da região que não pagam a mensalidade do sindicato não "engordam" o índice de representatividade da CUT, mas sim a parcela do dinheiro que é repassado à entidade.
"Somos uma central forte em sindicatos de funcionários públicos e trabalhadores rurais, categorias que não contribuem com imposto sindical", explica Henrique, da CUT. Boa parte das categorias do funcionalismo e do setor rural não tem a contribuição sindical cobrada de seu soldo.
Assim, outras centrais, como a Força e a UGT, formadas, em sua maior parte, por sindicatos de empresas privadas e em centros urbanos, contam com parcelas maiores do imposto sindical. São representativos os 260 mil metalúrgicos de São Paulo, cujo sindicato é filiado à Força, e os 450 mil comerciários, cujo sindicato é ligado à UGT. "Temos uma liderança mais folgada quando o assunto é número de trabalhadores sindicalizados, mas é mais apertada quando olhamos o montante que chega do imposto sindical, porque outras entidades são fortes em categorias que recolhem o imposto", afirma o presidente da CUT.
O Supremo Tribunal Federal (STF) julga Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) impetrada pelo DEM que questiona o repasse da contribuição sindical às centrais. A matéria ainda não foi plenamente julgada - está suspensa, com empate de três votos a três - e, se o STF não se posicionar sobre o assunto até o fim deste mês, o repasse de 2010 estará assegurado. No ano passado, o governo repassou R$ 80,9 milhões às seis centrais. O valor foi 23% superior aos R$ 65,7 milhões transferidos às centrais em 2008. Se o repasse deste ano receber reajuste parecido, as centrais embolsarão quase R$ 100 milhões.
Força promove 40h e CUT anuncia 1º de Maio
Um dos principais sindicatos da Força Sindical, dos metalúrgicos de São Paulo, realiza hoje uma manifestação em frente ao edifício da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) pela redução da carga semanal de trabalho para 40 horas. Liderados por Paulo Pereira da Silva, presidente da Força e deputado federal pelo PDT, os dirigentes apostam na aprovação ainda neste primeiro semestre do projeto de emenda constitucional (PEC) que tramita no Câmara de Deputados. "O empresariado paulista trava as negociações no Congresso e ignora nossa pauta de redução da jornada, então, nada mais natural que promover uma manifestação, avisando que, no limite, entraremos em greve", diz Miguel Torres, presidente do sindicato.
Nos primeiros três meses do ano, o sindicato já obteve 25 acordos com empresas, que aceitaram reduzir a carga semanal de 44 horas para 40 horas de forma gradativa. Segundo levantamento do sindicato, os acordos beneficiam ao todo 5,8 mil trabalhadores. Torres afirma que o sindicato enviou à Fiesp, no começo de março, um documento que lista o desejo da categoria de diminuir a jornada. "Não obtivemos resposta até agora. A Fiesp, que tem comissão e realiza reuniões para todo tipo de assunto, não se mobilizou para discutir a pauta das 40 horas", diz. A manifestação espera reunir 20 mil trabalhadores.
Hoje também, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) promove entrevista coletiva em sua sede, na região central de São Paulo, para anunciar o formato das manifestações do 1º de Maio. Segundo o presidente da CUT-SP, Adi dos Santos, a central quer "se afastar da ideia vigente no movimento, de que o 1º de Maio é uma grande festa". Segundo Santos, "a ideia de pensar o mundo do trabalho no feriado foi completamente esvaziada pelos shows de artistas populares".
A CUT promove seminário, no dia 30, com participação do ministro de Assuntos Estratégicos, Samuel Pinheiro Guimarães, do senador Aloizio Mercadante (PT), e dos secretários-gerais da Central Sindical Argentina (CTA) e Haitiana (CTH), Hugo Yasky e Paul Loulou Chery, respectivamente. O evento ocorre no Memorial da América Latina, em São Paulo, onde, no dia 1º de maio, será realizada feira gastronômica, lançamentos de livros e atrações artísticas, com shows de Milton Nascimento e Carlinhos Brown. Com nome de "1º de Maio latino-americano", a CUT espera receber delegações sindicais de 20 países da região. O evento, para cerca de 40 mil pessoas - menos que os habituais 1 milhão que frequentam os shows na avenida Paulista - e o aluguel do Memorial foram financiados por recursos da CUT e de cinco patrocinadores: Petrobras, Caixa Econômica Federal, Eletrobras, Embraer, BNDES e Braskem.
Ontem, a União Geral dos Trabalhadores (UGT), inaugurou nova sede no Recife, em cerimônia com participação do senador Raul Jungmann (PPS). A UGT foi a única entre as seis centrais legalizadas que não participou de evento do PT realizado na sede do sindicato dos metalúrgicos do ABC, no sábado. Segundo Ricardo Patah, presidente da UGT, a entidade ainda não definiu quem apoiará nas eleições de outubro. Segundo fontes do movimento sindical, há forte influência do PPS - que apoia a candidatura de José Serra (PSDB) - na central. (JV)

Centrais sindicais vão parar parte de São Paulo em defesa da redução de jornada  

BRASIL ECONÔMICO - BRASIL - SÃO PAULO - 13/04/10 - Pg. 15

A Força Sindical e as demais centrais participam hoje de uma grande manifestação pela redução da jornada de trabalho, sem redução salarial, em frente à Fiesp, na av. Paulista. 1.313. O ato está sendo organizado pelas Centrais Sindicais que prometeram reunir cerca de 20 mil trabalhadores e dirigentes sindicais de diversas categorias, que vão chegar ao local em passeatas, prometendo congestionamentos em boa parte da cidade.

Brasil está entre os maiores empregadores globais de mão de obra temporária  

BRASIL ECONÔMICO - BRASIL - SÃO PAULO - 13/04/10 - Pg. 14

O Brasil é o quarto maior empregador de mão de obra temporária no mundo, com 875 mil contratações diárias, vindo depois dos EUA, Japão e Reino Unido, e à frente da Alemanha e França. São dados da International Confederation of Private Employment Agencies (CIETT), instituição que realiza pela primeira vez no país o Congresso Mundial de Terceirização e Trabalho Temporário, nos dias 27 e 28 de maio, em São Paulo.

7,6 mil vagas temporárias no Dia das Mães  

JORNAL DA TARDE - SEU BOLSO - SÃO PAULO - 13/04/10 - Pg. 1B

Comércio já seleciona trabalhadores para a data em São Paulo. Salários podem chegar a R$ 1,6 mil 
A seleção para o preenchimento de vagas temporárias para o Dia das Mães já começou. São 7.688 postos de trabalho no Estado de São Paulo, principalmente em grandes lojas de departamento. Desse total, ao menos 7 mil são para trabalhar na capital.
A empresa de recrutamento Allis S.A. tem 5 mil vagas temporárias para grandes redes de varejo na cidade de São Paulo. As oportunidades são para vendedores, promotores de venda, atendentes, operadores de caixa, estoquistas, gerentes de loja e fiscal de loja. Os salários oferecidos variam de R$ 710 a R$ 1.600, além de vale-transporte e vale-refeição.
Para concorrer às vagas é preciso ter o ensino médio concluído, boa comunicação e facilidade de lidar com o público. Durante a seleção, a empresa faz teste de conhecimentos gerais, de português, matemática, além de dinâmica de grupo.
O Grupo Gente recruta 2,5 mil temporários, sendo 2,1 mil trabalhadores para a capital e os demais serão divididos entre municípios da Grande São Paulo. Todas as oportunidades oferecidas são para o comércio, como lojas de departamento tanto de ruas comerciais quanto de shoppings.
As vagas disponíveis são de operador de caixa e atendente de loja, com salários a partir de R$ 700. Os atendentes ainda recebem 3% de comissão sobre as vendas. Os contratados terão direito a vale-transporte, porém nem todos receberão vale-refeição.
O candidato deve ter completado o ensino médio, ser maior de 18 anos e comprovar ao menos seis meses de experiência na área. Há vagas para ambos os sexos. No total, serão 30 dias de trabalho.
“Quem se destaca consegue ficar no emprego. Esperamos que 10% sejam efetivados”, diz José Roberto Machado, diretor comercial do Grupo Gente.
No site Emprega São Paulo também há 118 vagas temporárias para a data, que vão desde assistente de vendas a repositor. 
OPORTUNIDADES
A Allis S.A. fica na Rua Bráulio Gomes, 36 - 15º andar (próximo a estação de metrô República). O candidato também pode cadastrar o seu currículo na página eletrônica www.allis.com.br
O Grupo Gente fica na Rua Marquês de Itú, 266 - 3º andar (também próximo ao metrô República) 
O site do Emprega São Paulo é www.empregasaopaulo.sp.gov.br

Previ-Rio: reunião vai discutir destino do fundo  

O GLOBO - RIO - RIO DE JANEIRO - 13/04/10 - Pg. 20

Instituição é acusada pela prefeitura de lançar R$ 70 milhões em aplicação de alto risco
O ex-diretor financeiro do Instituto de Previdência da prefeitura do Rio (Previ-Rio) Luciano Otávio Duarte Barbosa Filho, que até o mês passado era o responsável por administrar R$ 1,8 bilhão do Fundo de Previdência (Funprevi), já exerceu cargo semelhante em Nova Iguaçu. Mas perdera o cargo, por deficiência técnica, cerca de quatro meses antes de ser convidado pelo expresidente do Previ-Rio Marcelo Carvalho Cordeiro para exercer função semelhante na capital. Luciano e Marcelo são apontoados pela prefeitura do Rio como os responsáveis por aplicar R$ 70 milhões em janeiro num fundo de alto risco. O dinheiro está aplicado na Aster Fundo de Investimento Referenciado administrado pela By Mellon Serviços Financeiros, que convocou uma reunião para hoje para discutir o que será feito do fundo.
Entre as hipóteses estão manter ou trocar os administradores. Os aplicadores podem também decidir por manter os recursos aplicados ou resgatá-los. A prefeitura do Rio reivindica o resgate dos recursos aplicados sem o pagamento de uma multa de 35% pelo não cumprimento do prazo de carência de três anos.
A operação não teria tido o aval do Conselho Gestor do Funprevi, responsável por aplicar os recursos reservados para o pagamento de aposentadorias e pensões de 120 mil servidores. A prefeitura conseguiu liminar na Justiça para bloquear os recursos.

Funcionários e Banco do Brasil brigam por R$ 13 bilhões da Previ  

O GLOBO - ECONOMIA - RIO DE JANEIRO - 13/04/10 - Pg. 27

Disputa, que está na Justiça, gira em torno de superávit do fundo de pensão
Representantes dos funcionários do Banco do Brasil (BB) e a própria instituição financeira federal estão numa queda de braço pelo destino de R$ 13 bilhões de recursos da Previ — maior fundo de pensão do país, dos funcionários do banco. No pano de fundo da disputa, está a sucessão do paulista Sérgio Rosa na presidência da instituição.
A briga gira em torno da resolução de número 26 do Conselho de Gestão da Previdência Complementar (CGPC). Ela estabelece que, quando um fundo de previdência tem superávit em um período acumulado de três anos, os recursos devem ser devolvidos aos participantes (funcionários e aposentados) e patrocinador (o banco).
Na Previ, o superávit acumulado chega a R$ 44 bilhões, dos quais R$ 26 bilhões são de “reserva para revisão do plano”. Esta reserva é que poderia ser devolvida, segundo a resolução. O BB entende que poderia ficar com metade desse valor (R$ 13 bilhões). Mas representantes de funcionários e pensionistas defendem que esse dinheiro pertence a eles e movem processos na Justiça contra a resolução e o Ministério da Previdência, que comanda o conselho.
Segundo o diretor da Previ Fabio Moser, citando posição do departamento jurídico da Previ, nada impediria atualmente a distribuição dos recursos. Mas ele afirma que a decisão depende ainda de estudos em nível técnico dentro do fundo de pensão.
— A lógica é que um fundo de pensão não existe para ganhar dinheiro. Se o fundo dá um retorno acima do necessário, significa que houve contribuição demais e o dinheiro volta a quem contribuiu — explicou Moser, acrescentando que não existe qualquer decisão sobre isso.
Moser destaca, porém, que existe uma série de questões mal esclarecidas sobre a resolução. Ele lembra que a Previ não tem dinheiro em caixa. Os recursos estão alocados em ativos, que precisariam ser vendido para devolver o dinheiro. Por outro lado, a resolução estabelece um prazo mínimo de 36 meses para devolução do dinheiro: 
— Podemos devolver em 36 meses, cinco anos ou dez anos.
O Banco do Brasil vem contabilizando em seu balanço valores que entende ter direito a receber da Previ pelo menos nos últimos dois anos. Em 2007, o valor chegou a R$ 5 bilhões e, em 2008, foram R$ 3 bilhões.
Diretor de Participações da Previ, Joilson Rodrigues Ferreira, possível sucessor e fiel escudeiro de Sérgio Rosa, afirma que a queda de braço não tem relação com as eleições no fundo, que acontecem em maio.

FAT volta a ter lucro  

CORREIO BRAZILIENSE - ECONOMIA - BRASÍLIA - 11/04/10 - Pg. 17

Aquecimento do mercado aumenta receita de fundo criado para amparar trabalhador
Depois de fechar 2009 com um deficit operacional de R$ 1,8 bilhão — o primeiro registrado desde a sua criação, há 19 anos —, o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) obteve, no primeiro bimestre deste ano, um resultado operacional positivo de R$ 5 bilhões. No mesmo período, a receita total chegou a R$ 8 bilhões, 16% acima do registrado em 2009. Segundo o governo, a arrecadação aumentou devido ao aquecimento do mercado de trabalho: mais empresas passaram a contribuir para o PIS/Pasep, principal fonte de renda do fundo. Ao mesmo tempo, com o aumento do emprego, caiu o número de pessoas que precisaram sacar o seguro-desemprego, pago com recursos do fundo. 
Pelos dados do Ministério do Trabalho, nos primeiros dois meses de 2009, sacaram o benefício 1,45 milhão de trabalhadores. No mesmo período deste ano, o número caiu para pouco mais de um milhão. “O aumento do saque no ano passado foi reflexo da crise financeira internacional, que atingiu o mercado de trabalho ainda no final de 2008”, justificou o ministro do Trabalho, Carlos Lupi. Segundo ele, entre a saída do trabalhador do emprego e o pagamento de todas as parcelas do seguro, existe uma defasagem que pode chegar a cinco meses. Daí, o impacto na conta do FAT se estender para os primeiros meses de 2009. 
Mas mesmo caindo o número de trabalhadores que sacaram o seguro-desemprego, o desembolso do FAT aumentou por conta do aumento do salário mínimo, de R$ 465 para R$ 510. Em janeiro e fevereiro de 2009, o pagamento do seguro-desemprego custou R$ 2,7 bilhões. No mesmo período deste ano, o gasto chegou a R$ 3 bilhões. A alta no desembolso foi compensada pelo aumento da contribuição das empresas. Com dinheiro em caixa, foi possível ao Conselho Deliberativo do FAT aprovar recursos novos para as linhas de crédito destinadas ao financiamento dos programas de geração de emprego e renda este ano. 
Costureiras 
Para dar sustentação aos pequenos negócios, o FAT criou uma linha específica para o financiamento de equipamentos para costureiras e alfaiates, no valor de R$ 40 milhões. Para a recuperação, a implantação e a ampliação de parques industriais em municípios de até 80 mil habitantes, foram alocados R$ 200 milhões. O setor de turismo também conseguiu outros R$ 200 milhões, que deverão servir de capital de giro para restaurantes e prestadores de serviço do setor de alimentação e bebidas. Programas lançados no ano passado, como o FAT Moto-Frete, começou com R$ 50 milhões. Este ano serão mais R$ 100 milhões.

Mulher vence o preconceito e ‘invade’ os canteiros de obras  

CORREIO POPULAR - EMPREGOS - CAMPINAS - 11/04/10 - Pg. 01

Elas ocupam todo tipo de função, de engenheira a pedreira
Batom, cabelos longos e muita organização. Aos poucos, os canteiros de obras, que sempre foram um território masculino, são ocupados pelas mulheres. Engenheiras, mestres de obras, ajudantes, pedreiras, pintoras e soldadoras colocam a mão na massa para construir casas, prédios, hospitais, empreendimentos industriais e até novas unidades dentro da Refinaria de Paulinia (Replan). Dados do Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil de Campinas e Região mostram que há 1mil mulheres trabalhando no setor na região e que este quadro foi formado nos últimos três anos. 
O sexo frágil que não foge à luta, como canta Rita Lee na letra de Cor de Rosa Choque, prova a cada dia que é capaz de transpor barreiras. O preconceito é deixado para trás, mas as mulheres sabem, que assim como acontece em outros setores, elas têm que ser mais competentes do que os homens para mostrar o seu valor. 
As informações do sindicato revelam que pedreiras e pintoras recebem pelo menos o piso da categoria, que é de R$ 917,40. O valor é o mesmo pago aos homens. As ajudantes recebem no mínimo R$ 767,80. As soldadoras têm uma remuneração média de R$ 1,6 mil. 
O secretário-geral do sindicato, Francisco Aparecido da Silva, destaca que as mulheres são habilitadas para trabalhar em qualquer setor de uma obra. “Há trabalhadoras atuando na parte de acabamentos, pintura, rejunte, soldadoras, mestres de obras, ajudantes e em outras funções nos canteiros de obras. Os salários pagos são iguais aos dos homens”, afirma. O sindicalista afirma que os empresários comentam que há trabalhos executados pelo sexo feminino que tem desempenho superior ao dos homens, em especial, na área de acabamentos. 
Silva está há 20 anos na área de construção e diz que houve uma grande evolução da participação das mulheres no mercado de trabalho no setor. “Não há mais preconceito com as mulheres que trabalham nas obras. Antes, elas ficavam restritas a funções administrativas. Agora, colocam a mão na massa e conquistam espaço nos canteiros”, comenta.
O diretor regional do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon), Luiz Cláudio Amoroso, afirma que há uma expansão gradual do número de mulheres nas obras. Ele cita que o sexo feminino é mais organizado. “As obras nas quais as mulheres trabalham são mais limpas e organizadas”, diz. Segundo ele, hoje não há nenhuma função que a mulher não possa exercer no segmento da construção civil. “Há trabalhadoras em diferentes setores e muitas na área de engenharia”, retrata.
Assim como o representante dos trabalhadores, Amoroso não vê mais preconceito no setor e nem restrições às mulheres em canteiros de obras. “Elas são tratadas como se o posto fosse ocupado por um homem. Não há diferença na hora de realizar uma tarefa ou no relacionamento com os outros trabalhadores e nem chefias”, garante. 
Para ele, o crescimento do setor traz boas oportunidades de emprego para as mulheres que quiserem entrar no ramo da construção civil. “O mercado está em franca expansão e há escassez de mão de obra”, afirma.
O diretor regional do SindusCon salienta que a tendência é de um recorde de contratações de trabalhadores este ano. De acordo com informações da entidade, a Região Metropolitana de Campinas (RMC) possuía 71 mil pessoas empregadas em empresas da cadeia da construção civil no segundo mês deste ano. “Em fevereiro, Campinas tinha 16 mil trabalhadores atuando no setor”, diz Amoroso. 
Organização
O engenheira civil Andréa Carnevalli de Almeida afirma que gosta de estar nos canteiros de obras e se sente respeitada por todos os profissionais. “Não observo nenhum tipo de preconceito. Mas a mulher tem que mostrar mais eficiência do que o homem para se firmar no mercado de trabalho”, diz. 
Com um currículo que a credencia a atuar em uma das maiores construtoras do mercado local, a GNO, Andréa é responsável pela coordenação de obras chamadas de a preço custo, que incluem residências e empreendimentos como prédios hospitalares. “Os engenheiros residentes ficam o tempo todo nas obras e eu faço a coordenação”, conta. 
Formada em 1996 na Faculdade de Engenharia Civil da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), ela afirma que sempre atuou em obras e uma de suas marcas é ser organizada. “Sempre exijo que as obras estejam organizadas. Acho que essa é uma das características principais das mulheres”, diz. 
Ela comenta que toma cuidados quando visita as obras, como todo profissional que atua na área. “Não vou nas obras de saia e nem de salto alto. Como qualquer engenheiro civil, vou dentro do padrão de segurança e conforto exigido para o trabalho dentro de um canteiro”, afirma. 
Oportunidades de emprego para elas cresceram
O boom da construção civiL estimula a contratação de mão de obra na RMC. Os números do Cadastro Geral de Empregos e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) revelam que nos dois primeiros meses de 2010 foram geradas 1.316 novas vagas de trabalho no setor. O saldo de 2009 foi de 5.738 pessoas contratadas com carteira assinada. Publicação recente da Secretaria Municipal de Trabalho e Renda aponta que, no ano passado, houve uma ampliação das mulheres no saldo de vagas no acumulado do ano. De acordo com o material, 58,6% do total de vagas geradas no ano passado foram ocupadas pelo sexo feminino na RMC. Na cidade de Campinas, o percentual foi de 76,9%. (AAN)

Profissional amigo perde espaço para porteiro high tech  

CORREIO POPULAR - CIDADES - CAMPINAS - 11/04/10 - Pg. A11

Necessidade de segurança muda perfil dos contratados e a relação com os condôminos 
Treinamento em defesa pessoal, capacitação em segurança patrimonial e habilidade em operar sistemas de segurança que podem ultrapassar R$ 100 mil. O currículo de muitos porteiros de Campinas desperta a atenção e indica que a figura do porteiro “amigo”, pode estar com os dias contados. Aquele profissional, com o qual os moradores estavam acostumados a conversar e até trocar confidências, começa a desaparecer das guaritas dos condomínios da cidade. A relação pessoal entre moradores e os porteiros tem diminuído e o aspecto profissional da atividade crescido. Os chamados, porteiros high tech, já estão em muitos edifícios de alto padrão e o modelo começa a se difundir em Campinas.
A presidente do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) do Cambuí, Maria Lúcia D’Otaviano, representa oito bairros da região e organiza um treinamento para capacitar os trabalhadores da área. “O programa começou há alguns anos, quando percebemos que o número de assaltos a condomínios estavam aumentando. Solicitamos à Polícia Militar (PM) que realizasse um treinamento com nossos porteiros. Eles atenderam ao pedido e ensinaram os funcionários a enfrentar situações de risco. Desde que o programa começou, a sensação é de que os casos de assalto diminuíram”, afirmou.
O sargento da PM destacado para o treinamento, Marcos Rogério Santo Pedro, diz que o objetivo do programa é habilitar os profissionais a prevenir situações de risco. “A gente enfoca segurança patrimonial, segurança pessoal e aspectos legais referentes à segurança pública. Como diz a lei, a segurança pública é um direito e responsabilidade de todos”, disse Marcos Rogério, se referindo ao artigo 144 da Constituição Federal.
Segundo a presidente do conselho, mais de 700 profissionais já foram capacitados, desde que a iniciativa em conjunto com a PM começou.
Para conhecer o funcionamento da segurança dos condomínios da cidade, e a rotina dos “novos” porteiros, a reportagem encontrou diversos obstáculos a serem contornados. O principal deles: o medo. O proprietário de uma empresa de segurança intermediou os contatos, mas mesmo assim, houve resistências. 
Dos condomínios visitados, apenas três permitiram a entrada nas áreas destinadas aos funcionários. Somente um morador aceitou conversar sobre o assunto. Com a condição de que não fosse identificado, ele diz aprovar o novo modelo de relacionamento entre moradores e porteiros. “A relação entre os trabalhadores que ficam na guarita de segurança e os condôminos deve ser profissional. Quanto menos pessoal for o envolvimento, mais seguro é para as duas partes.”
Ele diz que a experiência tem sido positiva e a sensação de segurança aumentou. “Nossos profissionais são treinados e ficam somente na guarita. Agora, a atenção é mais centralizada no serviço e eles não se dispersam”, disse. 
Mas nem todo mundo está satisfeito com a nova situação. O porteiro Laércio Miguel afirma que sente saudade de quando a relação era mais íntima com os condôminos. “O contato é mais distante, eu acho que deveria ser mais próximo. A gente passa de oito a dez horas do dia no local, então é necessário conhecermos bem as pessoas”, afirmou.
O proprietário de empresa de segurança José Cerchiaro Filho diz que a procura pelo serviço tem aumentado. “Percebo que as pessoas estão mais preocupadas com a própria segurança. Infelizmente, ainda existem muitas deficiências no controle de entrada de pessoas em alguns edifícios da cidade. Outro dia, estive em um prédio da cidade para oferecer o serviço e não tive dificuldades para acessar o local. O sistema era muito falho.”
A empresa de Cerchiaro é responsável por monitorar mais de 500 empreendimentos e, segundo ele, a segurança eletrônica é fundamental no combate a assaltos. “Existe uma grande quantidade de aparelhos no mercado que auxiliam o porteiro. Atualmente, é possível que o funcionário dispare um alerta sem que ninguém perceba.”
Mulheres são cada vez mais comuns na guarita
“Elas são mais organizadas e reclamam menos”, afirma o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Edifícios e Condomínios de Campinas (Sinconed), Waldir Lucas Pereira. Segundo ele, em encontros que reúnem a categoria, um dos assuntos mais tratados é a presença feminina nas guaritas de segurança. “Alguns empregadores se aproveitam da situação de que muitas companheiras aceitam trabalhar por menores salários. Se, por um lado, comemoramos o ingresso delas, por outro, lamentamos a exploração”, afirmou. A zeladora Maria de Fátima Bezerra trabalha em portarias há cerca de 16 anos e afirma que a relação com os moradores não mudou. “O relacionamento com o pessoal continua a mesma coisa, aqui, todo mundo é amigo”, disse. Ela diz que o trabalho feminino é mais cuidadoso e que as mulheres são mais reservadas que os homens. “Eu conheço vários porteiros que ficam comentando sobre o local de trabalho. A gente não comenta sobre essas coisas. Isso nos expõe e coloca os moradores em risco”, disse. Sueli de Jesus é menos experiente no setor e comemora a presença feminina na área. “Trabalho há dois anos em portarias e estou satisfeita. Já fiz um curso de como me portar em situações de perigo e me sinto preparada. Não deixo ninguém entrar sem identificação e fico atenta a qualquer movimento suspeito”, disse. (HB/AAN)
Categoria reclama das condições de trabalho
Sindicatos disputam na Justiça o direito de representar trabalhadores
O Sindicato dos Trabalhadores em Edifícios e Condomínios de Campinas (Sinconed) denuncia a “precarização” das condições de trabalho da categoria. Segundo a entidade, enquanto o piso salarial fixado em convenção coletiva é de R$ 704,22, empresas que terceirizam o serviço de segurança, pagam o valor base de R$ 577,51. O Sinconed também afirma que há sobrecarga no horário de trabalho. 
O Sindicato dos Empregados em Empresas de Prestação de Serviço (Sindeepres) questiona na Justiça o direito de ser reconhecido como o representante da categoria, alegando que apenas a entidade pode falar pelos trabalhadores e não o Sinconed. A convenção coletiva realizada entre o Sindeepres e o Sindicato das Empresas de Prestação de Serviços (Sindeprestem) foi a que determinou o salário de R$ 577,51.
O porteiro terceirizado Josuel Pereira Vaz diz que a empresa onde trabalha não respeita o piso e afirma receber um salário bruto de R$ 477,00. “Já perguntei para eles por qual motivo meu salário é menor que o piso dos terceirizados, mas eles não souberam explicar.” No dia em que a reportagem o entrevistou, ele disse que havia acabado de trabalhar 14 horas e teria que retornar ao serviço no dia seguinte.
“Isso é totalmente ilegal, há um entendimento do Tribunal Superior do Trabalho (TST) de que quem trabalha 12 horas, só pode retornar ao serviço 36 horas depois. Esse caso é um exemplo claro de desrespeito à lei”, afirmou o advogado do Sinconed, Rodrigo Francisco Silva.
Até o fechamento desta edição, o Sindeepres não havia respondido ao pedido de entrevista. (HB/AAN)

Benefícios do Previ-Rio em risco  

O DIA - ECONOMIA & PAÍS - RIO DE JANEIRO - 11/04/10 - Pg. 23

Déficit do instituto dos servidores municipais e rombo projetado no saldo ameaçam aposentadorias e pensões. Desembolsos com crédito imobiliário, ajuda para material escolar e auxílio-funerário também seriam inviabilizados
Rio - Depois de anos de fartos benefícios assistenciais, servidores municipais correm o risco de perder grande parte das vantagens que têm atualmente. Devido ao rombo programado, no Funprevi, que é o fundo do Previ-Rio, conforme O DIA informou na edição do último dia 6, ajuda para compra de material escolar, crédito da casa própria e auxílio funeral serão os primeiros a serem eliminados. Também surge a taxação de inativos como alternativa. A insolvência deixa inquietos os 50 mil aposentados e pensionistas e os 113 mil servidores da ativa.
As dificuldades financeiras se agravaram com a aplicação de R$ 70 milhões em investimento de risco, revelado pelo Informe do Dia, em 1º de abril. Maior parte do dinheiro foi destinada a financiar restaurantes de luxo, como o Garcia&Rodrigues, do Leblon, que venceu licitação para ocupar área do Porcão Rio’s, no Flamengo. “Estou injuriada”, desabafa a professora Rosângela Gonçalves, 55 anos.
Clique e veja o infográficoA bomba-relógio está programada para estourar em 2014, quando nem o saldo existente seria suficiente para cobrir o déficit que começou ano passado. Segundo o professor da Fundação Getúlio Varga (FGV) Istvan Kasznar, o “descalabro financeiro” do Previ-Rio é anunciado por especialistas há pelo menos 8 anos, mas quase nada teria sido feito para evitar a quebra. Ao contrário, várias novas despesas foram incorporadas. “Subestimou-se as retiradas e o que está acontecendo agora já era previsível”, conta.
Segundo ele, novidades como a inclusão da segunda esposa como pensionista e de filhos do segundo casamento como dependentes ajudaram a corroer a saúde financeira do fundo. Kasznar alerta para o descompasso entre o tempo de serviço para a aposentadoria e o aumento na expectativa de vida.
Ele também alerta para a alta taxa administrativa cobrada do fundo. Enquanto o tempo médio de vida aumentou 10 anos, o de serviço não acompanhou a mudança, o que eleva os gastos com aposentadorias de maneira geral no País.
Levantamento feito pela vereadora Andrea Gouvêa Vieira (PSDB) mostra que só ano passado a taxa representou R$ 51 milhões. Ela critica o uso do dinheiro das aposentadores em atividades assistenciais. “Foi assinado contrato com a Secretaria de Assistência Social para que aposentados da prefeitura façam turismo. Foram medidas eleitoreiras do ex-prefeito Cesar Maia. O dinheiro da aposentadoria não é para isso”, aponta.
O ex-prefeito afirmou que os cálculos não levam em conta a valorização do fundo por conta das aplicações financeiras. “Em 2003 foi feita a mesma conta para 2008 e em 2008 havia R$2,5 bilhões em caixa”, disse.
Royalties também colocam Rio Previdência na berlinda
Dificuldade de caixa não é exclusividade da prefeitura. Servidores do estado também não vivem situação confortável em relação ao Rio Previdência. No ano passado, por conta da queda na arrecadação de royalties, houve déficit de cerca de R$ 1 bilhão. A questão se torna mais preocupante diante da ameaça de o Congresso Nacional redistribuir essa fonte de receita, por conta de projeto em tramitação.
Segundo levantamento feito pelo deputado estadual Alessandro Molon (PT), em 2009 as receitas provenientes de royalties do petróleo tiveram queda de 41,26% em relação ao ano anterior. Enquanto em 2008 o fundo do instituto estadual recebeu R$ 4,3 bilhões repassados pela extração mineral, no ano seguinte foram R$ 2,5 bilhões para os cofres. Molon vê como “perigosa” a dependência dessa fonte.
“Em primeiro lugar, temos que lutar para o Rio não perder seus royalties, porque os aposentados seriam os primeiros prejudicados. Mas temos também que reestruturar a arrecadação, com reforço na fiscalização, para não sermos tão dependentes desses recursos”, afirma.

Austeridade e transparência são solução para crise  

O DIA - ECONOMIA & PAÍS - RIO DE JANEIRO - 11/04/10 - Pg. 24 e 25

Medidas impopulares, como a taxação dos aposentados, estão em estudo. Seriam alternativa para evitar o rombo no caixa do Previ-Rio
Rio - Para evitar que a prefeitura fique sem verba para o pagamento de aposentados e pensionistas, várias alternativas são apresentadas. Há unanimidade entre os especialistas de que a transparência é o principal instrumento para uma boa gestão. Istvan Kasznar afirma que cada servidor tem que passar a cobrar do Previ-Rio sempre melhores resultados nas aplicações financeiras. Segundo ele, não faz sentido o instituto cobrar taxa administrativa como se fosse banco privado. “É preciso controle regular e firme sobre aplicações”, defendeu. Com isso, concorda o servidor Márcio Loureiro, 56. “Quem comanda o fundo não são os funcionários, são os indicados”, critica.
Parte dessa transparência cobrada foi perdida quando o município decidiu não taxar os inativos. É que foi preciso entrar na Justiça para garantir o Certificado de Regularidade Previdenciária (CRP), mesmo sem informar o desconto ao Ministério da Previdência. O resultado é que o Previ-Rio acabou se livrando dessa fiscalização. O desconto de 11% incidiria sobre o valor de aposentadorias e pensões acima do teto do INSS (hoje em R$ 3.416,54), o que afetaria mais de 4 mil aposentados e pensionistas. Depois de ter perdido em primeira instância, a prefeitura recorreu. Por decisão do desembargador federal Paulo Espírito Santo, a questão foi remetida ao Plenário do Tribunal Regional Federal da 2ª Região e não tem data para ser julgada.
“A falta do desconto está comprometendo toda a saúde financeira da prefeitura, que não conseguiu empréstimo do Banco Mundial para programas importantes por conta da pendência”, avalia a vereadora Andrea Gouvêa Vieira.
Outro capítulo importante no roteiro da falência do Previ-Rio é a falta de transferência de recursos do Tesouro Municipal, apontada pelo Tribunal de Contas do Município (TCM), mas negada pela prefeitura. A suposta dívida, hoje avaliada em R$ 1 bilhão, é relativa a contribuições patronais não repassadas. O vereador Paulo Pinheiro (PPS) decidiu pedir detalhamento ao TCM. “Antes de sacrificarmos benefícios de servidores, acho que o melhor a fazer é acerto de contas”, defende o parlamentar, também servidor.
Procurada durante a semana, a prefeitura não comentou a crise no Previ-Rio. Abordado pelo DIA em agenda pública, o prefeito Eduardo Paes disse que não tocaria no assunto em função da emergência provocada pelas chuvas desta semana.
Vereadores brigam por uma vaga na comissão
Deferido o pedido de instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito do Previ-Rio, a disputa na Câmara de Vereadores do Rio agora é por uma vaga na CPI que vai investigar irregularidades na aplicação de recursos do Previ-Rio. Autor do requerimento assinado por 23 parlamentares, o vereador Fausto Alves (PTB) é o único que tem cadeira garantida.
A bancada governista ainda terá outros três representantes na comissão. Mas a principal disputa está concentrada no bloco de oposição. Dois vereadores já avisaram que querem participar da CPI: Clarissa Garotinho (PMDB) e Paulo Pinheiro (PPS). Durante a semana eles tentaram, em vão, recolher as 17 assinaturas necessárias para solicitar a abertura da CPI.
A vereadora Andrea Gouvêa Vieira (PSDB), que também tentou o apoio dos colegas para criar a comissão, anunciou ontem que desistiu de participar da comissão. “Experiências anteriores mostram que é um esforço inútil trabalhar numa CPI controlada pelo governo como essa. Desta forma a CPI não deve avançar. Por isso prefiro ficar de fora e fazer meus próprios requerimentos”, justificou.
Determinado a conseguir ocupar a vaga, Paulo Pinheiro reconhece que, seja lá qual for o representante da oposição, terá muita dificuldade para aprovar seus pedidos. Mas, ainda assim, não pretende abrir mão da vaga. “Vamos trabalhar para descobrir tudo o que estão querendo esconder no Previ-Rio. E não vai adiantar tentarem nos calar. Porque, se ao final da CPI tivermos chegado a uma conclusão diferente da dos demais membros, apresentaremos nosso próprio relatório”, avisou Paulo Pinheiro.
A resposta oficial do presidente da Câmara, vereador Jorge Felippe (PMDB), ao pedido de abertura da CPI do Previ-Rio deverá ser publicada no Diário Oficial na terça-feira. Apesar de declarar ser contra a instalação da comissão, Felippe disse que tomou a decisão para “atender a vontade da maioria do vereadores que defendem a CPI”.

Recursos do pré-sal para o INSS  

O DIA - ECONOMIA & PAÍS - RIO DE JANEIRO - 10/04/10 - Pg. 21

Senado inicia discussão para destinar recursos do fundo social na recuperação das aposentadorias
Rio - Em plena negociação do reajuste dos aposentados e pensionistas do INSS que ganham acima do salário mínimo (R$ 510), que podem ter o reajuste de 6,14% concedido em janeiro elevado a 7,71%, o Senado inicia, terça-feira, a discussão sobre a possibilidade de transferir recursos da exploração de petróleo no pré-sal para a Previdência. O ministro da pasta recém empossado, Carlos Eduardo Gabas, deverá participar da audiência. Representações de segurados avisaram que vão acompanhar o debate de perto.
Presidente da Federação das Associações de Aposentados e Pensionistas do Rio (Faaperj), Yedda Gaspar garante que os nomes de parlamentares contrários à emenda que propõe recursos para o INSS a fim de recuperar o poder de compra dos benefícios serão divulgados. “Adotamos essa prática. Agora, todos vão saber quem é que vota ao nosso lado. Foi assim, lotando as galerias, organizando manifestações e demonstrando a nossa força como eleitores que avançamos nas negociações”, diz Yedda.
O relator do projeto de lei que trata da implantação do Fundo Social é o senador Paulo Paim (PT-RS), que já se manifestou favorável à inclusão dos aposentados na lista de beneficiados pelo fundo. 
O projeto de lei que cria a Empresa Brasileira de Administração de Petróleo e Gás Natural S.A, a Petro-Sal, já pode ser votado. Primeiro a chegar ao Senado, tem até o dia 18 para ser analisado devido ao prazo determinado pelo regime de urgência. Se isso não acontecer, trancará a pauta. O DIA adiou por mais uma semana a entrega de adesões da campanha Assine Pelo Rio, promovida pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ). O taxista Ricardo Wagner, 60 anos, entregou lista com assinaturas recolhidas em sua cooperativa para colaborar com o abaixo assinado contra a Emenda Ibsen, que retira R$ 7,3 bilhões em royalties do estado. “Decidi fazer alguma coisa para defender o Rio”, justificou.
Nova vitória de segurados na Justiça
A Turma Suplementar do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (Rio Grande do Sul) reconheceu a legitimidade da representação do Sindicato Nacional dos Aposentados e Pensionistas da Força Sindical (Sindnapi) nas ações judiciais que pedem a recuperação do poder de compra dos segurados do INSS e das perdas provocadas pela aplicação do fator previdenciário nos últimos anos.
Antes da decisão, essas ações haviam sido arquivadas sem o julgamento do mérito — os juízes nem chegaram a proferir decisão sobre o tema. Agora, elas deverão retornar aos tribunais de primeira instância para que isso ocorra.

CPI governista vai apurar os desvios no Previ-Rio  

O DIA - ECONOMIA & PAÍS - RIO DE JANEIRO - 09/04/10 - Pg. 33

Presidente da Câmara acolhe pedido de 24 vereadores da base do prefeito para averiguar aplicação irregular de R$ 70 milhões do fundo
Rio - As irregularidades detectadas na aplicação de R$ 70 milhões do Previ-Rio serão investigadas por uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que será instalada na Câmara de Vereadores do Rio. A decisão foi tomada ontem pelo presidente da Casa, vereador Jorge Felippe (PMDB). Apesar de se dizer contra a medida, o parlamentar decidiu acatar o pedido assinado por 24 vereadores da bancada governista, encaminhado na quarta-feira à Mesa Diretora da Casa.
A CPI do Previ-Rio, aprovada após escândalo denunciado pela coluna ‘Informe do Dia’, deverá ser presidida pelo vereador Fausto Alves (PTB). A comissão investigará denúncias de aplicação irregular, cujo pivô é o ex-presidente do fundo, Marcelo Cordeiro.
Autor do pedido, Alves conseguiu recolher a assinatura de outros 23 parlamentares antes dos vereadores de oposição que também lutavam pela instalação da CPI. Desta forma, a comissão deverá ser formada por quatro vereadores da ala governista e apenas um da bancada de oposição.
Em entrevista a O DIA, o presidente Jorge Felippe disse que considera “satisfatórias” as medidas tomadas pelo prefeito Eduardo Paes diante da denúncia. “Como o prefeito já afastou os responsáveis por essa aplicação e encaminhou o caso para o Ministério Público Estadual, não vejo o que mais podemos fazer”, afirmou Felippe.
“Mas, como recebi um pedido assinado por 24 vereadores que defendem a criação da CPI, e sei que existe outro requerimento que conta com o apoio de mais 15 parlamentares, deixo de lado minha convicção pessoal para fazer valer a vontade da maioria dos vereadores”, justificou.
Procurado por O DIA durante a sessão de ontem, o vereador Fausto Alves só foi encontrado do lado de fora da Câmara. Questionado sobre o pedido de criação da comissão, Alves se negou a falar sobre o assunto. “Só vou dar entrevistas depois que estudar o processo. Não vou sair por aí falando qualquer coisa”, alegou o vereador, levantando suspeita de não estar bem informado sobre o caso.
ENTENDA O CASO
O escândalo da aplicação irregular de recursos do Previ-Rio foi descoberto pela Secretaria da Casa Civil no dia 24 de fevereiro. Ao todo, foram aplicados R$ 70 milhões do fundo de pensão dos servidores públicos municipais no Aster Fundo de Investimento Referenciado.
Do total, cerca de R$ 60 milhões foram usados na compra de um título da empresa Casual Dining. O grupo é dono de restaurantes no Brasil e no exterior. Entre eles, o empreendimento de luxo Garcia & Rodrigues, que venceu a licitação feita pela Secretaria Municipal de Fazenda para ocupar o espaço onde hoje fica a Churrascaria Porcão Rio’s, no Aterro do Flamengo. O processo foi suspenso pela Justiça. 
Após a constatação da irregularidade, o procurador-geral do Município, Fernando dos Santos Dionísio, entrou na Justiça para tentar recuperar o investimento. Liminar favorável à prefeitura determinou o bloqueio do dinheiro.
Apontados como responsáveis pela aplicação, o ex-presidente do Previ-Rio, Marcelo Carvalho Cordeiro, e o diretor- financeiro do órgão, Luciano Otávio Barbosa Filho, foram exonerados pelo prefeito Eduardo Paes.
A Prefeitura informou que a negociação foi feita sem análise prévia do Conselho do Instituto de Previdência do Previ-Rio. Um relatório com as informações sobre a aplicação foi encaminhado ao Ministério Público Estadual. Além do Rio, outros dois municípios fluminenses aplicaram dinheiro no mesmo fundo: São João de Meriti e São Gonçalo.

Crescem denúncias de assédio moral  

FOLHA DE LONDRINA - ECONOMIA - LONDRINA - 10/04/10 - Pg. 2

Os campeões de reclamação são os estados de São Paulo, Minas Gerais, Espirito Santo e Rio de Janeiro; ter um departamento de RH forte e com estrutura de ouvidoria facilita o diagnóstico e ações de controle 
Nos últimos anos têm crescido exponencialmente as denúncias de assédio moral no ambiente de trabalho. Os estados campeões de reclamação são São Paulo, Minas Gerais, Espirito Santo e Rio de Janeiro. Nestes estados não há números exatos, mas o Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro confirma que houve um crescimento de 600% no número de reclamações nos últimos três anos. 
No Paraná, em 2009, a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Paraná (SRTE/PR) registrou 102 denúncias de casos discriminatórios dentro do ambiente de trabalho. Destas, 46 eram denúncias relativas ao assédio moral no trabalho. 
Mas afinal, como se configura o assédio moral? A contadora e bacharel em direito Viviane Roque Batista lembra que antes da Constituição de 1988 era comum algumas empresas abusarem da subordinação de seus funcionários. Com a aprovação da nova Constituição houve uma preocupação maior em garantir e preservar os trabalhadores. 
Segundo ela o artigo 5º, inciso X diz que são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurando direito à indenização por dano moral e material. 
Da mesma forma que ainda alguns empresários, gestores e funcionários de nível gerencial continuam cometendo abusos, por outro lado, muitos empregados dispensados, ao ingressar com ação trabalhista contra as empresas são orientados a pedir indenização por dano moral. Recentemente o Tribunal Superior do Trabalho confirmou decisão de instâncias inferiores que absolviam uma empresa da acusação de assédio moral feita por um ex-vendedor da empresa. Segundo o TST em primeira instância, o vendedor obtivera parte da indenização que pedira. No entanto, a empresa apresentou recurso e foi absolvida da condenação ao pagamento de indenização por dano moral, bem como negou provimento ao recurso do trabalhador quanto ao pedido de indenização por dano material. Em seus fundamentos, o Tribunal Regional avaliou o próprio depoimento do autor, que confessou jamais ter sido submetido a situação humilhante. Ao contrário, o trabalhador tinha posição de destaque entre os empregadores diante dos resultados frequentemente obtidos por ele. 
É bom lembrar que a não ser em casos graves de assédio moral, o direito só se consolida se a atitude que gerou a reclamação for continuada e persistente. Por isto, cuidar do clima organizacional da empresa é o ponto chave. Para isto é preciso ter um departamento de RH forte e moderno com estrutura de ouvidoria, e avaliações de desempenho que ouçam toda a equipe e não apenas as chefias. Esta iniciativa facilita o diagnóstico de eventuais problemas logo no início, permitindo uma interferência que pode evitar a ação, diz a advogada Bethânia Marconi , da Grassano e Associados. 
Para o presidente do Sescap-Ldr, Marcelo Odetto Esquiante, é essencial que as empresas entendam a importância das políticas de recursos humanos, que privilegiem o diálogo claro e democrático com os colaboradores para evitar que ocorram situações de constrangimento que possam ocorrer dentro do ambiente de trabalho. O melhor caminho sempre é o diálogo. Hoje as empresas modernas buscam sempre implementar políticas de valorização dos seus colaboradores. O respeito é a chave de tudo, orienta Esquiante. No caso do assédio moral, é importante que o funcionário tenha liberdade de comunicar a ação a seus superiores para que seja coibida, afirma ele. 
Para a advogada Bethânia Marconi, esta conscientização tanto de gestores quanto das equipes de trabalho é de suma importância. Os juízes têm sido muito cautelosos ao julgar estas ações, demandando grande cuidado para não incentivar a banalização deste direito como já acontece em outros países, como nos EUA. Nem todos que entram com os pedidos ganham as ações. Por outro lado, como a lei não determina parâmetros para os valores das indenizações por danos morais, os valores pedidos têm sido cada vez mais altos, afirma a advogada. 
Fonte: Sindicato das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações, Pesquisas e Serviços Contábeis de Londrina (Sescap-Ldr)

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