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Parece repetitivo esse tema? Provocativo, certamente. E é sobre essa questão que me atrevo a tecer alguns comentários. Fiquei inquieta e reflexiva com a entrevista de Dave Ulrich, a revista Melhor – Gestão de Pessoas, edição abril/2010, em que apresenta o resultado de sua pesquisa, ao longo de 20 anos, com dados de 40 mil pessoas ao redor do mundo, na qual identifica seis atributos fundamentais do RH bem sucedido: ativista com credibilidade; guardião da cultura e da mudança; gestor de talentos/ designer organizacional; arquiteto estratégico; aliado dos negócios e executor operacional.
Será possível pensar estrategicamente o negócio quando se é “engolido” pela execução de tarefas operacionais? É possível querermos um profissional de RH que seja o armador do time e ao mesmo tempo o cestinha? Ou o jogador que bate a lateral e corre para defender na linha do gol? Um jogador consegue ocupar duas posições em campo, simultaneamente, e dar resultado para o time, sobretudo, fazendo a torcida delirar?
Ora, sejamos realistas! Que perfil de competências é esse, que está sendo ditado ao profissional de RH que se sente a cada dia mais oprimido pelas demandas operacionais e que precisa se modernizar atuando de forma estratégica, mas que vê seu desempenho, paradoxalmente, sendo cobrado cotidianamente pelas ações voltadas para a administração de pessoas??? Mesmo com toda a automatização, as “armaduras” de nossa legislação engessam muitos processos que podem até comprometer uma ação mais estratégica.
Somente quem convive ou conviveu com a voracidade das rotinas de uma área de RH sabe que não é tão simples assim, torná-lo mais rápido e mais barato e ainda pensar estrategicamente um negócio. Não descarto as competências destacadas por Dave Ulrich, mas questiono se, de fato, elas são essas as mais relevantes.
A competência mais importante ao RH é ter uma equipe diversa, que seja capaz de lidar com as diversidades demandadas à área de RH e que reúna pessoas com múltiplos talentos, de forma a somar as competências para o êxito da equipe e da organização. Fala-se muito em multifuncionalidade. Contudo, há que se tomar muito cuidado para não transformar em exploração demasiada de mão de obra. Aliás, essa é uma expressão do século passado... Na verdade somos “cabeças” de obras, um ser humano integrado, que oferece suas qualidades físicas, éticas, cognitivas, relacionais e psicológicas. É competência do RH, sim pensar sistemicamente a organização e as pessoas!
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Ana Claudia Athayde
Ana Claudia Athayde - Presidente da Diretoria Executiva - ABRH-BA
Consultora organizacional com cerca de vinte anos de experiência em Gestão de Pessoas e administração de Recursos Humanos, Educação Corporativa, Qualidade e Responsabilidade Social (em Belém, Rio de Janeiro, Aracaju, Salvador e Brasília), em instituições de diversos segmentos: indústria, finanças (administradora de cartões), comércio (supermercado), hotelaria, serviços (RH, social, saúde, tecnologia da informação), segurança pública e instituições de ensino superior.
Psicoterapeuta, para atendimento clínico e organizacional, individual e/ou em grupo, com abordagem psicocorporal e multirreferencial.
Professora Universitária, na graduação e pós-graduação.
Avaliadora, Examinadora e Consultura ad hoc de sistemas de gestão pela qualidade: ISO 9000, PGQB/ABGC/BA, PNQ, Prêmio Realce Empresarial/BA, PQSP/PQGF-DF e Acreditação Hospitalar. |
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E-mail: anaclaudia@abrhba.com.br
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