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Retenção de Talentos
12/05/2010 Por: Ana Claudia Athayde
 

Retenção de talentos:  um desafio da liderança

 

 

Favorecer ou implementar estratégias para retenção dos talentos na organização não é  missão impossível. Contudo, complexa!

 

Para reter os talentos faz-se necessário que cada indivíduo reconheça o significado do seu trabalho e sua importância para a organização. Mas, sobretudo, o real significado de sua ação para a construção ou consolidação do seu propósito de vida, do seu legado. Por isso é complexa!

 

É papel do líder promover ações que levem seus liderados a construção de significados, de modo a formar uma identidade, ajudando-os a fazerem trabalhos desafiadores, para que eles cresçam com esse trabalho e sintam prazer naquilo que realizam. Daí decorrem, então, muitas coisas boas: os empregados sentem-se mais propensos a continuar seu trabalho alinhado à missão e estratégias da empresa; os clientes são mais fiéis aos bons serviços, e todo o ciclo virtuoso que envolve o negócio passa a ser beneficiados por essa “onda” de positividade gerada pelo clima da organização.

 

Portanto, o líder tem a responsabilidade de ser um construtor de significados, criando propósitos compartilhados para favorecer o engajamento das pessoas. “Vestir a camisa” é coisa do século passado. O desafio é engajar pessoas! Não basta apenas pessoas comprometidas e com excelentes perfil profissional; é preciso investir no coração, no diferencial do humano, a emoção, e assim favorecer o engajamento. É necessário colocar a cultura, princípios e valores, a missão da organização, no coração das pessoas. Isso é papel do líder. Não se faz isso sem uma estratégia de comunicação com esse foco. Informes, revistas, comunicações internas... não! É com atitudes!

 

A retenção de talentos passa, sim, por alinhamento dos valores pessoais com os dos líderes e da organização. Neste processo o líder deve ter em seu processo de desenvolvimento contínuo, a formação do conhecimento de três dimensões: o conhecimento de si, do outro e do contexto em que está inserido, de forma criar uma sinergia da inteligência grupal e potencialização das relações que fortalecem as redes humanas.

 

E você, já pensou no seu propósito de vida? Ao refletir sobre o seu legado, já se perguntou o quanto está alinhado com sua organização? Há uma convergência de princípios, valores e propósitos?

 

 

Ana Claudia Athayde

Presidente da Diretoria Executiva da ABRH-BA - Consultora organizacional com cerca de vinte anos de experiência em Gestão de Pessoas e administração de Recursos Humanos, Educação Corporativa, Qualidade e Responsabilidade Social (em Belém, Rio de Janeiro, Aracaju, Salvador e Brasília), em instituições de diversos segmentos: indústria, finanças (administradora de cartões), comércio (supermercado), hotelaria, serviços (RH, social, saúde, tecnologia da informação), segurança pública e instituições de ensino superior.

Psicoterapeuta, para atendimento clínico e organizacional, individual e/ou em grupo, com abordagem psicocorporal e multirreferencial. 

Professora Universitária, na graduação e pós-graduação.

Avaliadora, Examinadora e Consultura ad hoc de sistemas de gestão pela qualidade: ISO 9000, PGQB/ABGC/BA, PNQ, Prêmio Realce Empresarial/BA, PQSP/PQGF-DF e Acreditação Hospitalar.

E-mail: anaclaudia@abrhba.com.br
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